segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O ROTATIVISMO É QUASE UMA DITADURA

O rotativismo partidário, em Portugal, nos finais do século XIX e nos começos do século XX, no âmbito da Constituição monárquica de 1826 («Carta Constitucional de 1826») significava, no essencial, em termos de política económica e financeira, fazer sempre o mesmo com dois partidos com nomes diferentes que exerciam, alternadamente, o poder num rotativismo vertiginoso, ruinoso para Portugal e globalmente perigoso.
«Na simulação para 181 lugares, feita à luz dos resultados eleitorais de 2011, o BE passaria de oito para quatro deputados e a CDU de 16 para 10. O CDS seria menos prejudicado: dos actuais 24 mandatos conservaria 22. O vencedor (neste caso o PSD) fica a ganhar com a mudança. «O partido mais votado é ligeiramente beneficiado e o benefício cresce à medida que a percentagem de votos é maior», regista o estudo.» (In blog «5 Dias net»)
A crise em que Portugal está mergulhado teve origem nos abusos dos banqueiros dos Estados Unidos e depois passou para a Europa e apanhou a moeda euro desamparada para uma crise grave por não ter um verdadeiro Banco Central. O «BCE» não é um Banco Central. Uma das obrigações do Banco Central dos Estados Unidos (Reserva Federal à letra) é promover o emprego. Uma das obrigações do «BCE» é o contrário, é promover o desemprego.
Ora Portugal está enredado numa arquitectura legislativa do euro perigosa, devido aos dois partidos do rotativismo que são o PSD e o PS. Estes dois partidos vincularam Portugal a leis neoliberais perigosas.
Ora, a atitude mais importante que António José Seguro do PS tomou para resolver a crise portuguesa foi propor a redução do número de deputados para beneficiar o PS e o PSD, os dois partidos do rotativismo português da III República, os  partidos do chamado ‘Centrão’, ambos responsáveis pela perigosa legislação neoliberal da moeda euro e do ilegítimo «BCE».
Afinal a crise é altura de boas oportunidades para piorar ainda mais os defeitos da III República portuguesa.
Melhorar a Democracia é dar oportunidade a todas as correntes de opinião e também evitar uma ditadura entre duas eleições. Para evitar essa ditadura é necessário que os eleitores se possam pronunciar sobre os problemas que lhes dizem directamente respeito como o agravamento brutal dos impostos.

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