sexta-feira, 19 de outubro de 2012

CURRICULUM PARA ALGUÉM ME PINTAR A CASA NA UNIÃO EUROPEIA


Depois de ouvir Fernando Ulrich, o banqueiro que levou o BPI á falência (o BPI valia 319 milhões de euros no mercado de capitais quando foi decidido que iria receber um empréstimo de 1.500 milhões de euros - 4,7 vezes o seu valor, então, na bolsa), falência paga com um empréstimo do Estado, dizer que quer pessoas a trabalhar de graça no BPI para o BPI, pagas pela Segurança Social, cheguei à conclusão que gostaria que um homem que tenha levado um banco à falência me venha pintar a casa, mas à borla, pago pelo BPI. A opressão das classes altas sobre as outras só existe porque na prática as outras consentem.
A Revolução de 25 de Abril de 1974 foi um sucesso a curto prazo e um grande fracasso a médio prazo, criou a III República, que em 2012 põe os portugueses a passar fome. No entanto criou uma situação rara em Portugal em mais de oito séculos, muitos elementos da alta burguesia começaram a ter medo da própria sombra e a fugir para o Brasil. Um deles voltou e Cavaco Siva ofereceu-lhe um Banco, dando-lhe, ostensivamente, dinheiro dos contribuintes, mas mesmo muito dinheiro dos contribuintes. Agora grande parte dos contribuintes está mais ou menos na falência.
Assim como a classe política portuguesa entregou Portugal a um rei estrangeiro no século XVI, a classe política do poder da III República entregou parcialmente e está a entregar, cada vez mais, a soberania de Portugal à Alemanha e aos seus lacaios da União Europeia da Zona Euro e fora da Zona Euro.

Factualmente, o principal responsável pela perda da independência de Portugal, em 1580, foi o rei D. Manuel I, que fez tudo o que pôde para casar a sua filha D. Isabel com Carlos V, criando ligações familiares perigosas que poderiam, objectivamente, levar um rei da Espanha a reclamar o trono de Portugal por causa desse casamento político. E assim foi, o rei Filipe II da Espanha, devido ao atrás referido casamento de interesse, era neto do rei de Portugal D. Manuel I, pretexto que usou para mandar invadir Portugal pelo seu exército, e tomar o poder em Portugal em 1580, depois de ter vencido as tropas independentistas portuguesas, junto a Lisboa, na batalha de Alcântara, comandadas pelo candidato a rei de Portugal independente D. António, prior do Crato, também neto de D. Manuel I.

A classe política da III República, além de pagar a falência criminosa do banco BPN com o dinheiro dos contribuintes, assinou tratados, assinou leis que colocaram Portugal sem independência, com a classe política a agradecer, de joelhos, empréstimos usurários de um falso banco central chamado «BCE» e de uma falsa «Comissão Europeia», mas sim a verdadeira Comissão das Altas Burguesias da União Europeia, agarrada à ideologia do «neoliberalismo científico», que não passa de um meio de enriquecimento ilícito das altas burguesias.
O rei D. Manuel I manifestou, factualmente, desprezo pela futura independência de Portugal. Este comportamento do rei D. Manuel I foi mais uma das razões por que a monarquia foi abolida, definitivamente, em 5 de Outubro de 1910.
O responsável directo da crise da Zona Euro é o PPE (Partido Popular Europeu), o Partido de Ângela Merkel e dos seus lacaios directos na União Europeia como Passos Coelho e Paulo Portas.
Foi o PPE que introduziu o neoliberalismo europeu na União Europeia.
É o PPE o principal responsável pelo facto de a moeda euro não ter Banco Central. Foi o PPE que impôs a proibição do falso «BCE» emprestar dinheiro directamente aos Estados da Zona Euro. Foi o PPE que impôs a obrigatória e criminosa intermediação dos banqueiros privados nos empréstimos aos Estados, para cobrarem lucros mafiosos, em condições normais, nos atrás referidos empréstimos de dinheiro aos Estados da Zona Euro. O falso «BCE» emprestou, obrigatoriamente, dinheiro aos banqueiros mafiosos a 1%, para estes emprestarem esse mesmo dinheiro ao Estado da Itália a 7%, lucrando criminosamente 6% no negócio.
Foi o PPE que impôs o caderno de encargos para os chamados «resgates», que são empréstimos usurários, com juros de grandes inimigos, incomportáveis, e esse caderno de encargos é claramente neoliberal, porque obriga os Estados a venderem empresas ou participações em empresas lucrativas, que permitiam aos Estados arrecadar lucros que iam aliviar os contribuintes.
Mas, a legislação geral da União Europeia, imposta pelo famigerado PPE, é toda ela classista, neoliberal, destina-se a enriquecer ainda mais as altas burguesias à custa do empobrecimento das outras classes sociais. O PPE está do lado do Capital contra o os trabalhadores.

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