quinta-feira, 31 de outubro de 2013

«O TRABALHO LIBERTA» ESCREVERAM OS ALEMÃES EM AUSCHWITZ – PODEREMOS CONFIAR NOS CAMPEÕS MUNDIAIS DA BARBÁRIE?


A ideia de alguns sectores da esquerda de que o SPD pode mudar o poder na Alemanha é um erro. Os alemães de hoje não são melhores que os de 1932 e de 1944. Até onde podem os alemães ir em fazer mal a terceiros? Eu acho que, no século XXI, podem ir até à ética de Auschwitz.
Uma União Europeia dominada pela Alemanha é perigosa.
A ascensão dos neofascistas na França significa que a França não se quer ajoelhar diante da Alemanha, como durante o III Reich. É que os neofascistas, dirigidos por Marine Le Pen querem a França acima de tudo e não «a Alemanha acima de tudo». O fascismo puro quer o respectivo país acima de tudo. O neofascismo de Marine Le Pen difere do fascismo de Pétain, que era um fascismo de vencidos, Marine Le Pen defende a França independente e anti-Berlim.

«A globalização comercial e financeira, consagrada no Consenso de Washington, logo após o fim da União Soviética, foi progressivamente imposta nos vários continentes através do FMI, do BM e da OMC. Na Europa, os estados colocaram-se sob a tutela dos mercados financeiros e as várias dimensões do Estado social europeu foram sendo reconfiguradas em nome da "competitividade". Nesta nova ordem, a política económica contra cíclica tornou-se anátema, o trabalho foi desprotegido, a legitimidade dos direitos sociais foi posta em causa e a finança desregulada infiltrou os maiores partidos, controlando agora apertadamente os estados. Por conseguinte, a escolha entre diferentes projectos de sociedade ficou praticamente eliminada já que a ideologia neoliberal e os interesses de uma minoria induziram a escolha dos vértices globalização - estado-nação. A situação de tutela que hoje vivemos, sujeitos a "condicionalidades" que não dependem dos resultados eleitorais, faz-nos sentir na pele o que vários povos de outros continentes há muito sabem: a globalização esvaziou a democracia no estado-nação.

Tratando-se de um trilema, há mais duas escolhas possíveis. Uma delas é o binómio democracia - integração, neste caso deixando cair o estado-nação e transferindo para um nível superior os mecanismos da democracia representativa. Esta opção não existe à escala mundial mas é o sonho de muitos europeístas, pelo menos como a meta de um processo lento e cheio de obstáculos. Tendo abdicado da soberania económica através da criação de uma moeda única, de um banco central independente e do Tratado Orçamental, os estados pertencentes à Zona Euro poderiam dar mais alguns passos de natureza federal: eleger o Presidente da Comissão, criar um orçamento federal com transferências dos países mais ricos para os que estão em dificuldades, mudar o mandato do BCE para que financie os estados mais frágeis e lhes torne mais favoráveis a taxa de câmbio e a inflação, etc. A crise que estamos a viver já tornou evidente que a Alemanha nunca aceitará este caminho, embora esteja disposta a camuflar essa recusa com cedências de menor alcance, sempre tentando ganhar tempo. O SPD, o novo parceiro de Angela Merkel no governo, será muito útil para camuflar a sua estratégia de completa submissão da UE ao ordoliberalismo. Porém, como observaram Kevin O'Rourke e Alan Taylor num recente artigo académico (Cross of Euros), "Uma coisa é levar mais longe as instituições federais dos Estados Unidos em tempo de crise, dentro do que já é um país, outra coisa é fazê-lo numa união de 17 estados independentes."


Perante a urgência de encontrar uma saída para esta crise, ainda podemos virar-nos para a terceira escolha, o binómio estado-nação - democracia, deixando cair a Zona Euro e protegendo-nos da globalização. É este o caminho de saída da crise que as esquerdas se têm recusado a assumir. Por isso é que continuamos sem luz ao fundo do túnel. E também é por isso que, em França, Marine Le Pen vai à frente nas sondagens.» (Jorge Bateira in jornal «i»)

A REFORMA DO ESTADO DO IRREVOGÁVEL MENTIROSO PAULO PORTAS


Nunca se sabe quando um irrevogável mentiroso está a falar verdade.
Agora, Paulo Portas anda a falar da Reforma do Estado.
Desta vez Paulo Portas propôs, na prática a liquidação da actual Constituição, através de uma revisão, que a torne irreconhecível.
Em síntese, Paulo Portas quer acabar com o Estado Social e como Sistema Público de Ensino.

Mas, tudo indica que o PS tal não permitirá.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O PAÍS DAS MARAVILHAS DA TROIKA E DOS SEUS LACAIOS


Portugal tornou-se «o país das maravilhas» da Troika e dos seus lacaios.
Todos os orçamentos deste governo de traidores foram inconstitucionais e particularmente injustos e empobrecedores da maioria dos portugueses, já produziram fome.

Para a Troika e os seus lacaios este é «o bom caminho», caminho que está a arruinar Portugal, logo para a Troika e seus lacaios o objectivo é arruinar Portugal.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO DE PASSOS COELHO


O Orçamento de Estado para 2014 configura uma tentativa de golpe de Estado de Passos Coelho. Este orçamento é, frontalmente, contra a Constituição em vigor e representa uma tentativa de impor uma Ditadura temporária de Passos Coelho.
Se o Tribunal Constitucional deixar passar os cortes nas reformas já atribuídas e a nova tabela salarial da Função Pública está consumado o golpe de Estado, apoiado por Cavaco, porque isso representa o fim da Constituição em vigor, visto que o poder executivo, nesse caso, governaria de acordo com outra Constituição, não de acordo com a que está em vigor.
O governo de traidores é constituído por débeis intelectuais, mas perigosos, porque estão no poder.
A corja de comentadores «independentes» pró-Troika e de assumidos elementos do PSD, faz lembrar os apoiantes dos traidores que governaram Portugal, às ordens do rei da Espanha, de 1580 a 1 de Dezembro de 1640.
Actualmente há um ataque cerrado contra a Democracia portuguesa por parte da União Europeia e do FMI.

Irá o poder executivo de traidores débeis intelectuais conseguir anular o Estado de Direito em Portugal, como querem a União Europeia e o FMI?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

PARA ALÉM DA TROIKA

Portugal em 2013 está ser governado por traidores ao serviço de interesses estrangeiros, como estava em 1639 e em 1640 até ao último dia de Novembro.
Os argumentos dos traidores actuais sejam o Passos, o Portas e outros como eles são semelhantes aos dos traidores de 1639 – o discurso da «inevitabilidade», do «tem que ser»…
Os traidores actuais são os governantes e quem os apoia. Nas televisões aparecem traidores especializados em Economia, em Jornalismo, em Sadismo, em Hipocrisia…

O discurso dos traidores que apoiam este governo já é insuportável e os seus argumentos são insuportáveis...

domingo, 27 de outubro de 2013

QUE SE LIXE A TROIKA


Ontem, houve manifestações em muitas cidades portuguesas, organizadas pelo movimento «QUE SE LIXE A TROIKA».
As adesões mais importantes foram em Lisboa e no Porto.
A participação nas manifestações não reflecte bem o número de pessoas lesadas pela TroiKa [UE («CE»+«BCE») + FMI].
A época que nós vivemos é ainda uma época de pouco desenvolvimento da inteligência da Humanidade, porque permite que uma pequena minoria da alta burguesia domine o Mundo.

Mas não será sempre assim.



sábado, 26 de outubro de 2013

O PROGRAMA DA RUÍNA É O PROGRAMA DA TROIKA


O programa da Troika é sustentado na ideologia neoliberal, que tem por objectivo reforçar o poder económico e financeiro da alta burguesia contra aspectos fundamentais da Democracia.
A alta burguesia deu-se bem com a Democracia formal, mas agora a democracia formal está a ser um obstáculo às intenções da alta burguesia. Sem máscara, os capatazes da alta burguesia como Durão Barroso e Christine Lagarde já atacam a própria Democracia como uma força de bloqueio das aspirações da alta burguesia. A alta burguesia neoliberal já quer destruir a própria Democracia, para exercer a sua Ditadura, a que chama «ditadura dos mercados».
Para arruinar Portugal a alta burguesia estrangeira e nacional, representada pela Troika, já quer destruir a própria Democracia.

O programa da Troika, dentro do espírito da ganância da alta burguesia, quer arruinar Portugal e para isso quer passar por cima das instituições da Democracia.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PARA QUANDO O FIM DA CRISE DA ZONA EURO?


A crise da Zona Euro não será eterna, irá terminar e haverá de novo crescimento económico e diminuição do desemprego e também aumento dos rendimentos do factor Trabalho.
O problema de hoje, em Portugal, e na Zona Euro também, é que não está à vista a saída da crise.

Em Portugal não está à vista a saída da crise e está à vista o agravamento da crise, é isso que está à vista.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A INSISTÊNCIA NO ERRO PERIGOSO POR PARTE DA TROIKA E DOS SEUS LACAIOS


Berlim é a capital das derrotas colossais, 1918, 1945!
É esta capital das derrotas monumentais que comanda a Troika, a Zona Euro e a União Europeia para uma derrota semelhante à de 1918.
Custa a acreditar que a inteligência europeia ande tão por baixo na política.

E em Portugal o mais injusto e o mais estúpido governo da III República obedece aos desvarios da Troika capitaneada por Berlim, que está a arruinar Portugal, cada vez mais.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A TURBULÊNCIA DA ZONA EURO E O FIM DA HISTÓRIA


As declarações de dirigentes da União Europeia e de elementos do governo de traidores que estão a arruinar Portugal sugerem que os erros de análise e programáticos da chamada Troika são tudo coisas «muito boas». Eles autoavaliam-se-se no «bom caminho».
Este «bom caminho» que tem conduzido ao empobrecimento brutal da maioria dos portugueses, mostra que na União Europeia quem exerce o poder não tem uma ideia positiva para a União Europeia.

Os neoliberais acham que chegámos ao fim da História. Só que «fim da História» dura menos de 24 horas, e depois a História continua.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

CAVACO É MAIS UM ELEMENTO DO GOVERNO


Cavaco não surpreende ninguém. Ajuda conforme pode Passos Coelho a arruinar Portugal.

Cavaco, sem dimensão de estadista, governa Portugal às ordens de Berlim.

Como de costume, nas televisões, temos que ouvir os repugnantes comentadores «independentes» pró-Berlim. Estes comentadores estão muito preocupados com o Tribunal Constitucional da Alemanha, enquanto mostram o maior desprezo pelo Tribunal Constitucional de Portugal.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

À ESPERA QUE TRIUNFE O ESTADO DE DIREITO


Na chamada quinta-feira negra, 24 de Outubro de 1929, começou nos Estados Unidos a maior crise do capitalismo em tempo de paz, com o colapso da bolsa de Nova Iorque.
No dia 15 de Setembro de 2008, com a falência do banco norte-americano Lehman Brothers, começou a segunda maior crise do capitalismo em tempo de paz, que está a afectar sobretudo a Zona Euro.
A crise de 1929 centrou-se sempre onde começou, nos Estados Unidos. A crise de 2008 foi exportada para a Zona Euro, em 2013, o centro da crise, que começou nos Estados Unidos, é a Zona Euro.
E é na Zona Euro que a estupidez humana e a hipocrisia têm um poder determinante. Para já um elemento evidente desta estupidez e desta hipocrisia é a pressão da chamada «Comissão Europeia» sobre o Tribunal Constitucional de Portugal, com o objectivo de destruir a Democracia e o Estado de Direito em Portugal.
Esta estupidez e esta hipocrisia que comandam a Zona Euro só fazem coisas erradas, erros em cima de erros.


A Zona Euro em si é uma aberração jurídica, são aberrantes as leis da moeda euro e do chamado, hipocritamente, «Banco Central Europeu».



«Juro cumprir a Constituição (mas só se não for muito caro)



O Presidente da República não pergunta se “o orçamento é constitucional”. O que ele pergunta é se os custos de o considerar inconstitucional são ou não superiores aos de fechar os olhos à inconstitucionalidade. Para ele a substância da questão não interessa.

O Presidente da República, para nossa desgraça, é economista. Um daqueles economistas que aprendeu que uma ação é boa se os seus benefícios são superiores aos seus custos, que a melhor ação de todas é aquela que proporciona um maior rácio entre benefícios e custos e que fez disto uma máxima moral que orienta toda a sua (muitas vezes triste) conduta. Assim se compreende que o Presidente transforme o juramento que fez numa questão de cálculo.

Será que o Presidente quando promete qualquer coisa aos amigos, aos filhos ou à primeira-dama, pensa sempre de si para si “sim, mas só se os custos de cumprir a promessa não forem superiores aos respetivos benefícios”? Não deve ser fácil viver com alguém assim.

Felizmente, para a generalidade dos juristas a máxima moral em que o Presidente e muitos economistas acreditam é repugnante. Felizmente, porque a recusa dos juristas em violar princípios tende a espevitar a imaginação. A possibilidade de uma recusa do Tribunal Constitucional a normas fundamentais do orçamento até já fez com que um banqueiro que prefere tosquiar as ovelhas a esfolá-las vivas recomendasse ao Governo um plano B em caso de veto: suspender os pagamentos das PPP durante o tempo que for necessário. Ora aí está. É um bom começo.

Espevitem lá um pouco mais a imaginação.» (In blog «Ladrões de Bicicletas») 

AUSCHWITZ ALÉM DE TER SIDO UMA FÁBRICA DE MATAR PESSOAS, ESPECIALMENTE JUDEUS, PARECE QUE FOI TAMBÉ UMA ESCOLA ALEMÃ DE SELVAJARIA, ONDE OS JUDEUS SOBREVIVENTES FORAM ALUNOS



domingo, 20 de outubro de 2013

DA CENSURA ESTATATAL À CENSURA PRIVADA - A CENSURA PRIVADA DA SONAE NO SEU JORNAL «PÚBLICO»

«A CARTA RESPOSTA AO ARTIGO DO SECRETÁRIO DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUE O JORNAL “PÚBLICO” NÃO DIVULGOU , por Eugénio Rosa


A CARTA RESPOSTA AO ARTIGO DO SECRETÁRIO DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUE O JORNAL “PÚBLICO” NÃO DIVULGOU E A NOVA CENSURA QUE SE INSTALOU EM PORTUGAL QUE DÁ VOZ APENAS AO GOVERNO
O Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, na sua cruzada empenhada contra os trabalhadores da Função Pública divulgou no jornal “Público” de 2-10-2013 mais um artigo de ataque a estes trabalhadores. Agora insurge-se contra aqueles (e “naqueles” estou naturalmente incluído) que afirmam que “ a situação de insustentabilidade financeira da CGA é imputável ao Estado porque, por um lado, fechou o regime, a partir de 2006, a novos subscritores e, por outro lado, não assumiu ao longo dos tempos as suas responsabilidades contributivas como empregador”. E termina o seu artigo de opinião, como não podia deixar de ser, com o velho ataque aos trabalhadores da Função Pública sobre “ a histórica disparidade de benefícios entre os aposentados da CGA e os reformados do Regime Geral da Segurança Social, que o governo visa corrigir com a sua proposta de lei, ou sobre a desproporção entre o esforço contributivo que foi pedido aos atuais pensionistas da CGA no passado e as prestações que recebem”. E isto apesar de que já termos provado a Hélder Rosalino de que não era verdadeira a afirmação que a pensão correspondente ao tempo de serviço feito até 2005 obtida com base nas regras da CGA seja superior à que se obtém utilizando as regras da Segurança Social, e o que é verdadeiro é que a alteração da formula de cálculo da pensão da CGA, que o governo pretende agora impor, determinará que a pensão da CGA passe a ser bastante inferior à da Segurança Social (na última reunião que tivemos na Secretaria de Estado entregamos um documento ao S.E. Hélder Rosalino com cálculos que provavam tudo isto, e até a esta data ele e a sua numerosa equipa técnica não foi capaz de rebater esses cálculos):
Para que a opinião pública não ficasse a conhecer apenas a versão (“verdade”) do governo enviamos, em 6-10-2013, à diretora do jornal “Público” uma resposta ao Secretário de Estado da Administração Pública para que os leitores deste jornal, confrontando a versão de Hélder Rosalino com os nossos argumentos, pudessem formular a sua própria opinião.
No entanto, o “Publico” decidiu, até a esta data, não publicar o nosso artigo, dando a ideia aos seus leitores que a “verdade do governo” é a única aceitável por este jornal. Um comportamento muito semelhante ao que se verificava antes do 25 de Abril, onde a única “verdade” permitida era do governo. Os processos são diferentes mas os resultados são iguais: dificultar ou mesmo impedir qualquer opinião diferente. Mais uma vez a associação do poder politica e económico (aqui o grupo Sonae que controla o “Público”) ficou clara. Ao recusar publicar a nossa resposta, o Público prestou um serviço que agradou o governo, mas é certamente é um mau serviço ao jornalismo e aos seus leitores que só ficaram a conhecer a “verdade” única do governo.
CARTA ENVIADA À DIRETORA DO JORNAL “PÚBLICO” EM 6-10-2013 QUE ACOMPANHAVA O NOSSO ARTIGO RESPOSTA QUE TRANSCREVEMOS A SEGUIR QUE O “PUBLICO” NÃO DIVULGOU 
Exma. Sra. Directora do Jornal “Publico”
O “Publico” divulgou na sua edição de 2-10-2013 um artigo do sr. Secretario de Estado da Administração Pública onde ele apresentava a versão do governo sobre as causas do desequilíbrio financeiro da CGA, que está a ser utilizado para justificar os cortes nas pensões dos trabalhadores e aposentados da Função Pública.
Como participei, como assessor dos sindicatos nas negociações entre os sindicatos da Função Pública e o governo sobre essa matéria (e até sou visado nesse artigo) e na convicção que o “Público” defende uma informação objetiva, o que pressupõe o contraditório, solicito a publicação do pequeno artigo que envio( penso com uma dimensão inferior à do SE), que contém uma outra versão diferente da governamental das causas das dificuldades atuais da CGA,  para permitir aos leitores formular a sua opinião com base numa análise de diferentes opiniões.
O debate público informado foi também um desafio que o SE fez no seu artigo e que eu gostaria de responder
Agradeço que me informem no caso de decidirem não publicar
Com consideração
Eugénio Rosa
ARTIGO ENVIADO AO JORNAL PÚBLICO EM RESPOSTA A UM ARTIGO DO SECRETARIO DE ESTADO HELDER ROSALINO NÃO PUBLICADO 
A DESCAPITALIZAÇÃO DA CGA PELO GOVERNO 
O “Publico” divulgou em 2-10-2013 um artigo do Secretário de Estado da Administração Publica, Hélder Rosalino, em que este procura convencer a opinião pública que o governo não descapitalizou a CGA nem está a utilizar o “desequilíbrio financeiro” assim criado à CGA para justificar o ataque violento aos direitos dos trabalhadores e dos aposentados da Função Pública. Por isso, é importante que os portugueses conheçam não apenas a versão (“verdade”) do governo até porque Hélder Rosalino fez um apelo à “exigência de um debate informado”, embora na negociação com os sindicatos da Função Pública, em que participamos como assessor, se tenha recusado a debater verdadeiramente as “propostas” (imposições) do governo e muito menos a alterá-las.
Contrariamente ao que pretendeu fazer crer o Secretário de Estado as dificuldades financeiras da CGA não resultam da falta de convergência entre os dois sistemas, mas sim do efeito conjugado de medidas tomadas pelos sucessivos governos, nomeadamente as seguintes (1) Descapitalização financeira da CGA pelos sucessivos governos, incluindo o actual, ao longo dos anos; (2) Transformação da CGA num sistema fechado que destruiu o princípio da solidariedade entre gerações e reduziu significativamente as receitas da CGA; (3) Ataque violento aos direitos dos trabalhadores que tem empurrado prematuramente para aposentação milhares de trabalhadores e impedido a renovação, e que está a destruir serviços essenciais para a população, e que causou um aumento rápido da despesa com pensões; (4) A transferência para a CGA de fundos de pensões de várias entidades, incluindo privadas (ex. PT), libertando estas de responsabilidades financeiras, que estão a causar prejuízos à CGA os quais têm de ser suportados pelo Orçamento do Estado. Por economia de espaço, a análise terá de ser sintética, mas será fundamentada (o leitor interessado encontrará estudos mais desenvolvidos sobre esta matéria emwww.eugeniorosa.com)
Em primeiro lugar, importa dizer e provar que durante anos os governos descapitalizaram a CGA, não transferindo para ela o que deviam transferir- Para concluir basta ter presente que, segundo os relatórios e contas da CGA, entre 1993/2003, por ex., a contribuição média anual dos trabalhadores para a CGA correspondeu a 9,8% do valor das remunerações, enquanto a das entidades empregadoras públicas foi apenas de 1,7%, e as transferências do OE para a CGA representaram somente 14,6%; portanto contribuições dos serviços públicos mais o transferido pelo Orçamento do Estado para a  CGA  representou apenas 16,6% das remunerações. Se o Estado e os serviços públicos tivessem entregue à CGA aquilo que qualquer empregador privado entrega à Segurança Social, ou seja, o correspondente a 23,75% das remunerações (só a partir de 2014 é que os serviços públicos começarão a contribuir para a CGA com 23,75%, segundo o Secretário de Estado), os excedentes assim obtidos só no período 1993/2003 e rentabilizados à taxa de 4% (foi a taxa aceite pelo governo para os fundos da PT) teria permitido à CGA criar um fundo de estabilização financeira, semelhante ao da Segurança Social  que, agora,  teria mais de 14.400 milhões €. E recorde –se que este valor diz respeito apenas a 11 anos (1993/2003), mas a  CGA já existe há varias dezenas de anos. Os governos optaram por aplicar os excedentes assim obtidos, e dos quais se apropriaram, em outras despesas e agora o atual pretende “esquecer” esse facto.
A 2ª medida tomada pelo anterior governo e mantida pelo actual, que agravou significativamente as dificuldades da CGA,  foi a transformação da CGA num sistema fechado, destruindo o princípio da solidariedade entre gerações que caracteriza um sistema público de segurança social. A partir de 2005, mais nenhum trabalhador da Função Pública se pôde inscrever na CGA. Esta medida, associada a uma politica de de redução do numero de trabalhadores e de destruição da Função Pública, e de não renovação dos seus trabalhadores determinou que o numero de subscritores da CGA, entre 2005 e 2012, tenha diminuído em 208.480 (passou de 739.664 para apenas 531.184), o que provocou uma quebra nas receitas da CGA que estimamos em 1.514 milhões € por ano.
A 3ª medida que agravou as dificuldades financeiras da CGA foi e continua a ser o violento ataque aos direitos dos trabalhadores da Função Pública, traduzida nas alterações para pior, todos os anos, do Estatuto da Aposentação, culminando com a intenção do actual governo de fazer um corte de 10% nas pensões que já estão a ser pagas, o que tem provocado a insegurança e a indignação em toda a Administração Pública, e levado milhares de trabalhadores a se aposentarem prematuramente. Entre 2005 e 2012, o número de aposentados aumentou em 84.167, muitos deles antecipados, o que fez aumentar a despesa com pensões em 1.497 milhões € por ano.
Finalmente, as dificuldades financeiras da CGA foram também agravadas pelo facto dos activos dos fundos de pensões transferidos para a CGA (ex. PT) terem perdido valor (- 331,6 milhões € em 2012) e serem insuficientes para pagar as pensões aos trabalhadores, e é o Orçamento do Estado que tem de suportar a diferença.
Portanto, é o próprio governo que, com as suas decisões, cria à CGA graves dificuldades financeiras, e depois utiliza as dificuldades que ele próprio criou para atacar os aposentados e os trabalhadores da Função Pública. Portanto, as verdadeiras razões das dificuldades financeiras da CGA são bastantes diferentes das que Hélder Rosalino pretendeu fazer crer a opinião pública. Se o governo tivesse cumprido as suas obrigações e não procurasse agora destruir a Administração Pública a situação financeira da CGA seria muito diferente daquela que atualmente esta instituição enfrenta. E é tudo isto que o governo (*) pretende ocultar enganando e manipulando a opinião pública contra os trabalhadores da Função Pública.
Eugénio Rosa
Economista e assessor dos sindicatos da Função Pública nas “negociações” com o governo
(*) e o jornal “Público” ao não publicar a nossa resposta a Hélder Rosalino» (In blog «5 Dias net»)

sábado, 19 de outubro de 2013

CGTP ORGANIZOU HOJE MANIFESTAÇÕES EM LISBOA E NO PORTO CONTRA O GOVERNO DA TROIKA QUE ESTÁ A ARRUINAR PORTUGAL



O RACIONALISMO AO SERVIÇO DO BEM COMUM?


Pessoalmente, acho que foram os alemães Karl Marx (filósofo e académico, 1818-1883) e Friedrich Engels (filósofo e empresário, 1820-1895) que melhor criticaram os defeitos do capitalismo.
Na minha opinião, em Outubro de 2013, as teorias de Marx e Engels vieram a falhar na Europa do século XX, devido a dois aspectos fulcrais:

o conceito ditadura do proletariado;
a estatização ou colectivização de toda a economia.

Ora o conceito ditadura do proletariado deu origem a ditaduras de partidos políticos, que não foram transitórias para um novo modelo de Democracia, alternativo à chamada «democracia burguesa».
A estatização ou colectivização de toda a economia bloqueou a criatividade e a inovação.

No entanto, a adaptação das ideias marxistas à Democracia realizada pelos alemães Eduard Bernstein (1850-1932) e  Karl Kautsky (1854-1938), fundamentais na formação do SPD (Sozialistische Partei Deutschland) em 1875 viria a dar origem a uma desilusão colossal, no século XXI.

Em Outubro de 2013 temos a possibilidade de o SPD, fundado em 1875, vir a formar governo com a Direita alemã liderada por Ângela Merkel, para aplicar a política neoliberal, que está a devastar os direitos dos trabalhadores.

Nem as ideias de Marx e Engels nem as de Bernstein deram bons frutos na Europa do século XXI, até Outubro de 2013.

Há um grande vazio teórico na Esquerda europeia. É este vazio teórico que está por detrás do retrocesso civilizacional que está a devastar as classes trabalhadoras na União Europeia, especialmente na Zona Euro.

O racionalismo aplicado à economia política não consegue um modelo viável, que favoreça a maioria da população. A alta burguesia continua a mandar no Mundo.


A Humanidade tem dificuldade, na prática, em colocar o racionalismo ao serviço do bem comum, através da organização da economia e da sociedade, de modo a favorecer a maioria da população.

A TROIKA QUER DESTRUIR A DEMOCRACIA EM PORTUGAL, A TROIKA QUER DESTRUIR O ESTADO DE DIREITO EM PORTUGAL

Portugal e a Alemanha têm um aspecto importantíssimo em comum, em 2013, ambos os Estados têm um Tribunal Constitucional. Mas, há quem queira destruir, na prática, o Tribunal Constitucional de Portugal, anulando-o…

«Era tão secreto como o 3º segredo de Fátima. Afinal, está online.


O tal relatório assinado por um funcionário da Comissão Europeia em Portugal que vê no Tribunal Constitucional uma possível força de bloqueio era secreto.
Na página do Facebook da Delegação da Comissão em Portugal publica-se um relambório justificativo. Quando alguém pede para ler o original, a resposta é (sic): "Tratando-se de um documento interno confidencial a Representação da Comissão Europeia em Portugal não tenciona publicá-lo."

Ora batatas!
Afinal, pode ser lido todinho AQUI(In blog «Meditação na Pastelaria»)


«Claro que os “governantes” portugueses, mais uma vez, agacham-se e mostram “as partes”...



Mais uma vez, os grandes bancos a deixarem bem claro que os seus lucros e interesses em geral, estão muito acima da Constituição dos pequenos países. Pela voz dos seus lacaios em Bruxelas, como é Durão Barroso. Ainda que, logo a seguir, tentem esconder a mão com que atiraram a pedraAdoraria ver estes pobres palhaços ricos a endereçarem recados destes ao Tribunal Constitucional alemão!
Claro que se agora eu dissesse o que penso sobre estes repetidos "atropelamentos" ao trabalho, à dignidade e à independência do Tribunal Constitucional português, o que penso sobre estas repetidas faltas de respeito pela Constituição de um país e se, sobretudo, dissesse o que penso sobre Barroso, a Comissão Europeia, sobre a nossa permanência na Zona Euro… e até na própria União Europeia… seria imediatamente classificado como radical, para além de extremamente malcriado(In blog «Cantigueiro»)

MANIFESTAÇÕES DA CGTP CONTRA O GOVERNO DE PASSOS COELHO QUE NOS ARRUINA, HOJE À TARDE


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ZONA PERIGOSA – ZONA EURO


A Zona Euro até pode ter nascido de alguma ideia generosa. A Zona Euro até pode ter nascido de ideias de justiça social e de partilha por igual das vantagens e desvantagens de ter a moeda euro por todos os Estados. Mas, devido a erros legislativos muito graves, a Zona Euro, quando surgiu a primeira crise financeira, importada dos Estados Unidos, evidenciou injustiças legislativas graves, injustiças muito graves sociais e de nacionalidade.
A mais óbvia injustiça social é o facto de, em condições normais, o falso «BCE» ser obrigado a emprestar dinheiro, directamente aos bancos privados, para estes serem intermediários parasitários, recebendo o dinheiro do «BCE» e indo depois emprestá-lo aos Estados, cobrando juros de intermediação desnecessária e escandalosa.
A injustiça de nacionalidade deriva do facto de não haver parte da dívida mutualizada, os chamados «eurobonds». Assim, alguns Estados só tiram vantagens de terem a moeda euro sem partilharem algumas desvantagens. O caso mais óbvio de injustiça de nacionalidade, na conjuntura de 2103, é o da Alemanha, que ganha muito dinheiro por ter a moeda euro, à custa de muitos prejuízos de outros Estados que com ela partilham a moeda euro.
Esta situação tem que ser mudada, caso contrário, de crise em crise a Zona Euro acaba por implodir.
Para Portugal, em 2013 estar na Zona Euro é um martírio para a maioria da população. Para Portugal só há duas soluções a médio prazo, ou a Zona Euro muda as suas leis ou Portugal terá mesmo que sair da moeda euro e voltar ao escudo.
«A ideia do estabelecimento da moeda única na CEE nasceu já na década de 70. Teve como principais defensores os Economistas Fred Arditti, Neil Dowling, Wim Duisenberg, Robert Mundell, Tommaso Padoa-Schioppa e Robert Tollison No entanto, só pelo Tratado de Maastricht, de 1992 esta ideia passou da teoria para o Direito. Este tratado foi celebrado pelos doze países que à data faziam parte da CEE. O Reino Unido e a Dinamarca optaram neste tratado por ficar de fora da moeda única. Na teoria os países que aderissem posteriormente à União teriam quem aderir à moeda única. A Suécia aderiu à União em 1995 mas negociou entrar numa fase posterior. Os critérios para adesão à nova moeda única foram estabelecidos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento de 1997.
O primeiro nome para o sistema de conversão entre as moedas que se uniriam foi o ECU (European Currency Unit em Inglês). O nome de Euro é atribuído ao Belga German Pirloit que assim o sugeriu a Jacques Santer em 1995. O valor da nova moeda foi ancorado ao do ECU por resolução do [Conselho da União Europeia de 31.12.1998. Esta entrou em vigor a 1 de Janeiro de 1999 em forma não material (transferências, cheques, etc.) e a 1 de Janeiro de 2002 em notas e moedas.» (In «Wikipedia»)
«A Zona Euro é composta pelos seguintes países da União Europeia, que adoptaram a moeda comum: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. (…)
«Alguns países pequenos que não praticam políticas de moeda própria usam também o euro: Andorra, Mónaco, São Marino e Vaticano. O Montenegro também utiliza o euro como sua moeda oficial. Também no Kosovo, o euro passou a circular mesmo antes da sua declaração de independência.» (In «Wikipedia»)


«PROTOCOLO SOCIAL

No domínio social, as competências comunitárias foram alargadas mediante o protocolo social anexo ao Tratado. O Reino Unido não participou neste protocolo, cujos objectivos são os seguintes:

Promoção do emprego.
Melhoria das condições de vida e de trabalho.
Protecção social adequada.
Diálogo social.
Desenvolvimento dos recursos humanos necessários para assegurar um nível de emprego elevado e duradouro.
Integração das pessoas excluídas do mercado de trabalho.» (In «Wikipedia»)

Ora, o Tratado de Maastricht, previa a «promoção do emprego» e também a «melhoria das condições de vida e de trabalho».
Na prática, na Zona Euro, estamos a assistir ao contrário do acordado no Tratado de Maastricht, no tocante à promoção do emprego e à melhoria das condições de vida e de trabalho.


Na Zona Euro está a ser promovido o desemprego e cada vez piores condições de vida e de trabalho, em muitos países, nomeadamente em Portugal. A Zona Euro tornou-se uma zona perigosa.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O EXPRESSO É UM JORNAL DA ALA ESQUERDA DO FASCISMO DE MARCELO CAETANO QUE SÓ ENGANA QUEM TEM POUCO ESPÍRITO CRÍTICO

«Gente séria no governo, jornalismo de referência (capa do Expresso a 30 dias das eleições autárquicas)


Num país normal, a direcção do Expresso pedia desculpas públicas por esta capa.» (In blog «5 Dias net»)

O semanário «Expresso» é a expressão da ala esquerda do fascismo de Marcelo Caetano, que se adaptou à Revolução de 25 de Abril de 1974 e à III República, mas mantendo a sua matriz inicial de doutrinação de parte da classe média, nas ideias paternalistas com origem nos reformadores do fascismo marcelista. Para pessoas apressadas, passa a ideia errada de «jornal de referência», mas referência de quê? De referência sim, mas da ideologia da ala reformadora do fascismo marcelista, que achava que a Direita precisava de um regime democrático para se manter no poder por mais tempo. O semanário «Expresso» nasceu dentro do fascismo e tem sobrevivido como meio de propaganda da Direita portuguesa. O jornal «Expresso» sempre foi um meio de propaganda da Direita portuguesa.


Num slogan publicitário este semanário português ajuda a explicar o papel da CENSURA em Democracia: «EXPRESSO O JORNAL QUE FAZ OPINIÃO». Este jornal assume que o seu objectivo é doutrinar os seus leitores, como fazem os talibãs no Afeganistão. O objectivo da doutrinação é doutriná-los nas ideias do PSD, isto é, logicamente, nas ideias do patrão do jornal Francisco Pinto Balsemão. Há muitos exemplos de doutrinação política, considerada fulcral. É interessante um texto de Vasco Pulido Valente sobre a doutrinação pró-PSD deste jornal.



«Pensem bem

Nunca vi o Expresso defender uma causa com tanto zelo.

Ontem, a manchete proclamava”Durão 1- RTP 0” e, por baixo, zunia – em grande destaque – a seguinte ementa:
“Indemnização de Rangel é de 147 mil contos” (...por azar?) “ilíquidos”, “SIC processa antigo director geral”, “Carrilho pede intervenção do Presidente da República” e “O PS reforma Arons de Carvalho”.



Também na primeira página vinha um editorial – “O fim do saque à RTP?” – em que se “aplaudia o governo e se recomendava silêncio e “pudor” à oposição.







Na quarta página, Fernando Madrinha apoiava a política de Morais Sarmento e, de caminho, ia lamentando que desde quinta-feira o Telejornal abrisse com as manifestações dos trabalhadores da casa, seguindo uma orientação “guerrilheira e umbiguista”.






Na página seis, com a história do despedimento da administração da RTP (informada e neutra), aparecia o interessante currículo de um dos sucessores, Luís Marques, o “único com carreira nacomunicação social, jornalista, actual colunista do Expresso” e “ex-subdirector de Informação da SIC, de onde saiu há um ano, por discordâncias com Rangel”.




Na página sete, continuava a dança, com três notícias triunfais: “Rangel pode ficar sem nada”; Rangel não conseguiu aumentar a audiência da RTP 1; e o Tribunal de Contas condena a gestão da televisão do Estado.




Na habitual coluna do “sobe e desce”, Morais Sarmento estava evidentemente no “alto”, com suaves louvores, e Rangel no “baixo”, com uma descompostura em forma,


como, de resto João Carlos Silva no “sobe e desce” do 2º caderno.


Na página 13, Henrique Monteiro exigia o fim da publicidade na RTP.



Na página 28, um segundo editorial tornava a defender a política de Morais Sarmento.



E, na última, caso alguém não tivesse ainda percebido, José António Lima repetia o sermão.


Que dizer disto?...»

(Vasco Pulido Valente in «Diário de Notícias», excepto foto)