quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PORTUGAL EM 2012 VOLTOU AO FASCISMO SALAZARISTA


Já escrevia Jean-Jacques Rousseau em 1762 no «Contrato Social», que os eleitores vivem em liberdade no dia em que votam, e debaixo de uma Ditadura até ao dia das próximas eleições.

«Podem e devem fazer-se esses sacrifícios?
Eu reputo-os imprescindíveis; direi mais, eles têm de fazer-se: a nós só compete escolher a forma de fazê-los. (...)
Mas não tenhamos ilusões; as reduções de serviços e despesas importam restrições na vida privada, sofrimentos, portanto. Teremos de sofrer em vencimentos diminuídos, em aumentos de impostos, em carestia de vida. Sacrifícios, e grandes, temos nós já feito até hoje, e infelizmente perdidos para a nossa salvação; façamo-los agora com finalidade definida, integrados em plano de conjunto, e serão sacrifícios salutares.
É a ascensão dolorosa dum calvário. Repito: é a ascensão dolorosa dum calvário. No cimo podem morrer os homens, mas redimem-se as pátrias!»
(António de Oliveira Salazar, 9 de Junho de 1928)

E o que são as «pátrias»? São os países dos grandes capitalistas e dos seus capatazes, os paraísos fiscais, a fuga ao fisco legal, o pagamento dos impostos na Holanda para vir dar lições de patriotismo na «SIC Notícias» como fez o dono do «Pingo Doce». As «pátrias» são os territórios onde os assalariados são tratados como escravos e os capitalistas fazem o que querem. Na União Europeia o conceito pátria está subvertido, como o subverteu Salazar.
Noutros países, especialmente naqueles que estão sujeitos a ataques militares e outros imperiais-coloniais, o conceito pátria tem outro significado.

Passos Coelho está a impor em Portugal uma ditadura fiscal de tipo fascista salazarista, que está a empobrecer, violentamente, os assalariados. Esta loucura neoliberal de Passos Coelho atinge com mais brutalidade os funcionários públicos e os reformados. Numa Ditadura o que diz o Tribunal Constitucional não conta, para a Ditadura dos loucos neoliberais em Portugal vale tudo.

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