terça-feira, 30 de setembro de 2014

ANTÓNIO COSTA TRAZ ESPERANÇA PARA PORTUGAL

A hora de aída do poder dos traidores do governo Coelho-Portas às ordens de Berlim está cada vez mais próxima. António Costa é a alternativa.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

COELHO E PORTAS DESOLADOS COM A DERROTA DE ANTÓNIO JOSÉ SEGURO



O favorito da dupla Coelho-Portas para dirigir o PS era António José Seguro. Assim, Passos Coelho e Paulo Portas ficaram em estado de choque com a vitória de António Costa. 

domingo, 28 de setembro de 2014

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO DEMITIU-SE DE LÍDER DO PS

António Costa venceu mesmo as primárias do PS. O apoio de Mário Soares e de Jorge Sampaio a António Costa foi decisivo, porque ambos venceram por duas vezes as eleições para presidente da III República.

ANTÓNIO COSTA É O PROVÁVEL VENCEDOR DAS PRIMÁRIAS DO PS



Parece que, efectivamente, António Costa é o vencedor das primárias do PS.

sábado, 27 de setembro de 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O COELHO JÁ DEU PASSOS EM FALSO SOBRE A SUA EVENTUAL FUGA AO FISCO



A falta de memória do primeiro ministro de Portugal é demasiado conveniente para ele na eventual fuga ao fico, enquanto deputado do PSD.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

ANTÓNIO COSTA SERÁ, MUITO PROVAVELMENTE, O PRÓXIMO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL


Há fortes indícios de que António Costa vencerá as primárias do PS e assim deverá ser o próximo primeiro-ministro de Portugal. Não sou daqueles que acham que quanto pior melhor.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

INCOMPETÊNCIA, SADISMO E ARROGÂNCIA MARCAM O GOVERNO COELHO-PORTAS

Os piores ministros são aqueles que são competentes na maldade e no sadismo. Este governo tem feito muito mal às classes médias e às outras abaixo. Só faz o bem aos oligarcas. Faz bem ao Capital e faz mal ao Trabalho.
«Perdoemos-lhes porque não sabem o que fazem




«A semana foi diferente. Fofinha, vá. Dois ministros, dois, pediram absolvição por transtornos e outras trapalhadas da governação. (...)

Manda a sabedoria popular que as desculpas não se pedem, evitam-se. Determina a civilização que errar faz parte da natureza humana. Sabemos que pedir perdão é, em muitas circunstâncias – quase todas –, um acto de nobreza. (...) O erro ou o pecado são, portanto, naturais. Fazem parte do exercício de qualquer actividade, e o poder não é excepção. (...)

Em política, no entanto, é dos livros, a assunção de responsabilidades faz-se de outra maneira. Quando se falha, quando se transtorna a vida dos outros, quando se é incompetente a resolver problemas, sai-se. Mas, porque não houve grandeza em nada do que foi feito, resta-nos a humanidade de lhes perdoar, porque não sabem o que fazem.»

Nuno Saraiva» (Cit in blog «Entre as brumas da memória»)

domingo, 21 de setembro de 2014

A CATALUNHA PARECE QUE QUER A INDEPENDÊNCIA

Os catalães podem querer mesmo a independência, diferentemente dos escoceses. A Espanha irá desagregar-se? Há muito quem diga que sim.
Se a Catalunha quer ser independente o País Basco também parece querer o mesmo.
Será que os mesmos que quiseram acabar com a Jugoslávia incentivando o racismo entre brancos ao máximo também apoiam a independência da Catalunha? Os tais mesmos são a Alemanha e a NATO.

sábado, 20 de setembro de 2014

A CATALUNHA QUER REFERENDAR A INDEPENDÊNCIA COMO A ESCÓCIA

Os catalães acham que não são inferiores aos escoceses e querem fazer um referendo sobre a independência da Catalunha, semelhante ao da Escócia.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ESCOCESES TÊM MEDO DA INDEPENDÊNCIA, HOUVE O TRIUNFO DO MEDO


Muita gente falhou a previsão (como eu) e o medo venceu na Escócia. Vivemos numa época da política do medo. 55% dos votantes escoceses tiveram medo da independência. Digamos que 45% são corajosos e corajosas, mas o poder do medo venceu.

A vitória do Não é a vitória do MEDO.


(In «The Guardian»)

«A história escrita da Escócia começa, em linhas gerais, com a ocupação do sul e do centro da Grã-Bretanha pelo Império Romano, território transformado na província romana da Britânia e que equivale actualmente à Inglaterra e ao País de Gales.


A Muralha de Adriano (em latim: Vallum Aelium) é uma fortificação construída principalmente em pedra e madeira, no Norte da Inglaterra, aproximadamente na actual fronteira com a Escócia. Foi assim denominada em homenagem ao imperador romano Públio Élio Trajano Adriano, que ordenou a sua construção. É a primeira de duas fortificações construídas na Grã-Bretanha, a segunda sendo a Muralha de Antonino, menos conhecida, porque seus vestígios são menos evidentes hoje.
Iniciada em 122 e concluída em 126, foi uma  extensa estrutura  construída durante o apogeu do Império Romano.

O norte da ilha, conhecido como Caledónia e habitado pela tribo celta dos pictos, não foi conquistado pelos romanos. Segundo a tradição, o Reino da Escócia foi fundado em 843, quando Kenneth I se tornou rei das tribos dos pictos e das tribos dos escotos.

A conquista normanda da Inglaterra em 1066 e a ascensão ao trono de Davi I permitiram a introdução do feudalismo na Escócia e um maior relacionamento comercial com a Europa. Ao final do século XIII, diversas famílias normandas e anglo-saxãs haviam recebido terras escocesas. A primeira sessão do Parlamento escocês foi realizada naquele período.

Uma disputa pelo trono permitiu que Eduardo I da Inglaterra tentasse coroar um fantoche seu como rei da Escócia. A resistência escocesa, liderada por William Wallace e Andrew Moray e, mais tarde, por Robert Bruce, fez com que este fosse coroado rei da Escócia em março de 1306 e saísse vitorioso na batalha de Bannockburn, contra os ingleses, em 1314. Uma Segunda Guerra de Independência Escocesa eclodiu no período 1332-1357, quando Edward Balliol tentou tomar o poder com o apoio do monarca inglês. O quadro político escocês voltou a estabilizar-se com a emergência da Casa de Stuart nos anos 1370.
Em 1603, o Rei Jaime VI da Escócia herdou o trono inglês e tornou-se Jaime I da Inglaterra. A Escócia continuou a ser um Estado separado, excepto durante o Protectorado dos Cromwell. Em 1707, após ameaças inglesas de interromper o comércio e a livre circulação na fronteira comum, os Parlamentos da Escócia e da Inglaterra promulgaram os Actos de União que criaram o Reino Unido da Grã-Bretanha.» (Fonte principal «Wikipedia»)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

ESCÓCIA EM «SUSPENSE», RESULTADO DO REFERENDO JÁ NÃO É PARA HOJE

O resultado do referendo sobre a independência da Escócia já existe, porque a votação já terminou, só que a contagem dos votos ainda não terminou, terminará na madrugada de sexta-feira.


«Da Escócia à Jugoslávia
por VIRIATO SOROMENHO-MARQUES

Hoje saberemos se a Escócia irá ou não permanecer no Reino Unido (RU). Mesmo que o voto do "Não" prevaleça, David Cameron poderá ficar para a História como o primeiro-ministro britânico mais incompetente desde os tempos de Neville Chamberlain (1937-40). Como uma personagem dilacerada, Cameron ameaça colocar Londres fora da União Europeia (UE), ao mesmo tempo que implora para que a Escócia não acabe com um RU que dura desde 1707. Embora o Partido Nacionalista Escocês do actual primeiro-ministro de Edimburgo, Alex Salmond, tenha sido formado em 1934, só o impacto destrutivo da "revolução conservadora" liderada por Margaret Tatcher, ferindo os interesses económicos e os direitos sociais da população escocesa, lhe deu força para chegar a governar a Escócia desde 2007. Cameron desdenhou sempre da hostilidade da nação escocesa contra os Tories (só há 1 deputado conservador entre os 59 escoceses com assento nos Comuns). Até mesmo a pergunta radical do referendo (independência ou "statu quo") foi ditada pela intransigência de Cameron. A vitória do sim à independência, iria catalisar o processo de desintegração da própria UE. O referendo pode causar aquilo que nem a crise do euro fez até agora: alterar a geografia política da UE, no sentido da contracção. Já não falando no efeito de contágio a Espanha, à Bélgica, à Itália...Mas mesmo que a Escócia se mantenha no RU, a tempestade política viajará para terras gaulesas, onde a Frente Nacional se prepara para ganhar em todas as frentes. Aqueles que tinham medo de que a UE se pudesse transformar num novo império romano podem ficar descansados. A UE cada vez se parece mais com uma grande Jugoslávia. Uma criatura estrepitosa, mas de duração breve.» (In «DN» net)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A ESCÓCIA VAI RECUPERAR A INDEPENDÊNCIA AMANHÃ


Pessoalmente, gostaria que a Escócia tivesse a coragem de voltar a ser um país independente. Fiz uma previsão. Espero que tenha acertado.

Se, efectivamente, a Escócia vencer o medo e se a Escócia não tiver medo da política do medo, em que se baseia a União Europeia, amanhã voltará a ser independente.


A Escócia é a parte da Grã-Bretanha que os romanos nunca quiseram. Quando os romanos eram invencíveis, no tempo do imperador Trajano (foi imperador de 98 a 117 d.C.) não quiseram a Escócia. O seu sucessor o imperador Adriano (não era filho de Trajano porque o chefe de Estado no Império Romano não era escolhido com base na hereditariedade, como é na monarquia britânica) também não quis a Escócia e mandou construir uma muralha que ainda hoje se pode ver, de costa a costa no sentido Este-Oeste, na Grã-Bretanha, que hoje é conhecida por muralha de Adriano.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A CRISE DO CAPITALISMO NÃO É O FIM DO CAPITALISMO, PORQUE AINDA NÃO SE VIU A ALTERNATIVA

João Caraça no jornal «Público» escreveu um artigo em que afirmou que o capitalismo já acabou socorrendo-se dos conceitos do historiador francês Braudel economia-mundo e fenómenos de longa duração. Considera que o capitalismo na sua derrocada provoca grandes incertezas. Esse texto foi colocado na blogosfera pelo blog «Entre as brumas da memória», com grande realce.
A implosão do marxismo-leninismo na União Soviético veio mostrar que a alternativa ao capitalismo proposta por Marx e Engels tem grandes falhas teóricas, como o conceito ditadura do proletariado, conceito muito perigoso, e ainda a estatização ou colectivização de toda a economia.

A religião neoliberal fracassou como os deuses da Grécia Antiga, mas o fracasso do neoliberalismo não é o fim do capitalismo. Os dogmas neoliberais são tão falsos como os deuses da Grécia Antiga. A questão não é o fim do capitalismo, mas a necessidade de uma gestão política do capitalismo que meta na ordem a alta burguesia, especialmente a alta burguesia financeira.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

OS DEMOCRATAS «LIBERTADORES» DA SÍRIA AFINAL SÃO INVASORES SEM ESCRÚPULOS


Os mídia dominantes ocidentais andaram a mentir muito tempo sobre a invasão da Síria.
Portugal numa prespectiva feudal tem dois suseranos, Berlim e Washington, por outras palavras, Portugal é vassalo da Alemanha (na União Europeia) e também vassalo dos Estados Unidos (na NATO). A Alemanha, por sua vez, presta vassalagem aos Estados Unidos na NATO. Assim, os mídia portugueses dominantes defendem o ponto de vista da Alemanha e dos Estados Unidos.
Portugal é um país satélite da Alemanha e um país satélite dos Estados Unidos. A Alemanha, por sua vez, é um país satélite dos Estados Unidos.
Nada melhor do que um vídeo da Administração Obama para mostrar a tal «democratização» da Síria, a seguir:

domingo, 14 de setembro de 2014

O NAZISMO NA UCRÂNIA IMPOSTO PELOS ESTADOS UNIDOS E PELA UNIÃO EUROPEIA


«¿Todavía duda que hay neonazis en Ucrania y que operan con apoyo de Estados Unidos y la Unión Europea?


  
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La Red Voltaire denunciaba ya en el año 2005 la reactivación por la OTAN del movimiento neonazi en Europa del este y otros grupos fascistas
Una televisión noruega ha grabado un video en el sureste de Ucrania en el que puede verse a soldados del batallon Azov luciendo cascos con símbolos nazis, prohibidos en el país.
En el video, grabado por la emisora noruega TV2, se ve a un soldado que luce las siglas SS en su casco y a otro que lleva estampado el símbolo de la esvástica en el suyo.

La televisión alemana también comentó esta noticia brevemente visto lo embarazoso del caso que representa esto para ellos porque recuerda su triste pasado reciente.
"Estábamos grabando un reportaje sobre el batallón Azov de Ucrania en la ciudad oriental de Urzuf, cuando nos encontramos con estos soldados," dijo Oysten Bogen, corresponsal de TV2, a NBC News.
Minutos antes de filmar las imágenes, Bogen dijo haber preguntado a un portavoz si el batallón tenía puntos de vistas fascistas. "La respuesta fue: absolutamente no, somos solo nacionalistas ucranianos", dijo Bogen.
Desde el inicio de la operación de castigo del Ejército ucraniano en el sureste del país, en la estructura del Ministerio del Interior fueron creados varios batallones que operan en Donbass. Los batallones Aidar, Azov, Donbass, Dnepr-1 y Dnepr-2, financiados por el oligarca y el gobernador de la región de Dnepropetrovsk, Igor Kolomoisky, que en repetidas ocasiones ha sido acusado de patrocinar al grupo nacionalista radical Sector Derecho.
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Fuente: RT, 10 de septiembre de 2014.» (In «Red Voltaire»)

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

OS MÍDIA OCIDENTAIS DOMINANTES MENTEM DE TAL MANEIRA SOBRE A GUERRA DA UCRÂNIA QUE PODEMOS CONCLUIR QUE ESTÃO EM GUERRA CONTRA A INTELIGÊNCIA E A INSTRUÇÃO DAS PESSOAS


As mentiras são colossais quer nos mídia dos Estados Unidos quer nos mídia dos países seus súbditos alinhados na NATO e na União Europeia (convém não esquecer que dos países da União Europeia só não pertencem à NATO a Suécia, a Finlândia, a Irlanda e a Áustria).
Nos Estados Unidos nem todos os políticos partilham a visão mentirosa dos atrás referidos mídia, como Paul Craig Roberts, que vou citar a seguir. (Paul Craig Roberts é um político conservador estadunidense, que foi subscretário do Tesouro na Administração Reagan, economista, que publicou livros e textos em jornais como o Wall Street Journal, que se opões à política externa dos neoconservadores).

«A Crise na Ucrânia continua por resolver
Paul Craig Roberts
10 de setembro de 2014
 
Alguns comentaristas ocidentais interpretaram o cessar-fogo na Ucrânia obtido pelo presidente Putin como uma vitória para a Rússia. O raciocínio é que o cessar-fogo deixa a Ucrânia com fronteiras contestadas, o que exclui a integração da Ucrânia na NATO.
Mas será que o cessar-fogo vai durar? As milícias de Kiev de direita, cujos membros muitas vezes usam insígnias nazis, não estão sob o controle completo de Kiev. Estas milícias podem facilmente violar o cessar-fogo, e já há relatos de violações crescentes. Além disso, o oligarca bilionário que Washington instalou em Kiev como presidente da Ucrânia irá violar o cessar-fogo sob as ordens de Washington, a não ser, é claro, que Putin coloque o temor de Deus nele.
Para um estratega militar a resposta russa ao trabalho que Washington fez (…) na Ucrânia, mais uma parte da Rússia do que dos EUA já existe (…). A Rússia perdeu a Ucrânia por causa da sua fraqueza quando a União Soviética entrou em colapso, e Washington forçou a Rússia (…) a permitir uma Ucrânia independente, que serviu os propósitos de Washington de dividir a Federação Russa.
Os ucranianos ocidentais, que lutaram por Hitler durante a Segunda Guerra Mundial, mantiveram uma impressionante organização de lobby em Washington e garantiram a independência do seu país, mas eles não controlam a Ucrânia, porque grande parte do país é composta por antigos territórios russos que fizeram parte da Ucrânia devido a líderes soviéticos no século XX.
Laços de sangue, casamentos mistos ao longo dos séculos e inter-relações económicas vinculadas entre a Rússia e a Ucrânia alcançadas ao longo dos séculos, essencialmente, tornaram a Ucrânia como parte da Rússia, durante séculos.
Isso frustrou os neoconservadores, que controlavam o governo dos Estados Unidos desde os Clintons corruptos, cujo regime trouxe corrupção tipo Terceiro Mundo à vida política americana.  Lembre-se de Robert Reich, amigo da universidade de Clinton e do secretário do Trabalho, que pediu a demissão do gabinete de Clinton. Clinton traiu o eleitorado que o elegeu, como fez Obama. A esposa (…) de Clinton, aliada dos sionistas de Israel, dos banksters, e do complexo militar / segurança, é actualmente favorita dos democratas para a sua próxima candidatura presidencial.
(…) As dinastias são agora a fonte da liderança presidencial. E, como aconteceu em Roma, os EUA estão no caminho da destruição, que ocorre quando as ambições de líderes têm prevalência sobre o destino do país. Manter a Ucrânia fora da NATO é, sem dúvida, uma meta do governo russo. No entanto, o problema que Washington trouxe para a Rússia, na Ucrânia, ao orquestrar um golpe de Estado, com a instalação de um governo fantoche, que desencadeou a violência contra os moradores dos antigos territórios russos que os líderes soviéticos entregaram à Ucrânia, está sendo usado para fins mais amplos do que incorporar a Ucrânia no âmbito da NATO.
Por outras palavras, os objectivos estratégicos de Washington vão além da adesão da Ucrânia à NATO.
Um dos objectivos é quebrar as relações económicas e políticas entre a Europa e a Rússia.  Usando a Ucrânia para demonizar a Rússia, Washington tem pressionado a União Europeia a impor sanções sobre a Rússia que perturbaram as relações comerciais e criaram desconfiança.
A desconfiança serve o propósito de Washington. Washington tem demonstrado à Rússia que os EUA têm comprado e pago políticos europeus, que não estão dispostos a ter políticas externas independentes de Washington. A falta de uma política independente da Europa significa que o governo russo está prejudicado no uso da diplomacia.
Outra meta de Washington é colocar forças militares nas fronteiras da Rússia. A NATO tem usado a "crise" para atiçar o medo da Rússia nos países bálticos e na Polónia. Washington e os generais da NATO falam de ataques russos como se fosse uma conclusão de que a Rússia tem a intenção de invadir a Europa Oriental.  Para se proteger contra a "ameaça russa", a NATO criou uma "força de reacção rápida" e está fazendo fornecimentos de equipamento militar e novas bases junto às fronteiras da Rússia. Independentemente do resultado na Ucrânia, Washington tem utilizado Ucrânia para iniciar uma nova Guerra Fria.
Os meios de comunicação ocidentais, são um conjunto de propagandistas do governo dos EUA, têm deturpado a situação na Ucrânia desde o início. No lugar da cobertura de notícias, houve propaganda contra a Rússia. Consequentemente, os povos ocidentais, que confiam nos meios de comunicação estão mal informados sobre a Ucrânia e colocam toda a culpa na Rússia. O facto de o povo americano estar mal informado torna mais fácil para Washington continuar a orquestrar eventos em desvantagem da Rússia.
Washington não tem interesse em resolver os problemas na Ucrânia. Washington tem utilizado com sucesso a Ucrânia para criar o medo da Rússia na Europa e nos Estados Unidos. Washington tem utilizado com sucesso a Ucrânia para prejudicar as relações económicas e políticas Europa-Rússia, e Washington conseguiu iniciar uma nova Guerra Fria, que vai fazer os lucros aumentarem para o complexo militar / de segurança dos Estados Unidos.
Como o governo de Kiev é um fantoche de Washington, não há razão para esperar uma resolução do conflito que Washington trouxe à Ucrânia e à Rússia.
Não é só Washington que rejeita uma resolução das dificuldades ucranianos criadas por Washington, mas também a União Europeia. O fantoche de Washington, Herman Van Rompuy, (…) está à frente do Conselho Europeu, se as notícias estiverem correctas, o que elas raramente são,  a União Europeia está a impor sanções às empresas de energia russas Rosneft, Gazpromneft e Transneft bem como a empresas estatais, com volume de negócios de mais de 27 000 milhões dólares por ano.
(…)
Os neoconservadores norte-americanos, um quadro desordenado de belicistas, estão acusando Obama de "fraqueza" por não enviar tropas para a Ucrânia. Os neocons, que envolveram os EUA desde o regime de Clinton nem caras agressões militares no exterior, afirmam que a liderança de Obama resultou numa NATO a perder a sua vontade e sua força.

Resta ao governo russo mostrar  todos os músculos à Ucrânia e à Europa.»

UM JUIZ ESTADUNIDENSE QUERIA MANDAR NO MUNDO, MAS O MUNDO NÃO DEIXA

«Em relação a processos judiciais por fundos “abutre”, a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ressaltou que "não é justo que um punhado de bilionários possam afogar uma nação."



"Não é justo que um punhado de bilionários possam afogar um país  e extorquir uma sociedade inteira ameaçando-a com defaults,  afastando-a do resto do mundo ", afirmou o presidente da Argentina, numa cerimónia na Casa do Governo, transmitida na televisão nacional. " O vencermos nâo  é apenas a posição da Argentina, é uma posição quem  tem dignidade e quer defender os direitos de seu povo, é a posição de todos os países que não querem ser enganados ", disse Kirchner, referindo-se ao voto da Assembleia Geral da ONU, que aprovou a criação de um quadro legal para a reestruturação da dívida soberana e observou que "mais do que um triunfo da Argentina era um triunfo da dignidade das pessoas".  Nesta terça-feira a Assembléia Geral da ONU  aprovou , com 124 votos a favor, 11 contra e 41 abstenções uma iniciativa Argentina para ser obtido um quadro jurídico para reestruturar sua dívida soberana. O chanceler argentino,  Hector Timerman, descreveu como "histórica" ​​a proposta de reestruturação da dívida soberana.   Entretanto, na Argentina as comissões plenárias de Orçamento, Finanças e Petições, Poderes e de Regulamento dos Deputados, deram o seu parecer sobre o projecto Soberano da Lei de Pagamento, que será votada hoje, quarta-feira, no plenário da Assembleia Nacional. O artigo propõe a desenvolver ferramentas para assegurar o pagamento de títulos do governo reestruturados em 2005 e 2010, há uma alternativa proposta pelo Governo a "mecanismos de recolha de obstrução ilegítima e ilegal".» 
(In blog «Antreus»)

11 DE SETEMBRO - GUERRA CONTRA A DEMOCRACIA NO CHILE





No 1º aniversário da queda da Torres Gémeas, foram convidados onze realizadores para fazerem filmes dedicados ao acontecimento. Ken Loach estabeleceu um paralelo com um outro 11 de Setembro, o de 1973 no Chile.»
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(Cit. in blog «Entre as brumas da memória»)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

OS MAIAS DE JOÃO BOTELHO É UM FILME MUITO POBRE


«Os Maias» de Eça de Queirós é uma das melhores obras da literatura de ficção em prosa na língua portuguesa. O filme de João Botelho baseado na obra referida simboliza a pobreza material e moral que a troika impôs a Portugal.

Uma coisa que se nota neste filme é a falta de dinheiro para o realizar. Formalmente é inferior às telenovelas portuguesas. Em vez de mostrar o rio Douro o filme mostra cenários de teatro (de fraca qualidade), muito pior que uma telenovela.

O filme nem sequer é filme. É uma peça de teatro com cenários feitos por artistas de fraca qualidade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A GUERRA FRIA DO SÉCULO XXI QUE COMEÇOU POR INICIATIVA DA NATO CONTRA O CAPITALISMO RUSSO É COM BOMBAS DE HIDROGÉNIO, QUE PROVOCAM EXPLOSÕES SEMELHANTES ÀS DO SOL


Imaginemos que o Canadá e o México eram inimigos dos Estados Unidos e que a Rússia colocava tropas junto às fronteiras estadunidenses Norte e Sul e que fazia voos com aviões de guerra junto ao espaço aéreo dos Estados Unidos.
Algo de semelhante se passa junto às fronteiras da Rússia, que estão, em 2014, cercadas por tropas estadunidenses, da União Europeia e da NATO, com meios terrestres, aéreos e navais. Estas provocações militaristas do Reich estadunidenses e dos seus vassalos são uma característica dos tempos que correm.

«A nova guerra fria
por Serge Halimi

Em 1980, Ronald Reagan encontrou esta formulação para resumir a sua perspectiva das relações entre os Estados Unidos e a União Soviética: «Nós ganhamos, eles perdem». Doze anos mais tarde, o seu imediato sucessor na Casa Branca, George Bush, podia felicitar-se pelo caminho percorrido: «Um mundo outrora dividido entre dois campos armados reconhece que só há uma superpotência proeminente: os Estados Unidos da América». Era o fim oficial da Guerra Fria.

Este período, por sua vez, também passou. O seu fim aconteceu quando a Rússia ficou farta de «perder» e percebeu que o seu rebaixamento programado nunca teria fim, com cada um dos seus vizinhos a ser sucessivamente atraído – ou recrutado a troco de dinheiro – para uma aliança económica e militar contra si dirigida. «Os aviões da OTAN patrulham os céus por cima do Báltico, nós reforçámos a nossa presença na Polónia e estamos preparados para fazer ainda mais», sublinhou aliás Barack Obama, em Março último, em Bruxelas [1]. Perante o Parlamento russo, Vladimir Putin comparou essa disposição à «política infame de repressão» que, a seu ver, as potências ocidentais infligem ao seu país desde… o século XVIII [2].

A nova guerra fria seria, contudo, diferente da antiga. Como assinalou o presidente dos Estados Unidos, «contrariamente à União Soviética, a Rússia não dirige qualquer bloco de nações, não inspira qualquer ideologia global». O confronto que está a instalar-se também deixou de opor, por um lado, uma superpotência americana que vai buscar à sua fé religiosa a certeza imperial num «destino manifesto» e, por outro, um «império do Mal» que Reagan amaldiçoava também por causa do ateísmo. Pelo contrário, Putin corteja, com algum sucesso, as cruzadas do fundamentalismo cristão. E quando anexa a Crimeia recorda de imediato que ela é o lugar «onde São Vladimir foi baptizado (…); um baptismo ortodoxo que viria determinar os conceitos essenciais da cultura, dos valores e da civilização dos povos russo, ucraniano e bielorrusso».

O mesmo é dizer que Moscovo não vai admitir que a Ucrânia se torne a base de retaguarda dos seus adversários. Não podendo suportar uma propaganda nacionalista que ultrapassa até – veja-se bem… – a lavagem cerebral ocidental, o povo russo recusá-lo-ia. Ora, nos Estados Unidos e na Europa, os defensores do grande rearmamento estão a aumentar a parada: proclamações marciais, avalancha de sanções heteróclitas que só encorajam a determinação do outro campo. «A nova guerra fria pode ser mais perigosa ainda do que a anterior», advertiu desde já um dos melhores especialistas americanos nas questões russas, Stephen F. Cohen, «porque, contrariamente à precedente, ela não encontra qualquer oposição – seja na administração, no Congresso, na comunicação social, nas universidades ou nos think tanks» [3]. A receita comprovada de todas as derrapagens…

sexta-feira 5 de Setembro de 2014
Notas
[1] Discurso de Barack Obama em Bruxelas, 26 de Março de 2014.
[2] Discurso de Vladimir Putin no Parlamento russo, 18 de Março de 2014.

[3] Alocução na Conferência Anual Rússia-Estados Unidos, Washington, 16 de Junho de 2014. Republicada no The Nation, Nova Iorque, 12 de Agosto de 2014. (In «Le Monde diplomatique» cit. in blog «Entre as brumas da memória»)

O DJIN-CLÓD JÚNKER, O IÁN-CLÁUDA IÚNKAR E O JEAN-CLAUDE JUNCKER SÃO TRÊS POLÍTICOS PERIGOSOS


Estava a comprar umas calças de ganga e lembrei-me do Júnker. O meu empobrecimento vai continuar, mesmo com a saída do Durão Barroso. Seja o Júnker, o Iúnkar ou o Jean-Claude Juncker, qualquer um deles será mais um adepto do Pacto Orçamental. Nas televisões portuguesas referem os três, quer jornalistas, quer comentadores, pelo que é difícil saber qual foi o escolhido, todos eles são perigosos.

A DIREITA PORTUGUESA DA LINHA COELHO-PORTAS TORCE POR ANTÓNIO JOSÉ SEGURO


Os e as apoiantes do governo PSD-CDS gostariam muito que António José Seguro vencesse António Costa na luta interna do PS. Este é um indicador que muito clarifica a situação interna do PS.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

PORTUGAL OU A REPÚBLICA DAS BANANAS?


Os desfalques do BPN já foram contabilizados em, pelo menos, 6 mil milhões de euros. Não houve julgamento sequer.

O caso dos submarinos é uma comédia. Um sucateiro foi condenado a 17 anos (e meio) de prisão e não matou ninguém e uma assassina fria, calculista, funcionária da PJ, que matou por dinheiro, foi absolvida.

O COLAPSO MORAL E ÉTICO DO PPE E DO PSE OU OS PREGAORES DE DIREITOS HUMANOS A METEREM OS DIREITOS HUMANOS NA GAVETA (OU EM GUANTÁNAMO)


É um bocado difícil convencer seja quem for de que a União Europeia, enquanto conjunto de países que se ajudam mutuamente, ainda existe. Existe sim a Desunião Europeia. A União Europeia está a impor em Portugal um retrocesso civilizacional de grande envergadura, está a impor um grande empobrecimento dos portugueses, está a impor a privatização de tudo o que dá lucro e a obrigar os contribuintes a pagarem os prejuízos de empresas privadas. O caso da Ucrânia é semelhante ao caso do regime do ladrão, torturador e assassino Pinochet no Chile. A união Europeia já anda a implantar o fascismo na Europa.
Não tenho nem quero ter qualquer opção partidária. No entanto também observo as análises partidárias ao retrocesso civilizacional que estamos a viver.
Dos partidos parlamentares, parece-me ser o PCP aquele que vê o que os outros não querem ver.

«Falam da recuperação económica mas logo a seguir vêm dizer que é necessário mais retrocesso social para sustentar o crescimento - o seu crescimento. Falam de democracia, mas são os primeiros a reprimir aqueles que se levantam na luta – como nos EUA e na “democrática” União Europeia – ou a apoiar fascistas que se lançam em perseguições e atrocidades como na Ucrânia. Enchem a boca com direitos humanos mas todos os dias os negam a milhões de seres humanos e assobiam para o lado quando Israel faz uma matança de 2000 palestinianos em dois meses dos quais 600 crianças. Falam do combate aos radicalismos mas financiam e armam por baixo da mesa grupos que lançam o terror como no Iraque e na Síria. Falam do combate ao terrorismo mas instigam conflitos que deixam países devastados entregues ao caos como na Líbia.» (Extracto do discurso de Jerónimo de Sousa na Festa do Avante 2014)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

ANÚNCIO ASSUSTADOR – RTP DIZ QUE TEM INFORMAÇÃO DE CONFIANÇA!!!!! PURA VIGARICE CHAMA-SE VIGARICE DE CONFINANÇA É O ÁRDUO TRABALHO DA RTP, DA SIC E DA TVI: MENTIR, ENGANAR AS PESSOAS.


Os criminosos da Troika que andaram a arruinar Portugal, impuseram o neoliberalismo que é a ideologia religiosa, melhor, que é a religião da RTP, da SIC e da TVI.

Já não bastava a Ditadura de Berlim e o consequente saque germânico e agora temos guerra a matar gente. Temos a barbárie judaica financiada pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pela NATO muito apoiada pela RTP, pela SIC e pela TVI. E depois tivemos a ocupação do poder em Kiev pela força das armas pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pela NATO, que colocaram no poder uns fantoches fascistas-nazis, que apesar de fantoches assassinam mulheres e crianças com artilharia pesada, com o apoio da RTP, da SIC e da TVI e dos outros mídia portugueses dominantes.

domingo, 7 de setembro de 2014

O FASCISMO-NAZISMO É O PROGRAMA DOS ESTADOS UNIDOS, DA UNIÃO EUROPEIA E DA NATO EM KIEV

O emblema da chamada Guarda Nacional do regime fascista-nazi de Kiev, colocado no poder pela força pela NATO é a cruz suástica nazi estilizada. A chamada Guarda Nacional do regime de Kiev é semelhante às Waffen-SS de Hitler.


Nas imagens a seguir um nazi do regime de Kiev abatido pelos antifascistas.




«Varios blindados de los independentistas del Este de Ucrania entran en Mariúpol

Tema de actualidad: Situación en el este de Ucrania

Varios blindados de los independentistas del Este de Ucrania entran en Mariúpol
16:40 05/09/2014
Donetsk (Ucrania), 5 sep (Nóvosti).
Un grupo de vehículos de combate de infantería y blindados de desembarco de las milicias del Este de Ucrania entró en Mariúpol, ciudad en el sur de la provincia de Donetsk en la costa del mar de Azov, informó el Estado Mayor de los independentistas.
“Nuestro grupo entró en Talakovka y Sartana, no muy lejos del barrio Vostochni (de Mariúpol) donde se libran los combates entre las milicias y el Ejército ucraniano”, comunicó la fuente.
Asimismo, las milicias consiguieron hacer retroceder a los militares ucranianos del barrio Vostochni de Mariúpol hacia el de Levi Bereg.» (In «RIA Novosti»)

VIVA A MORTE – PALAVRAS DE ORDEM DOS ESTADOS UNIDOS, DA UNIÃO EUROPEIA E DA NATO


Os Estados Unidos, a União Europeia e a NATO impuseram pela força um regime fascista-nazi em Kiev, para lhes permitir a invasão da Ucrânia para assustar as bombas atómicas da Rússia.

sábado, 6 de setembro de 2014

A IDEIA DOS NEOCONSERVADORES DE UM REICH ESTADUNIDENSE COM UM PODER UNIPOLAR DEU ORIGEM A UMA NOVA CORRIDA AOS ARMAMENTOS NUCLEARES DA RÚSSIA E DA CHINA


Os neoconservadores chegaram ao poder nos Estados Unidos com George W Bush e destruíram o Estado no Iraque. Em 2014, de facto, não existe Estado no Iraque.
A vitória de Barack Obama nas presidenciais dos Estados Unidos pareceu indicar que o fanatismo homicida dos militaristas seria substituído por uma nova era de paz e prosperidade geral com o crescimento da economia mundial e com a melhoria da qualidade de vida por todo o Mundo. Foram demasiado altas as expectativas. Obama, pressionado pelo complexo militar-industrial estadunidense, e por sectores militaristas do seu próprio partido, na prática acabou por continuar a política de George W Bush. Em 2014 temos guerras por todo lado, em África, na Ásia e na Europa. A destruição do Estado no Iraque repetiu-se na Líbia, com semelhante destruição do Estado e está em curso uma tentativa de destruição do Estado na Síria.
Israel oprime selvaticamente os palestinianos, mas os Estados Unidos, a União Europeia e a NATO apoiam diplomaticamente e financiam a selvajaria israelita sobre os palestinianos.

Como resultado a Rússia e a China estão a desenvolver mais e mais armas de destruição massiva, para dissuadirem os Estados Unidos de começarem a III Guerra Mundial, como já há muito defendem os neoconservadores mais extremistas.

De facto, em 2014 estamos numa nova Guerra Fria contra o capitalismo russo. Mas não é só fria, a guerra na Ucrânia é bem quente, com a chacina de civis de etnia russa, com artilharia pesada pelo regime fascista-nazi de Kiev.

Agora até os traidores portugueses Passos e Portas vão entrar na guerra quente contra os ucranianos de etnia russa. Os Estados Unidos, a União Europeia e a NATO vão fazer provocações à Rússia, violando os acordos firmados com Gorbatchov, vão fazer manobras de cerco à Rússia e vão invadir a Ucrânia com tropas terrestres. O lema dos ocidentais, dos Estados Unidos, da União Europeia e da NATO, em 2014, é VIVA A MORTE.

PENAS PESADAS PARA OS ACUSADOS DO CASO FACE OCULTA. NÃO SE ESPANTEM, NENHUM É BANQUEIRO OU COMPRADOR DE SUBMARINOS

Um sucateiro foi condenado a 17 anos (e meio) de prisão. Não esqueçamos que não é banqueiro, nem comprador de submarinos, nem conselheiro de Estado.

O referido sucateiro não era administrador do BPN, nem de qualquer outro banco e não comprou nenhum submarino novo, nem novo nem velho.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A UCRÂNIA VISTA PELO RESPECTIVO PARTIDO COMUNISTA



«Carta del Partido Comunista de Ucrania a los partidos comunistas y de izquierda del mundo


PC-Ucrania_001
Queridos camaradas:
Nos gustaría agradecer a través de la presente la ayuda que ustedes continúan ofreciendo no solo al Partido Comunista de Ucrania, sino también al pueblo ucraniano en general, a pesar de la difícil situación que estamos viviendo. Las fuerzas comunistas y de izquierda están siempre solidariamente unidas en oposición a cualquier conflicto civil, bregando por la paz y el respeto a los valores humanos. Ucrania vive hoy en un estado de guerra civil y está dirigiéndose rápidamente al desastre económico y al colapso social. Buena parte de la producción económica de Ucrania, en su mayor parte industria pesada, ingeniería automotriz, minería y metalurgia; cesó completamente sus actividades. La moneda nacional se desvalorizó 1,7 veces.
Las políticas públicas llevadas a cabo por el gobierno actual no se corresponden con la propaganda y las promesas hechas al pueblo anteriormente. Estamos seguros de que ustedes conocen muchos de los hechos en cuestión, entre los cuales se encuentran las atrocidades y los crímenes de guerra cometidos en Ucrania oriental, además de cómo las clases populares se encuentran viviendo en condiciones de desempleo en masa, falta de dinero y sin ninguna esperanza en el mañana. Muchos de estos ciudadanos tuvieron la oportunidad de abandonar Ucrania, pues no ven aquí ninguna perspectiva de vida ni de futuro. Como parte de las actuales movilizaciones militares y de enrolamiento en las fuerzas armadas, una masa de ciudadanos fue llevada a servir militarmente, dentro de la cual muchos fueron enviados a la guerra y otros tantos jamás retornarán vivos. En el contexto de esta tragedia popular, el gobierno de Ucrania sigue destruyendo cualquier oposición política. El proceso que apunta a ilegalizar al Partido Comunista de Ucrania es un espectáculo mediático y una farsa, la cual unificó al gobierno actual con la amplia participación de las fuerzas nacionalistas y profascistas.
El objetivo aquí es solo uno: Intentar desviar la atención pública de los problemas reales de Ucrania. Ya habiendo transcurrido dos sesiones del juicio, queda claro que el mismo es una tentativa grosera de probar de cualquier manera la culpa del Partido Comunista como promotora del caos que asola al país. Durante esas sesiones se realizaron intentos por parte de militantes nacionalistas de alterar los procesos. Los nacionalistas invadieron la sala del tribunal y atacaron a los abogados del Partido Comunista, amenazaron e insultaron a los jueces y otras autoridades, interrumpiendo constantemente el juicio con pedidos y llamadas al orden dentro del tribunal.
Para el público de Ucrania y la Unión Europea, tales hechos demostraron la ausencia de un sistema civilizado de justicia, así también como el hecho de que las reglas básicas del proceso penal fueron ignoradas, que supuestamente deberían respetar las leyes del Derecho Europeo, una vez que Ucrania firmó oficialmente su compromiso con los valores de la Unión Europea. La próxima sesión del juicio se realizará en Kiev el día 4 de septiembre de 2014 a las 10 de la mañana, hora local. Nosotros tenemos una capacidad considerable de resistir lo suficiente a cualquier investigación y amenaza nacionalista, pero continuamos pidiendo el apoyo de ustedes al Partido Comunista de Ucrania. Nosotros pedimos su auxilio solidario en la creación de una posición favorable a nuestra lucha en la opinión pública, así también como cualquier otro medio de ayuda y de apoyo.
Agradecemos sinceramente su apoyo y solidaridad.
Un cordial saludo,
El Comité Central Partido Comunista de Ucrania» [(In «La Mancha Obrera»), fuso horário 0 + 1]

UCRÂNIA EM GUERRA

Le Monde é um jornal «independente» à sua maneira. Encontrei no blog «Entre as brumas da memória» uma série de vigarices sobre a Ucrânia deste jornal propagandista dos ideais da alta burguesia e do imperial-colonialismo da NATO, vigarices sobre omissões muito graves. Zero referências à organização do golpe de Estado fascista-nazi em Kiev pela NATO e pela União Europeia. Zero referências ao carácter fascista-nazi do regime de Kiev.
«The Independent» é independente dos inimigos da alta burguesia e dos inimigos do imperial-colonialismo da NATO, alinha na linha imperial-colonial de «Le Monde» e «Libération». Não vale a pena falar dos jornais que se assumem de direita. «The Guardian», o jornal europeu de grande audiência na net considerado aberto às opiniões contrárias ao imperial-colonialismo da NATO, fala no Batalhão Azov,

mas não no seu carácter, assumidamente, nazi.

No chamado Ocidente muitas pessoas precisam que os mídia lhes mintam, porque precisam de se enganarem a si próprias, conviver com uma verdade inconveniente é doloroso. O melhor é dizer e pensar que «Guantánamo é um campo de tortura e morte do regime comunista de Cuba», porque Guantánamo fica mesmo em Cuba.

«AINDA A UCRÂNIA





A RÚSSIA NÃO VAI ABANDONAR O LESTE RUSSÓFILO





Mesmo sem ter muita informação sobre o que se passa na Ucrânia parece evidente que as coisas não vão ficar assim. A Rússia vai tentar, embora não possa esperar muito mais tempo, que a Ucrânia se federalize com ampla autonomia das regiões federadas. Acontece que os guerreiros da NATO não estão pelos ajustes. Querem a presa por inteiro, embora estejam com dificuldades em encontrar entre os seus principais aliados europeus quem esteja disposto a morrer pela Ucrânia e, muito menos, a incendiar a Europa, por muito que isso custe às “teresas de souza”, aos “severianos teixeiras” e aos “rasmussens” espalhados por essa Europa fora carpindo a nostalgia de uma orfandade que não vêem como possa ser preenchida.


A Rússia tem contra si a acção concertada das grandes potências ocidentais, mais as “traições” daqueles que nestes momentos se apressam e aprestam a tirar partido da situação, susceptível de lhe causar dano económico, agora e no futuro próximo, e, internamente, de uma camada social gerada pelo desenvolvimento económico e social entretanto ocorrido que não será seguramente muito favorável à guerra, por mais que a “alma russa”, no recôndito das suas consciências, lhe segrede o contrário.


Todavia, não havendo hipótese de os interesses russos virem a ser tomados em conta pela via negocial, não só por essa ser a estratégia da NATO, mas também por o governo de Kiev ficar descredibilizado caso faça concessões, a Rússia vê-se confrontada com duas situações qualquer delas politicamente muito onerosa. Ou deixar aniquilar a sua influência no leste, entregando os russófilos e a Ucrânia em geral à extrema-direita nazi-fascista em aliança com a NATO ou intervir para impor pela força o que uns e outros não querem conceder pela via das negociações.


Não é crível que a Rússia queira anexar o Leste da Ucrânia. Resolvida a questão da Crimeia, que foi um simples e rápido reajuste de contas, à Rússia interessa uma Ucrânia federal com ampla autonomia das partes. Para isso, muito provavelmente, vai ter de intervir, logo que a extrema-direita cometa a primeira barbaridade. Só que a intervenção tem de ser rápida e eficaz. Uma guerra prolongada, do género guerra civil, não seria do interesse da Rússia.


Estes parecem ser os factores que estão a pesar na decisão da Rússia e não tanto o que diz Obama, Merkel ou Rasmussen. Depois de concluir que nenhum destes recua, à Rússia só se põe o problema da eficácia e da rapidez da actuação. Terá meios para isso? O futuro não muito distante o dirá….


Este post foi escrito em 16 de Abril, mas não foi publicado. Necessitava de certos “complementos” que não tive possibilidade de fazer por entretanto me ter ausentado. E depois, como tantos outros, foi ficando no “arquivo”…


Cerca de cinco meses depois a situação não difere substancialmente da que aqui se perspectivou. Mas há diferenças que devem ser assinaladas. Entre intervir directamente ou fazê-lo por intermédio dos separatistas, a Rússia optou claramente por esta segunda via. Ela tem teoricamente a vantagem de salvaguardar os princípios e simultaneamente preparar o terreno para uma solução negocial. À semelhança do papel desempenhado pela Alemanha (e pelo Papa Woytila) no desmembramento da Jugoslávia, mais tarde com o apoio dos próprios aliados tradicionais da Sérvia, também a Rússia apoiando e incentivando os separatistas do leste da Ucrânia aponta para uma das duas únicas soluções que politicamente pode aceitar.


De facto, como se escreveu no post “Voltando à Ucrânia”, de 26 de Março, a Rússia só aceitará uma das duas seguintes soluções. “Ou uma Ucrânia neutralizada à finlandesa (sem quaisquer veleidades de integrar a NATO) e federalizada com ampla autonomia das componentes federadas, nomeadamente as regiões do leste (…) ou, segunda alternativa, ver-se obrigada a ir em auxílio da população russófila ameaçada de marginalização e hostilizada pelas milícias nazi-fascistas de Kiev e da Ucrânia Ocidental, ficando, neste caso, a Ucrânia praticamente circunscrita ao território antes integrado na Polónia entre o fim da Primeira Guerra Mundial e o começo da Segunda”.


Aparentemente a Rússia tem dado sinais de que aceitaria a primeira que é aquela que tende a salvaguardar a integridade territorial da Ucrânia, tal como Staline a concebeu, depois da II Guerra Mundial, no interior da URSS. Mas pode ser empurrada para a segunda pelo fundamentalismo dos grupos que apoiam o primeiro ministro ucraniano, ou que este se esforça por cativar e também pela agressividade e expansionismo da NATO que não desiste de estender a sua esfera de influência a áreas potencialmente explosivas do leste europeu.    


A via escolhida pela Rússia tem, porém, múltiplos inconvenientes e poucas ou nenhumas vantagens relativamente à que resultaria de uma intervenção directa, eficaz e de curta duração, limitada aos objectivos pretendidos. Os inconvenientes maiores são os que resultam do arrastamento do conflito e da consolidação no interior da NATO da ideia de que pode opor uma resistência eficaz aos objectivos de Moscovo, favorecendo com o passar do tempo as teses mais belicistas da Aliança Atlântica. E vantagens não tem praticamente nenhumas, porque dificilmente seria concebível uma reacção ocidental diferente, para pior, da que está ocorrendo em consequência do apoio aos separatistas, que a NATO interpreta como simples “agentes de Moscovo”.


O recente acordo de cessar-fogo entre a Ucrânia e a Rússia, ou, mais correctamente, a aceitação por parte da Ucrânia das condições propostas pela Rússia para que possam ser encetadas negociações entre o governo de Kiev e os separatistas não significa que o conflito se esteja aproximando do fim. Kiev já não tem autonomia para negociar o que quer que seja. Neste momento depende exclusivamente do apoio ocidental e este, ou seja, a NATO, não enjeitará nenhuma hipótese de avançar no cerco à Rússia ao menor sinal de fraqueza de Moscovo.


Daí que a situação continue a ser potencialmente perigosa não tanto pelo que se vai passando no “teatro de operações”, mas por a liderança americana estar a ser vista internamente como uma liderança fraca. E não há nada que mais perigosamente comprometa a paz no mundo do que uma fraca liderança do imperialismo americano. Um líder fraco tende, nos momentos críticos, a ficar à mercê de influências nefastas. As oscilações de Obama a propósito da crise da Ucrânia, nomeadamente na sua recente passagem pelos países bálticos e as posições ai defendidas em clara violação dos acordos que levaram à reunificação da Alemanha e à extinção do Pacto de Varsóvia, deixam antever um Obama à deriva conduzido por “políticas de ocasião” de efeitos irreversíveis, a menos que, no seio da Europa, se erga uma voz capaz de travar a irresponsabilidade dos que encaram com normalidade um conflito com a Rússia.


Esta crise alimentada pelos extremismos reaccionários do Leste europeu e apadrinhada pela irresponsabilidade de Obama, é uma crise na qual a outra Europa tem muito a perder e nada a ganhar, por mais que a retórica que politicamente a acompanha nos tente fazer crer do contrário. Mas é também uma crise, qualquer que venha a ser o seu desfecho, que pode abrir uma brecha no “totalitarismo neoliberal” tal como ele tem sido interpretado e aplicado na União Europeia, principalmente na zona euro. Mas isso já terá de ser objecto de um novo post…» (In blog «Politeia»)