segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A ZONA EURO E A DESUNIÃO EUROPEIA


Os arquitectos da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu» construíram uma arquitectura legislativa para o euro e para o «BCE» que revela incompetência, irresponsabilidade, corrupção e o desejo inconsciente de transformar a União Europeia na Desunião Europeia.
A maior de todas as aberrações desta arquitectura legislativa é a transformação do «BCE» num banco privado, na prática. Para o neoliberalismo europeu o inimigo principal é o Estado ou os Estados. Assim o «BCE» é inimigo dos Estados e servo das altas burguesias financeiras.
O Banco norte-americano Goldman Sachs é uma escola de vigarice e de vigaristas. Burlou os seus clientes vendendo-lhes produtos tóxicos e burlou a Companhia de Seguros AIG onde apostou alto contra os produtos tóxicos que vendeu de má-fé. Ajudou a levar a AIG à falência, de onde foi resgatada com o dinheiro dos contribuintes norte-americanos. Para os neoliberais o Estado não presta, excepto para  dar dinheiro dos contribuintes aos capitalistas. Assim o Estado Federal norte-americano foi sacar dinheiro aos contribuintes, para pagar as dívidas da AIG e, obviamente, para pagar o saque do banco Goldman Sachs à AIG.
O «BCE» está nas mãos do Goldman Sachs, mais concretamente, está nas mãos de ex-quadros do Goldman Sachs, como é o caso do mafioso italiano Mário Draghi.
O «BCE» existe para arruinar os Estados da Zona Euro e para sacar dinheiro dos contribuintes da Zona Euro para os bolsos das altas burguesias. Aberração das aberrações, o falso «BCE», em condições normais não pode emprestar dinheiro aos Estados e é obrigado a emprestar dinheiro aos bancos privados, para estes roubarem os Estados, através de criminosa obrigatória intermediação.
As classes políticas do poder na Zona Euro são capatazes das altas burguesias, incompetentes, corruptos e traidores.
O novo tratado financeiro neoliberal imposto por Ângela Merkel criminaliza as ideologias que se opõem ao neoliberalismo.
Por outro lado o poder que a Alemanha tem na União Europeia é muito mais um poder ideológico do que um poder nacional. Esse poder nacional da Alemanha é um poder imaginário, depois de ter perdido duas guerras mundiais e ter perdido território em ambas, tendo actualmente, um território de 375 121 Km2 (tendo a fronteira oriental recuado mil anos, para o século X, para a linha Óder-Neisse, em 1945, por imposição de Estaline, sem objecções dos Estados Unidos nem da Inglaterra) enquanto que a França tem um território de 543 965 Km2.
A capitulação de Hollande diante da Alemanha é mais uma capitulação ideológica, porque Hollande tem medo de enfrentar a ideologia neoliberal.
A má qualidade dos políticos da União Europeia é que está a levar a Zona Euro para o abismo. Para já a União Europeia deu origem ao salve-se quem puder, isto é, a União Europeia, de facto, já não existe, existe apenas formalmente. Os países da «União Europeia» em vez de se ajudarem uns aos outros estão a destruir-se uns aos outros.

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