segunda-feira, 31 de março de 2014

PESADA DERROTA DE FRANÇOIS HOLLANDE E DO PSF


François Hollande  e o PSF sofreram pesada derrota nas eleições municipais de ontem e o partido fascista de Marine Le Pen, chamado «Frente Nacional»  teve grandes avanços. O partido de Mussolini chamava-se «Partido Nacional Fascista», onde a actual extrema-direita francesa foi buscar o nome substituindo «Partido Nacional» por «Frente Nacional» e omitindo a palavra fascista.
Perante o peso da derrota Hollande demitiu o governo.
Resultados da segunda volta, segundo o jornal «Libération» (Cor rosa Esquerda, azul claro Direita tradicional, azul escuro Direita fascista ou Extrema-direita).



domingo, 30 de março de 2014

MUSSOLINI NA VENEZUELA APOIADO POR WASHINGTON




«DERROTA DO «SMART POWER» NA VENEZUELA

Washington ficou isolado na questão venezuelana

A revolta anti-bolivariana perde impulso. À falta de lograr mobilizar aos venezuelanos, os «insurgentes» dos “barrios” acomodados e seus padrinhos norte- americanos tratam de mobilizar diplomatas na sede washingtoniana da OEA. O investigador francês Salim Lamrani analisa este novo fracasso do Departamento de Estado.

 | PARIS (FRANÇA)  
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Desde o começo de fevereiro de 2014, os setores da extrema direita multiplicaram os atos criminosos na Venezuela com o objetivo de quebrar a ordem constitucional e derrubar o presidente democraticamente eleito Nicolas Maduro. A violência causou a morte de pelo menos 29 pessoas, entre elas vários membros das forças da ordem. Três líderes da oposição elaboraram o plano de ação em janeiro de 2014 : Leopoldo Lopez, presidente do partido de extrema direita Vontade Popular ; Maria Corina Machado, deputada da Assembleia Nacional, e Antonio Ledezma, prefeito de Caracas. Os três convocaram publicamente um golpe de força contra o governo legítimo da República Bolivariana da Venezuela. [1]
Os Estados Unidos se opuseram desde o início a Hugo Chavez a à Revolução Bolivariana, apesar de seu caráter democrático e pacífico. Desde 1999, Washington dá seu apoio político, diplomático, financeiro e mediático à oposição venezuelana. Em 2002, George W. Bush tinha orquestrado um golpe de Estado contra o presidente Chavez com a cumplicidade da oligarquia venezuelana, de uma parte do Exército e dos meios de comunicação privados do país. Hoje, a administração Obama ampara abertamente as tentativas de desestabilização da democracia venezuelana apoiando as atividades da extrema direita.
O Departamento de Estado defendeu as manifestações violentas em nome da “liberdade de expressão”. Exigiu que as autoridades venezuelanas libertassem os responsáveis por esses atos, “detidos injustamente”, apesar de vários terem sido presos com armas nas mãos. John Kerry, secretário de Estado, inclusive ameaçou a Venezuela com sanções. [2]
Entretanto, Washington está isolado no continente americano. A imensa maioria dos países da região condenaram a violência orquestrada pela oposição, e deram seu apoio ao governo legítimo de Maduro. No dia 7 de março de 2014, a OEA (Organização dos Estados Americanos), tradicionalmente conservadora e alinhada com Washington, que agrupa todas as nações do continente exceto Cuba, inflingiu uma derrota à administração Obama. Uma resolução, que todos os países adotaram com exceção dos EUA, do Canadá e do Panamá, expressou a “solidariedade” e o “apoio” da OEA às instituições democráticas, ao diálogo e a à paz na República Bolivariana da Venezuela”.
Numa alusão à posição de Washington, a OEA falou do “respeito ao princípio de não intervenção nos assuntos internos dos Estados” e expressou “seu compromisso com a defesa das instituições democráticas e do Estado de Direito”.
Também condenou a atitude da oposição expressando sua “mais enérgica desaprovação a toda forma de violência e intolerância”. Finalmente, a OEA declarou “seu pleno apoio a alento às iniciativas e aos esforços do governo democraticamente eleito da Venezuela e de todos os setores políticos, econômicos e sociais para que continuem avançando no processo de diálogo nacional”. [3]
Por sua vez, a Unasul (União de Nações Sul-Americanas), que agrupa os 12 países da região, condenou “os recentes atos de violência”. “Qualquer demanda deve ser canalizada de forma pacífica, pela via democrática, e respeitando o Estado de Direito e suas instituições”, enfatizou. Também expressou sua “solidariedade” ao “povo e ao governo democraticamente eleito dessa nação” e decidiu “apoiar os esforços do governo da República Bolivariana da Venezuela para propiciar um diálogo” com todos os setores da sociedade. Em uma clara alusão aos EUA, a Unasul expressou sua “preocupação frente a qualquer ameaça à independência e à soberania da República Bolivariana da Venezuela.” [4]
Michelle Bachelet, presidente do Chile, que recebeu em Santiago a reunião da Unasul, deu seu apoio total a Maduro e condenou as tentativas da oposição de quebrar a ordem constitucional. “Não aceitaremos jamais que ninguém, seja uma pessoa ou um país, incite por meio de mecanismos violentos a deposição de um presidente legitimamente eleito”, afirmou, em uma nova alusão aos EUA. Segundo ela, os conflitos devem ser resolvidos por meio de “uma via de diálogo e de paz”, condenando, assim, as manifestações violentas da oposição. [5]
Cristina Kirchner, presidente da Argentina, declarou desaprovar as tentativas golpistas e ofereceu seu apoio à “democracia venezuelana”, lembrando que a legitimidade do atual governo resulta de ter ganho 18 processos eleitorais dos 19 nos quais participou durante os últimos 15 anos. Pediu que a oposição não abandonasse a via democrática, enfatizando a possibilidade de organizar um referendo revogatório em 2016, de meio mandato, que permitiria convocar eleições presidenciais antecipadas em caso de triunfo. “A Venezuela é o único país do mundo que têm o referendo revogatório, ou, pelo menos, da região, onde há o direito revogatório do presidente”, ressaltou.
Da mesma maneira, não deixou de denunciar as tentativas de desestabilização orquestradas pelos EUA e advertiu contra “as intervenções externas e estrangeiras, motivo pelo qual seria lamentável permitir que ventos de fora derrubem um país irmão como a Venezuela” [6]. Cristina também denunciou a “tentativa de golpe suave que estão tentando dar contra a República Bolivariana da Venezuela”. [7]
Assim como aconteceu durante a presidência de Hugo Chavez, entre 1999 e 2013, os EUA não renunciaram acabar com a Revolução Bolivariana democrática, pacífica e social. Este país se opõe ao presidente Maduro e apoia a oposição golpista. Por sua vez, os meios de comunicação ocidentais, principal apoio dessa tentativa de desestabilização, tomaram partido a favor dos partidos que querem a ruptura da ordem constitucional e que são contra a democracia venezuelana.
Revisão do Texto : Alva.
[1] Salim Lamrani, «25 verdades sobre as manifestações na Venezuela», Opera Mundi, 23 de fevereiro de 2014.
[2] EFE, «EEUU no responde a oferta de diálogo de Maduro e insiste en pedir mediación» (E. U não responde a oferta de diálogo de Maduro e insiste em pedir mediação-nR), 17 de março de 2014.
[3] Organisation des Etats américains, "Consejo permanente aprobó declaración sobre la situación en Venezuela" (Organização dos Estados Americanos - “Conselho Permanente aprovou declaração sobre situação na Venezuela”-nR), 7 de março de 2014.
[4] Union des Nations sud-américaines, « Resolución » (União das Nações Sul-Americanas « Resolução »-nR), 12 de março de 2014.
[5] The Associated Press, «Bachelet reitera apoyo a Maduro» (“Bachelet reitera apoio a Maduro”-nR), 16 de março de 2014.
[6] Agencia Venezolana de Noticias, «Presidenta Fernández : Defendemos la democracia de Venezuela» (Agência Venezuelena de Notícias, “Presidente C. Fernandez : Defendemos a democracia da Venezuela”-nR), 1 de março de 2014.
[7] Telesur, «Fernández : Derrocamiento del Gobierno de Venezuela sería fatal para Latinoamérica» (Telesur, “C. Fernandez : Derrube do Governo da Venezuela seria fatal para a América Latina”- nR), 1 de março de 2014.»(In «Red Voltaire»)

AS WAFFEN-SS DE KIEV EM 2014


Não tenho por objectivo especificar as diferenças entre as diferentes SS do III Reich.
As Waffen-SS eram uma força militar de elite paralela à Wehrmacht e eram também uma força policial de elite, com objectivos repressivos.
As Waffen-SS de Kiev são uma força neo-nazi, porque numa linguagem pura hitleriana todos os ucranianos pertenceriam a uma raça inferior.

O que acho de mais interessante é o facto das Waffen-SS de Kiev 2014 serem financiadas pela União Europeia e por Washington. As Waffen-SS de Kiev 2014 são contra a Democracia e contra os Direitos Humanos, os produtos políticos mais exportados pela União Europeia e pela NATO, que é uma organização de tipo feudal, em que o suserano são os Estados Unidos, e todos os outros Estados são vassalos de Washington. A NATO é uma organização imperial do século XXI, que se rege pelas normas de suserania e de vassalagem da Europa feudal.

sábado, 29 de março de 2014

UNIÃO EUROPEIA OU A CAPITULAÇÃO DOS VENCEDORES E A DITADURA DOS VENCIDOS POR RENDIÇÃO INCONDICIONAL



O «Tratado Orçamental» de 2013 formalizou a Ditadura de Berlim sobre a União Europeia, com efeitos mais danosos na Zona Euro.
A moeda euro é a arma mais letal da Ditadura da Alemanha na chamada «União Europeia», que é uma desunião de facto, que é na realidade real uma zona de guerra financeira e social.
Mas, há cada vez mais pessoas informadas a proporem o fim da moeda euro.


«No Portugal das expectativas pequenitas


No Portugal das expectativas cada vez mais pequenitas, o nosso país no Euro, qualquer recuperação, por mais tímida que seja, é sempre mais valorizada do que a mais forte destruição anterior. Esta assimetria só significa que o declínio e o desemprego de massas fazem parte do regime económico nacional, sobredeterminado pela arquitectura europeia, com que corremos o risco de nos conformar politicamente, sobretudo na ausência de alternativas reais com força.

A recuperação actual assenta exclusivamente na procura interna, até porque o crescimento do consumo privado tende a fazer aumentar as importações e a procura externa liquida deixa assim de funcionar como motor do que quer que seja. Lá se vai o pensamento mágico da transformação estrutural por via da desvalorização interna.

Vários economistas europeus, de resto conservadores, com excepção de João Ferreira do Amaral, assinaram um artigo a defender o desmantelamento do Euro, identificando precisamente o dilema que marca o nosso destino nesta Zona: “ou as economias mais fracas da Zona Euro expandem em linha com o potencial produtivo e incorrem em défices externos ou aplicam a austeridade, eliminando os défices”, mas com custos elevados em termos de potencial produtivo.

A proposta de desmantelamento organizado da Zona Euro já antes formulada, entre outros, por Lafontaine, parece-me generosa. Neste contexto, noto que João Ferreira do Amaral afirmou ao Negócios o seguinte: “O que me parece importante é que Portugal saia da Zona Euro de forma unilateral se for necessário, ou em conjunto se isso for possível”. A disponibilidade intelectual e política para fazer o que é necessário pode bem aumentar o campo do que é possível.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

sexta-feira, 28 de março de 2014

O FIM DA UNIÃO EUROPEIA E O FIM DA HISTÓRIA II


A União Europeia, enquanto conjunto de países que se deveriam ajudar uns aos outros para o desenvolvimento conjunto, já não existe e foi substituída pelo REICH DOS VENCIDOS, uma Ditadura de Berlim, a que obedecem os diferentes governos de traidores do século XXI, com particular destaque para o traidor que governa a França, François Hollande.
A Ditadura de Berlim que submete todos os outros países à norma imperial do défice dos 3%, que criminaliza as políticas de Esquerda, é referenciada em muitas rádios, jornais, revistas e televisões como «eterna». O III Reich era para durar mil anos, mas o quarto, para alguns, é para ser «eterno», só que este conceito de «eternidade» dura muito menos de mil anos, até pode durar menos de 10 dez anos, se os povos dos países subjugados acordarem. A chamada «austeridade», uma palavra que significa empobrecimento, em Portugal será «eterna», dependendo do tempo que demora essa «eternidade».

O IV Reich, ou Reich dos vencidos, representa «o fim da História» na imaginação dos ditadores germânicos e dos traidores que lhes obedecem.


«Sempre a ajudar

“Se alguma vez chegarmos ao ponto de ter de estabilizar a Ucrânia, retiraremos muitas experiências da Grécia”, diz Wolfgang Schauble. A Grécia é então o modelo para quem manda a ocidente e diz querer estabilizar, segundo a Bloomberg. E ainda há quem apele ao que chama de ajuda por parte de uma UE que tratou logo de assinar acordos com um governo ucraniano dotado de “legitimidade revolucionária” (aspas, notem), com fascistas e tudo a tomar conta do aparelho de Estado, mas sem legitimidade democrática (sem aspas, notem). Entretanto, o FMI também já lá está quase, em linha com os interesses de quem nele sempre mandou. Juntos, FMI e UE, representam a condicionalidade dos empréstimos que se avizinham, ou seja, a austeridade brutal feita de aumentos de preços de bens essenciais, como o gás natural para aquecimento, e de quebras de rendimentos. Diz-se que agora é uma boa altura para fazer isto porque já estamos na Primavera e as temperaturas subiram. O tempo está bom para cobrar o que um analista, citado no Financial Times, designou como o “preço da liberdade”. Enfim, será preciso muito idealismo para ofuscar a realidade do elevado preço que os povos pagam pela lógica do imperialismo e das suas rivalidades.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

quinta-feira, 27 de março de 2014

ESCUTAS TELEFÓNICAS COMPROMETEDORAS PARA A NATO E PARA A UNIÃO EUROPEIA




«CONTRATEMPOS TELEFÔNICOS

Revelada a Agenda Secreta de Ashton e Nuland


 | WASHINGTON D.C.  
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Duas mulheres belicistas que representam o instrumento de política externa do Ocidente, a Secretária Assistente de Estado dos EUA para Assuntos Europeus e Euroasiáticos, Victoria Nuland, e a funcionária da UE e antiga ativista da Campanha Britânica para o Desarmamento Nuclear, Catherine Ashton, viram sua agenda secreta para a Ucrânia revelar-se como resultado de conversas telefônicas vazadas. Ashton, cuja conversa ao telefone com o Ministro dos Negócios Estrangeiros estonianos Urmas Paet foi a segunda conversa reveladora ao telefone a ser vazada, detém o título nobre de Alta Representante para Assuntos Externos e Política de Segurança para a União Europeia e o título bastante feudal e sem sentido de Baronesa Ashton de Upholland.
Os apoiantes de Ashton têm uma visão exagerada de suas realizações. Como de fato Ministra de Negócios Estrangeiros da UE, Ashton foi pêga em vídeo, em 2012, na sede da UE, em Bruxelas, em alvoroço porque nem ela nem o enviado britânico para os Balcãs, Robert Cooper, sabiam qual seria a aparência do Presidente da Sérvia, Tomislav Nikolic, momentos antes da cerimônia oficial de boas-vindas para ele em Bruxelas. Ashton é casada com o jornalista britânico Peter Kellner. Kellner é um executivo da companhia britânica de sondagem de opinião YouGov, que alimenta não só os números de sondagens políticas, mas também as pesquisas sobre os favoritos a ganhar em programas fúteis de televisão britânica como Pop Idol e X-Factor para uma mídia sedenta de informação-entretenimento.
Em uma chamada de telefone em 26 de fevereiro entre Paet e Ashton, o Ministro dos Negócios Estrangeiros estoniano disse que policiais e manifestantes ucranianos foram baleados pelos mesmos franco-atiradores [1]. Paet visitou Kiev em 25 de fevereiro, durante ditos confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança do governo na Praça Maidan. Agora, fica evidente que a violência foi alimentada por franco-atiradores e outros provocadores, incluindo quadrilhas neonazistas e mercenários estrangeiros, na folha de pagamento da oposição política ucraniana.
Paet disse a Ashton que uma médica ucraniana, que também disse ser líder da «sociedade civil» ucraniana, Dra. Olga Bogomolets, convenceu o oficial estoniano visitante que as balas que atingiram os manifestantes e os policiais vieram todas das mesmas armas, e que a oposição estava encobrindo os atiradores. Bogomolets está longe de ser uma defensora do exilado Presidente da Ucrânia Viktor Yanukovych. Ela foi a médica pessoal do Presidente Viktor Yushchenko , instalado pela «Revolução Laranja», e ela recebeu um prêmio da Radio Liberty, financiada pela CIA e por George Soros. Além disso, Bogomolets instou seus estudantes de medicina a tomar parte nos protestos chamados Euromaidan em Kiev.
Bogomolets convenceu Paet de que as balas que atingiram os manifestantes e policiais, igualmente, na Praça Maidan, foram disparadas pelas mesmas armas, e de que a oposição estava por trás dos ataques. Também é interessante notar que Bogomolets disse que ela recusou uma oferta pelos líderes da oposição para servir na posição de Vice Primeira-Ministra da Ucrânia para Assuntos Humanitários no novo governo.
De acordo com a chamada telefônica, dita ter sido interceptada e transcrita por oficiais leais a Yanukovych no Serviço de Segurança da Ucrânia (SSU), Ashton finge «choque» sobre a noção veiculada por Paet de que a oposição ucraniana provavelmente matou mais de 70 de seus próprios partidários, bem como policiais ucranianos. Os ataques dos franco-atiradores consistiram em uma operação «clandestina» da oposição ucraniana, juntamente com seus patrocinadores ocidentais, para gerar simpatia e apoio do público.
Paet: «Toda evidência mostra que as pessoas que foram mortas por franco-atiradores de ambos os lados, policiais e pessoas nas ruas, que eram os mesmos atiradores matando pessoas de ambos os lados. ... Algumas fotos mostram que é a mesma marca, o mesmo tipo de balas, e isso é realmente preocupante que agora a nova coalizão não quer investigar o que realmente aconteceu. Há agora entendimento cada vez mais forte de que não era Yanukovych que estava atrás dos atiradores, mas alguém da nova coalizão».
Ashton: «Eu acho que queremos investigar. Quero dizer, eu não percebi isso; isso é interessante. Nossa...».
Paet: «Isso já desacredita [sic] essa nova coligação».
Ashton, em sua resposta a Paet, começa a jogar água fria nas informações dele e de Bogomolets de que a oposição estaria por trás dos tiroteios de manifestantes e policiais. Ashton defende os membros da oposição do Rada ucraniano, o Parlamento, contra os «médicos». Ela diz sobre os líderes do protesto: «Quero dizer, eles têm que tomar cuidado, também, mas precisam pressionar por grande mudança, mas eles tem que deixar o Rada funcionar. Se o Rada não funcionar, então você vai ter um caos completo. Então, se voce achou que ser um ativista e um médico era muito importante, mas você não é um político e, de alguma forma, eles têm que chegar a um tipo de acomodação para as próximas semanas».
Essencialmente, Ashton está dizendo a Paet que Bogomolets, em seu papel como ativista da sociedade civil ou médica, não tinha nada que questionar as políticas maquiavélicas da oposição no Rada liderado pela tróica do boxer Vitali Klitschko, do veterano do Banco Mundial Arseniy Yatsenyuk, e do líder do partido neo-nazista Svoboda, Oleh Tyahnybok. Em outras palavras, Ashton sugeriu que um boxeador, um tecnocrata do Banco Mundial e um bandido de rua neo-nazista tinham mais a dizer sobre o futuro da Ucrânia do que uma mulher questionando o papel da oposição por matar a tiros seus próprios manifestantes na linha de frente da batalha de rua, bem como policiais tentando restabelecer a ordem.
Imediatamente, a mídia empresarial ocidental começou a questionar a autenticidade da transcrição da conversa Ashton-Paet, espalhando o rótulo pejorativo habitual de «teoria da conspiração». No entanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros estoniano confirmou que a transcrição era autêntica no seguinte comunicado à imprensa que declarou o seguinte sobre a gravação:
«O telefonema do Ministro dos Negócios Estrangeiros Urmas Paet e a chefe da Política Externa da UE Catherine Ashton, enviado para a Internet, hoje, é autêntico.
A conversa de Paet e Ashton aconteceu em 26 de fevereiro, após a visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Estônia à Ucrânia, e imediatamente após o final da violência de rua.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros Paet comunicou o que ele havia dito nas reuniões realizadas no seu último dia em Kiev e expressou preocupação sobre a situação.
’É extremamente lamentável que tal interceptação esteja ocorrendo,’ disse Paet
».
É claro que, desde o início, os eventos na Ucrânia foram planejados por profissionais provocadores, agitadores e especialistas em «revolução temática» dentro da burocracia do Departamento de Estado dos EUA, da Agência Central de Inteligência, do MI6 britânico e da União Europeia.
A agenda de Ashton complementa a de Nuland cuja conversa telefônica em janeiro com o embaixador dos EUA à Ucrânia, Geoffrey Pyatt, [2] revelou que a administração de Obama estava escolhendo a dedo o futuro governo da Ucrânia, mesmo enquanto Ashton, bem como o co-ideólogo de Nuland, Jeffrey Feltman, Subsecretário Geral da ONU para Assuntos Políticos, estavam fingindo interesse em uma solução negociada com Yanukovych, o presidente democraticamente eleito da Ucrânia. Nuland, que manifestou apoio a Yatsenyuk como futuro líder da Ucrânia, disse «Fôda-se a UE» depois de dizer a Pyatt que os EUA iriam alcançar seus objetivos políticos com o apoio da equipe americana «comprada-e-paga»de Feltman, na ONU; do chefe de Feltman, o Secretário Geral Ban Ki-moon, que ficou conhecido entre os jornalistas sul-coreanos como «enguia escorregadia» quando ele serviu como Ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano; e do enviado especial da ONU para a Ucrânia, o diplomata holandês Robert Serry. Nuland manifestou grande confiança em Serry, nascido em Calcutá, e ex-embaixador holandês para a Ucrânia com um nome holandês muito incomum. Enquanto servia como Coordenador Especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, Serry disse que Israel «sofria» preconceito e discriminação na ONU. Tal linguagem de Serry certamente caiu bem para Nuland e Feltman, desde que ambos diplomatas americanos são conhecidos legisladores duplos que colocam os interesses de Israel a par com aqueles dos Estados Unidos.
É claro que os telefonemas de Ashton e Nuland não foram feitos para serem ouvidos pela «grande massa». No entanto, graças à capacidade de interceptação de agentes leais e proficientes da segurança ucraniana, o mundo agora compreende a falsidade de duas mulheres tagarelas que estão ajudando a conduzir a Europa e, possivelmente, o resto do mundo, a uma conflagração maciça...
Tradução
Marisa Choguill
[1] “A propaganda anti-ucraniana e os misteriosos snaipers”, Traduction Alva, Rede Voltaire, 8 de Março de 2014.
[2] «Conversación entre la secretaria de Estado adjunta y el embajador de Estados Unidos en Ucrania », Oriental Review/Red Voltaire , 8 de febrero de 2014.» (In «Red Voltaire»)

Wayne MadsenInvestigative journalist, author and syndicated columnist. His columns have appeared in a wide number of newspapers and journals. Madsen is a regular contributor on Russia Today. He has written The Handbook of Personal Data Protection (London: Macmillan, 1992); Genocide and Covert Operations in Africa 1993-1999(Edwin Mellen Press, 1999);Jaded Tasks: Big Oil, Black Ops & Brass Plates and Overthrow a Fascist Regime on $15 a Dayand co-authored America’s Nightmare: The Presidency of George Bush II (Dandelion, 2003).» (Idem)



GOVERNO PSD-CDS E DEPUTADOS E DEPUTADAS QUE O SUSTENTAM EM LISBOA E NO «PARLAMENTO EUROPEU» - LADRÕES E LADRAS E MENTIROSOS, HIPÓCRITAS, INJUSTOS E PORNOGRAFICAMENTE IMORAIS

Em princípio um mentiros mente e uma mentirosa mente, excepcionalmente é que falam verdade.
Este governo de traidores e de traidoras prepara-se para fazer mais um corte nas reformas, para ver se os reformados morrem mais cedo. Se morrerem mais cedo isso será bom para o défice.
É pornograficamente obsceno os bancos pagarem menos impostos que as outras empresas, é profundamente injustos. O que não pagam os banqueiros, gera um buraco nas contas do Estado e quem o paga são os funcionários públicos e os reformados.

O governo deu mais mil milhões de euros aos grandes capitalistas, com a pornográfica redução do IRC (com o sinistro apoio do PS). Um desses capitalistas a quem foi dado dinheiro pelo governo (com o apoio do PS), Belmiro Azevedo, ainda teve o descaramento de dizer que os salários deviam ser miseráveis, miserável foi o aumento dos seus lucros com a redução do IRC.

«O novo corte nas pensões, que no próximo ano irá substituir a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), será definido com base em indicadores económicos e demográficos. O Governo tem em cima da mesa vários cenários e simulações para decidir quais os critérios que devem determinar os "ajustamentos" a fazer nas pensões da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações, tendo por base a experiência levada a cabo noutros países. A intenção é convencer o Tribunal Constitucional (TC) de que não se trata de mais uma medida puramente orçamental e dar o primeiro passo de uma reforma mais profunda, remetida para depois de 2015.


Os resultados desta ponderação, assim como a revisão dos suplementos salariais pagos aos funcionários públicos, vão constar no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), que na segunda-feira será discutido em Conselho de Ministros extraordinário.» (In jornal «Público» net)

Por este caminho algumas reformas, diminuindo todos os anos, ao fim de alguns anos estarão em metade.


«Números de terror

Por Eduardo Oliveira Silva

Os que se conhecem são assustadores e os que aí vêm podem ser piores
A realidade manda concluir, como neste espaço se fez muito antes do congresso do PSD, que o país até pode estar melhor em termos de contas gerais mas as pessoas estão a viver muito pior, o que é um drama enorme.

A catadupa de números e estudos que vão surgindo dá conta do inexorável caminho de empobrecimento que Portugal vem seguindo, fazendo com que declarações como as de Luís Montenegro assegurando que não haverá mais cortes nos salários sejam uma triste mentira, pois existe a intenção de reduzir a massa salarial da função pública, indo agora aos chamados suplementos. Aguardemos para ver quem são os profissionais afectados.

Escaldados como estão, os portugueses ouvem estas coisas e distanciam-se ainda mais da política e dos seus protagonistas. E por isso não se pode estranhar que já haja sondagens a indicar que a abstenção nas europeias deve ir a 60 por cento, o que desvirtua a representação democrática.

Mas há mais números de arrepiar. Um deles diz que os juros que estamos a pagar e que integram a célebre dívida de 130% do PIB atingiram 761 milhões só em Janeiro e Fevereiro, havendo, apesar disso, quem ache irresponsável que se aponte para a reestruturação dessa dívida.

Para que o país não rebente, vai valendo uma execução orçamental razoável assente no facto de os portugueses terem levado em cima com um aumento de 36% de IRS, não contando todos os outros aumentos de impostos e os que foram inventados, como a CES dos reformados.

Lentamente, há um clima recessivo que volta a tomar conta do país, como se pode notar pelo arrefecimento do discurso optimista que há um mês ainda caracterizava o governo. Nessa altura, até o circunspecto Pires de Lima se entusiasmou e invocou um milagre económico de que ele era o único vidente, já que o próprio Passos Coelho não tinha fé nele. Perante este quadro, não admira que todos os portugueses que possam continuem a debandar e que até os alunos do terceiro ciclo já pensem maioritariamente em emigrar.

Voltando aos números, importa não esquecer que muitas das contas do Orçamento que está em execução dependem de medidas sobre as quais o Tribunal Constitucional ainda vai ter de se pronunciar antes do fim do programa de ajustamento e da saída da troika. Estão em causa cortes salariais, complementos de reforma em empresas públicas e o agravamento da CES, aos quais haverá que juntar no ano que vem outros 2 mil milhões rumo aos 2,5% de défice acordados com a troika e que estão plasmados no Documento de Estratégia Orçamental (DEO) que vai voltar a ser analisado pelo governo na segunda-feira que vem.


Em Portugal tudo se tem resumido a austeridade reforçada, e não se vê como inverter este ciclo infernal. Sobra o optimismo do Banco de Portugal, que antevê um crescimento de 1,2%, contra os 0,8% que tinha anunciado. Com revisões desta dimensão, talvez a instituição tenha também passado a acreditar em milagres, o que não é manifestamente o caso. A explicação é mais simples e mais grave: a previsão ignora os efeitos dos cortes reforçados que o DEO comporta. Não há realmente maior cego que o que não quer ver.» (In jornal «i» net)

SPD TORNOU-SE RACISTA


O SPD, o principal partido da «Internacional Socialista», assumiu-se como xenófobo. É bom não esquecer que a xenofobia foi um dos temas chave da política alemã de Adolf Hitler. O descalabro moral, ético e ideológico da «Internacional Socialista» é catastrófico.
Quanto a Ângela Merkel representa uma política proto-nazi.



«Alemanha pretende expulsar imigrantes europeus desempregados

O Governo alemão, que esta quarta-feira completou cem dias em funções, está a preparar um delicado e controverso processo no sentido de implementar uma série de medidas para impedir a chamada "imigração da pobreza", protagonizada em grande parte pelos imigrantes romenos e búlgaros, que beneficiam da liberdade de circulação na União Europeia e se aproveitam do generoso sistema social em vigor no território alemão.»  (In «Jornal de Notícias» net)

O FIM DA UNIÃO EUROPEIA E O FIM DA HISTÓRIA


Lenine e Estaline e os seus sucessores excepto Gorbatchov pensavam que a União Soviética seria eterna. Esta é uma ideia de «fim da História», ideia que prejudicou a actual República da Rússia e os povos de língua russa.
Depois vieram os neoliberais com a ideia de «fim da História».
Os chamados «europeístas» estão convencidos de que a União Europeia será eterna. É outra ideia de «fim da História».

No entanto, a União Europeia, enquanto conjunto de países que se ajudam uns aos outros, já não existe!!!!! Que o digam os portugueses esmagados pela má-fé e pela ganância de Berlim.
A Ditadura de Berlim na União Europeia não é apenas vergonhosa, é uma humilhação para os outros países, especialmente para a França e para o PSF de François Hollande que disse que não assinaria a capitulação perante Berlim, mas assinou mesmo a rendição ao assinar o Pacto Orçamental.
Estou agora a ouvir na TVI 24 que o «prémio Nobel da Economia»… apoia o empobrecimento de Portugal, a que chamam «austeridade». Ora, não existe o prémio Nobel da Economia, existe sim publicidade enganosa do Banco Central da Suécia que dá um chorudo cheque anual, que nada tem a ver com Nobel. Mas, o empobrecimento da França, por ordem de Berlim, também está em marcha e chamam a esse empobrecimento «austeridade».


«Depois queixem-se

O péssimo resultado da esquerda francesa e a confirmação do cada vez mais forte enraizamento da Frente Nacional nas eleições municipais são outros tantos pretextos para voltar a perguntar ainda antes das europeias: como é que se diz depois queixem-se em francês? A maioria da esquerda francesa prefere continuar a pertencer ao “partido único do euro”, na apta expressão de Jacques Sapir, que só garante austeridade e neoliberalização no “poder” e inconsequência programática na oposição, abandonando em larga medida o plástico terreno do nacional que é popular à Frente Nacional. 

Hoje é claro o paradoxo, digamos assim, na base de uma parte das derrotas passadas, presentes e futuras: uma parte da esquerda converteu-se de forma aparentemente irremediável à “Europa” no preciso momento em que o neoliberalismo aí ficou seguramente inscrito, nos anos oitenta e noventa, em clara ruptura com o eurocepticismo muito generalizado à esquerda em tempos anteriores que até eram de integração menos intrusiva e menos claramente neoliberal. É um país muito distante aquele em que Olof Palme, referido pelo historiador Bernard H. Moss, só para dar um exemplo, se referia à CEE pelos quatro C: conservadora, capitalista, clerical e colonialista...» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

quarta-feira, 26 de março de 2014

UMA VERDADE MUITO INCONVENIENTE PARA A ESQUERDA MARXISTA



Lenine e Estaline prejudicaram, gravemente, a Rússia, com a criação da União Soviética  e com o pouco cuidadoso desenho das fronteiras da URSS. A Ucrânia, que em 1913 era uma região da Rússia, devia ter ficado como uma região da República Socialista Soviética da Rússia. A República Socialista Soviética da Ucrânia deveria ser apenas, a Ucrânia católica que em 1913 estava integrada na Galícia do Império Austro-Húngaro (que depois passou para a Polónia) e que pela mão de ferro de Estaline, depois da II Guerra Mundial, foi retirada à Polónia, que recebeu de Estaline os territórios da Alemanha a leste dos rios Óder e Neisse [linha Óder-Neisse, a fronteira leste da Alemanha no século X (dez)], que não puderam ser anexados pela União Soviética, por razões de Geografia.

O Reich dos Estados Unidos, em 2014, está a cercar a Rússia, como prova muito bem na Red Voltaire o italiano da Esquerda Manlio Dinucci. À Rússia para não ser atacada, no futuro, pelo Reich dos Estados Unidos só resta desenvolver armas de destruição massiva capazes de transformarem num deserto todos os Estados Unidos e toda a Europa Ocidental. Se não fizer isso a Rússia, que venceu Napoleão e Hitler, arrisca-se a ser aniquilada por um qualquer neoconservador que chegue ao poder em Washington e queira arriscar o aniquilamento total das civilizações da Rússia, dos Estados Unidos e da Europa Ocidental, com uma III Guerra Mundial.