quinta-feira, 4 de outubro de 2012

PORTUGAL – RECESSÃO EM CIMA DE RECESSÃO



Em primeiro lugar acho que o jogo do «resgate» está viciado, porque o falso «BCE» e a CE cobram juros usurários de 4%, a troco do assassinato da economia portuguesa. Um Banco Central verdadeiro não cobra juros pelos empréstimos aos Estados que usam, obrigatoriamente, a moeda que emite.
A recessão portuguesa vai ser agravada com mais uma recessão em cima. O plano da troika é criminoso, porque implica o assassinato da economia «resgatada».
O governo moribundo PSD-CDS anunciou um brutal aumento no IRS e um mais brutal ainda no IMI, que vai arruinar muitas famílias portuguesas.
Os funcionários públicos (não todos, exceptuam-se os colaboradores PSD-CDS) e os assalariados de algumas (não todas) empresas estatais e os reformados (tanto do sector público como do privado) são considerados cidadãos de segunda categoria, porque têm menos direitos que os outros, é-lhes confiscado, à partida, um subsídio de férias ou de Natal. Ora o Tribunal Constitucional já se pronunciou contra a perda de direitos deste grupo de pessoas, por ser contra o princípio da equidade e da igualdade de direitos, e ainda da confiança, no caso dos reformados, porque os descontos guardados pelo Estado estão a ser, parcialmente, confiscados.
O Capital pouco contribui para o esforço de pagamento da dívida do Estado. As Parcerias Público-Privadas são um roubo aos contribuintes e nelas o governo não mexe ou mexe minimalmente. A EDP é uma empresa, praticamente, monopolista, e o Estado não mexe nos lucros abusivos desta empresa, nem nos da GAP, nem nos da Portugal Telecom, nem nos dos bancos privados.
Está a haver uma colossal transferência de riqueza das outras classes sociais para a alta burguesia.
O caderno de encargos da troika é classista, porque favorece o Capital e leva o Trabalho para níveis próximos da Escravatura, nomeadamente com o despedimento sem justa causa, e criminoso, porque leva ao assassinato do marcado interno primeiro e de toda a economia depois.
Hoje o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português apresentaram moções de Censura ao governo PSD-CDS, rejeitadas pela maioria absoluta PSD-CDS, e com a abstenção do PS.
Portugal caminha para o abismo.



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