terça-feira, 30 de junho de 2015

A GRÉCIA NÃO PAGA À PUTA DA LAGARDE


A Grécia não paga hoje à puta da Christine Lagarde, que é paga pelos cabrões da alta burguesia, que já tinha declarado guerra à Grécia. Guerra é guerra. Na frente Sul os alemães continuam ao ataque, mas a Grécia resiste.

No próximo Domingo os gregos podem decidir o suicídio colectivo se votarem na favor da submisão da Grécia à Ditadura de Berlim e dos seus lacaios; nesse caso a Grécia deixa de ser um país independente e passa a ser uma colónia da Alemanha regida pelas normas éticas e morais de Auschwitz, assim os gregos serão os novos judeus da Europa,  sujeitos a todas as humilhações e a todas as selvajarias germânicas, a serem regidos pelas normas germânicas disciplinadoras de Auschwitz, a principal marca alemã.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O SINDICATO DOS JORNALISTAS PORTUGUESES É UM SINDICATO DO CRIME ORGANIZADO QUE NOS IMPÕE OS INTERESSES DOS CRIMINOSOS QUE DIRIGEM A UNÃO EUROPEIA, CRIMINOSOS ESSES QUE DEFENDEM UMA DITADURA GERMÂNICA AUSCHWITZIANA

Os jornalistas são os criminosos mais impunes do regime da III República.

«VÃO-SE FODER» É O PROGRAMA ELEITORAL PSD-CDS PARA AS ELEIÇÕES DE OUTUBRO DE 2015

«VÃO-SE FODER» - CARTA DE UMA CIDADÃ ANÓNIMA DA CLASSE MÉDIA, DE 32 ANOS, QUE CIRCULA NA NET


«"Vão-se foder"

Texto de uma portuguesa de 32 anos, uma cidadã que diz o que sente e pensa a partir da sexta-feira passada.



"Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!

Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.

Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.

Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.

Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.

Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dada a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
 Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.

Matam-nos a esperança.

Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir nesta parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que param de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultuosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
 Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de Opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
 E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsídio”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
 Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa  neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
 As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
 A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vão poupar. Vai ser um belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
 Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
 Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: "Vão-se foder"»

domingo, 28 de junho de 2015

AUSCHWITZ MOSTRA OS DENTES NO EUROGRUPO E NO BCE - A CRUELDADE ABSOLUTA DE HITLER É A MESMA DO EUROGRUPO E DO BCE




«Tsipras: “Decisão do BCE é uma chantagem sobre o povo grego”

Alexis Tsipras na comunicação ao país de 28 de junho

O Eugrupo e o BCE estão a tentar tudo por tudo para que haja um golpe militar fascista, ao estilo de Pinochet, em Atenas e para que os dirigentes do Syriza sejam executados
.

AS P… E OS C.. DOS TELEJORNAIS PORTUGUESES ALÉM DE BURROS E BURRAS DIPLOMADOS SÃO MUITO IGNORANTES, MUITO DESONESTOS E MUITO MENTIROSOS, CAUSAM REPUGNÂNCIA


Miséria humana é o que são os jornalistas e as jornalistas dos telejornais portugueses, miséria humana é a ministra das Finanças de Portugal, que além de ignorante não sabe fazer contas, miséria humana são os deputados portugueses, que apoiam a ditadura de Berlim sobre Portugal e sobre a Grécia.

A puta da Christine Lagarde defende abertamente a Ditadura dos cabrões da alta burguesia que lhe pagam.

O EUROGRUPO É UM CONJUNTO DE IMBECIS IGNORANTES QUE NÃO APARECE EM NENHUM TRATADO

«Varoufakis: “Credibilidade do Eurogrupo ficou hoje comprometida”

Varoufakis na conferência de imprensa do Eurogrupo - 27 junho 2015
Veja aqui a conferência de imprensa do  ministro das finanças grego no fim da reunião do Eurogrupo que recusou prolongar o atual acordo por duas semanas, de forma a que os gregos possam votar sem constrangimentos no referendo de 5 de julho.
“A recusa do Eurogrupo em prolongar por duas semanas o atual acordo, para que o povo grego possa votar sobre a proposta – especialmente tendo em conta a alta probabilidade dos gregos poderem não aceitar o nosso ponto de vista e votarem Sim ao acordo – irá comprometer a credibilidade do Eurogrupo enquanto união democrática entre parceiros”, declarou Varoufakis.
Varoufakis comentou as palavras do líder do Eurogrupo, afirmando que o acordo de financiamento acaba no fim de junho e responsabilizando a Grécia por uma suposta rotura das negociações. “Até parece que Djessembloem ficaria feliz se assinássemos uma proposta em que não acreditamos se não tivéssemos o veredito do povo grego, mas se o tivermos já há problema. Se o povo grego quiser assinar o acordo, assinaremos, nem que isso leve a remodelações no governo ou outra reconfiguração ao nível do governo”, prometeu o ministro.

“Fomos eleitos com 36% dos votos e para uma decisão destas consideramos que 50% + 1 é o mínimo necessário”

“Expliquei aos nossos parceiros as três razões porque não pudemos aceitar a proposta das instituições de há dois dias: as ações recomendadas tinham efeito recessivo e eram redistributivas, mas no sentido em que transferiam os sacrifícios daqueles que podiam e deviam suportá-los para os que não podiam nem deviam; a proposta de financiamento dos cincos meses de extensão do acordo era tecnicamente inadequada e os números não batiam certo; e, mais importante, o que nos propuseram não continha nenhum plano para dar confiança a investidores, consumidores e depositantes que o próximo período de cinco meses seria um período de recuperação e superação da crise”, resumiu Varoufakis.
“Explicámos que não tínhamos um mandato para assinar uma proposta insustentável e inviável nem para rejeitar a proposta sem consultarmos o povo grego, que terá de ser o juíz final da aceitação, ou não, dessa proposta. Expliquei que fomos eleitos com 36% dos votos e para uma decisão destas consideramos que 50% + 1 é o mínimo necessário”, prosseguiu o ministro.
Varoufakis disse que ainda há alguns dias para melhorar a proposta dos credores “para maximizar a hipótese de acordo”, de forma a que o governo possa recomendar ao voto Sim.
Respondendo aos que dizem que este referendo é sobre o euro, Varoufakis explicou que “não há nenhuma regulamentação que preveja a saída de um país do euro, ao contrário da saída da União Europeia, que está no Tratado de Lisboa. Por isso, quem deseja que façamos esse referendo terá de mudar primeiro as regras da UE”.» (In «InfoGrécia»)

sábado, 27 de junho de 2015

DIRIGENTES DA CHAMADA «UNIÃO» EUROPEIA ASSUMIRAM-SE COMO INIMIGOS DA DEMOCRACIA


Depois de a Ditadura de Berlim apoiada pelo Reich dos Estados Unidos através do FMI ter feito um humilhante ultimato ao governo grego este decidiu, e muito bem, convocar um referendo para os gregos poderem escolher se querem submeter-se à Ditadura de Berlim-Washington e dos respectivos colaboracionistas ou não.
Se os gregos votarem SIM cortam-lhes as reformas, põem ainda mais gente a passar fome e sem cuidados médicos, vendem-lhes as praias, em síntese os gregos abdicam da independência e submetem-se à Ditadura de Berlim-Washington e condenam-se a si próprios ao empobrecimento eterno.

Os dirigentes da União Europeia já fizeram saber que são contra a Democracia e que preferem uma Ditadura.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

LADRÕES E ASSASSINOS GERMANÓFILOS SÃO COMENTADORES CONVIDADOS PELAS TELEVISÕES PORTUGUESAS


A SIC pertence ao PSD Pinto Balsemão, a RTP pertence ao Passos Coelho, a TVI também pertence à direita.
Ladrões e assassinos germanófilos são convidados para o apoio à campanha eleitoral da Troika portuguesa formada pelo Coelho, pelo Portas e pelo Cavaco. Ladrão não é apenas o autor material do roubo, neste caso é Ângela Merkel a autora material dos roubos aos gregos, aos cipriotas e aos portugueses. São também ladrões os colaboracionistas, isto é, os apoiantes dos roubos. Assassinos não são só os autores materiais dos crimes, os alemães que estão a assassinar os gregos, matando-os através da recusa de cuidados médicos, são também os apoiantes destes assassinatos.

A extrema-direita salazarista entrou em cena através de Assunção Esteves, que tal como Chistine Lagarde e Ângela Merkel se deitou em muitas camas para subir na vida. As feministas rejubilam com os crimes praticados por Christine Lagarde e por Ângela Merkel, nomeadamente de roubo e homicídio.

A extrema-direita salazarista decidiu criminalizar o aborto das mulheres pobres, com uma multa de mais de 60 euros, com o apoio da referida Assunção e das corjas que são os deputados do partido nazi, digo, do PSD e do CDS.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

PAUL KRUGMAN CONTRA O FMI

«“O FMI está a gozar connosco?”, pergunta Paul Krugman

Paul Krugman. Foto Ed Ritger/Commonwealth Club/Flickr
Na sua coluna no New York Times, o Nobel da Economia ataca o FMI quando diz que as propostas gregas prejudicam o crescimento, recordando o historial de falhanço das previsões de crescimento da economia grega feitas pelo mesmo FMI. Leia aqui o texto traduzido pelo infoGrécia:
Tenho estado bastante calado sobre a Grécia, por não querer gritar Grexit num auditório cheio de gente. Mas ao ouvir os relatos das negociações em Bruxelas, algo tem de ser dito – nomeadamente, o que é que os credores, em especial o FMI, julgam que estão a fazer?
Esta devia ser uma negociação sobre metas para os excedentes orçamentais, e depois sobre o perdão da dívida que previne futuras crises intermináveis. E o governo grego concordou com metas que são até bastante altas, sobretudo considerando que o orçamento teria excedentes enormes se a economia não estivesse tão deprimida. Mas os credores continuam a rejeitar as propostas gregas com o argumento de que dependem muito dos impostos e não o suficiente em cortes na despesa. Continuamos ainda no ramo de ditar a política interna.
A suposta razão para a rejeição de uma resposta com base em impostos é que irá prejudicar o crescimento. A resposta óbvia é, estão a gozar connosco? Os mesmos que falharam redondamente em prever os estragos que a austeridade causou – vejam o gráfico, que compara as previsões no memorando de 2010 com a realidade – estão agora a dar lições aos outros sobre crescimento? Mais ainda, as preocupações sobre crescimento estão todas do lado da oferta, numa economia a funcionar pelo menos 20% abaixo da sua capacidade.
Previsões do FMI em 2010 para o crescimento da economia grega (a azul) e a realidade (a vermelho).
Previsões do FMI em 2010 para o crescimento da economia grega (a azul) e a realidade (a vermelho).
Falem com as pessoas do FMI e elas vão falar da impossibilidade de lidar com o Syriza, a sua irritação com o exibicionismo, e por aí adiante. Mas aqui não estamos na escola secundária. E neste momento são os credores, muito mais que o Syriza, que estão a mudar as balizas de sítio. Afinal o que se passa? O objetivo é partir o Syriza? É obrigar a Grécia a uma bancarrota presumivelmente desastrosa, para dar força aos outros?
Nesta altura é preciso deixar de falar sobre o “Graccident”; se acontecer o “Grexit” será porque os credores, ou pelo menos o FMI, quis que isso acontecesse.» (In «InfoGrécia»)

AS MÁFIAS GERMANÓFILAS E A SUA MORAL AUSCHWITZIANA DESMASCARADA


A Máfia Jornalística das televisões portuguesas é uma organização criminosa que continua impune. Seguem a linha nazi de Goebbels, consideram que uma mentira de tantas vezes ser repetida «acaba por se tornar verdade». Esta Máfia repete as mentiras da Troika e repete as mentiras de Passos Coelho e de Cavaco Silva.

UM OLHAR SOBRE A IMPLOSÃO POLÍTICA, MORAL E ÉTICA DA «INTERNACIONAL SOCIALISTA» OU A CANALHICE HUMANA SEM LIMITES





«A UNIÃO EUROPEIA E A GRÉCIA



AS LIÇÕES DE UM CONFRONTO
Resultado de imagem para as bandeiras da grécia e da união europeia


Tem sido muito interessante assistir, mesmo de longe, a este confronto entre a União Europeia e o FMI de um lado e a Grécia do outro. Embora do lado da União Europeia e do FMI não tivesse havido nada de verdadeiramente novo não deixa de ser interessante analisar a preocupação que a partir de determinada altura se apoderou das chamadas “instituições”.

Vamos por partes. De início assistiu-se à defesa de posições absolutamente rígidas marcadamente ideológicas de quem não pretende afastar-se um milímetro da ortodoxia reinante para evitar contágios perturbadores da paz neoliberal e do pensamento único que a inspira. Sob a direcção da Alemanha, cuja posição foi de início veiculada por Schäuble, assistiu-se ao esperado alinhamento dos demais países, tanto mais duramente defendido quanto menor é a sua fraqueza negocial e maior é o seu grau de dependência relativamente a Berlim. E aqui, como se esperava, não há que distinguir entre direita e “esquerda europeia”, já que hoje nada verdadeiramente as distingue no plano das políticas comunitárias: seguem ambas a mesma cartilha e ambas a defendem com idêntico fervor.

Pouco depois das eleições gregas ainda houve do lado dos chamados socialistas europeus quem manifestasse uma vaga simpatia pelo Syriza. Uma simpatia muito semelhante à que eles costumam manifestar por quem, sem outras consequências, no puro plano das palavras se rebela contra as políticas oficiais. Os socialistas apreciam muito esta “limpeza d' alma” desde que ela não vá em caso algum além das palavras. Também foi assim com o Syriza. Primeiro a simpatia, depois a decepção. A decepção começou mal perceberam que muitas das palavras eram mesmo para levar a sério. Aí começou o que eles chamaram a “delapidação do capital de simpatia” com que foram acolhidos.

E todos os pretextos foram bons para se distanciarem. Desde o estilo, principalmente o Varoufakis, mas também o de Tsipras, que eles não apreciam (aceita-se lá que apareçam sem gravata e com camisa fora das calças perante gente tão selectamente importante) até – e aqui fazem parelha com Cavaco – à falta de experiência e compostura diplomática. Sobre o conteúdo da discussão, nada. Ou melhor: Como aceitar que se discuta o que não tem discussão? Na UE tudo está pré-determinado e pré-estabelecido - apenas há que obedecer.

De facto, não deixaria de ser espantoso, se esse não fosse o comportamento habitual de há três décadas para cá, que os chamados socialistas manifestem reservas relativamente às propostas do Syriza e às suas políticas quando elas se inscrevem na matriz social-democrata – defesa do trabalho, redistribuição de rendimentos a partir da oneração das empresas mais lucrativas e recusa em fazer recair sobre os mais pobres o peso da crise. As propostas do Syriza nada têm de radicais; limitam-se a enunciar aquilo que ainda há bem pouco tempo era normal na Europa e que hoje assume foros da mais grave heterodoxia.

Do lado da direita que obedece, as palavras podem ter sido diferentes, porventura mais grosseiras e rudes, mas os objectivos são exactamente os mesmos dos socialistas. Já do lado de quem manda, assistiu-se a partir do momento em que as negociações se encaminhavam para o impasse à manifesta preocupação de passar para a opinião pública uma mensagem que evidenciasse a defesa de uma posição flexível que só não lograva alcançar o almejado acordo por força do intransigente radicalismo do Siryza. Amplificada, como sempre, por uma enormíssima matilha de comentadores e outros tantos fabricadores de notícias, esta mensagem genericamente apoiada pelos partidos do sistema não teve grande dificuldade em impor-se como verdade oficial para a generalidade das pessoas.

O Syriza, por seu turno, conseguiu durante largos meses manter-se fiel às suas promessas eleitorais. Todavia, à medida que se aproximava a hora da verdade, percebeu-se, não obstante o pânico que começou a instalar-se nas hostes neoliberais, que o Syriza, ou uma parte dele, atribuía mais importância à permanência no euro do que à vontade de alcançar um acordo que permitisse pôr em prática um programa verdadeiramente alternativo às políticas oficiais.

Não se pretende com isto dizer ou sequer insinuar que o Syriza tenha capitulado às teses das “instituições”, tanto assim que permanece de pé a reivindicação fundamental da reestruturação da dívida. Com o Syriza no governo a austeridade na Grécia jamais será idêntica à imposta a Portugal, a Espanha e à Irlanda. As pensões e os salários não continuarão a ser sacrificados como inevitavelmente vai acontecer em Portugal, o IVA não será indiscriminadamente aplicável com a mesma taxa a bens essenciais e a bens não essenciais ou mesmo supérfluos. É certo que algumas políticas que acentuam as desigualdades e limitam ou eliminam direitos vão continuar, embora numa escala menor.  

Se alguma lição importante se pode retirar do caso grego na versão Syriza é a de que compensa sempre resistir, mas também a de que não basta resistir para alcançar a vitória. Para alcançar a vitória é necessário que a resistência assente num verdadeiro plano B que possa ser posto em prática se houver o risco de ultrapassagem de certas linhas vermelhas. Nem todos estão em condições de o fazer por múltiplas razões. Objectivamente, a Grécia reunia as condições suficientes para tornar credível a ameaça da entrada em cena de um plano B. Apesar de a economia grega não ser uma grande economia, o incumprimento da dívida, dada a sua magnitude, e a saída do euro ou mesmo da União Europeia fariam do caso grego um caso de consequências imprevisíveis susceptível de abalar profundamente toda a zona euro ou mesmo capaz de derrubar a moeda única. Consequências que a União Europeia não estaria disposta a aceitar e cuja iminência poderia ter alterado o curso das negociações. A verdade é que não basta ter condições objectivas… a União Europeia sabe, como todos nós sabemos, que o principal inimigo dos que pretendem resistir está dentro das suas próprias fronteiras.      

DIE LINKE - A ESQUERDA ALEMÃ É MUITO MINORITÁRIA, DESDE O ABANDONO DA ESQUERDA PELO SPD QUE ADERIU À DIREITA

«Solidariedade com a Grécia em protesto no Bundestag

Protesto do Die Linke no Bundestag
Esta manhã, os deputados alemães do partido Die Linke ergueram cartazes de solidariedade com a Grécia durante o plenário do parlamento alemão. O protesto seguiu-se à intervenção de Diether Dehm, que lembrou o cadastro de “políticas criminosas” do FMI nas últimas décadas e que agora prosseguem em relação à Grécia, com a imposição de mais cortes nas pensões e aumento insuportável no custo de vida através do aumento do IVA na eletricidade e alimentação.» (In ««InfoGrécia»)

A ALIANÇA DO IMPERIALISMO ALEMÃO COM O REICH ESTADUNIDENSE REPRESENTADO POR CHRISTINE LAGARDE FAZ LEMBRAR AUSHWITZ E HIROXIMA

«Grécia: “Os pensionistas que paguem a crise”, dizem credores

Christine Lagarde e Angela Merkel. Foto União Europeia ©
Leia aqui a contraproposta entregue pelos credores ao governo grego, muito semelhante à que Atenas rejeitou no início do mês: mais cortes nas pensões, aumento imediato do IVA e da idade de reforma, rejeição do aumento da carga fiscal sobre os maiores rendimentos. Neste documento literalmente cheio de linhas vermelhas, os credores rejeitam ainda a taxa sobre empresas com lucros acima de meio milhão de euros e o imposto sobre os casinos online, mas querem acabar com a proteção aos pensionistas mais pobres: 
Espalhar a notícia:

Comentários» (In «InfoGrécia»)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O SYRIZA RENDEU-SE DE PÉ, MAS BERLIM E WASHINGTON (FMI) EXIGEM QUE SE RENDA DE JOELHOS E TSIPRAS DIZ QUE DE JOELHOS NÃO SE RENDE


«Tsipras: “Parece que não há interesse num acordo”

Alexis Tsipras. Foto União Europeia ©
As propostas gregas alternativas ao corte de salários e pensões não agradaram ao FMI. Tsipras diz que isso nunca aconteceu antes, nem com a Irlanda nem com Portugal.
“Essa postura estranha parece indicar que ou não há interesse num acordo ou que há interesses especiais a serem protegidos”, afirmou o primeiro-ministro da Grécia ao fim da manhã no Twitter.
O FMI nunca fez segredo em apostar em mais cortes nas pensões e nos salários em vez do aumento de impostos para as empresas e os rendimentos mais altos proposto agora por Atenas. Apesar do novo impasse das negociações, a reunião do Eurogrupo sobre a Grécia mantém-se para esta tarde.» (In «InfoGrécia»)

A GUERRA NA EUROPA: OBAMA AOIA A OCUPAÇÃO ALEMÃ DA GRÉCIA COM 250 TANQUES E PRESSIONOU A CAPITULAÇÃO DO SYRIZA

O TRABALHO ESCRAVO LIBERTA E O DESEMPREGO TAMBÉM


terça-feira, 23 de junho de 2015

TEMPO DE GUERRA – O SYRIZA CAPITULOU, MAS A GUERRA CONTINUA. AINDA NÃO CHEGOU O FIM DO MUNDO E A GUERRA CONTINUA


O SYRIZA CAPITULOU E A GRÉCIA TAMBÉM EM ASPECTOS FULCRAIS: NÃO É O GOVERNO DA GRÉCIA QUE DECIDE AS PRIVATIZAÇÕES MAS O DE BERLIM E O DE WASHINGTON. O PORTO DO PIREU NÃO PERTENCE À GRÉCIA, MAS A BERLIM, CAPITULOU O SYRIZA AO PERMITIR QUE OS ALEMÃES VENDAM A GRÉCIA




«Tsipras: “Agora a bola está do lado dos credores”
23 Junho, 2015
Leia aqui o resumo da proposta que vai servir de base à reta final das negociações. Ela prevê o aumento da tributação das empresas e dos mais ricos, o combate à corrupção e evasão fiscal e a concretização do plano de privatizações dos portos e aeroportos. Se for aceite pelos credores e pelo parlamento grego, em 2016 a Grécia será poupada aos cortes de 8200 milhões de euros negociados pelo anterior governo.
“É a primeira vez que os sacrfícios vão chegar aos que os podem suportar”, afirmou Alexis Tsipras no fim do encontro dos chefes de governo da zona euro. O primeiro-ministro grego voltou a defender a necessidade de uma solução para os problemas de financiamento da Grécia a médio prazo e que seja acompanhada por um pacote de investimento para relançar a economia.
Tsipras manifestou-se satisfeito por ver as propostas de Atenas finalmente reconhecidas como uma base para negociar e não resistiu a repetir uma frase repetidapelos líderes e ministros das finanças de outros países nas últimas semanas: “agora a bola está do lado dos líderes europeus”.
O governo grego calcula que a negociação para ter saldos orçamentais primários de 1% em 2015 e 2% em 2016 (em vez dos 3% e 4.5% negociados pelo anterior governo da Nova Democracia e PASOK) permitirá diminuir os cortes em 8200 milhões de euros em 2016 e em 15.400 milhões no conjunto dos próximos cinco anos, ou seja, mais de 8.5% do PIB atual grego.
As taxas do IVA da eletricidade e dos restaurantes vai manter-se na taxa intermédia de 13% e o IVA dos livros e medicamentos baixa meio ponto percentual para os 6%. Mantêm-se portanto as três taxas de IVA, que os credores queriam reduzir a duas (11% e 23%).
Proposta grega protege salários, pensões e lei laboral
Ao contrário das reações imediatas ouvidas nos meios de comunicação social, a proposta agora entregue por Atenas é muito semelhante ao documento apesentado no início de junho, que pretendia resumir o estado das negociações. Os credores rejeitaram-no de imediato e propuseram medidas que a Grécia considerou inaceitáveis.
Atenas propõe ir buscar o dinheiro aos que foram mais poupados pela crise, como explicou horas antes da cimeira à BBC o ministro da Economia gregp: “A nossa ideia foi muito simples: taxar mais as empresas e os setores mais ricos da sociedade para poupar salários e pensões”. Georgios Stathakis recordou que “os trabalhadores e pensionistas sofreram um corte de 40% no seu rendimento e isso foi sempre uma linha vermelha do governo” .
Na proposta grega, o imposto sobre as empresas passa para 29%, com uma taxa especial de 12% sobre os lucros acima de meio milhão de euros, aumento do imposto sobre automóveis acima de 2500cc, piscinas, aviões e barcos privados acima de 10 metros). As várias medidas para combater a evasão fiscal, a corrupção e os monopólios pretendem melhorar bastante a receita cobrada pelo Estado. Apesar dos rumores sobre a oposição do FMI, nesta proposta também há cortes na área da Defesa, avaliados em 200 milhões de euros.
As contribuições fiscais de solidariedade anunciadas pelo governo de Samaras e Venizelos, que aumentavam em 30% as já existentes, são afastadas e a grelha da sobretaxa é alterada: 0.7% para rendimentos anuais líquidos entre 12 mil e 20 mil euros, 1.4% até 30 mil; 2% até 50 mil; 4% até 100 mil, 6% até 500 mil e 8% acima de 500 mil. Comparando com a proposta grega que os credores rejeitaram em maio, esta contribuição será menor para os rendimentos inferiores a 30 mil euros e maior a partir dos 50 mil.
Para além dos cortes nos salários e pensões, o governo recusou outras medidas propostas pelos credores, como o aumento da idade de reforma ou a abolição dos subsídios ao gasóleo agrícola, ao combustível para aquecimento. E mantém a autonomia para alterar as leis laborais no sentido de recuperar a contratação coletiva e os direitos laborais, em linha com as melhores práticas da OIT.
Privatizações em curso avançam já, renegociação da dívida nem por isso…
No capítulo sobre as privatizações, o governo grego compromete-se a avançar com os processos de concessão dos aeroportos regionais e dos portos do Pireu e Salónica e prolongar a concessão do aeroporto internacional de Atenas. Em troca, o Estado terá uma fatia das empresas a privatizar, e os compromissos de investimento e contrapartidas para cada privatização serão negociadas caso a caso. A jornalista italiana da Sky Tg24 divulgou no Twitter a página sobre privatizações na atual proposta:


Outra das principais bandeiras do Syriza e do governo grego, a renegociação da dívida grega, esteve ausente das negociações de segunda-feira. Tanto Jean-Claude Juncker como Angela Merkel afirmaram em Bruxelas que o assunto não esteve na mesa das negociações e que este não é o tempo para colocar o assunto. Para contornar a questão, a proposta grega, que Varoufakis tem defendido há meses junto dos parceiros, é a de transferir as obrigações detidas pelo BCE, no valor de 27 mil milhões e a vencer brevemente, para o Mecanismo de Estabilidade Europeu, com maturidades mais prolongadas e a vencerem a partir de 2022. Essa solução iria deixar de impedir a Grécia de aceder ao programa de “quantitative easing” do BCE e financiar-se a juros baixos como os outros países.» (In «InfoGrécia»)