sábado, 30 de novembro de 2013

OS PORTUGUESES SÃO ENXOVALHADOS POR «THE NEW YORK TIMES»

Os norte-americanos são sádicos, já o sabemos há muito. E gozam com outros povos, apoucando-os.
Do melhor de tudo isto, foi terem enxovalhado o Mundo inteiro com a piada das «Armas de Destruição Maciça imaginárias do Iraque», na ONU, para saquearem os poços de petróleo. Praticaram genocídio em Hiroxima e Nagasáki com bombas atómicas, derrubaram a Democracia no Chile, destituindo o presidente eleito Salvador Allende, para o substituírem, pelo ladrão, torturador e assassino Pinochet.
Massacraram o Vietname com armas químicas.
Ostentam a Tortura em Guantánamo como exemplo «urbi et orbi».
Praticam a pena de morte judicialmente, tendo executado inocentes. Praticam a pena de morte extrajudicialmente com drones.

Espiam o Mundo inteiro pela Internet. 




«Ai Portugal, Portugal
Posted on Novembro 30, 2013 por Francisco


“NY Times” compara situação do burro mirandês à dos portugueses. Todo um povo enxovalhado e comparado a um burro.

Secretário de Estado português foi à Grécia e saiu de lá como…”o alemão”. Bruno Maçães recusou uma frente de países do Sul. Imprensa grega ficou surpresa com a proximidade à posição alemã. Um governo de vende pátrias, com a espinha dobrada, completamente subserviente ao Imperialismo Alemão.

Dumping social. Primeiro-ministro belga dá exemplo de portugueses mal pagos. A solução seguida, tornar Portugal a China da Europa… China, não nos iludamos, é mesmo o Bangladesh ou pior…

Número de emigrantes em 2012 é o maior de sempre. Mais do que nos anos 60. A juventude escorraçada do seu próprio país.

Portugueses pagam para a Martifer utilizar Estaleiros de Viana do Castelo. 609 trabalhadores despedidos na véspera de Natal, toda uma cidade e região que é martirizada, a indústria nacional estraçalhada… por cegueira ideológica de direita ultra liberal e para fazer mais um negócio à BPN.

Foi até aqui que nos conduziu esta comissão liquidatária que se intitula de governo de Portugal. Isto é Passos e Portas no poder. Isto é uma maioria, um presidente e um governo de direita no poleiro.

Inimigos do povo e vende pátrias é o que são! Seja por onde der é preciso tirar esta gente do poder. Mais do que um direito, é um dever!» (In blog «5 Dias net»)

UNIÃO EUROPEIA – DE PROJECTO PARA VIVER MELHOR A FÁBRICA DE DESEMPREGO, DE POBREZA, DE MISÉRIA E DE FOME


A União Europeia transformou-se numa Zona de Guerra, em que a Alemanha está a fazer um saque monumental, devido sobretudo à traição da França, quer de Sarkozy, quer do PSF de Hollande. 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A MATEMÁTICA DOS TRAIDORES


As empresas públicas dão prejuízo. É claro, as empresas públicas rentáveis como os CTT são vendidas. Privatiza-se o lucro e nacionaliza-se o prejuízo.
O Pavilhão Atlântico dava lucro, e numa operação de roubo ao Estado, às claras, foi vendido por preço de saldo à família do Cavaco Silva.
O desfalque do BPN deve andar pelos 7 mil milhões de euros, mas Teixeira dos Santos e José Sócrates nacionalizaram os prejuízos do BPN, mas não nacionalizaram os activos da SLN, a sociedade proprietária do banco. Esta mesma SLN que não só não tem que pagar o desfalque do BPN como anda a sacar dinheiro ao Estado nas chamadas PPPs.
E os 150 milhões que este governo deu aos colégios privados dos seus compadres? Isto é que é, empresas privadas financiadas pelo Estado…

Esta época que vivemos é uma época repugnante, quem manda e quem apoia o poder são pessoas repugnantes, que têm uma Matemática especial… Não falam nos 150 milhões de euros que os traidores deste governo dão, a fundo perdido, a empresas privadas, a colégios privados…

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

TRANSFERÊNCIA DE RIQUEZA PARA A ALTA BURGUESIA, POR ORDEM DE BERLIM

«A crise dos pobres aumentou a fortuna dos ricos
1º – Américo Amorim | 2013: 4.503,6 milhões de euros  | 2012: 1.955,9 milhões de euros»
Este Amorim da cortiça mandou construir uma Escola Privada. O governo não tem dinheiro para as Escolas Públicas, mas paga a conta da água da piscina da Escola de Américo Amorim, paga a conta da electricidade, a do gás e os ordenados dos professores e dos outros funcionários.
O governo obrigou os contribuintes a darem 150 milhões de euros às Escolas Privadas dos seus compadres, em 2013. Em 2014 serão 152 milhões de euros.
«2º – Soares dos Santos | 2013: 2.190,3 milhões de euros | 2012: 2.070 milhões de euros
3º – Guimarães de Mello | 2013: 1.673 milhões de euros | 2012: 700,1 milhões de euros
4º – Belmiro de Azevedo | 2013: 1.210,7 milhões de euros | 2012: 680,9 milhões de euros
5º – António da Silva Rodrigues | 2013 – 642,9 milhões de euros (primeira vez no top 10)

Segundo a insuspeita Exame “os tempos podem ser de crise, mas as maiores fortunas nacionais continuam a crescer”. Se esta frase fosse escrita por qualquer marxista este seria imediatamente descredibilizado na praça pública. Mas os tempos estão de tal modo que já nem sequer é preciso mentir e não há grande problema de se esfregar na cara dos pobres que é a sua pobreza a razão para tanta acumulação de capital.

Nas contas da publicação, o total das 25 maiores fortunas equivalia, em 2012, a 8,4% do produto interno bruto (PIB) nacional, ao passo que este ano esse valor chega a  10%. Em termos absolutos esse ganho é também relevante e, tomando como exemplo a oscilação dos quatro mais ricos, facilmente se conclui que os ricos ganharam mais dinheiro com o galope da crise. Somados, angariaram mais 4171 milhões de euros em 2013 do que em 2012.

Os números da obscenidade capitalista estão a ser divulgados pela Exame (aqui, via Sol), revista que o ano passado explicou, melhor que qualquer marxista da praça, que as grandes riquezas não tem origem no salário.

O relatório de estatísticas de 2012 das declarações de imposto de renda das 400 pessoas mais ricas dos EUA, divulgado pela Receita Federal Americana, mostra que os ganhos de capital – a valorização de seus activos – são a principal fonte de riqueza dos milionários sendo que a renda salarial não chega sequer aos a 10% dos seus rendimentos.


Como é bom de ver, os ricos ficam mais ricos à custa da maximização dos lucros das grandes empresas, algo que, sobretudo em tempo de crise, é feito à custa do despedimento em massa e da pauperização generalizada dos trabalhadores.» (In blog «L' OBÉISSANCE EST MORTE»)

A ZONA EURO E A IDEIA DE FIM DO MUNDO


A traição do PSF de Hollande e a traição do SPD mostram que a «Internacional Socialista» traiu os seus princípios e se tornou numa associação de apoio ao neoliberalismo.
A Alemanha já destruiu a Europa por duas vezes. O SPD nada pôde fazer para impedir a subida de Hitler ao poder. Reduzido à sua insignificância o SPD de 2013 prepara-se para apoiar o neoliberalismo de Ângela Merkel que levará a que a Alemanha destrua a Europa pela terceira vez.
A Alemanha de 2013 tem menos de metade do espaço territorial do III Reich de Hitler, é mais pequena que a França, que  a Espanha e que a Suécia. Só tem um poder virtual enquanto a França e a Itália forem governadas por traidores.
Não há futuro para a Zona Euro. Quem ouve Hollande ou algum dirigente do SPD parece que não há alternativa à chamada «austeridade», parece que o Mundo vai acabar nos próximos dois anos… mas é pouco provável.

Ninguém, com poder efectivo na Zona Euro, tem qualquer ideia positiva de futuro…

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A DECADÊNCIA GALOPANTE DAS INSTITUIÇÕES DA III REPÚBLICA DE PORTUGAL, POR PRESSÃO DA ALEMANHA

«Tribunal Constitucional – Umas contas do tempo da velha 4ª classe...






O Tribunal Constitucional, infelizmente, não achou que um aumento da carga laboral dos funcionários do estado, de 35 para as 40 horas semanais – um aumento de mais de 14% - tivesse uma gravidade que justificasse o seu chumbo.
Fez mal! Na verdade, um aumento de horas de trabalho sem o equivalente aumento de vencimento mensal (assim numas contas feitas em cima do joelho)... é um roubo salarial “igual” ao aumento de horas de trabalho não remunerado. Vamos às contas!
Imaginemos um trabalhador que ganhe 1000 euros por mês, logo, mais coisa menos coisa... 250 por semana. Num horário de trabalho de 35 horas semanais, isso daria, em números redondos, uma média de 7 euros por hora. Aumentando o horário de trabalho para as 40 horas, o trabalhador deveria ser aumentado para 285 euros. Se o trabalhador devia receber 285 euros, mas recebe apenas os mesmos 250, isso constitui um roubo de 35 euros, ou seja, um roubo de 12, 280%.
Pergunto-me: se o governo tivesse, depois de todos os cortes anunciados e dos outros, entretanto, já cometidos, apresentado esta medida como aquilo que ela realmente é, um corte extra nos ordenados dos funcionários, um corte de mais de 12 por cento... será que o Tribunal Constitucional que encontrou tantas justificações para o não chumbo, continuaria a achar esta verdadeira "pulhice"... uma coisa minimamente tolerável?« (In blog «Cantigueiro»)


Neste caso os juízes do TC germanófilos foram Pedro Machete, Maria João Antunes, Maria de Fátima Mata-Mouros, José Cunha Barbosa, Maria Lúcia Amaral, Lino Rodrigues Ribeiro e Ana Maria Guerra Martins.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A ACENTUADA DECADÊNCIA DE PORTUGAL EM 2013


O colossal retrocesso civilizacional a que estamos a assistir em Portugal tem levado a uma derrocada dos direitos do factor Trabalho. A aprovação pelo Tribunal Constitucional do horário de trabalho de 40 horas semanais na função pública é um marco decisivo, porque o TC está a mostrar-se sensível às pressões de Berlim e dos seus lacaios e colaboracionistas, alegando que este retrocesso civilizacional de grande magnitude, ia colocar o Estado a par do sector privado, mas no sector privado acontece precisamente o contrário, mais de metade dos trabalhadores do sector privado trabalham menos de 40 horas semanais... mas dentro em pouco estarão a trabalhar muito mais, por muito menos dinheiro…

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

VERDADES INCONVENIENTES SOBRE A CONTRA-REVOLUÇÃO DE 25 DE NOVEMBRO DE 1975

«A grande mentira do 25 de Novembro…



…e ainda o seu aproveitamento por quem detesta a Revolução.

Manuel Duran Clemente deixou há dois dias este texto no meu mural do Facebook e, com a sua autorização, publico-o também aqui. Muitos leitores, provavelmente a maioria, discordarão do conteúdo e da forma peculiar e truculenta usada pelo autor. Mas é o que pensa hoje um dos ícones do (não) 25 do Novembro, aquele que ouvíamos naquela noite em nossas casas e a que foi retirada abruptamente a palavra, e faço questão de lhe «devolver» a voz.

Finalmente foram precisos mais de 38 anos para hoje toda a gente ou a sua maioria concluir que não houve nenhum golpe de esquerda...mas sim um razoável golpelho de "medrosos" (duma direita merdosa) a maior parte deles representando, conscientemente ou não, os que tinham perdido privilégios no 25 de Abril de1974 e aos quais os meus camaradas, pouco cultivados nestas coisas da política, incluindo Costa Gomes e outros experts - com Melo Antunes [a comandar os "nove"], que não sabia de politica mais do que eu - se associaram, não com medo do Partido Comunista nem dum guerra civil, mas sim com medo dos poderosos americanos , suas CIA e FBIs, que a pronto mataram J. Kennedy e Robert Kennedy, Luther King...Allende no Chile, Amilcar Cabral em Conakry, Mondelane em Moçambique, estudantes no México, o Black Power,...e toda a réstia de esperança dum ano de 1968 e de um Maio de 1968...E aqui na lusa pátria das lutas de 1962, 1969 e 1973.....e dos heróis mortos, feridos e presos do PCP...e dos de outras cores, católicos progressistas ou sociais-democratas, ditos socialistas, exilados ou refractários por Franças, Bélgicas, Alemanhas, Suiças, Holandas ou Escandinávias...terras das sereias.

No Portugal minimamente consciente…nunca ninguém teve medo do PCP, nem de Vasco Gonçalves, nem do MFA...mas toda a gente sofreu e teve horror ao fascismo, aos maus acólitos da igreja e aos nefastos caciques locais que hoje ainda perduram...na direita, na igreja e nas localidades...

Por isso Melo Antunes após este episódio fratricida de 25 de Novembro de 1975, que umas bestas pretendem ainda comemorar, debaixo do chapéu de chuva de R.Eanes...dizia (a meu ver, eu suspeitíssimo) para salvar a sua pele e a dos seus "alienados medrosos"... a democracia tem que contar com o PCP...que o mesmo era dizer a democracia tem de contar com todos nós que fizemos REVOLUÇÃO...que ele, como eu, fizemos...só com a diferença (por eu ser comunista deste os 30 anos..ou desde que nasci) não tenho a Medalha da Liberdade..(sendo dos primeiros dez a conspirar para o 25 de Abril). Coisa formal na qual me estou nas tintas… só nas tintas não. Completamente nas tintas...mas por mor dos meus pecados [acho que S.Pedro ma vai entregar à entrada do Purgatório...].

Com a incultura destes militares adeptos de Melo Antunes e de Vasco Lourenço e com pontas da lança dos EUA (desconhecidos destes e de outros genuínos capitães de Abril) (CIAs, FBIs E CARLUCCIs) infiltrados desde sempre no MFA e que me dispenso de nomear...até porque alguns jazem mortos ...que é que se poderia esperar deste saloio rectangulozinho à beira-mar plantado...??? As promessas europeias dessa outra figura "ignorante" (ignorante como revolucionário, sim...)??? Refiro-me a Mário Soares. É um intuitivo diletante que esteve sempre atrás do biombo da Revolução...como hoje está ...!!!

A diferença é esta...a esquerda "derrotada" estava e está com a Revolução...a dita "esquerda" vencedora está com o 25 de Abril...mascarada de 25 de Novembro.

Como não há 25 de Abril sem REVOLUÇÃO...para que serve o 25 de Novembro? Para, num momento destes, um dos mais graves da vida nacional, uns espertalhaços que ficaram adormecidos com os louros dos 25 de Abril/Novembro, conquistados por nós, se outorguem em dar força à direita e aos inimigos do povo português...

Ramalho Eanes....um andrógeno do 25 de Abril e da REVOLUÇÃO... teve o desplante [nesta era (hoje) sob resgate da troika] de aceitar ser homenageado no dia 25 de Novembro..Se fosse um homem genuíno, do 25 de Abril, devia ter dito que NÃO, redondamente e sem equívocos. Mas não..ao terceiro terço dos mistérios dolorosos, da santa madre igreja, após salvé rainhas...de oh clemente e oh piedoso.. que nem sei quem sois ..declarou aceitar a homenagem fracturante. Mas como tem uma missa em Alcains...(terra do meu apreço pelo belo cabrito que lá se esfola..) à qual prometeu não faltar...vai mandar a mulher (D.M.Portugal) e sua filha, alimentar, no dito jantar, a gula dos vampiros da nossa democracia...dos alegres e tristes algozes deste nosso burgo.

Mas sabem no fim disto tudo o que está em causa... é que alguns de nós que nascemos para chatear os malandros (de vários níveis) andamos para aí a espalhar que a culpa do que está a acontecer tem muito (quase tudo ou quase nada, ou qualquer coisa) a ver com uma certa data de um Outono de 1975....em que as nossas mais gloriosas esperanças (ao contrário dos dolorosos mistérios do terço da Virgem Maria) foram decapitadas por inconscientes medrosos ou por conscientes ao serviço do estrangeiro.

E, ao lado desse desígnio, militares, como Melo Antunes, (chefe dos "nove") que passando por Bissau em Agosto de 1974 ,transpirava (vulgo: suava) ao ter de enfrentar seus jovens Duran Clementes, Jorge Golias, Faria Paulinos, Bouça Serranos, Jorge Alves, Barros Mouras, Celsos Cruzeiros, Sousa Pintos, Matos Gomes e outros nobres capitães ou militares de ABRIL ..."assessores" ou "adjuntos" dum homem digno Carlos Fabião...Eu estava junto de Fabião que de Bissau mandou o General Spínola dar uma volta ao bilhar grande. Meus amigos, fui eu que traduzi, ao telefone, em Julho de 1973... Isto porque o general do monóculo queria teimoso aterrar em Bissalanca com as suas 27.000 fotografias para organizar mais um teatral e “falso” congresso do povo guineense…numa última tentativa de abafara descolonização e evitar o inevitável: a já declarada e reconhecida, por quase 100 países, independência da Guiné-Bissau!!! Nessa ocasião pasme-se Melo Antunes ainda andava indeciso com a problemática descolonização. Por isso, antes de morrer, declarou que ela tinha sido uma tragédia. Espero que tivesse, no seu íntimo, responsabilizado essa “proclamada desventura” a António Salazar, a Marcelo Caetano e à ditadura fascista.

Um exemplo da ética de Ramalho Eanes.
Mas ainda hoje se fala aos quatro ventos da ética de Ramalho Eanes. Pois bem, vou-vos contar este acontecimento. Em 1977 o Conselho da Revolução (CR) para apaziguar os militares resolveu promovera publicação dum Decreto-Lei que reintegrava todos os militares “expulsos” das Forças Armadas em consequência dos eventos do 11 de Março e do 25 de Novembro. A coisa foi noticiada em caixa alta nos jornais. Só que esta aparente generosidade de Eanes e dos seus membros do CR estava eivada dum manhoso subterfúgio. Os militares do 25 de Novembro não tinham sido formalmente expulsos, logo a lei não iria aplicar-se a eles.. Depois de termos dado conta disso avisou-se Vasco Lourenço (eu mesmo escrevi uma carta a Melo Antunes) inquirindo-os se tinham consciência do logro. Estes discutiram o facto com Eanes. Afinal a lei não contemplava os militares injustamente acusados de golpe no 25 de Novembro. Viemos a saber que a ética de Ramalho Eanes impediu que o texto da lei fosse adaptado e nos contemplasse. Éticas e manhas. Manhas e lógicas de medo e de falta de saber!!! Como hoje...

Continuarei ...se não houver problemas técnicos...há mais para contar!!!

Manuel Duran Clemente» (In blog «Entre as brumas da memória»)

RETROCESSO CIVILIZACIONAL EM PORTUGAL POR ORDEM DE BERLIM OU O ELOGIO DO EMPOBRECIMENTO E DA MISÉRIA


O retrocesso civilizacional em Portugal, com as falências de empresas, como o aumento do desemprego, com o aumento dos horários de trabalho, com o empobrecimento dos salários, com o aumento da opressão no local de trabalho está a ser acompanhado com o aumento dos elementos da alta burguesia, há cada vez mais muito ricos.
E depois os bandidos do costume aparecem nas televisões a defenderem o governo de traidores de Passos Coelho e os interesses nacionais da Alemanha…

domingo, 24 de novembro de 2013

MASSACRE DE PROPAGANDA NEOLIBERAL EM TEMPOS DE DECADÊNCIA


Nas televisões portuguesas somos massacrados todos os dias com a propaganda neoliberal.

Em síntese privatização dos lucros e nacionalização dos prejuízos. Adorar a alta burguesia dona dos mercados como adorar um deus da Grécia Antiga. A «regra de ouro do défice» de 3% é mística, é de natureza religiosa. Por que não 4, 5, 6 ou 10% de défice? Os deuses não deixam? Quais deuses?

Neste clima de decadência galopante da União Europeia, na Zona Euro já acabou de vez a União Europeia, existe sim o saque alemão, provisório, enquanto a França e a Itália forem governadas por traidores. As leis da Zona Euro são de origem divina, como era o poder do rei da França Luís XVI… até deixar de o ser…

Em Portugal, as televisões massacram-nos com as angústias da alta burguesia e do povo alemão, que se está a dar bem com o saque na Zona Euro. As angústias das classes médias e das outras abaixo não interessam, assim como não interessam as angústias do povo português, que se lixe o povo português «a Alemanha acima de tudo»…

sábado, 23 de novembro de 2013

BLOG MARXISTA 5 DIAS NET - CONFLITOS ENTRE OS SEUS ELEMENTOS COMO RAQUEL VARELA E TIAGO MOTA SARAIVA

O blogue marxista «5 Dias net» tem sido palco de conflitos entre os seus membros, nomeadamente Raquel Varela, que se considera admiradora de Trotsky, e Tiago Mota Saraiva, dois elementos preponderantes do referido blogue.

«Investigadores // CV Raquel Cardeira Varela

Raquel Cardeira Varela
RAQUEL CARDEIRA VARELA
INVESTIGADOR INTEGRADO | DOUTORADO
Trabalho e Conflitualidade
FCH
ÁREAS DE INVESTIGAÇÃO
Raquel Varela (1978) é investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais e investigadora do Instituto Internacional de História Social, onde coordena o projecto internacional In the Same Boat?Shipbuilding and ship repair workers around the World (1950-2010). É coordenadora do projecto História das Relações Laborais no Mundo Lusófono. É doutora em História Política e Institucional (ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa). É, desde 2011, Presidente da International Association Strikes and Social Conflicts. É vice coordenadora da Rede de Estudos do Trabalho, do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal.
É coordenadora de Quem paga o Estado Social em Portugal? (Bertrand, 2012), autora de História da Política do PCP na Revolução dos Cravos (Bertrand, 2011)» (In site da «UNL»)

«Tiago Mota Saraiva [PT] sócio
Licenciatura em Arquitectura, pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa em 2000. Frequência do 2º semestre do ano lectivo de 1998/1999 na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid (programa Sócrates/Erasmus). Especialização em Arquitectura, Território e Memória da F. C. T. da Universidade de Coimbra.
Prémio Comendador Joaquim Matias Quelhas dos Santos para alunos melhor classificados na disciplina de Projecto 5º ano da FAUTL (20 valores). Menção Honrosa no Prémio SECIL Universidades de 2000.
Colaborou em Lisboa, desde 1995, nos escritórios de arquitectura; Paula Cabral, Segismundo Castello Branco e Fernando Ho, Arquitectos, a.s* (atelier de santos), Atelier do Chiado Arquitectos Lda. e Giulia de Appolonia Arquitecta. Colaborou em Roma no Massimiliano Fuksas Studio e foi consultor externo do Studio Altieri SRL de Vicenza, em Itália.
Membro Efectivo da Ordem dos Arquitectos nº 10032 tendo integrado o seu Conselho Directivo Nacional durante dois mandatos(2003-07). Entre 2005 a 2007 foi Tesoureiro Nacional da Ordem dos Arquitectos.
Membro da Comissão Organizadora do Ano Nacional de Arquitectura 2003 (ANA ’03). Comissário do Prémio Tektónica 2003, 2004 e 2005, organizado pela AIP-FIL e OA. Comissário do Concurso Internacional Celebração das Cidades, organizado pela UIA. Comissário do Prémio Secil Universidades 2003, 2004 e 2005 – Arquitectura e co-comissário do Prémio Secil 2004. Organização do Prémio Mobilidade 2005 (parceria Santa Casa da Misericórdia de Lisboa/Ordem dos Arquitectos).
Delegado português ao Congresso da União Internacional dos Arquitectos de 2005 em Istambul – Turquia.
Foi Assistente Convidado da Universidade Moderna de Lisboa – 2007 e Assistente Convidado da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa 2007-2008.
Foi correspondente em Lisboa da revista espanhola “Pasajes de Arquitectura y Crítica”, 1999-2002.
Tem artigos e projectos próprios ou em co-autoria publicados em diversas revistas da especialidade. Escreve uma coluna de opinião semanal do jornal i.
Entre Fevereiro de 2003 e Dezembro de 2005 foi sócio da empresa Extrastudio – arquitectura, design e urbanismo Lda.
Actualmente é sócio-gerente do ateliermob – Arquitectura, Design e Urbanismo Lda., onde exerce actividade regular desde a sua constituição.» (In site «ateliermob.com»)

CAVACO SILVA SURPREENDE E MANDA PRA O TC PARA FISCALIZAÇÃO PREVENTIVA CORTES NAS REFORMAS JÁ ATRIBUÍDAS AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

«Presidente requereu ao Tribunal Constitucional fiscalização preventiva de normas do diploma sobre convergência do regime de proteção social da função pública com o regime geral da segurança social
O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da constitucionalidade de normas do diploma que estabelece mecanismos de convergência do regime de proteção social da função pública com o regime geral da segurança social.

A propósito desta decisão, a Presidência da República divulga o seguinte comunicado:

1. O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da constitucionalidade de normas constantes do Decreto n.º 187/XII da Assembleia da República, que estabelece mecanismos de convergência do regime de proteção social da função pública com o regime geral da segurança social.

2. Mais precisamente, o Tribunal Constitucional foi solicitado a pronunciar-se sobre a constitucionalidade das seguintes normas:

a) Normas que determinam a redução em 10% de pensões em pagamento, constantes das alíneas a) e c) do nº 1 do artigo 7º;

b) Normas que determinam o recálculo do montante de pensões em pagamento, constantes das alíneas b) e d) do nº 1 do artigo 7º.


3. O Presidente da República solicitou ao Tribunal Constitucional que verificasse a conformidade destas normas com a Lei Fundamental, designadamente com os princípios da unidade do imposto sobre o rendimento, da capacidade contributiva, da progressividade e da universalidade, e com o princípio de proteção da confiança, quando conjugado com o princípio da proporcionalidade.» (In site da Presidência da República)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

MÁRIO SOARES E OS TRAIDORES QUE GOVERNAM PORTUGAL EM NOVEMBRO DE 2013


Os factos são factos, neste momento não quero discutir o PREC de 1974-75, mas, factualmente, o seu desfecho final estava, objectivamente, condicionado pelos acordos de Ialta e Potsdam firmados pela União Soviética, Pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, durante a II Guerra Mundial.
Uma das melhores análises dos condicionalismos do PREC de 1974-75 é da investigadora da História Raquel Varela, marxista e admiradora de Trotsky, que foca, objectivamente, a importância dos atrás referidos acordos de Ialta e de Potsdam nesses condicionalismos.
Não quer isso dizer que, respeitando os acordos de Ialta e Potsdam, os Estados Unidos e o Reino Unido, tivessem dito que só havia um caminho «inevitável», havia vários caminhos, respeitando os acordos de Ialta e Potsdam, isto é, Mário Soares seria sempre decisivo enquanto líder do PS, mas podia ter feito um compromisso histórico mais à esquerda, no quadro de uma democracia de modelo europeu ocidental.
O PREC de 1974-75 pertence à História de Portugal, que ainda está por esclarecer totalmente.
Agora, em 2013, Portugal está a caminhar para o abismo, por ordem de Berlim, alegremente dirigido por Passos Coelho e Cavaco Silva, no caminho suicidário traçado pelo perigoso Vítor Gaspar.

Ora, Mário Soares quer evitar o suicídio de Portugal, a mando da Alemanha, é isso que está em causa.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

APELO À QUEDA DOS TRAIDORES


Na Aula Magna da Universidade Clássica de Lisboa, Mário Soares apelou à queda do governo de traidores que está a arruinar Portugal.
Mário Soares deu a sua própria opinião e não a opinião que a Direita gostava que ele desse.

Grande parte dos apoiantes deste governo odeiam o Estado de Direito, tanto os internos como os externos, como Ângela Merkel e seus lacaios, quer os lacaios internos da Alemanha da ala direita do SPD, quer  o traidor François Hollande.
 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

CONTRA A ZONA EURO NEOLIBERAL E ALEMÃ

«Contra el euro



Este livro, diz-nos Juan Francisco Martín Seco na introdução, foi escrito com “raiva”, dada a destruição evitável que está sendo gerada na economia, no Estado social e na democracia espanholas. Felizmente, a “raiva” foi posta ao serviço de uma argumentação clara e racional. As grandes linhas do argumento contra o Euro são conhecidas e o livro apresenta-as claramente, tendo a vantagem adicional de nos mostrar como a atitude das elites económicas e políticas espanholas em relação ao Euro e à integração neoliberal que lhe esteve indelevelmente associada foi tão semelhante à das castas portuguesas: o mesmo egoísmo, a mesma miopia, a mesma arrogância, os mesmos complexos do bom aluno e a mesma atitude moralista imoral depois da crise rebentar – vivestes acima das possibilidades, agora é altura de pagar.

As causas estruturais da dívida externa elevada são claramente identificadas: o Euro, uma moeda sem Estado, desligado das finanças públicas, e que aumentou as assimetrias entre os Estados realmente existentes, não serve as economias europeias menos desenvolvidas e agora sem meios decentes para gerir a sua inserção internacional. A acumulação de défices da balança corrente foi um sintoma da perda de competitividade, de uma moeda demasiado forte. Agora, os défices são provisoriamente debelados pelo destrutivo e injusto, até porque só recai sobre os assalariados, mecanismo da desvalorização interna. Este deixa um lastro institucional, social e laboral, pesado, tal como a construção do euro, por via essencialmente da liberalização financeira, já o tinha feito. O trabalho de neoliberalização ficaria completo.

Parte do livro é constituída por um impressionante corpo de autocitações de escritos do autor, fundamentalmente dos anos noventa: um bem vos avisei sem falsas modéstias. Não se trata de mais um oráculo, mas sim de ter tido a capacidade de identificar, com a ajuda de história racionalizada, por exemplo das desvalorizações cambiais quando a coisa apertava, mecanismos e padrões emergentes, mas ignorados pela sabedoria convencional euro-contente.

Seco, um economista entre a alta administração pública e academia e que rompeu com o PSOE na década de noventa, insiste que a União Europeia saída de Maastricht e confirmada nos Tratados subsequentes, baseada numa moeda disfuncional e numa lógica de expansão sem fim das forças do mercado capitalista, não é união, já que reforça os mecanismos de polarização e não é europeia, já que destrói o Estados sociais e as democracias. Os mecanismos nesta altura são muito claros: sem moeda própria e controlada pelos poderes públicos democráticos, sem algum tipo de controlo de capitais, não existe, nem existirá, o grau soberania que é condição necessária para que as constituições democráticas e sociais anti-fascistas, ainda tão temidas pelo capital financeiro, e por potenciais boas razões, possam ser cumpridas nas suas dimensões essenciais. Um bom contributo para que as forças sociais e políticas que se dizem progressistas se possam ver livres, também do outro lado da fronteira, das custosas ilusões do Euro.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

SUÉCIA 2 – PORTUGAL 3


A selecção portuguesa de futebol ficou apurada para o Mundial de 2014, no Brasil, depois de vencer a Suécia por 1 – 0 e por 2 – 3, no play-off.
Os 4 golos de Portugal foram marcados por Cristiano Ronaldo.
No meio desta crise profunda em qua a maioria dos portugueses vive, em que um governo de traidores tem como programa o empobrecimento da maioria dos portugueses, a alegria é inimiga deste governo, que procura infligir sofrimento à maioria dos portugueses.

Cristiano Ronaldo, no jogo da Suécia, pela qualidade do seu desempenho, pela qualidade das suas desmarcações e dos seus golos, pela influência na sua equipa e no resultado final, fez lembrar Diego Maradona.


«The night Cristiano Ronaldo ran away with the Ballon d'Or

It is surely game, set and match to Portugal's captain in the race for the Ballon d'Or after his hat-trick secured World Cup 2014 qualification – much to the chagrin of France's Franck Ribéry
• Poll: has Ronaldo done enough to win the Ballon d'Or?
Link to video: Cristiano Ronaldo and Zlatan Ibrahimovic react to Portugal's World Cup qualification
Poor old Franck Ribéry. After weeks of exhaustive canvassing for Ballon d'Or votes on his own behalf, Cristiano Ronaldo took 38 second-half minutes in Stockholm to tear the Frenchman's candidature to shreds, at the same time as Les Bleus were enjoying their best night in years at the Stade de France.
Before Tuesday night, some of us had allowed ourselves to be convinced that this year's running would be different. Ribéry, the ultimate epitome of individual quality combined with supreme work ethic at the hub of team brilliance, seemed to have a real possibility of winning the prize after being the main motor behind Bayern Munich's historic year. Yet if football's most prestigious individual prize has become simply that in recent times, a celebration of the world's single most brutal punisher in front of goal, then it is surely game, set and match to Portugal's captain.
The news that Fifa has extended the previously closed voting period to the end of the month – and will allow those who have already submitted their choices to alter them – cannot be good news for Ribéry either. Ronaldo's display on Tuesday night was of the type that defines eras, never mind seasons, with his three goals drawing him level with Pauleta on Portugal's all-time scorers list, with 47.
Having already in September eclipsed the mark made by Eusébio –widely considered in Portugal to be the only player in the country's history to threaten Ronaldo's status as their greatest ever – this was further evidence for the nation's ceaseless quest to recognise him as the world's best.
Even by their own expressive standards, Portugal's leading sports titles are beside themselves today. Ronaldo Põe Portugal no Brasil – O Maior!(Ronaldo puts Portugal in Brazil – The Best!) was the front-page proclamation of A Bola, embellished with a quote from Ronaldo himself, positioned by the newspaper as a further riposte to the backtracking Fifa president Sepp Blatter. "I don't have to respond to anyone," Ronaldo said post-match. "I'm just me."
Record's headline was an even less subtle nudge to voters – Bola de Ouro (Ballon d'Or), while O Jogo led with the simple headline "Colossal". "If it was needed," gushed the Porto-based daily, "he'd fly the plane (to Brazil)." Given his capacity to take matters in hand on international duty, it's not that much of a joke.
It was an evening of that kind of enduring delirium, even if it reminded us of Ronaldo's capacity – which is quite baffling to the Portuguese – of rubbing opponents up the wrong way. He was jeered by the Swedish crowd throughout; every time he received the ball, lost the ball or had an unsuccessful effort on goal. Ronaldo also endured the drone of "Messi, Messi" from the stands, which first began two years ago when Portugal's delegation arrived in Sarajevo ahead of the Euro 2012 play-off against Bosnia-Herzegovina. Some local kids even scaled the stadium fence at Zenica to continue the baiting. Ronaldo responded by extending his middle finger.
His demeanour in Stockholm was cut from similar defiance, as he simply moulded events to his desire. His display at the Friends Arena carried all the features that his detractors use to beat him – dissatisfied tirades at team-mates, tunnel vision for the goal and seemingly bathing in the opprobrium in the aftermath of his goals.
In the event, he was more than entitled to all three. When Portugal rocked, he refused to allow them to tumble. His finishes were exemplary, pitiless and unanswerable. He is, in the words of his team-mate Miguel Veloso, "a machine". The scorecard may have read Zlatan 2 Cristiano 3 but the difference was much more appreciable. Ibrahimovic gives hope where there is none. Ronaldo makes the impossible possible.
In his current mood, he is perfectly placed to streak away from Lionel Messi's challenge for the Ballon d'Or, especially with the Argentinian expected to be out through injury until 2014. It is not fanciful to expect Ronaldo to be close to a half-century by the time Barcelona's jewel returns to action.
"He's not from this planet," said the Portugal striker Hugo Almeida after the game. "It's absolutely incredible that we're still discussing who's the best in the world." Tuesday night in Stockholm may have been the last word for now.» (In «The Guardian»)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O NEOLIBERALISMO PSD-CDS-CAVACO-TROIKA, SEM MÁSCARA, NO SEU SINCERO ESPLENDOR

«João César da Neves – Uma coisa morta trazida pelo gato...



João César da Neves é um homem com imenso para dar! Dá aulas de economia, não poucas vezes dá uma imensa vontade de lhe “remodelar” o focinho e, sobretudo... dá opiniões!
Mais uma vez, num artigo de opinião (lá está!!!) no DN, e numa entrevista ao mesmo DN e à TSF, não deixou ficar mal todos aqueles que dele já só esperam o pior.
Entre pérolas como «aumentar o salário mínimo seria a pior forma de estragar a vida aos pobres», ou de ser «suicida e estúpido» baixar a idade da reforma, mais a lenga-lenga costumeira contra as greves e todos aqueles que ousam reivindicar melhores condições de vida, dá um verdadeiro espectáculo ao meter os pés pelas mãos num emaranhado de frases confusas (e nojentas) para tentar explicar uma ideia canalha sublimada nesta frase:
Atendendo à “superioridade” dos cursos ostentados pelo senhor das Neves, não me parece, dada a minha ignara condição, que tenha ferramentas para contestar as suas opiniões com a necessária "qualidade técnica".
Ainda assim, muitos anos a virar frangos e outros tantos de observação destes cromos saídos do mais bolorento salazarismo, permitem-me afirmar com grande confiança:
A maior parte dos neurónios do César da Neves, não são neurónios. 
São lixo! Esterco, estrume, dejectos, coisas mortas trazidas pelo gato, diria mesmo merda... sei lá...» (In blog «Cantigueiro»)

A ZONA EURO VISTA DO BRASIL, RACIONALMENTE

«luiz carlos bresser-pereira

 


18/11/2013 - 03h00

Atrelados ao euro alemão




Em maio do próximo ano haverá eleições para o Parlamento europeu, e muitos analistas estão prevendo um grande avanço dos partidos de extrema-direita, caracterizados pelo nacionalismo xenófobo, rejeição dos imigrantes, e "euroceticismo" -um eufemismo para designar sua rejeição à União Europeia.
É compreensível que isto esteja acontecendo. Se compararmos o apoio à integração europeia medida pela forma que cada povo vê sua participação na UE, a redução desse apoio é impressionante.
Tomando-se 2007 e 2013 como referências, a participação da Holanda no bloco era considerada uma coisa boa para 75% dos respondentes - caindo para 28% em 2013. Na Espanha, as porcentagens respectivas são 75% e 20%; na Alemanha, 68% e 37%; na França, 52% e 33%; na Itália, 50% e 35%; e no Reino Unido, 38% e 20% (Eurobarómetro, Gallup-FT, 16 de outubro de 2013).
As razões dessa queda brutal de apoio para a União Europeia são claras: a crise do euro; os problemas trazidos pelo grande equívoco que foi a adoção de uma moeda comum; e o fato de países do sul da zona do euro e a Irlanda estarem ou em recessão ou com taxas de crescimento em queda vertical, e de países do norte, encabeçados pela Alemanha, também terem suas taxas de crescimento reduzidas.
As razões da crise não são fiscais, mas cambiais; não decorrem de deficits públicos, mas de deficits em conta corrente.
É o fato de as "taxas de câmbio internas" dos países do sul, inclusive a França, terem se apreciado em relação ao "euro alemão" -porque, em 2003, os alemães fizeram um acordo social no qual os trabalhadores aceitaram não ter aumento de salários em troca de segurança de emprego, enquanto nos países do sul não houve acordo semelhante.
Em consequência, o custo unitário da mão de obra aumentou nesses países em relação à Alemanha até 2010, quando se desencadeou a crise.
Se os países do sul tivessem suas próprias moedas, o ajustamento seria simples: bastaria a desvalorização de suas moedas em relação à moeda alemã. Como têm uma moeda comum, a solução é ou a descontinuação de forma acordada, ou a "desvalorização interna" -ou seja, a recessão, o desemprego, e a queda dos salários reais.
É esta política que está sendo adotada sob o comando da Alemanha, do Banco Central Europeu e do FMI.
É evidente que a criação do euro foi um erro pelo qual os países europeus estão pagando caro. A solução racional é a descontinuação acordada do euro. Assim se salvará a UE.
Mas, para isso, é necessária coragem nos países do sul, principalmente no seu principal país, a França, e a disposição da Alemanha de fazer um acordo. Nem uma coisa nem outra parecem hoje disponíveis na Europa.
A situação dos países do euro me lembra muito a da Argentina e seu "plan de convertibilidad". Foi necessária uma imensa crise para que o peso deixasse de ser atrelado ao dólar. Agora estamos vendo o euro dos países do sul atrelado ao "euro alemão", e, ao que tudo indica, só uma grande crise poderá levar os europeus a se verem livres dessa maldição que acabou sendo a moeda única europeia.
luiz carlos bresser-pereira
Luiz Carlos Bresser-Pereira é professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, onde ensina economia, teoria política e teoria social. É presidente do Centro de Economia Política e editor da "Revista de Economia Política" desde 2001. Foi ministro da Fazenda, da Administração e Reforma do Estado, e da Ciência e Tecnologia. Escreve a cada duas semanas, aos domingos, na versão impressa de "Mundo".»
    (In «FOLHA DE S. PAULO» net)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PARTIDO LIVRE


O dissidente do Bloco de Esquerda, o escritor e deputado do Parlamento Europeu, eleito na lista do Bloco de Esquerda, fundou um novo partido político de Esquerda. O site é http://livrept.net/ e tem variada informação sobre o referido partido, que através do referido site procura as 7 500 (sete mil e quinhentas) assinaturas, para sua formalização, nos termos legais.

Pessoalmente, desperta-me curiosidade. Sobre o Rui Tavares assinalo que apoiou, calorosamente, a barbárie imperial-colonial da NATO, instituição do meu ponto de vista especializada em crimes de guerra, e gestora da Rede de Raptos e Tortura (incluindo Tortura até à morte) Guantánamo e Sucursais.

domingo, 17 de novembro de 2013

COMPARAÇÃO DA CRISE DA ZONA EURO COM A CRISE DE 1929

«Dois gráficos, a mesma história



Dois gráficos ilustrativos do sucesso da recuperação na Zona Euro numa perspectiva comparada. O primeiro gráfico de Paul Krugman compara a evolução da produção industrial europeia nos anos da Grande Depressão com a evolução da produção industrial da Zona Euro nos anos que já leva a sua presente crise. O segundo gráfico, via Câmara Corporativa, compara a evolução do PIB real na Zona Euro e nos EUA desde o início de 2008. A mensagem é a mesma: ao contrário da narrativa dominante até certa altura, segundo a qual o Euro seria um escudo contra a crise oriunda dos EUA (lembram-se de uma das muitas fraudes do euro-liberalismo?), esta zona monetária não passa de um sistema cambial rígido e disfuncional, tendo por efeito impedir a mobilização de instrumentos de política económica que nos permitam sair tão rapidamente quanto possível da crise aí gerada, em especial nas periferias particularmente atingidas, que isto do desenvolvimento desigual tem ainda mais força num quadro monetário austeritário. Romper com sistemas cambiais rígidos é também hoje uma condição necessária para superar a oscilação entre recessões profundas e duradouras e recuperações tímidas e breves: quando é que os países, em especial as periferias, tiram a ilação política destas histórias económicas?» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)