sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Catalunha ou a Democracia na cadeia


Na Catalunha a Democracia foi espancada na rua pelos colonialistas castelhanos.

Na Catalunha a Democracia está na cadeia.

Os tribunais inquisitoriais de Madrid baseiam-se na Inquisição e no fascismo franquista-falangista.
Muda-se o tempo mudam-se os motivos para prender os dirigentes da Catalunha: primeiro foram presos por beberem água em tempo de seca, agora os motivos são andar à chuva de guarda chuva ou andar à chuva sem guarda-chuva.

E assim vai esta distopia, esta orgia de colonialismo e perseguição por delito de opinião. Na União Europeia tudo bem, o Kosovo vai bem.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Trump é muito perigoso, já incendiou a Palestina em nome da barbárie dita democrática

O Estado de Israel foi criado pela União Soviética e pelos Estados Unidos, com o apoio da ONU, para compensar os judeus das atrocidades que sofreram às mãos dos alemães durante o III Reich. Estaline foi o principal impulsionador da criação do Estado de Israel, no quadro da ONU com a divisão da Palestina em dois Estados, o Estado de Israel e o Estado da Palestina.
Em 2017 o Estado da Palestina está sob ocupação do Estado de Israel com o apoio dos Estados Unidos. Os palestinianos são roubados, presos, torturados e assassinados pelos judeus.
Em 2017 O Estado de Israel baseia-se num fanatismo religioso altamente delirante, altamente desumano e altamente perigoso para a Humanidade. A barbárie israelita chama-se barbárie em nome da Democracia, porque os eleitores são na sua maioria tão malvados como os eleitos.
Trump acossado no plano interno decidiu mudar a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, incendiando a Palestina.

"Acabou o teatro dos EUA entre Israel e Palestina (Alexandra Lucas Coelho) 

«Israel nunca se viu realmente confrontado com a ilegalidade do que tem feito, de forma crescente, desde 1967. Os Estados Unidos nunca foram confrontados com o facto de serem árbitros e ao mesmo tempo principais aliados de uma das partes. Sempre houve aqui um conflito de interesses e toda a gente assobiou para o ar.»"  [Cit in blog «Entre as brumas da memória»] 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Os alemães vão abdicar das vantagens que o euro germânico lhes dá? Berlim só se rende quando não tiver alternativa.

"Será possível curar o euro?




«Com a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo as perguntas e inquietações relevantes multiplicam-se. Tanto Centeno como Costa têm sido claros na necessidade de impulsionar uma reforma do euro que permita conciliar disciplina nas finanças públicas com a criação de uma economia que não condene o Estado social à míngua e a juventude à precariedade e ao desemprego. Ao contrário do seu antecessor, Dijsselbloem, para quem a atual ordem do euro era sagrada e inamovível, tudo indica que Centeno percebe que o euro só se mantém a flutuar porque o BCE resolveu colocar entre parêntesis o artigo 127 do Tratado de Funcionamento da União Europeia (que limita a ação do BCE ao combate à inflação) começando a fingir que é um banco central a sério, imitando as políticas de financiamento monetário da economia da Reserva Federal dos EUA. Não tenho quaisquer dúvidas sobre as competências teóricas de Centeno, nem sobre a sua capacidade de argumentar serenamente com os seus colegas (muitos deles ansiosos por alguém que não tenha medo da verdade) sobre novos caminhos a trilhar. O principal problema da saúde do euro não reside na teoria económica, mas naquilo a que Lutero chamava o lenho retorcido da condição humana. A ortodoxia da austeridade, de que o governo alemão tem sido o campeão, alimenta-se de um profundo elemento de irracionalidade. Fazendo uma analogia: alguém acredita que será possível convencer Trump da seriedade das alterações climáticas com um bom manual de física básica? Do mesmo modo, tenho dúvidas de que o cartel da austeridade que está a sangrar os europeus seja demovido da sua funesta ideologia através de argumentos inteligentes. O carácter patológico da ideologia reside na sua total blindagem tanto à razão como às provas empíricas. Isso vale para Trump, em relação ao clima, como para Schäuble em relação à austeridade, como para os saudosistas da URSS, que continuam amarrados a um mito que nunca existiu.
Os donos da atual ortodoxia do euro precisariam de ser tratados com técnicas terapêuticas típicas da psicanálise. Teriam de ser levados, suavemente, ao momento traumático da discussão franco--alemã entre 1990 e 1997, onde se desenhou e consolidou o absurdo edifício de uma moeda que viola todas as regras da sã doutrina económica e toda a experiência histórica das uniões monetárias bem--sucedidas. Esses anos, entre o Tratado de Maastricht (1992) e o Pacto de Estabilidade e Crescimento (1997), marcam o recalcamento da verdade objetiva. Empurrada pela França para o euro, Berlim resolveu - entre o trauma da sua população pela perda do marco e a gestão de novas oportunidades para as suas elites - rasgar tudo o que se sabia sobre as reformas estruturais que permitem passar de moedas nacionais para uma moeda comum. Nesses anos, foram esquecidos os ensinamentos de Robert Mundell (1961), as lições do fracassado Plano Werner (1970), os sábios conselhos do Relatório MacDougall (1977) que considerava como requisito mínimo para uma maior integração europeia um orçamento comunitário entre 5% e 7% do PIB europeu (hoje o orçamento europeu corresponde ainda a um magro 1% do PIB agregado da UE). Nem o célebre Manifesto dos 62 economistas alemães (1992), acusando corretamente Maastricht de estar a construir a casa pelo telhando (a moeda antes da união política), foi poupado. O euro tornou-se a mais bizarra experiência histórica de uma união monetária de baixo custo: um condomínio onde se vive sem confiança, com escassa justiça, e onde o futuro é tema tabu. Boa sorte, Mário Centeno!»
Viriato Soromenho Marques" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]
.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Terrorismo em Portugal

«A rede terrorista de extrema-direita no pós-25 de Abril

Há alguns dias, pus aqui um pdf com o conteúdo do livro Quando Portugal Ardeu.
Fica hoje uma entrevista muito esclarecedora ao seu autor, Miguel Carvalho. De certo modo, até mais frontal do que o próprio livro, na minha opinião.» [Joana Lopes in blog «Entre as brumas da memória]




[]

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O carácter corrupto dos mídia portugueses

A SIC e o «Expresso» são os mídia mais corruptos que há em Portugal, ambos seguem a voz do dono Balsemão e militam no PSD.

«Capas e contracapas (II)


Como transformar um aumento salarial numa redução? Ou melhor, o que fazer para que um acréscimo efetivo de salário possa parecer, aos olhos da opinião pública, uma perda de rendimentos? Por momentos, parece ter sido esse o desafio a que se dedicaram alguns meios de comunicação social, em mais um momento de «capas e contracapas». Desta vez, o mote foi a restituição do subsídio de férias e de Natal e a consequente eliminação dos duodécimos (ou seja, a repartição destes subsídios pelos 12 meses do ano, em vez do correspondente pagamento de 14 salários).


O truque é simples: ignora-se que os subsídios de férias e de Natal voltam a ser pagos em dois meses do ano (guardando-se essa informação, na melhor das hipóteses, para o miolo do texto) e diz-se que o valor mensal do salário vai diminuir. Depois basta fazer a festa toda nas «gordas» da notícia: ora dizendo que o «salário no privado desce em janeiro», ora assinalando que os «trabalhadores passam a receber menos ao final do mês» ou que os salários vão encolher. A ponto de se poder ocultar uma melhoria real dos rendimentos, como aquela que terá lugar em 2018, em resultado do aumento, por exemplo, do salário mínimo (em pelo menos 322€, caso se mantenha o valor proposto pelo Governo, de 580€ por mês).


Trata-se, além do mais, de um acerto que não se repete. Ou seja, a aparente redução do salário, em termos mensais, deixará de se verificar no próximo ano, quando já não for necessário converter duodécimos em subsídios pagos de uma só vez. Aliás, foi justamente para obter o efeito inverso (a aparência de manutenção dos rendimentos num contexto de cortes efetivos nos salários e nas pensões), que o anterior Governo diluiu os subsídios de férias e de Natal pelos 12 meses do ano. Uma farsa que chega ao fim, com o OE de 2018.»

[In blog «Ladrões de Bicicletas»]

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A ideologia dos tratados da União Europeia é uma ideologia de Direita

Os tratados da União Europeia consideram a burguesia uma classe ungida pelos deuses e o que está «certo» nesses tratados é favorecer a burguesia, e se observarmos com mais atenção a aplicação dos tratados, a burguesia alemã, a tal que dominou a Europa durante o III Reich.

"Leituras



«A austeridade é um programa de redistribuição da riqueza ao contrário, que passa pela transferência de recursos financeiros do Estado para as empresas, do trabalho para o capital e do sector produtivo para o sector financeiro. E é por isso que, no mesmo texto em que diz que não há dinheiro para tudo, João Miguel Tavares não tem qualquer dificuldade em defender os apoios à banca e não teria seguramente qualquer dificuldade em defender a redução de impostos para as empresas. O problema está, para ele, num governo que diga às pessoas que pode ser diferente. Um governo assim merece toda a ira dos trabalhadores. Porque lhes alimenta esperanças. Mais uma vez, tem razão: é quando a situação alivia e as pessoas sentem que podem reconquistar qualquer coisa que a luta ressurge. A sua receita é óbvia: as coisas nunca devem aliviar. Se a coleira estiver sempre apertada e a trela sempre curta ninguém vai exigir nada. Esta é a paz social que a direita nos propõe: a austeridade eterna em nome de um futuro que será sempre de perda».

Daniel Oliveira, A austeridade eterna como programa político

«Para eles, a desigualdade social é o único mecanismo que pode garantir o crescimento económico, e para existir essa desigualdade é fundamental que as “pessoas certas”, os partidos certos e os grupos sociais certos estejam no poder para manter uma hierarquia que garanta essa desigualdade. E este programa não dá ao “trabalho” uma função criativa e dinâmica na economia, logo na sociedade, e muito menos os dá aos trabalhadores, sejam do sector privado, sejam do sector público. Vivemos anos de uma crise provocada pelos desmandos do sector financeiro, mas cujos custos foram assacados ao “esbanjamento” dos trabalhadores. Os trabalhadores eram os responsáveis por uma sociedade que vivia “acima das suas posses” e teria de ser “ajustada”. É o que hoje ainda pensam: cada euro que vá para salários ou funções sociais é um risco para a “economia”, e quando o “Diabo” vier vai ter de ser tudo, outra vez, posto na ordem»

José Pacheco Pereira, O amor da direita radical pelos trabalhadores do sector privado

«Os quatro OE que o governo PSD-CDS elaborou, entre 2011 e 2015, espelham o que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas pensaram ser o melhor para a sociedade portuguesa. Diminuição da carga fiscal sobre as empresas, o capital e os rendimentos financeiros, à custa de um enorme aumento de impostos sobre os trabalhadores por conta de outrém. Ora, a atual solução governativa fez da reversão dessas medidas o seu cimento. O OE de 2018 é claramente mais favorável ao trabalho que ao capital. Contempla um aumento extra de 6 a 10€ para os pensionistas e continua a repor os valores do RSI, o CSI e o Abono de Família. Desaparece o corte de 10% que se aplicava ao Subsídio de Desemprego ao fim de 6 meses. Acaba com os cortes nas horas extraordinárias dos funcionários públicos e as progressões nas carreiras serão totalmente descongeladas em 2018 e 2019. Em contrapartida, vai buscar dinheiro a bens importados ou prejudiciais à saúde, mantém a taxa de energia sobre a Galp, REN e EDP. Continuam as contribuições extraordinárias da banca, energia e farmacêuticas. E pode aumentar a derrama para empresas com lucros acima dos 35 milhões de euros. Por tudo isto, este é um orçamento de esquerda»

Nicolau Santos, OE 2018: desta vez ganham os trabalhadores e perdem as empresas

«Ao contrário daquilo que foram dizendo durante anos, é possível viver melhor em Portugal. Quando nós, neste orçamento, aumentamos as pensões, nós não estamos a ser eleitoralistas, nós não estamos a dar nada a ninguém. Nós estamos a respeitar quem trabalhou uma vida inteira e merece ter uma reforma com dignidade. Quando nós neste orçamento baixamos os impostos, não para os rendimentos do capital, mas para os trabalhadores da classe média e da classe média baixa, nós não estamos a ser eleitoralistas, nós estamos a respeitar quem trabalha e ganha pouco em Portugal e merece de todos nós respeito e um esforço orçamental importante. Quando nós descongelamos as carreiras, não estamos a ser eleitoralistas nem a dar nada a ninguém. Estamos a respeitar, a respeitar quem trabalha todos os dias nos hospitais deste país, nas escolas deste país, nas ruas deste país. Estamos a respeitar os trabalhadores do Estado, estamos a respeitar o contrato que o Estado tem com os seus trabalhadores»

Pedro Nuno Santos (intervenção no Debate na Especialidade do OE para 2018)"

[In blog «Ladrões de Bicicletas»]

terça-feira, 21 de novembro de 2017

40 tiros para matar uma brasileira por não saberem distinguir um Seat de um Renault

O carácter criminoso das televisões portuguesas e dos outros mídia e dos comentadadores e comentadoras fica bem expresso neste texto de  Fernanda Câncio.



«Ivanice e as 40 balas

O caso "não provocou alarme social", congratula-se a ministra da Justiça. De facto, não é um "absolutamente indigno" jantar no Panteão. Ivanice só morreu.





Não conhecemos o relato do cônjuge de Ivanice, só o dos agentes, que a PSP, em comunicado difundido às 12.23 do dia do homicídio, assumiu como seu. Sem quantificar os disparos, justificou-os, alegando que o carro "aparentava corresponder às características da viatura suspeita [a dos assaltantes, que fora perseguida pela PSP e perdida de vista]"; "o condutor desobedeceu à ordem de paragem" e "tentou atropelar os polícias"; estes "tiveram de afastar-se rapidamente para não serem atingidos e, em ato contínuo, foram obrigados a recorrer a armas de fogo."
Traduzindo: os agentes alegam que os tentaram atropelar e abriram fogo em sequência - não para evitar agressão mas em reação a ela. O comunicado não diz como é que tal atuação se enquadra na lei, mas horas mais tarde o homem que até setembro comandou estes agentes, o intendente Jorge Resende, assumiu essa tarefa na TVI: "O uso de arma de fogo contra pessoas só é permitido para repelir agressão atual e ilícita - e se existiu efetivamente uma agressão ou tentativa de agressão, ilícita claramente, designadamente através da tentativa de atropelamento de elemento policial que é atingido e precisou de assistência, parece-me que numa situação destas o uso de arma de fogo está enquadrado." Acrescentou estar certo de que "nenhum elemento policial tentou atingir os passageiros".
Resende não esclareceu como é que polícias, com formação de tiro e normas claras sobre quando e porquê podem disparar, desfecham 40 tiros sobre um carro com ocupantes sem intenção de os atingir. Mas é ele mesmo que enquadra o ocorrido no "recurso a arma de fogo contra pessoas", admitindo assim que os agentes sabiam que estavam, se não a fazer pontaria a quem ia dentro do carro, pelo menos a correr o risco de matar. E não se limita a contradizer-se, cita a lei erradamente: a polícia pode usar arma de fogo contra pessoas "para repelir a agressão atual ilícita dirigida contra o agente ou terceiros", mas apenas "se houver perigo iminente de morte ou ofensa grave à integridade física" - parte que omitiu. O "pós-tentativa de atropelamento" não encaixa, obviamente.
Não se trata da minha opinião. Leia-se Maria José Leitão Nogueira, subinspetora geral IGAI e juíza desembargadora, em 2003: "Tem sido recorrente (...) a alegação de atuação a coberto do direito de legítima defesa em situação de disparos efetuados na direção de uma viatura, em consequência dos quais veio a acontecer a morte e ou ofensas corporais quer para o condutor quer para os ocupantes na sequência de tentativa de atropelamento dos agentes de autoridade, por parte do veículo em fuga. (...) Tem-se constatado que a alegação nesse sentido encerra muitas vezes um entendimento erróneo (...). Não é possível configurar uma agressão em execução quando os disparos direcionados ao veículo em fuga ocorrem na sequência da desobediência por parte do condutor em deter a marcha, uma vez "transpostos" os agentes de autoridade alegadamente vítimas da tentativa de atropelamento."
Mas não é só a esfarrapada desculpa da "tentativa de atropelamento" que é recorrente nestes casos; é-o igualmente a ideia de que se a polícia tem armas de fogo é para usá-las, "confundindo a legitimidade das forças policiais para utilizar a arma de serviço, com a (i)licitude da conduta." As palavras são de um acórdão de 2013 da Relação do Porto que condena por homicídio um GNR que em 2006 abriu fogo sobre um carro matando um jovem de 21 anos. "A perfilhar-se um entendimento simplista desta natureza, estava aberta a porta para que as forças policiais tivessem cobertura legal para disparar indiscriminadamente (...) sem que a culpa nunca fosse apurada, pois que a ela não se chegaria sequer, porque o ato seria (segundo aquele raciocínio) considerado lícito. É inaceitável esta tese", conclui o tribunal.
Inaceitável e bárbara. Mas até hoje nenhum tribunal teve a coragem de assumir que um polícia treinado, ao disparar sobre um carro com pessoas quando legalmente nem podia sacar da arma (por desobediência à ordem de parar, por exemplo), comete tentativa de homicídio, agravada pela qualidade do agente - por este ter especial obrigação de não cometer o crime. E nenhum governo demitiu comandos que fazem comunicados desculpabilizantes sobre circunstâncias de um homicídio ao mesmo tempo que anunciam inquéritos sobre elas, ou frisou que a polícia não tem o "direito de disparar", muito menos de matar, exceto em legítima defesa. O resultado está à vista: 40 tiros disparados contra um carro em fuga, uma mulher morta e um país onde, parece congratular-se a ministra da Justiça, o caso "não provocou alarme social". De facto, nada que se pareça com o "absolutamente indigno" jantar no Panteão. Ivanice, brasileira e pobre, só morreu.»

[Fernanda Câncio in «DN» net]

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Mulher assassinada pela polícia na região de Lisboa


Ladrões, num Seat Léon, roubaram uma caixa multibanco em Almada, foram perseguidos pela PSP e escaparam.
A PSP assassinou uma mulher que seguia num Renault Mégane, que nada de nada tinha a ver com o Seat Léon do assalto.
Conclusão: os polícias são mais perigosos que os ladrões. Os ladrões roubam e não matam: os polícias matam.
A SIC-PSD resolveu dar tempo de Antena a duas mulheres que defenderam o assassinato de outra mulher – fica-lhes bem.
A mulher assassinada pela PSP não tem nome, não tem família, não tem filhos, ou se tem que se vão lixar.

Uma das mulheres que defenderam o assassinato de outra mulher disse que os oficiais da PSP tinham um formação muito boa – é por isso que não sabem distinguir um Seat de um Renault.

Os inimigos da Catalunha - análise

" Por que é que a direita portuguesa é contra a independência da Catalunha?




«A pergunta tem todo o sentido, porque a nossa direita, cada vez mais parecida com a Alt-right americana, esteve na vanguarda do ataque ao independentismo catalão, e adoptou o mesmo espanholismo radical do PP espanhol. Os socialistas portugueses ficaram entalados, mas mais do lado espanholista por razões de seguidismo europeu e ao menos o nosso Podemos, o Bloco, não teve que adoptar o equilibrismo do espanhol, cujos custos nas urnas na Catalunha parecem vir a ser enormes. Em tempos de Revolução Russa comemorativa vale a pena lembrar a acusação de Lenine aos que estavam sentados em duas cadeiras ao mesmo tempo e corriam o risco de cair.
Mas, voltando à nossa direita, o que os leva a todo este vigor espanholista? Em primeiro lugar, o espanholismo em Espanha é a reacção – sim, a velha e cruel e violenta reacção personificada no PP e nos proto e verdadeiros falangistas que apareceram nas ruas a gritar pela Espanha "una" – e eles gostam da reacção. O problema é que esse mesmo espanholismo em que agora se filiaram é tradicionalmente antiportuguês, o que parece não os incomodar muito. Um dos aspectos porque é assim é a ignorância da história, e nunca devemos menosprezar o papel da ignorância nestas coisas. Outro é que o núcleo de interesses que representam, ao nível europeu, partidário, de negócios, era afectado não só pela independência catalã como pelo efeito de contágio que muito temem no País Basco e noutras regiões espanholas.
Para a Europa mais conservadora, a Espanha governada pelo PP é fundamental para garantir uma "companhia" à Alemanha, e para manter a hegemonia nas instituições europeias do PPE, ameaçada à direita e à esquerda.
Por último, identificam erradamente o independentismo catalão com partidos radicais à esquerda, o que está longe de ser verdade. Historicamente o independentismo catalão teve e tem uma importante representação à direita, só que a praga da corrupção que afectou profundamente o sistema partidário espanhol, do PSOE ao PP, e aos dirigentes tradicionais da Catalunha como Pujol, desequilibrou a representação política.
Mas talvez de todos estes factores o mais sólido e mais preocupante seja a "nova" Europa que funcionou como um mastim contra o Syriza e agora fez o mesmo com a Catalunha. Uma Europa cada vez mais autoritária e incapaz de fazer uma qualquer política que avance a liberdade, a democracia, a integração dos refugiados e a riqueza dos mais pobres dos europeus, é pelo contrário muito eficaz em reprimir diferenças e causas. A nossa direita precisa hoje e muito dessa Europa.»
J. Pacheco Pereira"

[Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

Para a Direita brasileira «Lula deve morrer»

"E se a imprensa se tornasse mandante ?


Tudo bons rapazes !


Acrescente-se que, não por acaso, só na última linha do artigo é que se explicita que se trata de Lula «sucumbir politicamente»."

[In blog «O TEMPO DAS CEREJAS 2»]

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Os aliados objectivos do Estado Islâmico são os Estados Unidos, o Reino Unido e os ditos democratas da Síria

Há muito que se sabia, os degoladores do Daesh tinham aliados importantes na NATO. Agora foi a BBC que divulgou alguns pormenores dessa aliança.

«Coligação Internacional ajudou figuras-chave do Daesh a fugirem de Raqqa
Investigação da BBC revela que os planos para evacuar a cidade acabaram por garantir a escolta de membros do grupo terrorista.
A Coligação Internacional de combate ao Daesh que une forças norte-americanas, britânicas e curdas autorizou o transporte seguro e secreto de milhares de combatentes do Daesh e das suas famílias para fora de Raqqa, a sua antiga capital síria, revela uma investigação conduzida pela BBC. A escolta incluiu alguns dos mais importantes membros do Daesh, que depois seguiram para outras paragens na Síria ou mesmo para a Turquia, resume a BBC.» 
[In «Público» pt]

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O fascismo-falangista-colonialista que se abate sobre a Catalunha com o apoio da Troika não tem vergonha


O fascismo-falangista-colonialista que governa a Catalunha mostra que a União Europeia despreza a Democracia e os Direitos Humanos, tal como o III Reich.
Os métodos nazistas de Rajoy e da União Europeia são óbvios. Em Madrid há tribunais políticos coma havia na Alemanha nazi.

Agora dizem que a Rússia apoia a Catalunha, nomeadamente na net. Só que Berlim via Bruxelas e Washington apoiam a ditadura nazista de Rajoy. Neste caso são muito piores que os russos.


O pasquim castelhano El País tem posições editoriais claramente fascistas e nazistas, 'por uma boa causa' como diziam Mussolini, Franco e Hitler, neste caso a «boa causa» deste pasquim é o apoio à ditadura fascista-franquista-nazista que governa hoje a Catalunha e aos tribunais políticos.

Rajoy é o Ditador da Catalunha, apoiado pela União Europeia

A União Europeia publicou no Kosovo um comunicado de apoio à ditadura fascista-falangista-colonialista de Rajoy e dos juízes e juízas da política espanhola.

Diz ainda o referido comunicado que isso de Direitos Humanos não se aplica a dirigentes eleitos da Catalunha.

O Parlamento da União Europeia acha que os dirigentes eleitos da Catalunha devem ter liberdade dentro das cadeias.


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

terça-feira, 7 de novembro de 2017

A Revolução de Outubro de 1917, 100 anos depois


A Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, conforme o calendário juliano (25 de Outubro), ocorreu em 7 de Novembro, no calendário gregoriano. O objectivo era uma sociedade sem classes.
As ideias de Marx e Engels foram aplicadas por Lenine a uma revolução inédita.
Lenine tomou o poder e transformou o Império Russo na União Soviética.
Estaline aplicou à letra as teorias económicas marxistas, estatizando e colectivizando toda a economia.
Desenvolveu a indústria, aspecto fulcral para a vitória militar da União Soviética sobre a Alemanha nazi, aliada ao Reino Unido e aos Estados Unidos.

O conceito ditadura do proletariado de Marx e Engels serviu de suporte aos abusos de poder e aos crimes políticos de Estaline.
Parece-me que este conceito ditadura do proletariado é um conceito perigoso.
O estalinismo fundamenta-se no marxismo-leninismo e quanto ao exercício do poder também na tradição czarista russa.
Estaline tornou a URSS uma superpotência a par dos Estados Unidos. Nunca a Rússia czarista tivera tanta influência na política mundial, mesmo depois de ter derrotado Napoleão Bonaparte.
O apogeu do poder e influência da civilização russa foi no contexto da União Soviética.

A dissonância entre a teoria e a prática levou à implosão de regime marxista-leninista na Rússia.

O neoliberalismo e a morte por ausência do Estado

«Quero o Estado de volta


Quando estive no Reino Unido, em 2009 e 2010, era notícia o medo que muita gente tinha de recorrer aos hospitais, tal o risco de se morrer por infecção de bactérias resistentes. Na altura, a razão de ser foi bem identificada. Limpeza deficiente porque era um serviço subcontratado, no âmbito da chamada gestão moderna ("empresarial") dos hospitais. Os trabalhadores/as da limpeza, contratados por empresas de trabalho temporário, muitíssimo mal pagos e com deficiente supervisão, permaneciam pouco tempo naqueles empregos. Naturalmente, a qualidade da limpeza, o cumprimento das normas de desinfecção, era mais que duvidoso. Tudo isto foi introduzido pelo Trabalhismo da 3ª Via (Tony Blair e seguintes). Em Portugal fizemos o mesmo caminho com o ministro Correia de Campos e discípulos, ao nosso ritmo e à nossa maneira. Mas o resultado é o mesmo.
Hoje, ao ver o telejornal, não pude deixar de pensar que as pessoas que faleceram, vítimas do surto de legionella no Hospital S. Francisco Xavier, para além de outros doentes em risco de vida, SÃO VÍTIMAS DO NEOLIBERALISMO.
Afinal, quem garante que as colheitas e as análises quinzenais às torres de refrigeração cumpriam as normas adequadas? Em boa verdade, ninguém do hospital controlou o seu trabalho porque, se o fizesse, isso teria custos e anulava a dita vantagem da subcontratação. E para a empresa, como é de esperar, o lucro é o objectivo; a qualidade do trabalho é a que for compatível com os níveis de rendibilidade fixados. O mesmo se passa noutros sectores da administração pública, como é o caso da subcontratação das refeições escolares. E o SIRESP? E os meios aéreos privados para combate aos fogos? 
Tudo isto é imposto pelos Comissários da UE e o Eurogrupo, de forma indirecta, porque mesmo em tempo de estagnação continuam a forçar a redução da despesa publica. Começa a ficar à vista de todos que a degradação dos serviços públicos vai continuar, embora disfarçada com proclamações de que os "culpados" serão punidos. É uma forma de acalmar os cidadãos para que o paradigma político neoliberal se mantenha.
Apetece-me gritar: quero o Estado de volta. Há aí mais alguém que também queira?»

[Jorge Bateira, in blog «Ladrões de Bicicletas»]

sábado, 4 de novembro de 2017

Tribunal da Inquisição de Madrid mandou prender os governantes da Catalunha acusados de beberem água em tempo de seca

O Tribunal da Inquisição de Madrid mandou enjaular os governantes da Catalunha e  mandou um mandado de captura para a União Europeia para os outros, todos acusados de heresia, todos tornaram-se heréticos por beberem água em tempo de seca, crime punível com 300 anos de cadeia.
A União Europeia acha que os hereges devem ser severamente castigados e pediu o apoio dos Serviços Secretos do Kosovo para apanhar os hereges ainda em liberdade.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Os Julgamentos de Nuremberga condenaram os dirigentes nazis, mas não condenaram os fascistas-falangistas espanhóis

A impunidade dos selváticos crimes praticados pelo fascismo-falangista espanhol permite que o governo colonial-fascista de Rajoy e os juízes fascistas-falangistas-colonialistas castelhanos cometam bárbaros crimes contra os dirigentes eleitos da Catalunha.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A Catalunha é uma nação ocupada por uma Ditadura fascista-falangista-colonial

A pátria do governo eleito da Catalunha é a Catalunha. Castela não é a pátria dos catalães é a pátria dos castelhanos.

Os tribunais castelhanos são como o Tribunal da Inquisição e os tribunais nazis, baseiam-se em leis bárbaras.

Os governantes da Catalunha escolhidos em eleições livres que estiveram na Bélgica foram recebidos com insultos por elementos da Falange, organização fascista-nazi que praticou Crimes contra a Humanidade durante a Guerra-Civil espanhola de 1936-39 e durante a Ditadura fascista de Franco.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O aquecimento global já influencia muito negativamente os incêndios nas florestas portuguesas

«Da relativização, política e mediática, das alterações climáticas


Salvo referências pontuais na imprensa escrita e em alguns noticiários, a excecionalidade das condições climátéricas tem sido manifestamente secundarizada na discussão das causas e da natureza dos recentes incêndios. Não custa, porém, perceber porquê: no plano político-partidário, sem desvalorizar o mais possível a relevância destes fatores, não se pode apontar com a veemência desejada o dedo ao Governo; no plano mediático, por seu turno, nem a anomalia das condições meteorológicas nem o peso esmagador das dimensões estruturais (da desertificação do interior ao desordenamento florestal), permite «vender» tão bem como o fervilhar, desmesurado e artificial, de «notícias» e «comentários» sobre as tensões entre Belém e São Bento ou as «falhas operacionais» e «responsabilidades do Estado». Como se aí estivesse, afinal, o essencial da explicação para o que aconteceu.

E contudo as alterações climáticas aí estão, com sinais muito claros quanto ao que pode vir a ser o futuro próximo, marcado por uma espécie de «novo normal» climatérico, sobre o qual deveríamos concentrar-nos, para poder mudar o que é preciso mudar (e que se soma à necessidade de resolução de todos os entorses estruturais há muito identificdos). É que não se trata apenas de considerar a tendência gradual de subida das temperaturas e de aumento da seca, registada nos anos mais recentes (como demonstra a notável ilustração do IPMA, reproduzida aqui em baixo). Tal como não se trata, apenas, de considerar que o passado mês de outubro foi o «mais quente dos últimos 87 anos (desde 1931)» e, simultaneamente, «o mais seco dos últimos 20 anos», com 75,2% do território em seca extrema e 24,8% em seca severa (façam as contas e vejam o que sobra para as restantes categorias do Índice de Severidade de Seca).


De facto, a somar a tudo isto (ou melhor, indissociável de de tudo isto), temos a ocorrência de fenómenos no mínimo raros entre nós (para não dizer inéditos) e ainda mal conhecidos, que tiveram lugar nos dois dias de incêndios mortais deste ano: 17 de junho (com o downburst de Pedrógão) e 15 de outubro, em que os ventos quentes trazidos do norte de África pelo Ofélia garantiram uma destruição sem precedentes, com incêndios indomáveis a tirar proveito da secura extrema e das temperaturas anómalas verificadas nesse dia. Ou seja, da combinação terrível entre valores de humidade relativa inferiores a 30%, temperaturas acima de 30ºC e ventos superiores a 30 Km/h, as condições propícias para a ocorrência de fenómenos convectivos e wildfires. O relatório da Comissão Técnica Independente registou aliás a este respeito um testemunho particularmente impressivo de uma residente em Sarzedas de S. Pedro (perto de Pedrogão):
«Cerca das 20 horas e pouco (não posso precisar a hora exata) escureceu totalmente e logo de seguida surgiu uma grande bola de fogo precedida por um vento, parecido com um ciclone (...). O que por aqui passou não é o fogo que vinha lavrando nos pinhais circundantes, mas sim uma espécie de bomba que rebenta do nada e que abre o céu numa claridade de chamas que espalha faúlhas, ou línguas de fogo, em todas as direções. Foram essas línguas de fogo que incendiaram a minha aldeia e outras em redor» (pág. 67).
De facto, o relatório da CTI é muito claro (tal como o relatório do CEIF) sobre as circunstâncias pirometeorológicas em que ocorreram as mortes de Pedrogão (em particular na EN 236-1), assinalando que a hora fatídica (sensivelmente entre as 20h00 e as 21h00) está associada ao momento em se deu o colapso da «pluma de incêndio» e em que se registou o maior número de hectares de área ardida, a maior velocidade de propagação do fogo e os valores mais elevados de intensidade de frente de chama, associados ao downburst e a outros fenómenos de «fogo extremo».


Quer isto dizer que se deve excluir a hipótese da existência de «falhas operacionais» no combate a estes incêndios? Certamente que não e os relatórios não as excluem, sugerindo contudo que a avaliação dessas mesmas falhas deverá ser enquadrada pelo comportamento errático e imprevisível deste tipo de fogos (que exponencia a dificuldade, e até a impossibilidade, de os extinguir), pelo insuficiente «conhecimento especializado em pirometeorologia aplicada» e, por isso, pela compreensível impreparação de uma estrutura que está, no essencial, concebida para enfrentar incêndios «normais» e apenas ciente dos obstáculos e adversidades sócio-espaciais que se foram acumulando.

O que nos aconteceu é pois, fundamentalmente, uma outra coisa: há novos fenómenos e circunstâncias climatéricas que aproveitaram a vulnerabilidade de um território descarnado (de pessoas, de políticas e de Estado) que o frenesim volátil das bolhas mediáticas (e dos oportunismos políticos) de um certo Portugal urbano tem dificuldade em compreender.»

[In blog «Ladrões de Bicicletas», Nuno Serra]

Da Ditadura de Hitler à Ditadura militar-policial-colonial que se abateu sobre a Catalunha

Em 2017 é muito fácil explicar e extermínio de mais de seis milhões de judeus, perante a indiferença geral.
Uma Ditadura semelhante à de Hitler abateu-se sobre a Catalunha. Barcelona é uma cidade sob ocupação miliar-policial-colonial pelos castelhanos.

A Ditadura militar-policial-colonial que se abateu sobre a Catalunha é como a de Hitler, baseia-se no medo e tal como a de Hitler tem muitos apoios e conta com muitas indiferenças.

domingo, 29 de outubro de 2017

A orgia colonialista castelhana e a distopia em que vivemos

Os mídia portugueses prestam vassalagem a Castela e à monarquia. Nesta perspectiva a independência de Portugal em 1 de Dezembro de 1640 foi ilegal e ‘inconstitucional’.
O que se passa com esta orgia colonial-fascista contra a República da Catalunha é uma distopia em 2017, assim como a União Europeia, tal como ela é, é uma distopia.
Qualquer dia teremos uma marcha sobre Barcelona a reclamar a restauração da Inquisição?

Quando a apologia do Mal é tão descarada estamos diante de uma manifestação de retrocesso civilizacional.

A marcha colonial-fascista sobre Barcelona imita a marcha sobre Roma de Mussolini


Os colonialistas-fascistas castelhanos acham que toda a gente manda em Barcelona, menos o Parlamento da Catalunha, escolhido em eleições livres. O colonialismo em Outubro de 2017 é uma aberração.


A República da Catalunha não é uma colónia de Castela, é uma nação com um Parlamento escolhido em eleições livres.

Em Portugal o Bloco de Esquerda e o PCP manifestaram-se contra a política de Rajoy de ocupação da Catalunha.

sábado, 28 de outubro de 2017

A Catalunha proclamou a independência e Portugal proclamou a submissão a Castela e à monarquia

Em Portugal insultam-se os catalães. 
Os mídia praticam a submissão de Portugal a Castela e à monarquia. O governo de Portugal curva-se perante Castela e perante a monarquia e a generalidade dos partidos da Direita e da Esquerda. Nenhum partido político português no Parlamento reconhece o Direito da Catalunha a libertar-se da opressão colonial de Castela. Alguns não são a favor nem contra, antes pelo contrário.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Os criminosos de guerra que mandam na União Europeia deram o prémio Sakarov à oposição da Venezuela e apoiam a guerra fascista colonial de invasão da República da Catalunha





















Tropas fascistas coloniais castelhanas, apoiadas pela União Europeia e pela NATO, preparam-se para invadir a República da Catalunha e impor uma ocupação fascista colonial, com espancamentos, assassinatos, prisões políticas, com o roubo do dinheiro da República da Catalunha, e com um mar de sangue nas ruas de Barcelona. As tropas fascistas castelhanas vão também atacar os meios de comunicação social da República da Catalunha.

Implantada a República na Catalunha e implantado o fascismo em Madrid

Os criminosos de guerra que dirigem a União Europeia querem exterminar os catalães.

O fascismo falangista castelhanista colonialista foi implantado em Madrid. O fascismo é a guerra, a guerra é sangue, o fascismo é a opressão.

O PSOE virou fascista.

As televisões portuguesas prestam vassalagem a Castela. Homens burros e desonestos e mulheres burras e desonestas defendem o fascismo de Madrid.

A Catalunha já não volta para a Espanha.

O fascismo impõe-se pela guerra, o que vamos ter a seguir vai ser a guerra imposta pelo fascismo castelhano.

Na «SIC Notícias» ouvem-se os criminosos  e criminosas de guerra do costume apoiando a guerra fascista colonial dos castelhanos.

A Catalunha é um Estado independente

O Parlamento da Catalunha proclamou a independência. O Parlamento da Catalunha proclamou a República independente da Catalunha.
Hoje é um dia histórico.















                                                      Foto in The Guardian

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O impacto jurídico dos cornos


Por outro lado, a conduta do arguido ocorreu num contexto de adultério praticado pela assistente. Ora, o adultério da mulher é um gravíssimo atentado à honra e dignidade do homem. Sociedades existem em que a mulher adúltera é alvo de lapidação até à morte.
Na Bíblia, podemos ler que a mulher adúltera deve ser punida com a morte. Ainda não foi há muito tempo que a lei penal (Código Penal de 1886, artigo 372.º) punia com uma pena pouco mais que simbólica o homem que, achando sua mulher em adultério, nesse acto a matasse.
Com estas referências pretende-se, apenas, acentuar que o adultério da mulher é uma conduta que a sociedade sempre condenou e condena fortemente (e são as mulheres honestas as primeiras a estigmatizar as adúlteras) e por isso vê com alguma compreensão a violência exercida pelo homem traído, vexado e humilhado pela mulher. Foi a deslealdade e a imoralidade sexual da assistente que fez o arguido X cair em profunda depressão e foi nesse estado depressivo e toldado pela revolta que praticou o acto de agressão, como bem se considerou na sentença recorrida.»

No dia 11 de outubro de 2017 – sim, é mesmo 2017, e não 1617 – o Tribunal da Relação do Porto proferiu o Acórdão onde se podem ler estas passagens. São passagens escritas pelo relator, o Juiz Desembargador Neto de Moura, assinadas pela Juíza Desembargadora Maria Luísa Arantes, e podem consultar o acórdão, em texto integral, aqui."
 
[In «capazes» pt]

Democracia e colonialismo na Catalunha

"Democracia na Catalunha: um assunto interno espanhol?




«Barcelona, sábado, dia 21. A Mesa para a Democracia, composta por associações cívicas e pelas confederações sindicais (Comisiones Obreras e UGT), convocara "todos os catalães que acreditem na democracia e na defesa dos direitos fundamentais" a manifestar-se contra a prisão por "insurreição", no dia 16, de Jordi Sánchez e Jordi Cuixart. Os dois tornaram-se, juntamente com a presidente do Parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, todos oriundos do mundo associativo, nas figuras mais odiadas e temidas pelo nacionalismo espanhol que irmana hoje o conjunto da direita e a maioria do PSOE. Foram eles que transformaram as seis últimas comemorações do Dia Nacional da Catalunha (11 de setembro) em manifestações pacíficas de cerca de um milhão de pessoas, sem um único incidente em nenhuma delas. Foram eles o rosto de um movimento cívico que nega qualquer possibilidade ao nacionalismo espanhol de impor esse discurso tão descaradamente populista que julga serem os cidadãos súbditos sem juízo político, e os presume sequestrados pelo "nacionalismo que controla a Catalunha há 40 anos" (esquecendo-se de que os socialistas governaram sete anos, e omitindo o facto decisivo de que quem governa em Madrid manda na Catalunha), o qual, através de uma escola doutrinária, os teria ensinado a "odiar" os espanhóis.
O centro da cidade está tão pejado de turistas, e tão tranquilo, como sempre – em contraste com o que os media espanhóis têm descrito. No final do colóquio em que vim participar, junto-me com colegas de Madrid à manifestação (450 mil pessoas, diz a polícia): famílias inteiras, muitos jovens, catalães de todas as origens que falam catalão e castelhano, poucas horas depois de Rajoy ter anunciado a suspensão dentro de dias da autonomia. "As ruas serão sempre nossas!", grita-se. Os meus colegas madrilenos não falam catalão e perguntam-se sobre o significado de um dos slogans: "Ni un pas enrere!" Ao nosso lado, uma mãe, acompanhada de dois filhos e do marido, traduz: "Nem um passo atrás!" Pergunta-nos de onde somos e, sabendo como os soberanistas catalães (favoráveis ou não à independência) são descritos em Espanha, mostra com o braço a multidão, os cartazes que reclamam a liberdade para os "presos políticos", muitos desenhados à mão ("Vocês não têm prisões para tanta dignidade"), vários em inglês ("Europe, are you blind?"), e diz: "Olhem para nós: somos os golpistas, os totalitários, os antidemocráticos... Por querer votar, apanhámos da polícia!"
Ao ocupar militarmente a Catalunha republicana em 1939, Franco revogou a autonomia. Restaurada em 1980, ela será agora suspensa. Todo o governo catalão, de cima a baixo, será demitido, todos os funcionários que não obedeçam aos delegados que Madrid lhes imporá serão processados disciplinar e penalmente. O Ministério Público já assumiu que prepara acusação contra Puigdemont que pode levar até 30 anos de prisão. Outros (ministros, deputados, autarcas) serão identicamente levados a tribunal. O Parlamento será dissolvido (ainda que a Constituição não dê tal competência ao Governo central), novas eleições serão convocadas com candidatos na prisão ou tratados pela justiça como golpistas – sem que tenham pegado numa arma ou tenham praticado violência alguma.
Não há negociação possível com insurretos, diz Rajoy. É por isso que, para "proteger a democracia", a direita espanhola, com o desolador apoio do PSOE (apesar da dissidência de grande parte do seu braço catalão) e o apoio (explícito ou embaraçado) dos governos europeus, suprime liberdades cívicas e poderes representativos autónomos, manda prender por motivos políticos, fomenta a politização da justiça (magistrados que se recusam a investigar violência policial do dia do referendo e a descrevem alucinadamente como resposta à resistência pacífica de quem queria votar...), envia dez mil polícias para "repor a convivência" na Catalunha, depois de, como denunciaram as organizações de Direitos Humanos, terem sido eles, ou grupos da extrema-direita, que se manifestavam pela unidade de Espanha com o PP, alguns socialistas e o indescritível Vargas Llosa, os únicos a protagonizar agressões e confrontos.
"A Catalunha é um assunto interno de Espanha." Pois, deve ser. Tanto quanto "internos" são os confrontos na Venezuela, os presos na Turquia e tudo quanto faz Órban na Hungria.»
Manuel Loff" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

Mais dinheiro para as guerras estadunidenses


«Os dois partidos apoiam o rearmamento dos EUA contra a Rússia


| Roma (Itália)
+


JPEG - 33.2 kb
Os Democratas, que diariamente atacam o republicano Trump por suas declarações belicosas, votaram no Senado juntamente com os Republicanos pelo aumento em 2018 do orçamento do Pentágono de 700 bilhões de dólares, 60 bilhões a mais do que o próprio Trump pediu.
Acrescentando os 186 bilhões anuais para os militares reformados e outros itens, a despesa militar total dos Estados Unidos chega a cerca de um trilhão de dólares, um quarto do orçamento federal.
Foi decisivo o voto unânime do Comitê de questões militares, formado por 14 senadores republicanos e 13 democratas. O Comitê sublinha que “os Estados Unidos devem reforçar a contenção da agressão russa: a Rússia continua a ocupar a Crimeia, a desestabilizar a Ucrânia, a ameaçar os nossos aliados da Otan, a violar o Tratado sobre mísseis de curto e médio alcance, conhecido como Tratado INF (sigla em inglês), e a sustentar o regime de Assad na Síria”.
Também acusa a Rússia de conduzir “um ataque sem precedentes aos nossos interesses e valores fundamentais”, em particular através de “uma campanha voltada para minar a democracia americana”. Uma verdadeira declaração de guerra, com a qual o alinhamento bipartidário motiva o fortalecimento de toda a máquina bélica estadunidense.
Eis alguns itens da despesa militar para o ano fiscal de 2018 (iniciado em 1° de outubro de 2017): 10,6 bilhões para adquirir 94 caças F-35, 24 a mais do que a administração Trump pediu; 17 bilhões para o “escudo antimísseis” e a atividade militar espacial, 1,5 a mais do que a cifra pedida pela administração; 25 bilhões para construir mais 13 navios de guerra, 5 a mais do que a administração demandou.
Dos 700 bilhões do orçamento de 2018, 640 servem principalmente à compra de novos armamentos e à manutenção do pessoal militar, cujos salários aumentaram, elevando o custo anual a 141 bilhões; 60 bilhões são destinados às operações bélicas na Síria, Iraque, Afeganistão e outros lugares. Mais 1,8 bilhão são destinados a treinamento e equipamento de formações armadas sob o comando estadunidense na Síria e no Iraque, e 4,9 bilhões ao “Fundo para as forças de segurança afegãs”.
Para a “Iniciativa de segurança da Europa”, lançada em 2014 pela administração Obama depois da “agressão revanchista russa à Ucrânia”, são destinados em 2018 4,6 bilhões, com a finalidade de aumentar a presença de forças blindadas estadunidenses e o “posicionamento estratégico” dos armamentos dos EUA na Europa. Foram atribuídos mais 500 milhões de dólares para fornecer “assistência letal” (isto é, armamentos) à Ucrânia.
O aumento do orçamento do Pentágono implica a elevação daqueles dos demais membros da Otan sob comando dos EUA, inclusive a Itália cuja despesa militar, dos atuais 70 milhões de euros por dia, deverá chegar a cerca de 100. Ao mesmo tempo o orçamento do Pentágono prognostica o que se prepara para a Itália.
Entre os menores itens de despesas, mas não por este motivo menos importantes, 27 milhões de dólares são destinados à base de Aviano, provando que continua o seu fortalecimento tendo em vista a instalação das novas bombas nucleares B61-12, e 65 milhões para o programa de pesquisa e desenvolvimento de “um novo míssil de médio alcance com base em terra para começar a reduzir a brecha de capacidade provocada pela violação russa do Tratado INF”.
Em outras palavras, os Estados Unidos programam instalar na Europa mísseis nucleares análogos aos Pershing 2 e aos Cruise dos anos 1980, estes últimos instalados também na Itália, em Comiso. É o que anuncia o Senado dos Estados Unidos, com o seu voto bipartidário unânime no Comitê de questões militares.
Tradução
José Reinaldo Carvalho
Editor do site Resistência
Fonte
Il Manifesto (Itália)»

[In «Red Voltaire»]

sábado, 21 de outubro de 2017

O povo da Catalunha contra o fascismo falangista colonial de Rajoy, do PSOE e dos Ciudanos


                                                Foto in The Guardian

Não me parece provável que o fascismo falangista colonial de Rajoy + PSOE + Ciudadanos tenha qualquer triunfo, mesmo no mais curto prazo. A opressão colonial é uma aberração em 2017.

O nacionalismo fascista-falangista-castelhano-colonial age como agiu Pinochet, contra a Democracia, contra a Liberdade, contra os Direitos Humanos fundamentais. 

O povo da Catalunha tem que resistir e, politicamente, para viver em Democracia só lhe resta uma solução, a independência, a libertação da opressão colonial de Castela.












                                             Foto in Le Monde

Incêndios - análise

«Seria um crime desperdiçar esta oportunidade

Todas as catástrofes são lamentáveis. E todas exigem uma liderança determinada por parte dos dirigentes, para uma rápida adopção de medidas para minimizar os danos humanos e materiais. Mas as catástrofes são também, sempre, oportunidades para reconstruir. E para reconstruir de forma tanto mais radical quanto mais destrutivos tiverem sido os seus efeitos. Porque as grandes destruições obrigam a fazer tudo de novo e porque a determinação de todos em encontrar soluções que permitam evitar uma futura catástrofe é tanto maior quanto mais destrutivo tiver sido o efeito da última.

É por isso que, depois dos incêndios dos últimos dias e dos últimos meses e do seu macabro balanço, é o momento de exigir do Estado — do Governo, das autarquias, dos organismos do Estado — que ponha em prática todas as medidas necessárias para evitar que esta tragédia se volte a repetir. Não apenas para evitar que uma vaga de incêndios se salde de novo por este número elevadíssimo de mortos mas, de forma mais radical, para evitar que uma vaga de incêndios desta dimensão possa ocorrer de novo.

Hoje, depois de Pedrógão e depois do 15 de Outubro, existe uma consciência alargada de que algo de muito errado ocorreu em Portugal nas últimas décadas em termos de ordenamento do território, de política florestal, de gestão das florestas, de organização da protecção civil, de prevenção e combate aos incêndios, de fiscalização das florestas, de combate à desertificação do interior, de transferência de conhecimento para os decisores políticos, de formação profissional em todas estas áreas, etc.

Sabemos que todos permitimos que, em todos estes domínios, a situação se degradasse para além do aceitável. E sabemos que não é possível adiar por mais tempo a adopção das medidas necessárias nem a aplicação no terreno dessas medidas. Como sabemos que muitas dessas medidas serão difíceis de pôr em prática e que muitas afectarão interesses particulares. Hoje, os cidadãos portugueses sentem que fomos longe de mais no desleixo e na cedência a interesses ilegítimos e sabem que é necessário fazer alguma coisa.

Seria criminoso que o Governo desperdiçasse esta oportunidade. Seria imperdoável que todas estas vidas perdidas não pudessem pelo menos servir para evitar outras mortes e para resgatar outras vidas. O que a tragédia dos incêndios de 2017 já fez, pela sua dimensão, foi passar uma clara procuração ao Governo para resolver o buraco em que estamos. Uma procuração com carta-branca.

Hoje, depois de Pedrógão e depois do 15 de Outubro, depois de cem mortos e de um país em cinzas, o Governo possui mais do que o necessário apoio popular para tomar medidas radicais eficazes. Hoje não há desculpas para não tomar todas as medidas necessárias para prevenir os fogos, para preservar a floresta, para defender as vidas e o sustento das populações. Pode-se tomar medidas compulsivas de emparcelamento ou fraccionamento onde elas se revelem necessárias, expropriar terrenos onde isso for necessário para criar as infra-estruturas de prevenção e combate aos fogos, pode-se mandar cortar as árvores que se devem cortar, impor a diversificação das espécies onde ela seja aconselhável, restaurar os Serviços Florestais e repor os guardas florestais que faltam, pode-se ordenar o envolvimento das Forças Armadas na vigilância e combate a incêndios, pode lançar-se um programa de envolvimento das populações para a prevenção e combate aos fogos, podem aplicar-se as sanções necessárias a todos os prevaricadores, podem criar-se os corpos de sapadores florestais e de bombeiros profissionais, podem lançar-se medidas fiscais que incentivem a correcta gestão da floresta, podem impor-se responsabilidades de limpeza das matas, podem incluir-se de novo no Estado as responsabilidades que foram criminosamente negligenciadas quando saíram da sua alçada. Não há dinheiro? Até Bruxelas aceirará esse acréscimo ao défice... e sai mais barato que os incêndios.


António Costa pode fazer hoje na floresta o que o marquês de Pombal fez na Baixa e até poderia redesenhar a régua e esquadro as manchas florestais se o quisesse. Nunca voltará a haver outra oportunidade como esta. Seria criminoso (e estúpido) não a aproveitar para desenvolver o país.»
[In blog «Entre as brumas da memória» cit. José Vítor Malheiros, in «Público» pt]

A Troika e os incêndios


A Troika (Berlim, CE + Berlim, BCE + Washington, FMI) acha bem privatizar tudo. Para a Troika e para os troikanos e para as troikanas os incêndios são uma grande oportunidade de negócio.
Os aviões e helicópteros de combate aos incêndios para a Troika têm que ser privados. Mas, os aviões de combate aos incêndios deviam pertencer ao Estado, como pertencem os aviões de guerra.

Pelas normas da Toika, Portugal estava a arder e os aviões de combate aos incêndios foram-se embora…

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O fascismo colonial-castelhano de Rajoy e do PSOE sobre a Catalunha é apoiado pela União Europeia


A União Europeia quer que o  fascismo-franquismo castelhano colonial que se abate sobre a Catalunha da responsabilidade do trio colonial fascista-falangista PP + PSOE + Ciudadanos, realize mais prisões políticas, que realize mais espancamentos e que comece a matar.

A União Europeia e a NATO vão emitir um vigoroso comunicado no Kosovo condenando a Catalunha.