quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

TV E REPUGNÂNCIA


Sempre senti ódio e repugnância pelos programas de ditaduras televisivas, sem contraditório. Sempre senti ódio, repugnância e asco pelos asquerosos e odiosos Medina Carreira, Daniel Bessa, Cantiga Esteves, João Duque, Camilo Lourenço, António Barreto, Eduardo Catroga e outros correligionários ideológicos da dupla Passos Coelho-Paulo Portas.

Às vezes parecia-me que estava só nesta aversão a estes atrás referidos indivíduos.

É por isso que transcrevo o texto a seguir


O programa «Zona Euro», conduzido por Márcia Rodrigues e que anteontem (27 de Fevereiro de 2012) estreou na RTP1, constitui um exemplo raro de zelo jornalístico, em espaço televisivo, para com o pluralismo de opinião no debate político-económico.
Desde logo, porque estabelece um painel de convidados (António Vitorino, Adriano Moreira, Octávio Teixeira, Luís Campos e Cunha, Maria João Rodrigues, Adelino Maltez e Viriato Soromenho Marques) que não inclui apenas economistas e que procura, nesse âmbito disciplinar, assegurar a presença de distintas interpretações sobre as origens da crise e os modos de a ultrapassar.
Ao contrário, portanto, do padrão seguido pela generalidade dos programas congéneres, onde os omnipresentes Medinas, Duques, Camilos, Bessas, Cantigas e demais representantes de um pensamento económico caduco e irresponsável tecem, sem contraditório nem debate, as incessantes ladainhas da «austeridade redentora e inevitável» e os mantras moralistas do «andámos a viver acima das nossas possibilidades». Por mais que a realidade - na ausência de opositores em contexto de debate televisivo - se encarregue de os desmentir.» (In blog «LADRÕES DE BICICLETAS»)

JOAN BAEZ CANTA JOSÉ AFONSO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O CIRCO TAMBÉM É O CINEMA

O espectáculo mais barato que há é o cinema. Os bilhetes são muito mais baratos que os do futebol. Em Portugal os bilhetes de cinema mais caros são em Lisboa, 6,80  euros (1 360 escudos; na moeda da monarquia 1 conto de rei,36). O estádio de Alvalade, do Sporting C P, em Lisboa, tem 12 salas de cinema, geridas pela empresa «Zon Lusomundo». Estão dentro da estrutura do Estádio, numa zona comercial, chamada Alvaláxia, e tem mesmo em frente uma estação do Metro, servida por duas linhas (a verde e a amarela).

Os bilhetes para o jogo Benfica-Porto, no Estádio da Luz, em Lisboa, na próxima sexta-feira, dia 2 de Março, variam entre 25 e 75 euros, para não-sócios, segundo o site oficial do Benfica.

Na Europa é muito apreciado o realizador norte-americano Woody Allen, mais uma vez premiado em 2012. Pelos vistos também pela Academia de Hollywood pois tem 4 óscares: 1 de melhor realizador e 3 de melhor argumento original.

O filme mudo O Artista foi o grande vencedor da cerimónia dos óscares 2012, levando estatuetas em cinco das principais categorias, melhor filme, melhor director e melhor actor, para Jean Dujardin.



O director Michel Hazanavicius, indicado pela primeira vez, agradeceu ao cachorro que aparece no filme, Uggie.

A produção franco-belga também levou estatuetas por melhor banda sonora original e melhor figurino.

A penúltima vitória de um filme mudo foi em 1929.

«A invenção de Hugo Cabret», de Martin Scorcese, ganhou cinco prémios, em categorias técnicas: fotografia, direcção artística, edição de som, mistura e efeitos especiais.

Meryl Streep recebeu a estatueta de melhor actriz representando a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher no filme «A Dama de Ferro», terceira vitória.

O actor do Canadá Christopher Plummer passou a ser a pessoa mais velha a vencer um óscar, aos 82 anos, como melhor actor secundário.

Octavia Spencer foi escolhida melhor actriz secundária.

Woody Allen, venceu no melhor argumento original para «Meia-Noite em Paris».

O óscar de melhor filme de animação foi para «Rango».



O óscar para melhor filme estrangeiro foi para o iraniamo «A Separação».

 A canção «Man or Muppet», de «Os Muppets», venceu em melhor canção original.

Gosto de futebol e gosto de cinema. Houve um ano em que vi mais de duzentos filmes.

De um modo geral o actual cinema europeu parece-me insistir demasiado em filmes moralistas, o que acho muito desagradável.

Tenho uma grande colecção de filmes (muito acima de 500) em DVD e Blu-Ray (incluindo em 3D).

O melhor filme que vi até hoje, na minha opinião, foi «Meia-Noite em Paris» de Woody Allen, pelo excelente argumento, pela sua criatividade, pelo bom «casting», pela boa representação dos actores e actrizes, pela boa fotografia, pela boa música, e por ser muito exigente para com o espectador, para compreender os personagens.






É, assumidamente, inspirado no livro de E. Hemingway «Paris é uma Festa», referido logo no início do filme, pelo que não pode ser considerado plágio.

Os filmes que mais detesto são os filmes de publicidade política, como «Rambo» e muitos filmes do ex-austríaco naturalizado norte-americano altamente cruel, desumano e direitista, republicano neoconservador, quer no cinema quer na vida real, o odioso Schwarzenegger, sádico, que teve o prazer de assinar a execução da pena de morte, de seres humanos, que poderiam estar inocentes.

DA GUERRA COM TIROS PASSÁMOS À GUERRA COM MOEDAS


O que o aberrante Tratado de Maastricht criou de mais importante foi um novo tipo de guerra, passou-se da guerra com tiros à guerra com moedas e notas.

O Tratado de Maastricht, formalizou um novo tipo de guerra, iniciada pela Alemanha. Depois de terem pensado que ganhavam a I Guerra Mundial (1914-18) os alemães do II Reich perderam. Depois de terem pensado que ganhavam a II Guerra Mundial (1939-45) os alemães do III Reich perderam. Os alemães actuais iniciaram uma nova guerra de conquista da Europa, com o aberrante tratado de Maastricht (1992), com as aberrantes leis da moeda euro e com as leis aberrantes do ilegitimamente chamado «Banco Central Europeu». Esta tentativa de conquista da Europa pela Alemanha, através de golpes financeiros e económicos, parece-me que vai ser mais uma derrota alemã, como foram a de 1918 e a de 1945.



«Por Nick Dearden | Jubilee Debt Campaign»



«Os ministros da zona euro que se encontraram em Bruxelas na noite passada para decidir o futuro da Grécia deviam ter assistido à oportuna conferência da Universidade de Londres sobre aprender lições com a América Latina.

A lição principal é de uma importância premente: as políticas económicas impingidas à América Latina no início dos anos 1980 foram uma excelente forma de ajudar os bancos dos EUA a recuperar da crise, mas uma maneira terrível de resolver a crise da dívida da América Latina, criando em vez disso duas décadas de mais dívida, pobreza e desigualdade.

(…)

A mesma lógica jaz mal disfarçada por detrás do “resgate” à Grécia que os ministros das finanças europeus estão a concertar. Não há sequer uma tentativa de fingir que o povo grego vai beneficiar com estes fundos.

É reconhecido que as medidas adicionais de austeridade que a Grécia tem que implementar para receber estes fundos, a que os sindicatos gregos apelidam de “atrozes”, vão causar estagnação e desemprego prejudiciais ao reembolso da dívida. Em 2020 a dívida da Grécia vai ainda representar uns insustentáveis 120% do PIB do país — e isso é se as coisas correrem mesmo muito bem.

O golpe adicional nas pensões de mais 13% e no salário mínimo de 22% e a grande redução da despesa com a concomitante perda de empregos no setor público, apenas pode ter como resultado uma depressão mais longa e profunda. Até as agências de rating já reconheceram a futilidade de forçar os países a uma estagnação contínua.

Portanto, qual é o objetivo do “resgate”? Manter dinheiro a entrar no sistema financeiro europeu. De facto, a provável criação de uma conta escrow ou de caução significará que o povo grego vai ser completamente contornado — o dinheiro vai ser emprestado por instituições europeias, sendo no fundo dinheiro dos contribuintes — e entrar nos cofres dos bancos europeus. É um resgate bancário numa escala gigantesca.

Mas as boas notícias para os bancos não acabam aqui. Ao forçar a Grécia a acelerar o seu programa de privatização de €50 mil milhões, toda a espécie de bens apetecíveis — desde aeroportos, portos e autoestradas até à água e ao saneamento — vão ser postos à venda para ser arrebatados pelos financeiros dos países que estão a impor estas políticas.

(…)

O aumento das taxas de homicídio, suicídio e de VIH na Grécia pintam hoje um cenário semelhante.

Há alternativas com as quais a Europa podia aprender.

Depois da Segunda Guerra Mundial foi concedido à Alemanha o perdão de uma enorme parte da dívida e o reembolso da dívida restante foi explicitamente ligado ao crescimento do país.

(…)

Não admira que o ministro das finanças alemão tenha avançado com a ideia de que um “comissário” seja nomeado para fiscalizar o protetorado europeu da Grécia ou, se isso não funcionar, que a democracia seja suspensa por tempo indeterminado. Este é o resultado lógico de considerar as pessoas antes de mais como um obstáculo ao reembolso dos seus bancos.»

(…)

Tradução de Rita Peixeiro

Revisão de Helena Romão

(Tradução no site da Auditoria Cidadã à Dívida Pública.) (In blog «AUSTERIDADE? NÃO HÁ POLÍTICAS INEVITÁVEIS!»)

DESCONTENTAMENTO EM PORTUGAL



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

PAUL KRUGMAN DISSE UMA COISA E O SEU CONTRÁRIO



Paul Krugman, que esteve, hoje, em Lisboa, para receber o doutoramento «honoris causa» por três universidades estatais, repetiu as suas duras críticas à via da austeridade que tem sido seguida pelos líderes políticos europeus para combater a crise da dívida. Isto é uma afirmação.

 A austeridade é, essencialmente, o empobrecimento dos trabalhadores. Depois disse o seu contrário, ao dizer que os trabalhadores dos países do Sul da Europa deviam empobrecer ainda mais, disse que lhes deviam baixar os salários mais 30%, isto é, pô-los a passar fome.
O prémio Nobel da Economia em 2008 afirmou que a situação de Portugal não é tão má como a da Grécia que “vai cair e muito provavelmente sair do euro”, Portugal tem 75% de probabilidade de permanecer na moeda única. (…)

O economista norte-americano admitiu que “é terrível” ser chefe de Estado de um país pequeno da zona euro, como Portugal. “É como ser governador de um Estado norte-americano, tem-se muito pouco controlo sobre o seu destino”.
Paul Krugman fez questão de salientar que a Irlanda não é um sucesso, nem em termos de crescimento, nem nos mercados. (…)
Disse que países como Portugal, a Grécia a Espanha e a Itália teriam de fazer os seus salários cair 20 a 30% face à Alemanha.
“Não é agradável, mas é o que tem de acontecer”, afirmou, dizendo que seria preferível subir os salários dos alemães – de modo a estimular o consumo no país e, consequentemente, as outras economias do euro – do que descer os vencimentos nacionais. “Mas, em última instância”, disse, “vai ter de ser à custa dos salários dos portugueses”.

BOTA DE OURO NA EUROPA DO FUTEBOL



É ATRIBUÍDA AO MELHOR MARCADOR DOS CAMPEONATOS DA EUROPA DE CLUBES.

ÉPOCA, NOME – NACIONALIDADECLUBE, PAÍS - GOLOS



1967-68, Eusébio Portugal (nasceu em Moçambique)- Benfica, Portugal43



1968-69, ZhekovBulgáriaCSKA Sófia, Bulgária36

1969-70, MullerAlemanha OcBayern Munique, Alemanha Oc48

1070-71, Skoblar JugosláviaO. Marselha, França44

1970-71, MullerAlemanha Oc - Bayern Munique, Alemanha Oc - 40

1972-73, EusébioPortugalBenfica, Portugal - 40

1973-74, YazaldeArgentinaSporting C P, Portugal46

1974-75, GeorgescuRoméniaDínamo de Bucareste, Roménia33

1975-76, KaiafasChipreNicósia, Chipre - 39

1976-77, Georgescu RoméniaDínamo de Bucareste, Roménia47

1977-78, Krankle ÁustriaRapid Viena, Áustria41

1978-79, Kist HolandaAZ’67 Alkmaar, Holanda34

1979-80, Vandenbergh BélgicaLierse, Bélgica39

1980-81, Slavkov BulgáriaTrakia Plovdiv, Bulgária31

1981-82, KieftHolandaAjax, Holanda32

1982-83, Fernando GomesPortugalPorto, Portugal36

1983-84, Ian RushPaís de GalesLiverpool, Inglaterra - 32

1984-85, Fernando GomesPortugalPorto, Portugal39

1985-86, Van Basten HolandaAjax, Holanda 37

1986-87, Camataru RoméniaDínamo de Bucareste, Roménia 44

1987-88, Polster ÁustriaViena, Áustria39

+            Çolak TurquiaGalatasaray, Turquia, 39

1988-89, MateutRoméniaDínamo de Bucareste, Roménia, 33

1989-90, Hugo Sánchez EspanhaReal Madrid, Espanha38

+            StoichkovBulgáriaCSKA de Sófia, Bulgária 38

1990-91, PancevJugosláviaEstrela Vermelha, Jugoslávia34

1996-97, RonaldoBrasilBarcelona, Espanha 34

1997-98, Nikos MachlasGréciaVitesse Arnhem, Holanda34

1998-99, Mário JardelBrasil Porto, Portugal36

1999-00, Kevin PhillipsInglaterraSunderland, Inglaterra30

2000-01, LarssonSuéciaCeltic, Escócia35

2001-02, Mário JardelBrasil - Sporting C P, Portugal42

2002-03, Roy Makaay Holanda - Deportivo Coruña, Espanha29

2003-04, Thierry HenryFrançaArsenal, Inglaterra 29

2004-05, Diego ForlánUruguaiVillarreal, Espanha - 25

+            Thierry HenryFrança Arsenal, Inglaterra - 25

2005-06, Luca Toni ItáliaFiorentina, Itália31

2006-07, Francesco TottiItáliaRoma, Itália30

2007-08, Cristiano RonaldoPortugalManchester United, Inglaterra31

2008-09, Diego ForlánUruguaiAtlético de Madrid, Espanha32

2009-10, Lionel MessiArgentinaBarcelona, Espanha34

2010-11, Cristiano Ronaldo PortugalReal Madrid, Espanha - 40





domingo, 26 de fevereiro de 2012

O REVIVALISMO DA CRUELDADE NA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL


A Comunidade Económica Europeia tinha objectivos humanistas, quando foi criada. É preciso não esquecer que os dois países principais, a França e a então Alemanha Ocidental, tinham travado há relativamente pouco tempo três guerras entre si, a Guerra Franco-Prussiana, em 1870-71, que a França perdeu, a I Guerra Mundial, de 1914 a 1918 que o II Império Alemão (II Reich) perdeu, e a II Guerra Mundial de 1939 a 1945 que o III Império Alemão (III Reich) perdeu. Estas três guerras foram iniciadas pelos alemães.

Democracia e Direitos Humanos eram conceitos muito difundidos, embora nem sempre cumpridos, até com gravíssimas violações por parte da selvajaria colonial da França sobre o povo da Argélia.

Os iluministas do século XVIII, nomeadamente franceses, foram quem inventou a Democracia Contemporânea associada aos Direitos Humanos, cujas ideias deram origem à Revolução Francesa de 1789, que mudou de tal maneira o Mundo, que iniciou uma nova era ou Idade para a Humanidade, a Idade Contemporânea, em que estamos, em 2012.

No século XIX, os filósofos alemães Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) inventaram uma nova ideologia que defendia a igualdade entre os homens, a que chamaram comunismo, que marcou, profundamente, o século XX.

O russo Lenine (1870-1924) desenvolveu as teorias de Marx e Engels e aplicou-as na Revolução Russa de Outubro de 1917. No plano económico foi Estaline (1878-1953), natural da Geórgia, que aplicou totalmente, as normas da obra de Marx «O Capital», à Rússia Soviética, com a estatização de, praticamente, toda a economia, entretanto dividida em repúblicas, com o nome oficial de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), simplificado o nome oficial para União Soviética.

A vitória na II Guerra Mundial da União Soviética, Estados Unidos e Reino Unido levou à expansão do modelo soviético na Europa, na Alemanha Oriental (DDR), Polónia, Checoslováquia, Hungria, Jugoslávia, Bulgária, Roménia e Albânia.

As ideias comunistas triunfaram na Revolução Chinesa (1949), dirigida por Mao Tsé-Tung (1893-1976), na Coreia do Norte, no Vietname e na Revolução de Cuba (1959) dirigida por Fidel Castro (n. 1926) e Che Guevara (1928-1967).

A experiência marxista-leninista na Rússia foi a mais profunda e duradoura.

Todas as experiências comunistas deram origem a ditaduras, à estatização da economia, a uma diminuição muito acentuada das desigualdades sociais, ao aumento do emprego, e a um desenvolvimento acentuado da escolaridade. A experiência comunista russa levou à implosão da União Soviética (1991) e à implosão de todos os regimes comunistas europeus.

O regime da China evoluiu para um Capitalismo de Estado, que manteve a ditadura, mas que tornou a China em 2012 a segunda maior economia mundial, logo atrás dos Estados Unidos, mas com um grande superávite e um acentuado crescimento anual.

Dos regimes comunistas que sobreviveram no Vietname está a estruturar-se um Capitalismo de Estado, o mesmo parece que está a começar em Cuba, e na Coreia do Norte mantém-se uma ditadura muito criticável e enigmática.

Ora, a implosão total do marxismo-leninismo na Europa levou à ascensão das ideologias de Direita que podemos sintetizar em neoliberalismo-neoconservadorismo.

Por outro lado os partidos que se reivindicavam do socialismo democrático, agrupados na Internacional Socialista e no chamado «Partido Socialista Europeu» «meteram o socialismo na gaveta» e aproximaram-se bastante do neoliberalismo-neoconservadorismo. Neste caso convém assinalar que o PPD português, um partido de Direita se apropriou do conceito «Partido Social-Democrata» (PSD) mudando o significado do conceito em Portugal, este partido, o PSD, é neoliberal-neoconservador, não faz parte da IS, nem do PSE. Na Alemanha o SPD (Partido Social-Democrata) corresponde ao PS em Portugal, fazendo ambos parte da IS e do PSE.

É nesta conjuntura de derrocada de muitas das ideias da Esquerda que é assinado o Tratado de Maastricht, em 1992, que estabelece as leis da moeda euro e do chamado «Banco Central Europeu», de acordo com as ideologias de Direita, de acordo com o neoliberalismo-neoconservadorismo.

Com a assinatura do Tratado de Maastricht formalizou-se o conceito União Europeia, e ao mesmo tempo é posto fim à solidariedade dos Estados que compõem a União Europeia, de que a primeira vítima está a ser a Grécia.

A solidariedade entre os Estados da União Europeia foi substituída pela crueldade entre esses mesmos Estados. O triunfo da crueldade está a destruir a Grécia.

Por outro lado a NATO deixou de ser uma aliança defensiva e passou a ser uma aliança militar de ataque.

O Campo de Tortura de Guantánamo (e respectivas sucursais) constitui o melhor exemplo da crueldade praticada e assumida pela Europa ocidental e pelos Estados Unidos.

Um homem foi raptado na Itália, em Milão. As pessoas que constataram o facto pensaram que tinha sido obra da Máfia da Sicília. Mas o rapto foi executado por polícias italianos e por polícias estrangeiros, dos Estados Unidos. Este homem foi depois levado para Guantánamo para ser torturado.

Esta crueldade formalizada por G W Bush tem-se mantido com a dupla Barack Obama - Hillary Clinton.

E assim triunfou a crueldade na Civilização ocidental.





COMBATE DE BLOGS

O representante do blog «Insurgente», no programa «Combate de Blogs» na «TVI24», às 23 horas de sábado, 25 de Fevereiro de 2012, despertou em mim um sentimento muito profundo, um ódio muito profundo àquele indivíduo. O que ele disse fez-me odiá-lo. Penso que se tivesse vivido na ditadura fascista de Salazar-Caetano teria sido membro da PIDE/DGS. Desumano, cruel, mentiroso, falso, adepto do colonialismo, defende as classes milionárias e despreza as pessoas não milionárias que constituem a maioria dos portugueses.

Disse que o Estado de Israel não faz nenhum mal aos árabes, deve considerar o povo árabe palestiniano como constituído por animais.

No caso da guerra-civil da Síria não disse que esta foi e é organizada e financiada pelo Estado de Israel. Os que começaram a guerra-civil, os pró-israelitas, ainda estão a perder, para tristeza dele. Defende uma guerra contra o Irão pelo Estado de Israel ajudado pelos Estados Unidos.

Defendeu a invasão colonial da Líbia pelas potências da NATO, as tais que se dedicaram ao tráfego negreiro, vendendo e tratando os negros como animais, não falando da barbárie sobre mulheres e crianças praticada pela NATO em Trípoli, que as chacinou com bombas de fósforo (que são proibidas pela ONU).

sábado, 25 de fevereiro de 2012

FUTURO SINISTRO PARA A GRÉCIA


Anda muita gente preocupada com o futuro da Grécia. Há quem diga que Portugal vai pelo trágico caminho da Grécia. Não sou da mesma opinião, não acho que a situação em Portugal esteja tão perdida como a da Grécia.
A situação portuguesa é preocupante e perigosa, dado o fanatismo neoliberal-neoconservador do governo PSD-CDS. Preocupante também é a subserviência de Passos Coelho face à neoliberal-neoconservadora Ângela Merkel.
Mas haverá, em breve, eleições presidenciais em França e Sarkozy pode desaparecer de cena, derrotado por François Hollande, e abrir-se uma nova janela de esperança.




François Gérard Georges Hollande, nasceu em 12 de Agosto de 1954 em Rouen, Seine-Maritime, e é o candidato designado pelo Partido Socialista e pelo Partido Radical de Esquerda para as eleições presidenciais de 2012, na França, cuja primeira volta é em 22 de Abril. É nele que os que querem uma nova União Europeia depositam as suas esperanças.
A seguir vou colocar excertos de um artigo, mas só sobre a parte referente à Grécia, com a qual estou de acordo.
«Há dois anos atrás, a maioria dos responsáveis europeus pela formulação de políticas acreditava ainda que a Grécia conseguiria sobreviver. Faltava-lhes a experiência de gestão de crises financeiras e não consultaram, sequer, aqueles que em outras partes do mundo tiveram que lidar com crises em décadas anteriores. Armados de ignorância e arrogância, acabaram a repetir os erros de todos os outros. Pensaram estar a ser espertos quando tiveram a ideia de uma contracção fiscal expansionista. E acharam que o envolvimento voluntário do sector privado (PSI) poderia realmente ajudar.Não tendo conseguido aprender com os erros dos outros, alguns deles estão agora a aprender à sua própria custa. Em algumas capitais do norte da Europa, os responsáveis pelas políticas europeias começam a perceber que o programa grego tem sido um falhanço absoluto. Perderam a confiança na política grega; com a entrada no quinto ano de uma depressão, e a certeza de que o produto interno grego cairá ainda mais sob a influência da austeridade, estão à beira de desistir da Grécia.
Mas eles são também intrinsecamente avessos ao risco e propensos ao cumprimento dos formalismos. Sentem que precisam de aparentar levar o último programa de austeridade grego a sério, e ao mesmo tempo mostrar que salvaguardarão os interesses dos seus próprios contribuintes. Os partidos da coligação grega chegaram a um acordo que deveria, pelo menos formalmente, satisfazer as exigências dos ministros europeus das finanças. O parlamento grego aceitou-o. O conjunto do euro também o aceitará. Individualmente, os detentores de obrigações gregas chegarão a um acordo quanto ao envolvimento do sector privado.
O Bundestag pode ainda sabotar este acordo, dado o crescente nervosismo da opinião pública alemã relativamente à expectativa de inutilidade de um novo programa de €130bn. Mas a minha expectativa é de que o programa se concretize. Haverá um período inicial de calma, mas em poucos meses será claro que os cortes gregos nos salários e pensões terão agravado a depressão. Os formuladores europeus de políticas descobrirão que, neste contexto desolador, até uma meta reduzida para as privatizações é irrealista. O PIB grego desceu 6% em 2011, e continua a decrescer a uma taxa semelhante este ano. E em breve uma nova vaga de cortes se fará anunciar.
Este não é, sequer, o cenário mais pessimista. Ele assume que a situação política grega se mantém colaborante. Mas com a renovação das greves e demissões ministeriais a saudar o último programa, é de facto expectável que Antonis Samaras, líder da Nova Democracia e provável vencedor das eleições em Abril, pactue com a estratégia em curso? Não vejo de que forma isto poderá funcionar politicamente. Para um primeiro-ministro que pondera um mandato completo de 4 anos, deve ser grande a tentação de se desvincular dos compromissos agora assumidos e culpar os seus predecessores pelo caos. Ele terá então quatro anos para levantar o país dos destroços da saída da zona euro. Politicamente seria muito mais arriscado aderir a um programa que ele próprio afirma não funcionar e que manterá o país em depressão durante todo o seu mandato e, possivelmente, para além dele.Mas, aceitemos o argumento e admitamos que o Sr. Samaras se mantém no programa e que a armadilha da dívida pode ser evitada. Tudo funciona como oficialmente planeado. Seria esse o fim da crise grega? Nesse caso, o rácio grego da dívida face ao PIB cairia dos actuais 160% para cerca de 120% do PIB no fim da década.Mas este valor seria ainda demasiado elevado. Devemos lembrar-nos que 120% é um número político a que falta justificação económica. Não é por acaso que este é o actual rácio italiano da dívida face ao PIB. Se admitíssemos que 120% não é sustentável para a Grécia, estaríamos a criar o pressuposto que o mesmo seria verdade para a Itália.
E no entanto as duas economias são muito diferentes. A Grécia viu a sua economia entrar em colapso. Para se reconstruir, a Grécia precisa de uma infra-estrutura económica operativa, de um mercado de trabalho moderno e de um sistema político menos tribal. Os mercados financeiros não voltarão a confiar na Grécia até tudo isto ser uma realidade. Mas isso pode levar décadas. (…)» Wolfgang Munchau, FT.com, 12/02/2012
Traduzido por Sandra Paiva e Paulo Coimbra. (In blog «AUSTERIDADE? NÃO HÁ POLÍTICAS INEVITÁVEIS!»)