domingo, 31 de março de 2013

JOSÉ SÓCRATES CONTRA A ESQUADRILHA PSD


A esquadrilha de comentadores pró-PSD e outros apoiantes é muito grande.
Vão aqui alguns nomes – Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes ex-líderes do PSD, que fazem publicidade política do seu partido nas televisões em sinal aberto, Santana Lopes, Medina Carreira, Cavaco Silva (este valorizando muito o Facebook), director do «Expresso» e ex-director do «Expresso», António Borges, José Gomes Ferreira, Fernando Ulrich, Belmiro Azevedo, Alexandre Soares dos Santos, Eduardo Catroga, Isabel Jonet, Vítor Bento, Camilo Lourenço e muitos outros e outras.
O interesse nos comentários de José Sócrates está no facto de ser contra a opinião dominante que faz a apologia do inevitável e, sistematicamente, quer assustar os eleitores.

EFEITOS COLATERAIS DO CASO DE CHIPRE


Segundo fontes dispersas, mas pelo menos algumas delas fiáveis, tem estado a ocorrer uma fuga de capitais, em larga escala, da Itália, da Espanha e da Grécia devido ao confisco de património em dinheiro depositado nos bancos de Chipre.

sábado, 30 de março de 2013

OS PORTUGUESES À ESPERA DA DECISÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL SOBRE O ORÇAMENTO DE 2013


Dizem na blogosfera pt e até nas televisões que é provável que o Tribunal Constitucional divulgue o seu veredicto sobre o Orçamento de Estado de 2013.
Parecem evidentes algumas inconstitucionalidades no OE 2013.
O PR Cavaco Silva podia ter solicitado uma fiscalização preventiva do OE 2013 ao TC mas não o fez.
Esperemos que o veredicto do TC seja divulgado na próxima semana e que leve à queda de um governo, que insiste em governar fora da lei.
A Constituição é um conjunto de normas base que impede os governos de governar em Ditadura. A diferença entre uma Ditadura e uma Democracia está numa Constituição democrática e no seu cumprimento.
A seguir vai um texto interessante sobre o tema.

«Passado e presente»

«Foi o próprio Presidente quem afirmou, na passada quarta-feira, que neste "tempo de grande exigência, e que vai continuar no futuro, um Presidente da República deve ter uma estratégia de intervenção meticulosamente pensada e meticulosamente executada de forma a defender os superiores interesses nacionais". Chegou a altura de confirmar as apreensões que partilhei neste jornal ("O presidente e o "poder nulo", de 4 de Janeiro de 2013), a propósito da justificação então apresentada para não submeter ao controlo preventivo do Tribunal Constitucional o orçamento do Estado para 2013, invocando o argumento de que não podia privar o país do "mais importante instrumento de política económica" e que temia as previsíveis consequências externas de uma tal iniciativa.

Optou então por promulgar a lei, apesar das suas "fundadas dúvidas", e veio requerer a fiscalização da constitucionalidade do Orçamento alguns dias depois da sua entrada em vigor. Desta forma, "meticulosamente pensada e meticulosamente executada", o Presidente abdicou do exercício de uma atribuição própria, sob a alegação de circunstâncias que não podem agora servir de fundamento ao tribunal para ajuizar da constitucionalidade material da lei, e libertou-se assim de ponderações políticas que, agravadas pela entrada em vigor do Orçamento, vão agora pesar sobre os juízes do Tribunal Constitucional.

Como noticiava o jornal "Público" da mesma quarta-feira, o primeiro-ministro teria desabafado, na última reunião da Comissão Permanente do PSD, "que as dificuldades políticas que se avizinham com um eventual chumbo ao Orçamento do Estado deste ano pelo Tribunal Constitucional podem forçá-lo a demitir-se". E para que o aviso não corresse apenas por conta de terceiros, negando embora qualquer intuito de condicionar a autonomia do poder judicial (!), veio ele próprio, no dia seguinte, fazer um apelo universal ao "sentido da responsabilidade", não se esquecendo de incluir, expressamente, o Tribunal Constitucional - a quem recomendou "responsabilidade nas decisões que vier a tomar e no impacto que elas possam ter no país".

O Tribunal ainda não se pronunciou mas está fechado mais um ciclo deste "meticuloso" processo de alienação e desresponsabilização política: se o Governo cair não será por causa dos seus erros nem por falta de solidariedade do Presidente, porque tudo terão feito para evitar uma crise política! Os juízes, como estabelece a Constituição da República, são "inamovíveis" e "irresponsáveis". Para assumir responsabilidades, portanto, resta-nos apenas o "povo soberano"...

No mesmo dia em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates "tomava a palavra" nos ecrãs da RTP, após quase dois anos de rigorosa abstinência, o Presidente da República entendeu oportuno destacar a importância da iniciativa privada para a resolução dos problemas do país, e proclamou que "quase tudo o resto é fantasia", condenando a "retórica inflamada e sem conteúdo, as intrigas e jogadas político-partidárias que não acrescentam um cêntimo à produção nacional e não criam emprego". Estranha democracia, esta, de empresários de sucesso, sem debates, sem paixões, sem intrigas, sem partidos.

Por tudo isso, José Sócrates não poderia esperar melhor oportunidade nem mensagem de boas-vindas mais estridente: a moção de censura do PS, o desvario do Governo que lhe sucedeu, o pesadelo em que se tornou enfim o efémero ciclo desse sonho longamente almejado: "um presidente, um governo, uma maioria". E temos de agradecer a José Sócrates a devolução da memória de um passado tão recente, se é que alguém está disponível para tirar lições do passado. E desta forma prossegue a inevitável degradação da República, do Estado de Direito, da prestação de contas e da representação democrática.» (Pedro Bacelar de Vasconcelos in «JN» net)

sexta-feira, 29 de março de 2013

CARTA CENSURADA PELO JORNAL DIREITISTA-TROIKISTA «EXPRESSO», O TAL QUE DIZ QUE ANDA HÁ QUARENTA ANOS A FAZER OPINIÃO SOBRE PARVOS OU DIREITISTAS, É UM JORNAL FORMATADOR DA OPINIÃO DE IGNORANTES E PARVOS OU DE DIREITISTAS QUE QUEREM ENGANAR OS OUTROS


«Os aposentados, pensionistas e reformados têm uma história, da qual se devem orgulhar. Infelizmente estão a ser desrespeitados pelos seus próprios filhos. Por isso convém recordar o ponto de partida, antes de chegarmos ao ponto actual.

Com efeito, os actuais pensionistas portugueses nasceram antes, durante ou pouco depois da segunda Guerra Mundial, em pleno regime fascista, numa sociedade essencialmente agrícola, com um elevadíssimo índice de analfabetismo. Mais tarde enfrentaram uma guerra colonial, em quatro frentes: Timor, Angola, Moçambique e Guiné. Quis o destino que a nossa vida fosse consumida a «matar» o fascismo, a implantar a democracia e a realizar a descolonização, graças aos jovens militares de Abril; a construir a sociedade industrial e depois a sociedade de serviços; a transformar o analfabetismo em conhecimento e ciência, substituindo os quartéis militares por universidades e politécnicos, dispersos pelo país. O prémio de todo o nosso esforço parecia estar na adesão à então CEE, actual União Europeia, com uma tal energia e entusiasmo que integrámos o pelotão da frente da moeda única, o euro.

Quando hoje se diz que a actual geração jovem do país é a melhor preparada de sempre, está-se a dizer que nunca antes os pais preparam a sociedade e investiram tanto nos filhos, para lhes dar um futuro que os próprios pais não tiveram.

Quando os jovens se queixam de pagar impostos e a segurança social para pagarem as pensões dos actuais pensionistas, esquecem-se que os pais podiam não ter investido neles e egoisticamente terem poupando para a sua reforma.

Quando hoje uns senhores de ideologia liberal dizem que o Estado não produz riqueza para pagar as reformas, estão a dizer que não querem pagar impostos para gente que não produz, constituindo uma espécie de resíduo social, esquecendo-se dos benefícios que usufruem, em consequência das transformações sociais que levamos a efeito.

Quando hoje se diz que para atingir as metas orçamentais impostas pela TROIKA, sob caução do Governo, tem de se cortar na despesa social, esquecem-se que a despesa social e os vínculos legalmente constituídos já existiam quando tomaram a decisão de atingir tais metas. Governantes sérios e honestos não podem decidir e assumir compromissos com terceiros que não possam cumprir. Os governantes não são proprietários do poder, desses tratámos nós, os governos governam em nome do povo, por isso se canta: «o povo é quem mais ordena.»

Quando hoje se fala no pós TROIKA está-se a falar no pacto orçamental que obriga a reduzir o défice orçamental, estrutural, para meio ponto percentual, Será legitimo, sério e justo que se assuma um compromisso destes, tão irrealista como as previsões do Dr. Victor Gaspar, à custa de cortes de direitos dos aposentados, pensionistas e reformados? Ou de outras prestações sociais?

É lamentável a máquina que está montada na comunicação social contra os reformados, pobres ou da classe média. Jornalistas, analistas e comentadores apelando a cortes sobre cortes, achincalhando a Constituição (que também já existia antes de assumirem compromissos irrealistas), implorando à sua violação, esquecem-se que estão a «cavar a sua própria sepultura». Um Estado, integrado na União Europeia, é obrigado a agir de boa fé, como uma pessoa de bem. Um Estado que agora viola princípios e desrespeita direitos, passa a violar sempre e a desrespeitar sempre que isso lhe convém.

Nós não admitiremos que governantes inexperientes, idealistas e manipuladores políticos desrespeitem os nossos direitos, conquistados ao longo duma vida de trabalho e de transformação social. Seremos coerentes com a nossa história, seria triste, muito triste, se ela acabasse assim.

Maria do Rosário Gama, Presidente da Direcção da Apre!
Carlos Frade, Presidente do Conselho Fiscal da Apre!» (Citada no blog «Entre as brumas da memória»)



«EXPRESSO» – 40 ANOS - A FAZER PUBLICIDADE SEMANAL DO PENSAMENTO DA DIREITA PORTUGUESA

«Expresso o jornal que faz opinião»

Reflictam um pouco sobre o tipo de opinião que o jornal «Expresso» tenta fazer.

«Pensem bem

Nunca vi o Expresso defender uma causa com tanto zelo.

Ontem, a manchete proclamava”Durão 1- RTP 0” e, por baixo, zunia – em grande destaque – a seguinte ementa:
“Indemnização de Rangel é de 147 mil contos” (...por azar?) “ilíquidos”, “SIC processa antigo director geral”, “Carrilho pede intervenção do Presidente da República” e “O PS reforma Arons de Carvalho”.

Também na primeira página vinha um editorial – “O fim do saque à RTP?” – em que se “aplaudia o governo e se recomendava silêncio e “pudor” à oposição.

Na quarta página, Fernando Madrinha apoiava a política de Morais Sarmento e, de caminho, ia lamentando que desde quinta-feira o Telejornal abrisse com as manifestações dos trabalhadores da casa, seguindo uma orientação “guerrilheira e umbiguista”.

Na página seis, com a história do despedimento da administração da RTP (informada e neutra), aparecia o interessante currículo de um dos sucessores, Luís Marques, o “único com carreira nacomunicação social, jornalista, actual colunista do Expresso” e “ex-subdirector de Informação da SIC, de onde saiu há um ano, por discordâncias com Rangel”.

Na página sete, continuava a dança, com três notícias triunfais: “Rangel pode ficar sem nada”; Rangel não conseguiu aumentar a audiência da RTP 1; e o Tribunal de Contas condena a gestão da televisão do Estado.

Na habitual coluna do “sobe e desce”, Morais Sarmento estava evidentemente no “alto”, com suaves louvores, e Rangel no “baixo”, com uma descompostura em forma,

como, de resto João Carlos Silva no “sobe e desce” do 2º caderno.

Na página 13, Henrique Monteiro exigia o fim da publicidade na RTP.

Na página 28, um segundo editorial tornava a defender a política de Morais Sarmento.


E, na última, caso alguém não tivesse ainda percebido, José António Lima repetia o sermão.

Que dizer disto?...»

(Vasco Pulido Valente in «Diário de Notícias»)

OS CAMIÕES COM DINHEIRO DOS LADRÕES QUE ASSALTARAM CHIPRE LIDERADOS PELA LADRA ÂNGELA MERKEL, PELO PADRINHO DA MÁFIA MÁRIO DRAGHI E PELOS SEMI-INEXISTENTES FRANÇOIS HOLLANDE E DURÃO BARROSO


A quadrilha que assaltou os bancos de Chipre é liderada pela ladra Ângela Merkel. Outros ladrões são o padrinho da Máfia Mário Draghi e os semi-inexistentes e semi-inúteis François Hollande e Durão Barroso.
A seguir a estes assaltantes vêm todos os governos da Zona Euro, também todos eles assaltantes de bancos.
Esta quadrilha que assaltou os bancos de Chipre resolveu enviar dinheiro em camiões para Chipre, mas com um valor inferior ao do assalto, que previamente fizeram.
Ao que nós chegamos, a União Europeia está a ser dirigida por ladrões e ladras, assaltantes de bancos. 


«Chipre e Nós»

«Estamos como aqueles prisioneiros dos campos de concentração que viviam na ilusão de que a vez deles talvez não chegasse enquanto os outros iam sendo encaminhados para as câmaras de gás. Não se vê nenhuma cruz gamada, não há soldados a gritar ordens, a frase “Arbeit macht frei” ainda não aparece à entrada do nosso país.
Mas o ministro Schaüble, Durão Barroso e os donos da Europa germanizada metem medo. Não precisam de invadir nem de bombardear. Tomam uma decisão e exterminam um país. Ontem foi Chipre. Os quintas-colunas que governam os países europeus e os comentadores arregimentados acham que não se pega, Chipre é um pequeno país. Já tinham dito o mesmo da Grécia. Enquanto não nos puserem uma marca na lapela, eles julgam que vamos escapar. Mas eu já estou a sentir-me condenado. Não consigo deixar de me sentir cipriota. Estava convencido que pertencíamos à União Europeia, um projecto de prosperidade partilhada entre estados iguais e soberanos. Mas Chipre, depois da Grécia e, de certo modo, nós próprios, fez-me perceber que esta Europa é uma fraude. Deixou de ser um projecto de paz e liberdade, começa a ser uma ameaça de tipo totalitário, com o objectivo de empobrecer e escravizar os países do Sul.
Por isso é conveniente que nos sintamos todos cipriotas. Antes que chegue a nossa vez.»

Manuel Alegre
Escritor, ex-candidato à Presidência da República (in blog «APRe»)


quinta-feira, 28 de março de 2013

A ENTREVISTA DE JOSÉ SÓCRATES, ONTEM, À RTP1


Os ex-líderes do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes e Santana Lopes têm aparecido como comentadores, sem provocarem grande alarido. Embora Marcelo Rebelo de Sousa seja professor catedrático de Direito e José Sócrates tenha concluído a licenciatura em engenharia de modo pouco claro, parece-me que José Sócrates é mais inteligente do que Marcelo Rebelo de Sousa.
O academismo não é o único critério de avaliação da inteligência. No caso da pintura os pintores academistas são pouco valorizados, porque lhes falta uma coisa chave, que é a criatividade. Desenham muito bem, elaboram muito bem as cores e pintam muito bem. Mas isso fazem muitos ex-estudantes de pintura chineses que fazem excelentes cópias legais de obras-primas da pintura, e que são vendidas, obviamente, como cópias, mas cópias muito bem feitas.
Na cultura portuguesa há nomes relevantes, totalmente fora do academismo, como Alexandre Herculano e José Saramago que nunca frequentaram uma universidade.
Eu penso que o actual maior problema político da Humanidade é a necessidade de inventar novas ideias. Karl Marx e Friedrich Engels estudaram a Filosofia clássica alemã e a economia política britânica e inventaram novas ideias. Os iluministas do século XVIII que se dedicaram à política estudaram a Democracia grega ateniense do século V a. C., a República romana, e o Parlamentarismo inglês, mas não ficaram satisfeitos e inventaram um novo conceito de Democracia. Opuseram o conceito República ao conceito Monarquia, mas rejeitaram o conceito romano de República, e também rejeitaram a Democracia ateniense e o Parlamentarismo inglês por serem esclavagistas. Entre outros textos iluministas fundadores da Democracia contemporânea, sobressai o livro «Contrato Social» (1762) de Jean-Jacques Rousseau, em que a República é defendida contra a Monarquia, e onde se condena em absoluto qualquer ideia de Democracia e de Parlamentarismo que admitam a escravatura.
Em 2013, parece-me que a Humanidade tem que inventar um novo conceito de Democracia, em que a soberania popular, tão defendida por Jean-Jacques Rousseau, não possa ser usurpada pelas mentiras das campanhas eleitorais. No caso concreto de Portugal Passos Coelho não cumpriu o programa de governo que defendeu antes da votação que o elegeu.
Ora, sendo eu de opinião que a teoria política marxista-leninista tem um erro fundamental que é o conceito «ditadura do proletariado», conceito perigoso, que abre caminho a uma Ditadura. Sou contra todas as ditaduras, sejam da burguesia ou sejam do proletariado ou sejam lá de quem forem.
Estando Portugal e a União Europeia numa grave crise é bom que apareçam novas opiniões, mas sobretudo que apareçam opiniões contra o governo PSD-CDS-Troika e seus apoiantes mais ou menos lacaios ou beneficiários na comunicação social.
É por isso que o aparecimento de José Sócrates na RTP1 vem enriquecer a crítica à doutrina do governo PSD-CDS-Troika.
Parece-me bastante boa a análise de Baptista-Bastos à entrevista de José Sócrates à RTP1 que transcrevo, parcialmente, a seguir.

«O esclarecimento das manobras e das conspiratas com origem em Belém, e as inclinações ideológicas do dr. Cavaco, que põem em causa a sua tão apregoada "independência", foram pontos fulcrais da entrevista. Ficou-se a saber o que se suspeitava: o manobrismo unilateral de quem começa a ser cúmplice consciente do desastre para que nos encaminham. Um a um, ponto a ponto, Sócrates rebateu as alegações de "desincorporação" que ambos os jornalistas se aplicavam em expor, recorrendo às instâncias que estabeleciam as relações marcantes na época. Aí, a sua intervenção foi arrasadora. Claro que Sócrates e o seu governo não podem ser responsáveis de todas as malfeitorias, apesar das estruturas de contra-informação utilizadas, da negligência propositada de alguma comunicação social, e que ele denunciou com denodo. A entrevista foi extremamente interessante porque o reconhecido talento de José Sócrates voltou a impor-se em grande estilo.» (Baptista-Bastos in «Diário de Notícias» net)

A QUEDA DOS MITOS BASILARES DA DEMOCRACIA EM 2013 - I


«Quando as tropas norte-americanas libertaram os campos de extermínio nas áreas conquistadas às tropas nazis, o general Eisenhower ordenou que as populações civis alemãs das povoações vizinhas fossem obrigadas a visitá-los. Tudo ficou documentado. Vemos civis a vomitarem. Caras chocadas e aturdidas, perante os cadáveres esqueléticos dos judeus que estavam na fila para uma incineração interrompida. A capacidade dos seres humanos se enganarem a si próprios, no plano moral, é quase tão infinita como a capacidade dos ignorantes viverem alegremente nas suas cavernas povoadas de ilusões e preconceitos. O povo alemão assistiu ao desaparecimento dos seus 600 mil judeus sem dar por isso. Viu desaparecerem os médicos, os advogados, os professores, os músicos, os cineastas, os banqueiros, os comerciantes, os cientistas, viu a hemorragia da autêntica aristocracia intelectual da Alemanha. Mas em 1945, perante as cinzas e os esqueletos dos antigos vizinhos, ficaram chocados e surpreendidos.» (Viriato Soromenho-Marques in «Diário de Notícias» net)

Se o general Eisenhower tivesse levado esses mesmos civis alemães a verem os restos das crianças e das mulheres de Hiroxima e Nagasáki, chacinadas por duas bombas atómicas de uma Democracia também vomitariam de horror. Se esses mesmos civis alemães tivessem ido ver os restos das mulheres e das crianças chacinadas pela Força Aérea dos Estados Unidos e pela R.A.F. em Dresden também vomitariam.
Se os descendentes desses civis alemães fossem ao Vietname ver os restos das crianças e das mulheres chacinadas no Vietname pelos Estados Unidos com napalm também vomitariam.
Se os descentes desses civis alemães, juntamente com os dirigentes da UEFA e da FIFA, fossem ver as torturas e os fuzilamentos praticados por Pinochet no estádio de futebol de Santiago do Chile também vomitariam. Convém não esquecer que os crimes de Pinochet não foram só apoiados pela UEFA e pela FIFA, foram apoiados pelos Estados Unidos e por todos os outros países da NATO.
Se os descendentes desses civis alemães fossem ver os restos dos civis torturados até à morte pela ditadura fascista de Videla na Argentina, apoiada pelo actual papa Francisco e por todos os países da NATO, também vomitariam.
Se os descendentes desses civis alemães fossem ver os corpos das crianças e das mulheres chacinadas pelo Estado de Israel em Sabra e Chatila também vomitariam. Se fossem ver as crianças e mulheres chacinadas na Faixa de Gaza pelo Estado de Israel também vomitariam.
Se os descendentes desses civis alemães fossem ver as crianças e as mulheres chacinadas em Bagdad pelos Estados Unidos também vomitariam.
Se os descendentes desses civis alemães fossem ver as Torturas praticadas pela NATO em Abu Ghraib, em Guantánamo e em Bagram também vomitariam. Convém não esquecer que a Rede de Tortura Guantánamo e Sucursais é um crime colectivo da NATO (incluindo, obviamente, Portugal e a Noruega dos prémios Nobel), não apenas dos Estados Unidos.
Se os descentes desses civis alemães fossem ver as crianças e as mulheres chacinadas em Trípoli pelos Estados Unidos, pela França e pelo Reino Unido também vomitariam.
Se os descendentes desses civis alemães fossem ver as crianças e as mulheres chacinadas na Síria pelo «Exército Sírio Livre» com sede em Londres, e apoiado por todos os países da NATO e pelos outros países da União Europeia que não pertencem à NATO, também vomitariam.
Se os descendentes desses civis alemães fossem ver as crianças e as mulheres chacinadas por «drones» dos Estados Unidos, depois de condenações à morte sem julgamento praticadas por Barack Obama, também vomitariam.

A TORTURA EM NOME DA DEMOCRACIA E DOS DIREITOS HUMANOS


«Guantánamo
por Bruno Sena Martins
"Continua a crescer a  greve de fome entre os prisioneiros de Guantánamo, detidos pelo exército americano sem julgamento - alguns há mais de uma década."» (In blog «Arrastão»)



Fiquei surpreendido por ter visto num blog pt uma crítica à Tortura. É que em Portugal há muito quem defenda os Direitos dos Cães, mas os Direitos Humanos quase ninguém os defende.

quarta-feira, 27 de março de 2013

DIREITA PORTUGUESA ODEIA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO DE PENSAMENTO


Hoje na RTP1 José Sócrates deu a opinião de José Sócrates.
Os comentadores e comentadoras pró-governo PSD-CDS-Troika entraram em pânico, porque Sócrates atacou o pensamento dominante pró-governo PSD-CDS-Troika.
Eu detesto Passos Coelho, Vítor Gaspar e Cavaco Silva.
Gostei de ouvir José Sócrates atacar Passos Coelho e Cavaco Silva. E gostei de ouvir José Sócrates falar contra a austeridade e o empobrecimento da maioria dos portugueses que matam a esperança.

CORRUPÇÃO EM PORTUGAL – UM EXEMPLO É O CASO ANTÓNIO BORGES


O governo PSD-CDS-Troika tem dinheiro de sobra para os amigos e compadres. O infame economista António Borges é um deles. O amigo e compadre de Pedro Passos Coelho António Borges é pago, com o dinheiro dos contribuintes, para defender os pontos de vista do governo PSD-CDS-Troika, contra os interesses da maioria dos contribuintes.
Uma das coisas mais interessantes é analisar as promessas de Passos Coelho, com as quais ganhou as eleições. As promessas mais importantes, que constituíram o programa de governo sufragado nas eleições, não foram cumpridas.
Esta corrupção ostensiva é prática corrente deste governo de traidores, cuja queda parece estar iminente.


«Serviços de consultoria pagos a empresa que partilha com Diogo Lucena custaram à Parpública 300 mil euros, escreve o jornal “i”.
Os serviços de consultoria de António Borges, prestados entre Fevereiro de 2012 e Fevereiro de 2013, custaram à Parpública 300 mil euros, adicionados de IVA e despesas “indispensáveis para a concretização do trabalho e previamente autorizadas”. Esta é a conclusão avançada hoje pelo jornal “i” a partir do contrato que prevê o pagamento de 25 mil euros por mês e ao que o jornal teve acesso. O contrato foi renovado por mais um ano.

Os serviços de consultoria contratados dizem respeito ao plano de privatizações, redução do impacto do sector empresarial público sobre a banca, reestruturação do sector financeiro, e assessoria na renegociação das PPP. Publicamente, o consultor tem estado mais associado ao plano de privatizações que ele próprio ajudou a desenhar quando ainda estava no FMI.» (In jornal «i» net)

A INQUISIÇÃO TEM ESTADO A MANIFESTAR-SE ÀS PORTAS DA RTP CONTRA A PARA ELA ODIOSA LIBERDADE DE EXPRESSÃO DE PENSAMENTO


A Inquisição em 2013 tem rostos muito parecidos com os rostos da Inquisição dos séculos XV, XVI, XVII e XVIII.
A Inquisição de 2013 quer impedir a liberdade de expressão de pensamento de José Sócrates.
Os Torquemadas de 2013 apresentam as suas razões, 


muito semelhantes às de Torquemada no seu tempo.


«Tomás de Torquemada (Valladolid, 1420 — Ávila, 16 de setembro de 1498) ou o O Grande Inquisidor foi o inquisidor-geral dos reinos de Castela e Aragão no século XV e confessor da rainha Isabel a Católica. Ele foi famosamente descrito pelo cronista espanhol Sebastián de Olmedo como "O martelo dos hereges, a luz de Espanha, o salvador do seu país, a honra do seu fim".» (In «Wikipedia»)



O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE E AS CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS DA SUA EXISTÊNCIA, SEGUNDO MIGUEL ESTEVES CARDOSO


«Se não fosse o NHS – o sistema de saúde do Reino Unido, onde nasceram, muito prematuramente, as minhas filhas – elas não teriam sobrevivido. Elas devem a vida ao NHS. E eu devo-lhe o amor e a alegria de conhecer a Sara e a Tristana, para não falar no meu neto, António, igualmente devedor, mais as netas e netos que aí vêm.

Se não fosse o SNS (Serviço Nacional de Saúde) eu teria morrido em 2005, com uma hepatite alcoólica causada unicamente por culpa minha. Seria também coxo, quando me deram uma prótese para anca.
E, sobretudo, teria morrido, se o SNS não me tivesse dado o antibiótico caríssimo (Linozelida) que me salvou do MRSA assassino que me infectou durante a operação.

Se não fosse o SNS, a Maria João, o meu amor, estaria morta. Se não fossem o IPO e o Hospital de Santa Maria, pagos pelo SNS, ela não estaria viva, por duas vezes.

Sem a NHS e o SNS, eu seria um morto, sem mulher, filhas ou netos. Estaríamos todos mortos ou condenados à inexistência.

Não é difícil chegar à conclusão, atingida desde os meus dezanove anos, de que as melhores ideias de todas são a social-democracia e o Estado-providência: não tanto no sentido ideológico como na prática.

A nossa família e as nossas famílias só existem e podem existir se não tiverem morrido. Damos graças aos serviços nacionais de saúde – a esse empenho ideológico e caríssimo – que nos tratam como se fizéssemos parte deles.

Devemos as nossas vidas a decisões políticas tomadas por outros.» (Miguel Esteves Cardoso in jornal «Público» citado no blog «Entre as brumas da memória»)

O FIM DA UNIÃO EUROPEIA ACONTECEU NUMA ILHA DO MEDITERRÂNEO


Já aqui expus a ideia de que a União Europeia acabou em Chipre. Parece-me que a Guerra Financeira-Económica movida contra Chipre que incluiu um roubo, no sentido objectivo do conceito, de bens de terceiros depositados em bancos representou o fim da União Europeia, por ordem de Berlim, com a concordância de todos os governos da Zona Euro (incluindo o da França de François Hollande).
Por mais moralistas que sejam as razões apresentadas para este roubo não são válidas.
A União Europeia ao obedecer a Berlim, permite que Berlim exerça um poder imperial, como noutro post deste blog referi, semelhante ao poder que os austríacos exerciam no Império Austro-Húngaro.
Esta ideia já chegou aos jornais tradicionais, como se pode ver pelo texto a seguir.

«União Europeia morreu em Chipre»

«Quando as tropas norte-americanas libertaram os campos de extermínio nas áreas conquistadas às tropas nazis, o general Eisenhower ordenou que as populações civis alemãs das povoações vizinhas fossem obrigadas a visitá-los. Tudo ficou documentado. Vemos civis a vomitarem. Caras chocadas e aturdidas, perante os cadáveres esqueléticos dos judeus que estavam na fila para uma incineração interrompida. A capacidade dos seres humanos se enganarem a si próprios, no plano moral, é quase tão infinita como a capacidade dos ignorantes viverem alegremente nas suas cavernas povoadas de ilusões e preconceitos. O povo alemão assistiu ao desaparecimento dos seus 600 mil judeus sem dar por isso. Viu desaparecerem os médicos, os advogados, os professores, os músicos, os cineastas, os banqueiros, os comerciantes, os cientistas, viu a hemorragia da autêntica aristocracia intelectual da Alemanha. Mas em 1945, perante as cinzas e os esqueletos dos antigos vizinhos, ficaram chocados e surpreendidos. Em 2013, 500 milhões de europeus foram testemunhas, ao vivo e a cores, de um ataque relâmpago ao Chipre. Todos vimos um povo sob uma chantagem, violando os mais básicos princípios da segurança jurídica e do estado de direito. Vimos como o governo Merkel obrigou os cipriotas a escolher, usando a pistola do BCE, entre o fuzilamento ou a morte lenta. Nos governos europeus ninguém teve um só gesto de reprovação. A Europa é hoje governada por Quislings e Pétains. A ideia da União Europeia morreu em Chipre. As ruínas da Europa como a conhecemos estão à nossa frente. É apenas uma questão de tempo. Este é o assunto político que temos de discutir em Portugal, se não quisermos um dia corar perante o cadáver do nosso próprio futuro como nação digna e independente.» (Viriato Soromenho-Marques in jornal «Diáro de Notícias» net)

terça-feira, 26 de março de 2013

O REGRESSO DE JOSÉ SÓCRATES ESTÁ A ASSUSTAR MUITOS SECTORES DA DIREITA


«Desvario e loucura»

«Sabemos que a direita opinativa bateu no fundo quando compara o espaço de comentário oferecido a José Sócrates na RTP com a tolerância de uma escola perante um cartaz com Hitler. Quem é a autora de tal feito? Esther Mucznik, a propagandista da causa israelita que anda há anos a defender o apartheid palestiniano e que comete a proeza de, numa penada, desvalorizar os crimes do nazismo, ao compará-los com as políticas (certas ou erradas) dos governos socialistas, e equivaler Hitler e Sócrates, produzindo um dos mais absurdos argumentos reductium ad hitlerum de sempre. E sugerindo ainda a censura de Sócrates - de resto, repetindo uma ideia que outros comentadores de direita têm vindo a defender. Tudo isto numa crónica que pretendia ser uma denúncia justa dessa tal situação ocorrida numa escola. O desvario da direita perante o regresso de Sócrates é tão surreal que começo a achar que Sócrates fez bem em voltar à política neste momento. Afinal, esta direita neocon está com medo de quê?» (Sérgio Lavos, in blog «Arrastão»)


O regresso de José Sócrates na qualidade de comentador da RTP, sem remuneração, fez mexer muitos inimigos e inimigas da liberdade de expressão de pensamento. O que acho mais curioso é haver na Internet tanto ódio à liberdade de expressão de pensamento.
A posição da anti-palestiniana Esther Mucznik leva-me a pensar que os judeus são contra o nazismo alemão porque os nazis escolheram os judeus como suas vítimas preferenciais. Se em vez de os alemães nazis terem exterminado seis milhões de judeus, tivessem exterminado seis milhões de árabes, penso que a opinião dos judeus sobre o nazismo alemão seria muito diferente.
Portugal está à beira do abismo e não imagino José Sócrates a vergar-se perante a troika como Passos Coelho se verga.
Estando Portugal à beira do abismo, parece-me útil, a diversidade de opiniões.

PORTUGAL E A SAÍDA DA MOEDA EURO


Aqui neste blog tem sido acentuado o facto de a moeda euro não ter um Banco Central verdadeiro. O falso «Banco Central Europeu» ou «BCE» para ser um Banco Central verdadeiro tinha que emitir títulos de dívida comuns a todos os Estados da moeda euro, os chamados «eurobonds», e tinha que emprestar dinheiro aos Estados da moeda euro, directamente, sem cobrar juros, isto é a 0% de juros.
A arquitectura legislativa perversa da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu» é da responsabilidade do PPPE (Partido Popular Europeu, que agrupa os partidos da Direita tradicional) e também dos partidos da chamada «Internacional Socialista». Não foi uma golpada da Alemanha, a Alemanha está é a aproveitar-se das perversas leis da moeda euro e do falso «BCE» (como mostra o gráfico a seguir divulgado pelo blog «Ladrões de Bicicletas»).


Em momentos de crise financeira a ausência de um Banco Central verdadeiro é desastroso para muitos dos países que partilham uma moeda.
O economista português João Ferreira do Amaral defende como única saída para Portugal a saída da moeda euro e o regresso à moeda escudo.
Na Internet este debate tem sido muito intenso, mas já chegou às televisões. Dos partidos com presença no actual Parlamento português o PCP já lançou o debate sobre a saída de Portugal da moeda euro, mas não tem uma posição clara sobre o assunto.
O maior problema para a maioria dos portugueses da saída da moeda euro é o presumível aumento considerável dos juros dos empréstimos bancários para as empresas e para as famílias. Muitas famílias portuguesas compraram casa, e ter uma casa não é um luxo, é uma necessidade básica, e podem sofrer um golpe demasiado pesado com a eventual grande subida dos juros bancários.

segunda-feira, 25 de março de 2013

CHIPRE ESTÁ EM GUERRA FINANCEIRA-ECONÓMICA


«Brincar com o fogo»

«A raiva transformou-se em cólera e o cheiro da pólvora chegou ao Chipre. Cada vez mais estou convencido que o futuro da Europa é a guerra e para o concluir não chega a ser preciso citar Jean-Claude Juncker, o anterior chefe do Eurogrupo, essa organização pirómana que deixou o Chipre a ferro e fogo. Não obstante terem recuado parcialmente o recado está dado: a poupança deixou de ser uma vaca sagrada também para o sistema financeiro, e nós sabemos como se comportam as pessoas quando lhes vão ao bolso desta maneira. O que está por vir não pode ser pior. Para quando mesmo a próxima golpada? Estarão os eurocretinos preparados para que a classe média em peso esvazie as contas bancárias e para que o desespero dos de baixo passe a ser medido em estilhaços?» (Renato Teixeira in blog «5 Dias net»)

A situação em Chipre é de Guerra, não de uma guerra tradicional, mas de uma guerra financeira-económica.
O Império chamado União Europeia atacou Chipre comandado a partir de Berlim e com todos os outros governos da Zona Euro a submeterem-se. O ex-Goldman Sachs, o mafioso italiano Mário Draghi, também participou no ataque a Chipre, telecomandado de Berlim. Também o arrivista português Durão Barroso, participou no ataque, igualmente comandado por Berlim.
Depois do ataque, Berlim está a negociar a rendição de Chipre.
A União Europeia cada dia reserva uma surpresa má. Desilude, volta a desiludir, passa a linha vermelha que nunca devia passar. É sempre difícil prever o que de mau vai acontecer a seguir.


«La Europa alemana se hunde en la mediocridade»

«La crisis de Chipre saca a la luz la pésima gestión y la falta de liderazgo en la Unión»


«(...) La decisión llegó con nocturnidad y alevosía, la noche del viernes de la semana pasada, con los ministros del euro pensando tal vez que nadie se fijaría mucho en ese rescate que ha derivado en el primer corralito del euro. Europa, aún la principal potencia comercial del mundo, cada día más tutelada por Alemania, el BCE y el FMI, y cada día más pendiente de las necesidades de los grandes bancos alemanes, traspasaba una frontera inviolable: la sacralidad de los depósitos bancarios. Cuando el euro parecía salvado y los mercados habían dejado de jugar a la montaña rusa, los socios del euro se metieron un autogol por toda la escuadra. “Pero ni Bruselas ni las grandes capitales vieron el error hasta que los grandes bancos empezaron a llamar a los despachos avisando de lo que se venía encima”, cuenta una alta fuente europea. El análisis que hizo entonces la gran banca activó las alarmas: “La solución era una barbaridad por varios motivos: Uno: crea desconfianza en el sistema financiero, en un momento en que la confianza del sector está en entredicho. Dos: se trata de una penalización sobre el ahorro, cuando estamos en plena crisis de deuda o, si se quiere, precisamente de escasez de ahorro. Tres: pone en entredicho la protección de los depositantes aprobada a nivel europeo. Cuatro: pone en duda la unión bancaria. Y cinco: puede provocar una reacción social contraria a Europa y abre la puerta a una posible salida de Chipre del euro, con el efecto contagio correspondiente”, resume un destacado asesor del Ejecutivo español.(...)» ( Claudi Pérez / Miguel Mora in «El País»)

domingo, 24 de março de 2013

OS ESTADOS UNIDOS E OS PALESTINIANOS


Barack Obama esteve no Estado de Israel e no Estado da Palestina. Só que Obama não reconhece o Estado da Palestina.
Barack Obama está no segundo mandato de PR dos Estados Unidos, pelo que não pode ser candidato nas próximas eleições. Assim tem uma excelente oportunidade para fazer avançar o processo de paz entre os israelitas e os palestinianos.
Obama falou do futuro a estudantes universitários israelitas dizendo-lhes que é necessário fazer a paz com os palestinianos. Até lembrou aos estudantes israelitas para se imaginarem no lugar das crianças palestinianas, privadas, por enquanto, de viverem num Estado independente, reconhecido pelos israelitas.
Ora, o que se espera de Obama é que não fique pelas palavras, mas que pressione, efectivamente, Israel, como pressionou Carter, quando era presidente dos Estados Unidos, relativamente à devolução por Israel dos territórios conquistados ao Egipto.
A Guerra da Síria só interessa, verdadeiramente, a Israel e às ditaduras monárquicas medievais do Golfo Pérsico. Uma Síria enfraquecida é boa para Israel.
Obama chegou ao poder com promessas que não cumpriu, mas poderá resolver em definitivo o conflito israelo-palestiniano, se mostrar determinação em pressionar Israel, forçando Israel a cair na realidade. O conflito entre Israel e a Palestina tem que ter um fim, não pode demorar mais mil anos.

À ESPERA DA QUEDA DO GOVERNO PSD-CDS-TROIKA


Estamos à espera da queda iminente do governo PSD-CDS-Troika, para desaparecerem de cena, para sempre Passos Coelho e Vítor Gaspar. O objectivo deste governo é arruinar a economia portuguesa, de facto. O que eles dizem pouco interessa, o que eles fazem é que é perigoso.

CHIPRE - UMA COLÓNIA MEDITERRÂNICA DO IMPÉRIO

O jornal inglês «The Guardian» fez  uma reportagem desenvolvida sobre o relacionamento do Império com a crise de Chipre.


A crueldade de Berlim abate-se sobre a ilha de Chipre com a cumplicidade de todos os governos da Zona Euro.    

sábado, 23 de março de 2013

OS VIGARISTAS QUE APOIAM O GOVERNO PSD-CDS-TROIKA CONTINUAM AO ATAQUE


João Miguel Tavares é um vigarista da nova geração que defende o poder absoluto da alta burguesia sobre as outras classes sociais e sobre o próprio Estado.
É um indivíduo intelectualmente pouco dotado, pelo que é um pouco uma perda de tempo falar dele. Mas não é uma perda de tempo falar das ideias que ele defende, muito bem caracterizadas no blog «Ladrões de Bicicletas», num texto a seguir.

«"Neoliberal é a avozinha", diz-nos João Miguel Tavares no Público de hoje. Pede para que deixemos de usar o adjectivo "liberal" para caracterizar a acção deste governo. Pede para que continuemos a alinhar pelo romance do liberalismo de uma certa elite intelectual portuguesa. Pede para que deixemos que a fraude conveniente continue. Nem pensar. Isto é neoliberalismo em acção, como já aqui, por exemplo, se argumentou. Mesmo a questão fiscal é parte de uma estratégia mais vasta. É feio, bruto e mau? É. Mas digo-vos que tenho mais respeito por quem enfrenta isto de frente e o aceita com consciência de classe, Borges e Gaspar, por exemplo, do que por esta gente que sonha com ideologias puras e limpas para dar "mais liberdade aos indivíduos", esquecendo-se que as questões centrais no capitalismo, ou em qualquer outro sistema, já agora, são outras: Quem tem liberdade e quem está vulnerável a essa liberdade? Quem pode impor custos sobre quem? Quem controla o Estado e os outros instrumentos de poder menos visíveis? E não me venha com a conversa da "incapacidade para reformar o país". De que fala? De privatizações? Está a ser feito. De desregulamentação laboral e consequente perda de poder do trabalho organizado? Feito e ainda haverá mais. De regras ambientais menos estritas? Também. De cortes no Estado social? Claro. De despedimentos na função pública? Siga. Sinceramente, já não há pachorra para isto. Neoliberal é o governo que existe, deixe as empobrecidas avozinhas em paz.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

sexta-feira, 22 de março de 2013

A UNIÃO EUROPEIA ACABOU E TRANSFORMOU-SE NUM IMPÉRIO SEMELHANTE AO IMPÉRIO AUSTRO-HÚNGARO


A questão da ilha de Chipre representou o fim, de facto, da União Europeia, que se transformou no IV Reich Alemão. A União Europeia é, de facto, um império muito diferente do II Reich Alemão, é semelhante ao Império Austro-Húngaro, que tal como a UE hoje, estava cheio de diversidades étnicas e linguísticas, mas quem mandava no Império Austro-Húngaro eram os austríacos. Os outros povos limitavam-se a obedecer, mais ou menos contrariados.



Como foi possível?
A Alemanha perdeu duas guerras mundiais e nos finais do século XX e nos começos do século XXI tentou apoderar-se da União Europeia. Começou por provocar a Guerra da Jugoslávia, que foi iniciada pela Croácia. Ora, a Croácia não tinha exército como poderia começar uma guerra? Foi instigada pela Alemanha que lhe forneceu um exército, que incluía tanques a artilharia pesada, de graça. O fanatismo anti-comunista dos Estados Unidos permitiu esta guerra. Os Estados Unidos não perceberam que a Jugoslávia se podia desintegrar pela via diplomática, sem ser disparado um único tiro, como aconteceu com a Checoslováquia.
O objectivo da Alemanha era vingar a derrota na II Guerra Mundial, em que a Croácia participou do lado da Alemanha. E por outro lado a Alemanha queria aproveitar a diversidade étnica da Jugoslávia para estimular a ascensão de um racismo selvagem entre brancos, semelhante ao que existiu na Alemanha durante o III Reich. Assim os alemães mostravam ao Mundo que não eram os únicos selvagens que existiam na Europa. Auschwitz é o melhor símbolo da selvajaria dos alemães.
A Alemanha começou a ver que podia dominar a União Europeia se a Zona Euro tivesse uma arquitectura legislativa errada. Ângela Merkel tornou Sarkozy no segundo Pétain. François Hollande começou por dizer que não se submeteria à ditadura da Alemanha, mas traiu aqueles e aquelas que o elegeram. François Hollande assinou o chamado pacto orçamental imposto por Berlim, tornando-se assim igual a Sarkozy, um novo Pétain.
A Alemanha arranjou países satélites, além da Croácia, a Holanda, a Áustria e a Finlândia.
Na reunião em que Chipre foi tratado como uma colónia mediterrânica da Alemanha o ministro de François Hollande votou a favor da ditadura imposta pela Alemanha a Chipre e rejeitada pelo Parlamento de Chipre. A ditadura alemã, que teve o acordo de todos os governos da Zona Euro (incluindo, obviamente, o da França de François Hollande), sobre Chipre implicaria a destruição completa da economia de Chipre.
Se Berlim dá as ordens na União Europeia, na prática, e a União Europeia obedece (e obedece mesmo), exerce um poder imperial.
A União Europeia em que os países membros se ajudavam uns aos outros já acabou, de facto. Na actual falsa União Europeia há, na prática, um poder imperial da Alemanha que tem por objectivo arruinar a economia dos países, que se vão colocando a jeito, como a Grécia, a Irlanda, Portugal, a Espanha, a Itália e agora Chipre.
Tudo isto vai acabar mal, para Chipre, para Portugal, para a Irlanda, para a Espanha, para a Itália e depois também para a França de François Hollande e, finalmente, também vai acabar mal para a Alemanha e para os países seus satélites.

PODE ESTAR POR SEMANAS A QUEDA DO GOVERNO DE TRAIDORES PSD-CDS-TROIKA


O governo de traidores PSD-CDS-Troika ao serviço dos interesses da Alemanha, contra os interesses de Portugal pode cair se o Tribunal Constitucional decidir que Portugal é um Estado de Direito e não uma república das bananas onde a estupidez e a loucura de Passos Coelho e Vítor Gaspar podem destruir a economia portuguesa.
A crise da maioria das famílias portuguesas agrava-se, cada dia que passa. Por outro lado a bandidagem da alta burguesia comercial, que não produz bens transaccionáveis aparece a defender os loucos burros Passos Coelho e Vítor Gaspar. Belmiro Azevedo um ladrão de viúvas insanas é um criminoso de delito comum, porque forçou a viúva do falecido patrão a assinar papéis que lhe deram o controle da Sonae. Este roubo de grande magnitude foi legalizado pela corrupção judicial portuguesa. Só uma mulher em estado de demência assina papéis através dos quais um empregado lhe rouba a empresa.
Alexandre  Soares dos Santos do «Pingo doce» é um criminoso legal, porque foge ao Fisco em Portugal e vai pagar os impostos à Holanda.

A INQUISIÇÃO NA INTERNET


O anúncio da ida de José Sócrates para comentador semanal não pago da RTP, a partir do próximo mês de Abril, mostrou uma coisa muito óbvia. Há na Internet pt muita gente que odeia, acima de tudo, a liberdade de expressão de pensamento.
Na Internet pt há uma INQUISIÇÃO semelhante à Inquisição Católica que dominou Portugal em parte do século XVI, no século XVII e em parte do século XVIII.
Esta Inquisição da Internet de língua portuguesa pt representa o regresso ao obscurantismo do século XVII. Tal como a Inquisição Católica a Inquisição da Internet pt luta conforme pode contra a liberdade de expressão de pensamento. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

A CRISE PORTUGUESA E O REGRESSO DA INQUISIÇÃO


A contratação do derrotado e pouco honesto José Sócrates para comentador, da RTP não pago, isto é, vai fazer o trabalho de comentador sem receber dinheiro por isso, fez levantar, de repente todas as Inquisições contra a liberdade de expressão de pensamento. Desde a Inquisição da Direita às Inquisições que se reclamam de marxistas, de trotskistas e de anarquistas, e ainda uma Net Inquisição aí estão elas a erguer o ódio supremo à liberdade de expressão de pensamento.
Parece que Portugal está a voltar ao século XVII, o século de ouro da Inquisição Católica em Portugal.
O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa é um activista político, que todos os domingos, na TVI, em sinal aberto, faz propaganda do PSD.
Marques Mendes, um inquisidor do governo de Cavaco Silva, que telefonava para a RTP a impor a Censura cavaquista, nos noticiários da noite, tinha tempo de antena de propaganda na TVI por cabo, e agora passou para a TVI de sinal aberto.
Esta tomada de assalto das televisões pelo PSD não tem sido objecto de grandes contestações.
Sendo José Sócrates um político vencido e de honestidade duvidosa, quer quanto à sua licenciatura, quer quanto ao seu enriquecimento relativo, não me parece que seja um comentador muito especial. Mas, pelo menos, não é do PSD como Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes.

INFAME HIPOCRISIA SEM VERGONHA DE SOARES DOS SANTOS QUE PAGA OS IMPOSTOS NA HOLANDA. DEVIA ERA DAR LIÇÕES DE MORAL AOS HOLANDESES


Esta hipocrisia infame do capitalista Alexandre Soares dos Santos que se recusa a pagar os impostos em Portugal, fugindo ao Fisco, devido às leis desonestas da decadente União Europeia, é repugnante, é asquerosa. Este infame cínico paga os impostos na Holanda, não os paga em Portugal e tem a lata de querer dar lições de moral aos portugueses.

«O presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, defendeu hoje que é preciso dizer aos portugueses qual é a verdadeira situação do país.

Soares dos Santos falava aos jornalistas, em Lisboa, à margem do congresso Exit Talks - Conversas sobre exportação, que decorre a 15 e 16 de abril em Aveiro.
Questionado pelos jornalistas sobre a situação de Portugal, Alexandre Soares dos Santos afirmou: "É preciso dizer aos portugueses qual é a verdadeira situação do país".
O gestor recomendou que é preciso que todas as partes - Presidente da República, Governo, oposição, sindicatos - se sentem à mesa para traçar um rumo para Portugal.
"O país não pertence apenas ao Governo, pertence a todos os nós".
Quando questionado sobre o que é necessário fazer para resolver a situação, Alexandre Soares dos Santos foi perentório: "É preciso darmos as mãos, o que falta é entendermo-nos".» (In «DN» net)

Este indivíduo o único conselho coerente que pode dar é – fujam ao Fisco de Portugal e vão pagar os impostos à Holanda.

A CRISE DA UNIÃO EUROPEIA VISTA DA AMÉRICA LATINA





«LA CRISIS ECONÓMICA DE LA UNIÓN EUROPEA VISTA DESDE LATINOAMÉRICA» 

«Lo que en verdad busca la Troika»

«A pesar de los miles de millones de euros ya desembolsados… para salvar la banca, la crisis que estremece las economías de la Unión Europea no mengua ni por asomo. ¿O no sería más justo denominarla estafa?»

 | CIUDAD DE MÉXICO (MÉXICO)  



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«Europa va de mal en peor y hasta Alemania ve las orejas al lobo con el frenazo en sus exportaciones. En España, el incremento del IVA [el impuesto sobre el valor añadido] ha sido letal para el consumo interno. Como mortales son también las rebajas de los sueldos de los empleados públicos, los despidos, la congelación de las pensiones y los recortes en prestaciones para desempleados, que alcanzan ahora un 26%. Mientras, la seguridad social pierde y pierde afiliados y cotizaciones mes tras mes.
En Portugal, se consolida la tendencia al pago de una serie de servicios de la salud pública, lo cual hace muy vulnerable a la ciudadanía, mientras que otra reforma laboral abarata más el despido y el alza de los impuestos empobrece más a la ciudadanía común (no a los ricos). Todas esas medidas, a las que se agrega la privatización de diversas empresas públicas, son puro saqueo. ¿Y qué decir de Grecia?
Una reciente investigación del Center for Economic and Policy Research de Estados Unidos demuestra que las políticas de austeridad que el Fondo Monetario Internacional (FMI) impone a Europa son muy perjudiciales para la inmensa mayoría de la ciudadanía, porque provoca efectos contrarios a los que dice buscar. Tal vez por eso apenas empiezan a oírse algunas voces críticas contra la política de austeridad.
El propio Olivier Blanchard, economista-jefe del FMI, ha reconocido que es un error recomendar, sin matices, recortes presupuestarios a los gobiernos europeos, porque eso puede frenar el crecimiento económico. Pero los economistas del FMI se empecinan en mantener esa política, en vez de enmendarla, e incluso insisten en que los funestos resultados actuales no significan que la política de austeridad sea «mala». A pesar de la ruina del pueblo portugués, el FMI aconseja a Passos Coelho, le primer ministro de Portugal, que despida a más funcionarios, que alargue el horario laboral de los empleados públicos (pagándoles el mismo sueldo), que reduzca aún más las prestaciones por desempleo y que rebaje todavía más las pensiones “para ser competitivos”.
Tal vez para el FMI sea irrelevante que el desempleo alcance ya el 17% y que el PIB (producto interno bruto) ya vaya a retroceder en un 1,5 en 2013. ¿Qué significa ser «competitivo» si la mayoría de ciudadanos se hunde en la pobreza?
¿Tan estúpida es la Troika? La solución está en la historia muy reciente.
En 1953, sólo 4 años después de su fundación, la República Federal de Alemania se hundía bajo el peso de sus deudas y amenazaba con arrastrar en su derrumbe a los demás naciones europeas. En aquel entonces, los 21 países acreedores de la RFA se reunieron en Londres y decidieron ajustar sus exigencias a la capacidad de pago del país deudor. Redujeron la deuda acumulada en un 60% y concedieron una moratoria de 5 años más un aplazamiento de 30 años para reembolsarla y, además, incluyeron en los acuerdos una cláusula de desarrollo que establecía que el país deudor –recordemos que se trataba de la República Federal de Alemania– dedicaría al pago de la deuda sólo la vigésima parte de sus ingresos por concepto de exportaciones.
¿Por qué Europa no actúa hoy de la misma manera?
Tal vez porque el objetivo real prioritario de la Troika no sea cobrar la deuda. Tal vez porque lo que se busca es desmantelar los derechos sociales en Europa (el mal llamado Estado de bienestar, porque te pueden pedir que tengas menos bienestar, pero no que renuncies a tus derechos). Tal vez porque esta crisis permite a la minoría rica aumentar obscenamente sus beneficios, como lo demuestran los datos.
Pero lo que toca es anular la mayor parte de la deuda porque se trata, además, de una deuda impagable. Como explica John Ralston, hay que acabar con toda la deuda porque esa deuda está hundiendo a Europa. Y, metafóricamente, propone Ralston que «guardemos» la deuda en un sobre, que escribamos en el sobre «muy importante», que lo metamos en una gaveta, la cerremos con llave y… tiremos la llave.
Si no se anula gran parte de la deuda, a la vez que se rehacen los sistemas fiscales progresivos y se empieza a arrinconar en toda regla a los paraísos fiscales, y también a la banca en la sombra, a Europa no la salva ni la misericordia divina. Si la hubiera.»