quarta-feira, 31 de outubro de 2012

MANIFESTAÇÃO EFECTUADA HOJE FRENTE AO PARLAMENTO DE PORTUGAL, CONTRA A AUSTERIDADE NEOLIBERAL QUE VISA ENRIQUECER AINDA MAIS A ALTA BURGUESIA, COMO O BANQUEIRO FERNANDO ULRICH, À CUSTA DO EMPOBRECIMENTO, DA POBREZA, DA MISÉRIA E DA FOME


A DEMOCRACIA DA ISLÂNDIA É CENSURADA NOS «MÉDIA» DOMINANTES NOS PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA, PORQUE HÁ ALTERNATIVAS À AUSTERIDADE NEOLIBERAL


«Islândia mostrou o caminho ao rechaçar a austeridade»
por Salim Lamrani
REDE VOLTAIRE | PARIS (FRANÇA) | 20 DE OUTUBRO DE 2012
                                       
          FRANÇAIS  ESPAÑOL  DEUTSCH  РУССКИЙ 

                                                   
«Cerca de seis mil pessoas protestaram em frente ao Parlamento islandês contra a salvação dos bancos, em novembro de 2008»
«Quando, em setembro de 2008, a crise econômica e financeira atingiu a Islândia – pequeno arquipélago no norte da Europa, com uma população de 320 mil habitantes –, o impacto foi desastroso, tal como no resto do continente. A especulação financeira levou os três principais bancos à falência, de modo que seus ativos representavam uma soma dez vezes superior ao PIB do país, com uma perda líquida de 85 bilhões de dólares. A taxa de desemprego se multiplicou por nove entre 2008 e 2010, ao passo que, antes, o país gozava de pleno emprego.
A dívida da Islândia representou 900% do PIB e a moeda nacional se desvalorizou 80% em relação ao euro. O país caiu em uma profunda recessão, com uma diminuição do PIB em 11% em dois anos. [1]
Diante da crise
Em 2009, quando o governo quis aplicar as medidas de austeridade exigidas pelo FMI em troca de uma ajuda financeira de 2,1 bilhões de euros, uma forte mobilização popular o obrigou a renunciar. Nas eleições antecipadas, a esquerda ganhou a maioria absoluta no Parlamento. [2]
No entanto, o novo poder adotou a lei Icesave – cujo nombre provém do banco online que quebrou e cujos correntistas eram, na maioria, holandeses e britânicos – com a finalidade de reembolsar os clientes estrangeiros. Essa legislação obrigava os islandeses a reembolsar uma dívida de 3,5 bilhões de euros (40% de seu PIB) – nove mil euros por habitante – em quinze anos e com uma taxa de juros de 5%. Diante dos novos protestos populares, o presidente se recusou a assinar o texto parlamentar e o submeteu a um referendo. Em março de 2010, 93% dos islandeses rechaçaram a lei sobre o reembolso das perdas do Icesave. Quando foi submetida novamente a referendo em abril de 2011, 63% dos cidadãos voltaram a rechaçá-la. [3]
Uma nova Constituição, redigida por uma Assembleia Constituinte de 25 cidadãos eleitos por sufrágio universal entre 522 candidatos, composta por nove capítulos e 114 artigos, foi adotada em 2011. Ela prevê o direito à informação, com acesso público aos documentos oficiais (Artigo 15), a criação de uma Comissão de Controle da Responsabilidade do Governo (Artigo 63), o direito à consulta direta (Artigo 65) – 10% dos eleitores podem pedir um referendo sobre as leis votadas pelo Parlamento –, assim como a nomeação do primeiro-ministro pelo Parlamento. [4]
Assim, ao contrário das outras nações da União Europeia na mesma situação, que aplicaram escrupulosamente as recomendações do FMI que exigiam medidas de austeridade severas, como na Grécia, Irlanda, Itália ou Espanha, a Islândia escolheu uma via alternativa. Quando, em 2008, os três principais bancos do país – Glitnir, Landsbankinn e Kaupthing – desmoronaram, o Estado islandês se negou a injetar neles fundos públicos, tal como havia feito o resto da Europa. Em vez disso, realizou sua nacionalização.
Do mesmo modo, os bancos privados tiveram que cancelar todos os créditos com taxas variáveis que superavam 110% do valor dos bens imobiliários, o que evitou uma crise de subprime, como nos Estados Unidos. Por outro lado, a Corte Suprema declarou ilegais todos os empréstimos ajustados a divisas estrangeiras que foram outorgados a particulares, obrigado assim os bancos a renunciarem a seus créditos em benefício da população. [5]
Quanto aos responsáveis pelo desastre – os banqueiros especuladores que provocaram o desmoronamento do sistema financeiro islandês –, não se beneficiaram da mansidão que se mostrou diante deles no resto da Europa, onde foram sistematicamente absolvidos. Com efeito, Olafur Thor Hauksson, Procurador Especial nomeado pelo Parlamento, os perseguiu e prendeu, inclusive ao ex-primeiro-ministro Geir Haarde. [6]
Uma alternativa à austeridade
Os resultados da política econômica e social islandesa têm sido espetaculares. Enquanto a União Europeia se encontra em plena recessão, a Islândia se beneficiou de uma taxa de crescimento de 2,1% em 2011 e prevê uma taxa de 2,7% para 2012, além de uma taxa de desemprego de 6%. [7] O país até se deu ao luxo de realizar o reembolso antecipado de suas dívidas ao FMI. [8]
O presidente islandês Olafur Grímsson explicou este milagre econômico: “A diferença é que, na Islândia, deixamos os bancos quebrarem. Eram instituições privadas. Não injetamos dinheiro para salvá-las. O Estado não tem por que assumir essa responsabilidade”. [9]
Agindo contra qualquer prognóstico, o FMI saudou a política do governo islandês – o qual aplicou medidas totalmente contrárias às que o Fundo preconiza –, que permitiu preservar “o precioso modelo nórdico de proteção social”. De fato, a Islândia dispõe de um índice de desenvolvimento humano bastante elevado. “O FMI declara que o plano de resgate ao modo islandês oferece lições nos tempos de crise”. A instituição acrescenta que “o fato de que a Islândia tenha conseguido preservar o bem-estar social das unidades familiares e conseguir uma consolidação fiscal de grande envergadura é uma das maiores conquistas do programa e do governo islandês”.
No entanto, o FMI omitiu omitiu a informação de que esses resultados só foram possíveis porque a Islândia rechaçou sua terapia de choque neoliberal e elaborou um programa de estímulo econômico alternativo e eficiente. [10]
O caso da Islândia demonstra que existe uma alternativa crível às políticas de austeridade que são aplicadas na Europa. Estas, além de serem economicamente ineficientes, são politicamente custosas e socialmente insustentáveis. Ao escolher colocar o interesse geral acima do interesse dos mercados, a Islândia mostra o caminho ao resto do continente para escapar do beco sem saída.»
Tradução
Alva

[1] Paul M. Poulsen, ‘‘Como a Islândia, uma vez à beira do precipício, se restabeleceu’’, Fundo Monetário Internacional, 26 de outubro de 2011. (site acessado em 11 de setembro de 2012).
[2] Marie-Joëlle Gros, « ‘‘Islândia: a retomada de uma dívida suja’’, Libération, 15 de abril de 2012.
[3] Comissão de cancelamento da dívida do Terceiro Mundo, «Quando a Islândia reinventa a democracia», 4 de dezembro de 2010.
[4Constituição da Islândia, 29 de junho de 2011. (site acessado em 11 de setembro de 2012).
[5] Marie-Joëlle Gros, «Islândia: a retomada de uma dívida suja», op. cit.
[6] Caroline Bruneau, «Crise islandesa: o ex-primeiro-ministro não está aprovado», 13 de maio de 2012.
[7] Ambrose Evans-Pritchard, «A Islândia ganhou no fim», The Daily Telegraph, 28 de novembro de 2011.
[8] Le Figaro, «A Islândia já reembolsou o FMI», 16 de março de 2012.
[9] Ambrose Evans-Pritchard, «Islândia oferece uma tentação arriscada à Irlanda terminada a recessão», The Daily Telegraph, 8 de dezembro de 2010.
[10] Omar R. Valdimarsson, «FMI diz que resgate ao estilo da Islândia traz lições em tempos de crise», Business Week, 13 de agosto de 2012.

O «BCE» É UM ASSASSINO DE ECONOMIAS


O «Banco ‘Central’ ‘Europeu’», feito tal como está, nas normas loucas neoliberais, é um assassino de economias e um produtor de desemprego.
É preciso acabar com este «BCE» e substitui-lo por um Banco Central verdadeiro.
O causador da crise da Zona Euro foi o «BCE» e é o «BCE» que não quer que a crise da Zona Euro acabe.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

DENUNCIAR CRIMES DE FUGA DE CAPITAIS E DE EVASÃO FISCAL NO PROTECTORADO DA TROIKA CHAMADO GRÉCIA É PUNIDO COM PRISÃO



«O jornalista de investigação grego Kostas Vaxevanis irá ser julgado por ter divilgado a chamada «lista Lagarde» em que figuram os nomes de 2 059 gregos com contas bancárias na Suíça, (…) cuja autenticidade o Governo de Atenas recusa confirmar. Nela figuram pelo menos três políticos – dois deles da Nova Democracia, o partido do primeiro-ministro, o conservador Andonis Samarás – como titulares de contas da entidade HSBC.»
Vaxevanis foi detido no passado domingo pela manhã na casa de um amigo em Atenas, no contexto de uma acção (…) própria de uma «milícia fascista», como relatou ele próprio na sua conta do Twitter. No passado sábado, «Hot Doc», a revista quinzenal que dirige (…) divulgou «Todos os nomes da ‘lista Lagarde’». (…) 
No Outono de 2010 – seis meses depois do primeiro resgate da Grécia – a então ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, entregou ao seu homólogo grego, Yorgos Papaconstantino, uma lista com 2 059 nomes de cidadãos gregos com contas na Suíça como prova documental do habitual costume de fugir aos impostos por parte de profissionais e empresários gregos.

Porém a ‘lista Lagarde’ caiu aparentemente no esquecimento. (…)
Mas a sociedade grega sentia-se enganada (…), afirma Samozraki, que denuncia a detenção do seu colega como “um acto de censura total”.»(In «El País» net)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O ROTATIVISMO É QUASE UMA DITADURA

O rotativismo partidário, em Portugal, nos finais do século XIX e nos começos do século XX, no âmbito da Constituição monárquica de 1826 («Carta Constitucional de 1826») significava, no essencial, em termos de política económica e financeira, fazer sempre o mesmo com dois partidos com nomes diferentes que exerciam, alternadamente, o poder num rotativismo vertiginoso, ruinoso para Portugal e globalmente perigoso.
«Na simulação para 181 lugares, feita à luz dos resultados eleitorais de 2011, o BE passaria de oito para quatro deputados e a CDU de 16 para 10. O CDS seria menos prejudicado: dos actuais 24 mandatos conservaria 22. O vencedor (neste caso o PSD) fica a ganhar com a mudança. «O partido mais votado é ligeiramente beneficiado e o benefício cresce à medida que a percentagem de votos é maior», regista o estudo.» (In blog «5 Dias net»)
A crise em que Portugal está mergulhado teve origem nos abusos dos banqueiros dos Estados Unidos e depois passou para a Europa e apanhou a moeda euro desamparada para uma crise grave por não ter um verdadeiro Banco Central. O «BCE» não é um Banco Central. Uma das obrigações do Banco Central dos Estados Unidos (Reserva Federal à letra) é promover o emprego. Uma das obrigações do «BCE» é o contrário, é promover o desemprego.
Ora Portugal está enredado numa arquitectura legislativa do euro perigosa, devido aos dois partidos do rotativismo que são o PSD e o PS. Estes dois partidos vincularam Portugal a leis neoliberais perigosas.
Ora, a atitude mais importante que António José Seguro do PS tomou para resolver a crise portuguesa foi propor a redução do número de deputados para beneficiar o PS e o PSD, os dois partidos do rotativismo português da III República, os  partidos do chamado ‘Centrão’, ambos responsáveis pela perigosa legislação neoliberal da moeda euro e do ilegítimo «BCE».
Afinal a crise é altura de boas oportunidades para piorar ainda mais os defeitos da III República portuguesa.
Melhorar a Democracia é dar oportunidade a todas as correntes de opinião e também evitar uma ditadura entre duas eleições. Para evitar essa ditadura é necessário que os eleitores se possam pronunciar sobre os problemas que lhes dizem directamente respeito como o agravamento brutal dos impostos.

domingo, 28 de outubro de 2012

O BANQUEIRO E A LEI – ACHA QUE AS LEIS NÃO SÃO PARA CUMPRIR


O banqueiro Fernando Ulrich do banco BPI disse que a Constituição não devia ser cumprida.
Isto quer dizer que para a alta burguesia financeira não há leis, estão fora da Lei. Então o ilegítimo «BCE» não empresta dinheiro directamente aos banqueiros, normalmente, enquanto está proibido de emprestar ao Estado ou Estados ? A alta burguesia financeira é que faz as leis na Zona Euro, é uma maneira formal de cometer crimes fazer leis criminosas.
Estiveram fora da Lei os banqueiros norte-americanos que causaram esta crise, porque não havia supervisão do Estado sobre eles. Madoff foi o bode expiatório. Muitos dos outros que criaram a crise ou capatazes que apoiaram as medidas que causaram a crise foram para o poder com Obama.
Fernando Ulrich dispensa a Constituição, o Parlamento e a Democracia, era muito mais fácil governar debaixo duma ditadura militar. Milton Friedman um dos mentores de Fernando Ulrich governou o Chile como conselheiro pessoal do assassino, torturador e ladrão Pinochet numa ditadura, que fuzilou pessoas num estádio de futebol e que mandou assassinar todos os opositores activos.

sábado, 27 de outubro de 2012

CRISE DA ZONA EURO PARA UMA DÉCADA?


Já há muitas pessoas a dizerem que a crise da Zona Euro via durar mais que uma década.
Mas será que daqui por dez anos a moeda euro ainda existirá?
Dez anos é muito tempo no século XXI – novas guerras, novas crises, acontecimentos não previstos.
Se não forem tomadas medidas pelos países da Zona Euro para criarem um Banco Central a sério a moeda euro implodirá em menos de dez anos, ou até em menos de cinco, ou até em menos de três.
A crise da Zona Euro têm que ser solucionada por medidas de políticos interessados em continuar com a União Europeia e não por contabilistas analfabetos nos outros ramos do conhecimento fora da pura contabilidade.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

UMA MOEDA NÃO RESISTE A UMA CRISE SEM BANCO CENTRAL


Não é possível uma moeda resistir a uma crise sem ter um Banco Central verdadeiro, não um falso.
A Zona Euro entrou num círculo vicioso.
Afinal a crise não era só um problema dos gregos, como dizia a alemã Ângela Merkel.
E não é só uma crise da Grécia, de Portugal, da Irlanda, da Espanha e da Itália.
O próximo candidato a entrar na crise é a França, e depois outros entrarão.
A crise será cada vez mais e mais uma crise da Zona Euro. Se a maioria dos países da Zona Euro não acordar e enfrentar os neoliberais alemães a crise continuará a aumentar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A ASSINATURA DE TRATADOS PERIGOSOS


A classe política portuguesa, a grega, a irlandesa, a espanhola, a italiana e a francesa assinaram tratados perigosos. Assinaram as perigosas leis da moeda euro e do falso «BCE».
Assinar leis que permitem criar uma moeda sem Banco Central verdadeiro é muito perigoso.
E estava à vista de todos, o falso «BCE» estava proibido de emprestar dinheiro directamente aos Estados da moeda euro – isto é muito perigoso.
Bastava começar a primeira crise internacional e os países da Zona Euro iam para o salve-se quem puder, uns a tentarem destruir os outros. É esta a situação actual.
Portugal na última década do século XIX entrou em bancarrota, devido aos gastos com os caminhos-de-ferro. Eram necessárias muitas linhas, muitas pontes, e muitos túneis.
Nos finais do século XX e nos começos do século XXI era necessário construir uma rede de auto-estradas, proporcional à rede dos caminhos-de-ferro do século XIX.
Assim como os partidos da monarquia constitucional, o partido Regenerador e o partido Progressista, negociaram mal os contratos para a rede de caminhos-de-ferro, os partidos da III República dominantes, o PPD/PSD e o PS negociaram mal os contratos da rede de auto-estradas. Os maus contratos da rede dos caminhos-de-ferro prejudicaram o Estado e beneficiaram os privados, exactamente como os maus contratos da rede de auto-estradas prejudicaram o Estado e beneficiaram ilegitimamente os privados.
Hoje olhamos para a rede dos caminhos-de-ferro, com as suas pontes e os seus túneis e concluímos que faziam mesmo falta. Foi certo construir os caminhos-de-ferro.
Na monarquia constitucional as pessoas votavam ora no partido Regenerador, ora no Progressista, num rotativismo perigoso. Em 5 de Outubro de 1910 caiu o regime monárquico para sempre.
O rotativismo na III República PPD/PSD e PS é semelhante ao rotativismo dos finais da monarquia.
Hoje, há cada vez mais portugueses que querem a queda do regime para se verem livres da classe política do rotativismo PSD-PS.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

PROPOSTAS ALTERNATIVAS AO PROGRAMA PSD-CDS DE DESTRUIÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DA A MAIORIA DOS PORTUGUESES



«Seis medidas fundamentais para salvar a economia 

1. Anular o aumento do IRS imposto pelo PSD e CDS , mudando o sistema fiscal com base na progressividade e alterando para isso o IRC e IMI , introduzindo um Imposto sobre Grandes Fortunas, reintroduzindo um imposto sobre heranças; 

2. Renegociar e cortar a dívida para um nível sustentável para criar investimento, de modo a limitar o pagamento da dívida a metade nos próximos dois anos; 

3. Promover políticas sociais de base local com o IMI que inclua a banca, a Igreja e o Estado, e com as receitas do imposto sobre fortunas; 

4. Terminar o escândalo das PPP e proteger os contribuintes das rendas financeiras; 

5. Aumentar os recursos da segurança social para garantir o seu futuro; 

6. Proteger as pessoas dos despejos e do sobreendividamento. 

Com o conjunto destas medidas seria possível financiar o esforço de investimento e de criação de emprego, corrigindo ao mesmo tempo o défice para evitar o ciclo de dependência, chantagem e destruição da economia portuguesa. 

Estas medidas supõem uma modificação urgente do sistema fiscal e da vida social em Portugal: representam a proteção dos contribuintes e trabalhadores e uma forte imposição de obrigações fiscais ao capital. Essa regra de democracia fiscal nunca foi imposta em Portugal.»(In «Esquerda net»)

A PERVERSIDADE NEOLIBERAL


Os neoliberais Passos Coelho e Vítor Gaspar, além de serem loucos e estúpidos, são altamente perversos, são muito desonestos, intelectualmente e pessoalmente, porque estão a aproveitar a crise da Zona Euro para desvalorizarem ao máximo os salários, sendo o alto desemprego um factor que facilita muito a desvalorização dos salários. Estes dois indivíduos loucos estúpidos desonestos e perversos sentem-se bem a sacrificar os trabalhadores para beneficiarem o Capital internacional e nacional.

«A leitura do Relatório do Orçamento de Estado de 2013 (ROE) é bastante esclarecedora: «A contracção da procura interna e a dinâmica do processo de ajustamento está associada a uma transferência de recursos para sectores produtores de bens transaccionáveis. (ROE – p. 14)»

As passagens que destacamos a negro dão-nos uma pista bastante clara do que o governo tem tentado dizer-nos nas conferências de imprensa posteriores as avaliações da Troika. Lembremos que nessas conferências a Troika tem apontado Portugal como um bom aluno. Tentemos então compreender como é que no meio de tantas desgraças para o conjunto dos trabalhadores, pensionistas e desempregados, o Governo e a Troika conseguem ver um comportamento exemplar.

Para já, o milagre da produtividade é explicada pelo próprio ROE, p. 17: «Esta evolução é explicada, essencialmente, pela redução do PIB menos acentuada que o emprego». Traduzindo: a variável produtividade (P) é dada pela relação entre o PIB e o número de trabalhadores (L), ou seja, P=PIB/L, traduz o montante de mercadoria produzida pela força de trabalho activa. Assim, a produtividade é proporcional à produção expressa pelo PIB e inversamente proporcional ao número de trabalhadores envolvido nessa produção.» (In Blog «5 Dias net»)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A DESUNIÃO EUROPEIA E OS JUROS USURÁRIOS DOS EMPRÉSTIMOS DOS FALSOS AMIGOS


A crise da Zona Euro é um excelente negócio para os falsos amigos emprestarem dinheiro.
Os falsos amigos de Portugal emprestaram-lhe dinheiro a 4 e 5% de juros.
Se Portugal procurasse o dinheiro desses empréstimos, fora da União Europeia, poderia ter conseguido juros abaixo de 5% e de 4%.
Se Portugal em vez de ser ajudado pelos falsos amigos da Zona Euro, poderia ter conseguido financiamento de «inimigos» a menos de 5% ou de 4%.
A dívida de Portugal é constituída, em grande parte por juros usurários dos falsos amigos. Mais vale pedir ajuda a inimigos do que a falsos amigos.
São os falsos amigos da Zona Euro que estão a pôr os portugueses a passar fome, por causa dos juros usurários que cobram.

domingo, 21 de outubro de 2012

PARA LÁ DOS LIMITES


«Israel intercepta navio pró-palestiniano que se dirigia para Gaza»


«A Marinha israelita interceptou neste sábado passado (20/10/2012) um navio finlandês, com militantes pró-palestinianos a bordo, numa nova missão para furar o bloqueio à Faixa de Gaza.

Segundo uma porta-voz militar, o arresto decorreu sem incidentes e ninguém terá ficado ferido. “Os soldados entraram a bordo e assumiram o controlo do Estelle. Os passageiros não ofereceram resistência”, afirmou a fonte militar, citada pela AFP. O navio, com cerca de 30 pessoas a bordo, na sua maioria europeus, foi depois encaminhado para o porto de Ashdod. Nenhum dos ocupantes foi ainda autorizado a falar aos jornalistas.

O Estelle deixou o porto de Nápoles no início deste mês, transportando ajuda para a população daquele território palestiniano, incluindo cimento, medicamentos e livros para crianças, recorda a Reuters.

Esta foi a última de uma série de tentativas de activistas pró-palestinianos para quebrar o bloqueio imposto por Israel a Gaza depois de, em 2007, o Hamas ter assumido o controlo daquela estreita faixa de território junto ao Mediterrâneo, onde vivem 1,6 milhões de pessoas.» (In jornal «Público» online)
Uma verdade muito inconveniente é esta – a União Europeia e os Estados Unidos sustentam o Estado de Israel. A União Europeia compra ao Estado de Israel mercadorias de que não precisa para nada.
Se não fosse a União Europeia Israel sofria um bloqueio desportivo igual ao que sofreu o regime do apartheid da África do Sul. Israel fica na Ásia e os seus clubes jogam na UEFA e a sua selecção de futebol joga num grupo europeu, por pressão da União Europeia.
É um país da União Europeia que está a fazer submarinos para o Estado de Israel lançar bombas atómicas.
Foram o Reino Unido (um país da União Europeia) e os Estados Unidos que forneceram a Israel material para fazer 10 bombas atómicas por ano, já fez mais de duzentas.
O extermínio dos judeus pelos alemães é uma questão do passado, já passou, acabou em 1945. Esse extermínio dos judeus pelos alemães, em fábricas de matar pessoas em Auschwitz foi até 1945, não pode servir de pretexto para que os judeus do Estado de Israel façam todas as selvajarias que lhes apetecem. O Estado de Israel é um Estado Religioso, baseia-se no fanatismo religioso.
Agora os judeus dão-se ao luxo de fazer pirataria contra navios da União Europeia. Estão a ir longe demais.

A União Europeia não ajuda a Grécia, Portugal, a Irlanda, a Espanha e a Itália, mas ajuda o Estado de Israel sem limites.

sábado, 20 de outubro de 2012

PORTUGAL E OS AMIGOS DA ONÇA NEOLIBERAIS


Portugal para não prejudicar outros países da União Europeia destruiu barcos de pesca e acabou com explorações agrícolas e agro-pecuárias, quando entrou para a União Europeia.
Agora Portugal não produz o suficiente para alimentar a sua população, tem que importar alimentos, quando tem terra mais que suficiente para alimentar toda a população.
A falta de Banco Central para a moeda euro deu origem a uma crise que atinge a Grécia, Portugal, a Irlanda, a Espanha e a Itália. E os neoliberais alemães e os seus lacaios do PPE estão a adiar o mais que podem os passos necessários para transformar o «BCE» num Banco Central verdadeiro. Quando os neoliberais alemães concordarem em transformar o «BCE» num Banco Central verdadeiro, já será tarde demais, talvez a Zona Euro já tenha implodido, precisamente por não ter um Banco Central verdadeiro.
Os amigos da onça neoliberais retribuíram as destruições de empresas portuguesas para não prejudicarem as concorrentes da União Europeia, com uma ajuda a juros usurários, que mais que uma ajuda é um negócio para quem empresta o dinheiro a troco da destruição do mercado interno e da qualidade de vida de todas as classes sociais fora da alta burguesia.
Agora os pescadores desempregados querem ir à pesca e os barcos foram destruídos.
É isto o neoliberalismo europeu, uma ideologia de loucos sádicos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

CURRICULUM PARA ALGUÉM ME PINTAR A CASA NA UNIÃO EUROPEIA


Depois de ouvir Fernando Ulrich, o banqueiro que levou o BPI á falência (o BPI valia 319 milhões de euros no mercado de capitais quando foi decidido que iria receber um empréstimo de 1.500 milhões de euros - 4,7 vezes o seu valor, então, na bolsa), falência paga com um empréstimo do Estado, dizer que quer pessoas a trabalhar de graça no BPI para o BPI, pagas pela Segurança Social, cheguei à conclusão que gostaria que um homem que tenha levado um banco à falência me venha pintar a casa, mas à borla, pago pelo BPI. A opressão das classes altas sobre as outras só existe porque na prática as outras consentem.
A Revolução de 25 de Abril de 1974 foi um sucesso a curto prazo e um grande fracasso a médio prazo, criou a III República, que em 2012 põe os portugueses a passar fome. No entanto criou uma situação rara em Portugal em mais de oito séculos, muitos elementos da alta burguesia começaram a ter medo da própria sombra e a fugir para o Brasil. Um deles voltou e Cavaco Siva ofereceu-lhe um Banco, dando-lhe, ostensivamente, dinheiro dos contribuintes, mas mesmo muito dinheiro dos contribuintes. Agora grande parte dos contribuintes está mais ou menos na falência.
Assim como a classe política portuguesa entregou Portugal a um rei estrangeiro no século XVI, a classe política do poder da III República entregou parcialmente e está a entregar, cada vez mais, a soberania de Portugal à Alemanha e aos seus lacaios da União Europeia da Zona Euro e fora da Zona Euro.

Factualmente, o principal responsável pela perda da independência de Portugal, em 1580, foi o rei D. Manuel I, que fez tudo o que pôde para casar a sua filha D. Isabel com Carlos V, criando ligações familiares perigosas que poderiam, objectivamente, levar um rei da Espanha a reclamar o trono de Portugal por causa desse casamento político. E assim foi, o rei Filipe II da Espanha, devido ao atrás referido casamento de interesse, era neto do rei de Portugal D. Manuel I, pretexto que usou para mandar invadir Portugal pelo seu exército, e tomar o poder em Portugal em 1580, depois de ter vencido as tropas independentistas portuguesas, junto a Lisboa, na batalha de Alcântara, comandadas pelo candidato a rei de Portugal independente D. António, prior do Crato, também neto de D. Manuel I.

A classe política da III República, além de pagar a falência criminosa do banco BPN com o dinheiro dos contribuintes, assinou tratados, assinou leis que colocaram Portugal sem independência, com a classe política a agradecer, de joelhos, empréstimos usurários de um falso banco central chamado «BCE» e de uma falsa «Comissão Europeia», mas sim a verdadeira Comissão das Altas Burguesias da União Europeia, agarrada à ideologia do «neoliberalismo científico», que não passa de um meio de enriquecimento ilícito das altas burguesias.
O rei D. Manuel I manifestou, factualmente, desprezo pela futura independência de Portugal. Este comportamento do rei D. Manuel I foi mais uma das razões por que a monarquia foi abolida, definitivamente, em 5 de Outubro de 1910.
O responsável directo da crise da Zona Euro é o PPE (Partido Popular Europeu), o Partido de Ângela Merkel e dos seus lacaios directos na União Europeia como Passos Coelho e Paulo Portas.
Foi o PPE que introduziu o neoliberalismo europeu na União Europeia.
É o PPE o principal responsável pelo facto de a moeda euro não ter Banco Central. Foi o PPE que impôs a proibição do falso «BCE» emprestar dinheiro directamente aos Estados da Zona Euro. Foi o PPE que impôs a obrigatória e criminosa intermediação dos banqueiros privados nos empréstimos aos Estados, para cobrarem lucros mafiosos, em condições normais, nos atrás referidos empréstimos de dinheiro aos Estados da Zona Euro. O falso «BCE» emprestou, obrigatoriamente, dinheiro aos banqueiros mafiosos a 1%, para estes emprestarem esse mesmo dinheiro ao Estado da Itália a 7%, lucrando criminosamente 6% no negócio.
Foi o PPE que impôs o caderno de encargos para os chamados «resgates», que são empréstimos usurários, com juros de grandes inimigos, incomportáveis, e esse caderno de encargos é claramente neoliberal, porque obriga os Estados a venderem empresas ou participações em empresas lucrativas, que permitiam aos Estados arrecadar lucros que iam aliviar os contribuintes.
Mas, a legislação geral da União Europeia, imposta pelo famigerado PPE, é toda ela classista, neoliberal, destina-se a enriquecer ainda mais as altas burguesias à custa do empobrecimento das outras classes sociais. O PPE está do lado do Capital contra o os trabalhadores.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ASCENSÃO E QUEDA DA UNIÃO EUROPEIA


Foi na Itália, em Roma, que foi assinado o tratado que criou a Comunidade Económica Europeia (CEE) com a finalidade de estabelecer um mercado comum europeu. Assinaram a França,  a Itália, Alemanha Ocidental  e os três países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo).
A ideia base era que os Estados signatários se ajudassem uns aos outros com o objectivo de todos terem vantagens e desvantagens. Mas a ideia chave era que as desvantagens que todos teriam seriam compensadas pelas vantagens, os prejuízos seriam inferiores aos benefícios.
E assim foi crescendo a CEE até se transformar na União Europeia.
Porém, a entrada, em força, da ideologia neoliberal neste grupo criou condições perigosas. O Tratado de Maastricht está cheio de ideias neoliberais. Foi assinado em Fevereiro de 1992 e entrou em vigor em 1993. Neste acordo, a União Europeia continua com o seu mercado comum e a CEE, transformada em União Europeia, marca uma nova etapa no processo de união. O tratado cria a cidadania europeia, permitindo residir e circular livremente nos países da comunidade, assim como o direito de votar e ser eleito em um estado de residência para as eleições europeias ou municipais. Foi também decidida a criação de uma moeda única, o Euro, que entraria em circulação em 2002 sob controlo do “Banco Central Europeu”.
A moeda euro foi criada sem Banco Central. Em vez de um verdadeiro Banco Central foi criado um falso banco central chamado «BCE», um banco, escandalosamente, capturado pelas altas burguesias financeiras. Aberração das aberrações, o tal «BCE» foi obrigado a dar lucros ilegítimos aos bancos privados, na movimentação do dinheiro, proibido, em condições normais, de emprestar dinheiro directamente aos Estados, obrigado a dar lucros criminosos de intermediação aos bancos privados.
Esta legislação dá privilégios ilegítimos à alta burguesia.
Depois não foi prevista uma situação de grave crise financeira na Zona Euro. Além de beneficiar a alta burguesia financeira a arquitectura legislativa da moeda euro e do ilegítimo «BCE» acabou por beneficiar alguns Estados à custa da ruína dos outros.
A União Europeia, enquanto conjunto de países que se ajudam uns aos outros já não existe. Neste momento existe uma guerra económica e financeira dentro da Zona Euro de alta intensidade e de menor intensidade fora da Zona Euro.
A União Europeia está em queda livre, na prática, já não existe, formalmente, está a caminho da desintegração.
Os alemães já fazem algumas contas sobre a implosão parcial da Zona Euro. Seria bom que começassem a fazer as contas sobre a implosão total da Zona Euro.
Aqui vão a seguir as contas da implosão parcial da Zona Euro. No entanto, penso que a implosão parcial como está estudada pelos alemães é meramente académica, porque a implosão não ficaria por aqui, mas continuaria o processo até à implosão total.
«Um estudo de um «think tank» (grupo de reflexão) alemão, citado por "Spiegel Online", prevê perdas de 17 biliões de euros (17 000 000 000 000, 00 €) caso os países do sul da Europa abandonassem a moeda única.
Caso a Grécia, Portugal, Espanha e Itália abandonassem a Zona Euro, o crescimento global teria de absorver perdas na ordem dos 17 biliões de euros. As contas partem de um novo estudo de um grupo de reflexão germânico, o «Prognos», citado hoje, quarta-feira, por "Spiegel Online".

O instituto Prognos estima perdas de 17,2 biliões de euros no crescimento global que se registará até 2020. O cálculo é feito com as perdas que os credores teriam de assumir e o impacto económico nas principais economias mundiais.

Como salienta a revista alemã, uma saída da Grécia da Zona Euro teria um "impacto relativamente reduzido sobre a economia mundial". Caso fosse apenas a Grécia a abandonar a união monetária, seria algo que se conseguiria gerir, pelo menos do ponto de vista económico. Isso iria custar 73 mil milhões de euros do PIB alemão entre 2013 e 2020, de acordo com o estudo citado pela publicação alemã.

Apesar de só representar 2,9% do PIB alemão, a saída helénica do euro poderia ditar o abandono de outras nações europeias. Aí, o impacto sobre a economia mundial poderia ser "devastador".

Se Portugal seguisse a Grécia e abandonasse a região, as perdas sentidas a nível global seriam de 2,4 biliões de euros até 2020. 225 mil milhões de euros seriam suportados pela Alemanha, que teria de reconhecer imparidades na ordem dos 99 mil milhões de euros, segundo  "Spiegel Online". Os Estados Unidos teriam perdas de 365 mil milhões de euros, enquanto a China sofreria um impacto de 275 mil milhões de euros.

O estudo aponta ainda para perdas possíveis com as saídas de Espanha e Itália. Com o primeiro caso, a destruição de riqueza seria de 7,9 biliões de euros. Se o país transalpino também se separasse do euro, "a situação sairia totalmente do controlo".

O estudo, feito por uma entidade alemã, faz a avaliação da situação económica germânica nesta eventualidade. Aí, a Alemanha iria perder 1,7 biliões de euros do Produto Interno Bruto (PIB). Mais de um milhão de germânicos iriam juntar-se à lista de desempregados até 2015.» (In «Jornal de Negócios» online)

UM PEQUENO PORMENOR DAS ELEIÇÕES DOS AÇORES


Embora na Madeira se fale, por vezes em independência, convém recordar que foram os portugueses que descobriram os arquipélagos da Madeira (1418-1419) e dos Açores (1427-1452). E é bom não esquecer que nesses arquipélagos não existia a espécie humana. Os habitantes dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, inicialmente foram pessoas que emigraram para lá a partir de Portugal continental, por isso os madeirenses e os açorianos eram (e são na maior parte) biologicamente iguais aos portugueses de origem europeia continental.
Por outro lado, sendo pequenos arquipélagos são economicamente inviáveis sozinhos.
Pode-se falar de outro ponto de vista, a classe política do poder que declarou a independência do Brasil era na sua maior parte biologicamente igual aos portugueses do continente europeu, mas o Brasil tinha dimensão muitíssimo mais que suficiente para ser independente.
Nas eleições dos Açores o PS ganhou com maioria absoluta, mas o PSD aumentou o número de votos. Esmagados pela austeridade em cima da austeridade imposta pelo PSD, empobrecidos, à rasca por causa do Passos Coelho, mesmo assim muitos portugueses dos Açores votaram no partido dos seus carrascos. Quer isto dizer que há muitos portugueses e portuguesas que gostam que lhes façam mal, que os empobreçam, porque são masoquistas. Chama-se a isto um mau presságio.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

NEOLIBERALISMO, BURGUESIA E DEMOCRACIA


A Democracia Contemporânea tem por base os textos dos iluministas do século XVIII. Montesquieu, mais antigo (1689-1755), no livro «O Espírito das Leis» (1748) defendeu a separação dos três poderes do Estado legislativo, executivo e judicial, o que se tornou consensual entre os iluministas mais novos. Os outros textos foram publicados na (1ª) «Enciclopédia» e em jornais, mas a obra de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) «O Contrato Social» (1762) tem o mais importante do conceito contemporâneo de Democracia ao excluir pela base a escravatura e consequentemente ao defender a igualdade de todos os cidadãos perante a lei, contestando a Democracia grega esclavagista, o Parlamentarismo inglês esclavagista e a Democracia dos Estados Unidos também esclavagista. «O Contrato Social» defende a República contra a monarquia, a liberdade de expressão e a escolha dos governantes através de eleições livres e periódicas, a soberania popular, e os Direitos Humanos. Jean-Jacques Rousseau em «O Contrato Social» expõe o risco de os eleitores serem livres no dia das eleições e viverem debaixo de uma Ditadura até às próximas eleições. Ora, para impedir essa Ditadura entre dois actos eleitorais surgiram as Constituições estabelecendo as leis fundamentais. Mais tarde surge o conceito de concertação social para que empregados e patrões possam discutir as leis com os governantes, antes de elas serem aprovadas.
O pensamento político iluminista foi sintetizado em três palavras Liberdade, Igualdade, Fraternidade, que foram as palavras de ordem da Revolução Francesa de 1789-1799. A I República da França proibiu totalmente a escravatura, na França e em todas as colónias francesas em 4 de Fevereiro de 1794.
O conceito liberalismo foi utilizado significando a ideia de liberdade. Nesta época o escocês Adam Smith (1723-1790) publicou o livro «A Riqueza das Nações» (1776) contra o que restava do feudalismo e contra as restrições do mercantilismo. Esta obra deu origem ao chamado liberalismo económico. No entanto, Adam Smith nela escreveu que a «mão invisível» do mercado faria descer o preço das mercadorias e faria subir os salários.
Tudo isto foi no século XVIII. No século XIX, os filósofos alemães Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) consideraram que a Igualdade tão defendida na Revolução Francesa de 1789-1799 não se concretizou e que a tal «mão invisível do mercado» não fazia subir os salários, mas tinha dado origem a salários de miséria. Já os socialistas utópicos tinham constatado que o capitalismo dera origem a salários muito baixos que tornavam a vida dos operários miserável.
Depois de estudarem a fundo a Filosofia Clássica alemã (sobretudo Hegel), a Economia Política britânica (sobretudo Adam Smith e David Ricardo, 1772-1823) e o Socialismo Utópico francês e britânico (Saint-Simon, 1760-1825, Charles Fourier, 1772-1837, Louis Blanc, 1811-1882, e Robert Owen, 1771-1858) Marx e Engels inventaram uma nova teoria política e económica a que chamaram comunismo, sintetizada na obra conjunta «Manifesto do Partido Comunista» (1848). A crítica mais aprofundada ao capitalismo escreveu-a Marx em «O Capital» (1867).
As igrejas cristãs de um modo geral estavam ao lado dos mais ricos e daí surgirem as obras chave da filosofia ateísta escritas por Karl Marx e por Friedrich Engels. Marx fez um doutoramento na Universidade de Iena com a tese «Diferença entre a Filosofia da Natureza de Demócrito e de Epicuro» em 1841 onde salienta o facto de Epicuro ter buscado encontrar um lugar para a liberdade do homem em face da natureza, opondo-se ao determinismo natural de Demócrito. Marx escreveu «Crítica da Filosofia do Direito de Hegel», 1843, «Teses sobre Feuerbach», 1884, e  Friedrich Engels «Anti-Dühring» (1878) e «Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Clássica Alemã», 1888. Karl Marx foi um académico e Friedrich Engels foi um autodidacta porque era filho de um rico industrial e não precisava da carreira universitária para a sua subsistência, sendo o objectivo do pai ensiná-lo a gerir as suas fábricas.
Marx e Engels foram apenas uns teóricos, não tendo as suas ideias dado origem a qualquer regime político de um país enquanto foram vivos. Foi o filósofo e político russo Lenine (Vladimir Ilitch Ulianov, 1870-1924) que desenvolveu as ideias de Marx e Engels para as aplicar à prática governativa, sendo a síntese dos estudos destes três homens  conhecida por marxismo-leninismo (conceito um pouco injusto para com Engels, que assim ficou por uma questão de simplificação).
Lenine tomou o poder no maior país do Mundo, a Rússia, através da Revolução Russa de Outubro de 1917 (Novembro no calendário russo). Devido ao gigantismo da Rússia, Lenine subdividiu-a em repúblicas a que chamou União Soviética, em 1922 (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Marx, Engels e Lenine definiram a ditadura do proletariado como um regime transitório que iria dar origem a uma nova forma de democracia e a uma sociedade sem classes. A ditadura do proletariado, na prática, deu origem à ditadura da classe política e o regime fundado por Lenine implodiu, isto é, autodestruiu-se nos finais do século XX, em 1991. As repúblicas criadas por Lenine foram substituídas, mais tarde, por repúblicas étnicas pelos seus seguidores. Do regime comunista criado por Lenine apenas ficaram as fronteiras das repúblicas étnicas, que vigoravam em 1991. A Rússia com Lenine tinha um regime misto de propriedade estatal e propriedade privada, o seu sucessor Estaline levou à letra as ideias de Marx e Engels, e nacionalizou todas as empresas de todos os ramos, excepto algumas cooperativas agrícolas. Com a implosão do regime surgiu o primeiro caso na História da Humanidade de privatização de empresas que foram parar à posse de pessoas que não tinham dinheiro para as comprar, porque não havia ricos no sentido financeiro do termo na União Soviética. A classe  política não era proprietária, mas usufrutuária. Assim, em vez de compradas as empresas estatais foram dadas, na prática, aos amigos de quem estava no governo, tendo surgido, pela primeira vez na História da Humanidade, uma alta burguesia através do método feudal de concessão de bens aos amigos. A alta burguesia russa actual é uma alta burguesia de origem feudal.
Paralelamente ao marxismo-leninismo desenvolveu-se na Europa o chamado socialismo democrático (ou social-democracia) que partiu do revisionismo das ideias de Marx, adaptando-as e associando-as às ideias democráticas dos iluministas do século XVIII, como a Jean-Jacques Rousseau e à sua obra «Contrato Social».
Teve importância decisiva neste processo o SPD da Alemanha, fundado em 1890 (27 anos antes da Revolução Russa de Outubro de 1917), Partido Social-Democrata da Alemanha (Sozialdemokratische Partei Deutschland). Teve origem no SAPD, criado em 1875, (Sozialistische Arbeiterpartei Deutschlands) «Partido dos Trabalhadores Socialistas da Alemanha».
Karl Kautsky (1854-1938) foi um teórico político alemão, um dos fundadores da ideologia social-democrata. Foi uma das mais importantes figuras da história do revisionismo do marxismo, tendo editado o quarto volume de «O Capital» («Das Kapital»), de Karl Marx, a Teoria da Mais-Valia, que continha a avaliação crítica de Marx às teorias económicas dos seus predecessores.
Kautsky estudou História e Filosofia na Universidade de Viena em 1874, tornou-se membro do Partido Social Democrático da Áustria (SPÖ) em 1875. De 1885 a 1890, ele viveu em Londres, onde se tornou amigo de Friedrich Engels. Em 1891 foi co-autor do Programa de Erfurt do Partido Social Democrata da Alemanha (SPD) com August Bebel e Eduard Bernstein.
Eduard Bernstein (1850-1932) foi um político e teórico alemão, que estudou, aprofundadamente, as obras de Marx e Engels, com o objectivo de as rever e enquadrar alguns dos seus objectivos na democracia parlamentar. Foi um revisionista da teoria marxista e um dos principais teóricos do chamado socialismo democrático ou social-democracia.

O SPD, um partido criado por defensores do socialismo, que, no entanto,  se foi afastando, cada vez mais,  da ideia da tomada do poder através de uma revolução e adoptou o objectivo de chegar ao poder através de eleições. Esse objectivo foi ficando cada vez mais próximo à medida que o SPD ia subindo nos resultados eleitorais.
August Ferdinand Bebel (1840-1913) foi um social-democrata alemão e um dos fundadores do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD).
Foi o fundador do Sächsische Volkspartei (Partido Popular da Saxónia) em 1867 junto com Wilhelm Liebknecht, e do SDAP (Sozialdemokratische Arbeiterpartei, Partido dos Trabalhadores Social-Democratas da Alemanha) em 1869, que se fundiu com o ADAV (Allgemeiner Deutscher Arbeiterverein, "Associação Geral dos Trabalhadores Alemães") em 1875 para formar o SAPD (Sozialistische Arbeiterpartei Deutschlands, "Partido dos Trabalhadores Socialistas da Alemanha"), que mudou o nome para Partido Social Democrata da Alemanha em 1890.
O SPD da Alemanha foi um dos criadores do, actualmente, chamado modelo social europeu.
A implosão do marxismo-leninismo na União Soviética e nos restantes países europeus deu também origem a uma grande viragem à Direita dos partidos agrupados na «Internacional Socialista», uns chamados de «Partidos Socialistas» e outros «Sociais-Democratas» como o SPD alemão.
Entretanto houve uma corrupção e subversão total da palavra liberalismo pelo fascista Milton Friedman (1912-2006), da Universidade de Chicago, o criador do chamado «neoliberalismo». Friedman foi um fascista praticante, foi assessor do torturador, ladrão e assassino Pinochet, no Chile, durante a ditadura fascista. Liberalismo hoje não significa o que significava no século XVIII. Neoliberalismo significa usar o Estado para criar leis que permitam  o domínio opressor da alta burguesia e a sensação de medo nos assalariados com o despedimento sem justa causa, em síntese, liberdade para a alta burguesia e insegurança e empobrecimento para os assalariados.
O «neoliberalismo» do fascista Milton Friedman tornou-se dominante na Europa, está por detrás do Tratado de Maastricht, da criação da moeda euro e do falso «BCE».
A crueldade da dupla fascista Pinochet-Milton Friedman passou para o chamado PPE («Partido Popular Europeu») a que pertence Ângela Merkel, e também Passos Coelho e Paulo Portas.
Contrariamente ao que pretendia Adam Smith que era uma subida de salários, os «neoliberais» querem baixar os salários para níveis próximos do trabalho escravo. Os partidos da «Internacional Socialista» têm pactuado com o neoliberalismo.
A crise da Zona Euro é uma crise imposta pelos neoliberais europeus, cuja crueldade, em termos éticos e morais é igual à da dupla fascista neoliberal Pinochet-Milton Friedman.
O assassinato da economia da Grécia pelos neoliberais é de um nível de crueldade igual à da dupla Pinochet-Milton Friedman. E querem também assassinar a economia de Portugal, da Irlanda, da Espanha e da Itália.
O neoliberalismo é uma Ditadura da alta burguesia, praticada quer no fascismo, quer, paradoxalmente, em democracias, com o chamado discurso das «inevitabilidades», do caminho «único». O objectivo do neoliberalismo é maximizar o enriquecimento da alta burguesia, empobrecendo, o mais possível, o factor trabalho.