quarta-feira, 31 de maio de 2017

E se Alemanha começar a fabricar bombas atómicas e mísseis intercontinentais?

«É preciso falar de imperialismo



Neste ponto, e neste ponto apenas, concordo com Gideon Rachman do Financial Times: há algo de arrepiante, tendo em conta a história do século XX,  em ver “a líder alemã numa tenda de cerveja na Baviera a anunciar a separação em relação aos EUA e à Grã-Bretanha, fazendo referência no mesmo discurso à Rússia.”

Ironia à parte, os que contam com a versão europeia do liberalismo do medo, agora em relação a Trump, para continuar a federar furtivamente a Europa, estão apenas a reforçar os desígnios do imperialismo alemão, transpondo-os do campo económico-político, indissociável do Euro, para o campo político-militar. Não há como dar combate sem quartel a tal irresponsabilidade, ainda para mais quando vem de gente que se diz de esquerda.

Seja como for, continuo a apostar que estamos perante passageiras e superficiais querelas, procurando Merkel no seu discurso de campanha aproveitar-se da justa impopularidade de Trump para conquistar eleitores, secundarizando ainda mais a de qualquer forma irrelevante social-democracia alemã: no final, a Alemanha continuará integrada no bloco imperialista transatlântico liderado pelos EUA, provavelmente mais armada. Esse é na realidade o negócio de Trump. Aposto que vai ser aceite.

A integração europeia é indissociável deste bloco criado para combater todos os socialismos, aspecto em que também tem sido muito útil no continente, o que nunca é de mais sublinhar. E o mundo continuará tão perigoso quanto antes, até pelos estatocídios que este bloco já tem no seu cadastro na ausência de freios e contrapesos relevantes. Sem os colocar obviamente no mesmo plano, tendo o Mediterrâneo por uma das suas fronteiras, os esvaziamentos das soberanias passaram por intervenção militar, a sul, e financeira/monetária, mais a norte, no que acabou por funcionar como uma espécie de divisão de tarefas entre a potência europeia e a norte-americana e que foi da Líbia à Grécia.

No fim de contas, confirma-se que os que não querem falar de imperialismo, como a política internacional do capital financeiro, também não podem falar com propriedade das suas articuladas estruturas de integração, da NATO à UE.»

[João Rodrigues in blog «Ladrões de Bicicletas»]

Partido Conservador do Reino Unido quer pôr os reformados a pagarem impostos depois de mortos

"Esta gente ainda consegue
fazer-nos abrir a boca de espanto



 no «Público» de hoje"


[In blog « O Tempo das Cerejas 2»]

terça-feira, 30 de maio de 2017

As guerras jiadistas financiadas pelos ditos «bons da fita»


«O Pentágono prossegue os contratos de armamento dos jiadistas da era Obama



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O Pentágono prossegue o seu tráfico de armas a partir do porto de Burgas (Bulgária) para o de Jeddah (Arábia Saudita). Ele entregou aos grupos jiadistas na Síria —incluindo o Daesh (E.I.)— armas de fabrico ex-soviético não homologadas pela OTAN, produzidas pela Vazovski Machine Building Factory (VMZ) (Bulgária) e pela Tatra Defense Industrial Ltd. (República Checa).
A 5 de Maio de 2017, o navio Marianne Danica deixou a Bulgária. Ele chegou a 20 de Maio à Arábia Saudita, enquanto o Hanne Danica retornava de Jeddah para Burgas.
Segundo Yörük Işık e Alper Beler, ilegalmente estes cargueiros transportavam lança-foguetes múltiplos Grad e blindados de tipo OT-64 SKOT (foto).
Estes fornecimentos fariam parte de um dos últimos contratos da Administração Obama, aprovado no início de Janeiro —quer dizer no final do período de transição—, com a Orbital ATK num valor de US $ 200 milhões de dólares. A Orbital sub-contratou o fornecimento à Chemring, que alugou ela própria esses cargueiros à Danish H. Folmer & Co.
A Administração Trump, que deixou de comanditar este tipo de contratos, não anulou os que já tinham sido assinados.
Tradução
Alva»

[In «Red Voltaire»]

Presença militar-colonial francesa na Síria

Tropas coloniais francesas-NATO invadiram a Síria e lá permanecem «por Direito Colonial».


«Sylvie Goulard admite a presença de forças francesas na Síria



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Questionada pela Europe 1, a Ministra Francesa da Defesa, Sylvie Goulard, reconheceu a presença de Forças Francesas na Síria.
É um segredo de polichinelo : comandos Franceses operam ilegalmente na Síria desde 2011, com uma breve interrupção entre Março e Julho de 2012.
As Forças Especiais Francesas dão enquadramento a vários grupos jiadistas. Elas já haviam organizado, nomeadamente, o Emirado Islâmico de Baba Amr (em 2012) e o ataque à mais antiga comunidade cristã do mundo em Maaloula.
« Syrie : Sylvie Goulard confirme la présence de forces spéciales françaises » («Síria : Sylvie Goulard confirma a presença de Forças Especiais Francesas»- ndT), Europe 1, 26 mai 2017.
Tradução
Alva»

[In «Red Voltaire»]

Os ingleses e os franceses bombardearam Trípoli, onde massacraram crianças e adolescentes em mais uma guerra colonial da NATO

«A culpa é de Corbyn



Depois da campanha A Culpa é de Mélenchon, podemos também denunciar a campanha A culpa é de Corbyn, de resto já bem documentada por Agostinho Lopes. Faz todo o sentido. É que há apostas jornalísticas, já com mais de duas décadas, na diluição da social-democracia no consenso euro-liberal que não podem ser perdidas pelos esforços em curso, aqui e ali, para reverter esta diluição.

Ainda hoje na sua crónica semanal no Público Vicente Jorge Silva, cujo principal contributo para o debate público foi um insulto – “rasca” – a toda a uma geração na década de noventa,» (rasca é o gajo)  «acusa Corbyn de ter arranjado “álibis” para o ataque terrorista em Manchester. Álibis, repito, vejam bem até onde desce a aposta no ataque ao socialismo que só pode ser democrático e logo anti-imperialista.

Na realidade, a intervenção de Corbyn sobre este tema foi tão clara quanto justa: “Muitos peritos, incluindo dos serviços secretos e de segurança, têm identificado as ligações entre as guerras que o nosso governo apoiou e travou noutros países, como a Líbia, e o terrorismo no nosso país. Esta avaliação em nada reduz a culpa dos que atacaram as nossas crianças. Estes terroristas serão eternamente repudiados e implacavelmente responsabilizados pelas suas acções. Mas um entendimento informado das causas do terrorismo é uma componente essencial de uma resposta eficaz, capaz de garantir a segurança do nosso povo e de combater, ao invés de estimular, o terrorismo.”

Nem mais, nem menos.»

[João Rodrigues in blog «Ladrões de Bicicletas»]

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Destruição de vidas jovens pelo terrorismo do Daesh e pelo terrorismo da União Europeia


O terrorismo do Daesh atacou em Manchester e destruiu vidas jovens. Para o Daesh Não Há Alternativa (TINA, em inglês, There Is No Alternative ).
O terrorismo da União Europeia tem visado a destruição de vidas jovens, com o desemprego, com a insegurança no trabalho, com os salários miseráveis com a ameaça de que não há direito ao futuro. O terrorismo da União tem sido particularmente violento na Grécia, em Portugal, na França e na Itália. Não há futuro a não ser no trabalho escravo, quando não há futuro, há a greve demográfica e há o suicídio. Diz a União Europeia – Não Há Alternativa (TINA, em inglês, There Is No Alternative).

A União Europeia com seu o terrorismo causa mais terror do que o Daesh, está quase sempre a pôr medo, a ameaçar com patifarias em cima de patifarias.
O ataque terrorista mais violento da União Europeia foi feito contra a Grécia, onde destruiu mais vidas jovens do que o Daesh.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A ditadura implacável da Alemanha e dos traidores que assinaram tratados germanófilos

A França tem sido governada por traidores, tal como a Itália e tal como Portugal governado por Passos Coelho, Paulo Portas, Cavaco, Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque.

"Um pouco acima de lixo (Paula Ferreira) 
«Quem olha para a notícia como o fim de todos os males da sociedade portuguesa estará, com toda a certeza, equivocado. Nada de estrutural deverá mudar. Bruxelas continua a impor as regras, tal como ficou claro na comunicação feita por Pierre Moscovici, o comissário europeu da Economia. O aviso foi claro. Se não se portam bem, voltam os castigos. Portanto, bem podem os partidos da Esquerda, apoiantes do Governo, exigir que o alívio seja refletido na vida das pessoas, dos que mais sofreram nos últimos anos e graças a eles, como realçaram várias vozes cá dentro e lá fora, foi possível pôr as contas públicas outra vez no bom caminho.

António Costa, se quiser manter o estatuto de bom aluno, terá pouca margem de manobra para responder de forma positiva. Os que recomendaram a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo foram os mesmos que lembraram ser necessário continuar de cinto bem apertadinho. E o mercado de trabalho estará sempre na mira de Bruxelas, para que não haja veleidades. O aviso está dado: com as medidas previstas, Portugal não cumpre as regras que lhe são exigidas.»"
[In blog «Entre as brumas da memória»] 

sábado, 20 de maio de 2017

Em alguns ramos os piores crimes são os crimes legais

  «Manifesto a favor do uso da palavra "Esquema"


Na sessão parlamentar de anteontem, em que foi ouvido o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos Paulo Ralha, a deputada do CDS Cecília Meireles levantou-se indignada pelo uso da palavra "esquema", quando usada na actividade de "planeamento fiscal", praticado por advogados de conhecidos escritórios, como era o caso do militante do CDS Paulo Núncio.

Na base esteve esta declaração de Paulo Ralha (1h16):
"Há empresas, pessoas individuais, que têm rendimentos e não querem que esses rendimentos apareçam nas suas contas pessoais. E então utilizam os esquemas offshore, para fazer o dinheiro passar por uma série de filtros, ir parar ao destinatário final, sem praticamente pagar imposto nenhum. É disto que se trata. (...) Podemos ficar aqui o dia todo a falar sobre este tipo de esquemas, mas penso que há pessoas muito mais capacitadas do que eu, sendo que nós conhecemos meia dúzia de esquemas destes. Há empresas, de fiscalidade, especializadas nisto. Creio que o ex-SEAF participou activamente na construção de determinados tipos de esquemas deste tipo. E nem todos esquemas são ilegais..."
Face a isto, disse a deputada (1h18):
"Eu gostava de dizer que isto é o Parlamento de Portugal. E o senhor presidente do Sindicato dos Impostos não estava a lembrar: estava a difamar. Esquemas é uma palavra que, obviamente, leva-nos para ilegalidades. Uma coisa será consultoria jurídica, será engenharia fiscal. Outra coisa são pessoas que montam esquemas. E outra coisa muito diferente é dizer que a Zona Franca da Madeira e que toda a Madeira é um sítio de esquemas. Obviamente isso é difamatório, quer em relação à Madeira, quer em relação ao ex-Secretário de Estado. (...) Em relação a uma pessoa que não está presente, (...) vir para aqui dizer que ele é uma pessoa que faz esquemas? O senhor não acha que isso é difamatório? Se eu dissesse que o senhor passa a vida a fazer esquemas [e levanta o braço], o senhor não se sentia difamado? É que eu sentia! E quem se sente não é filho de boa gente!"
O engano final da deputada não passou despercebido à presidente da sessão que tentou emendar a expressão, mas gerou ainda mais confusão. Mas a verdade é que a confusão gerada por Cecília Meireles pareceu intimidar os restantes deputados que tiveram o cuidado de não usar mais a palavra "esquema".

Até Mariana Mortágua disse sorrindo:
"Parece que já não se pode usar a palavra... é que me dava imenso jeito..."

Já a minha confusão é que seja sempre o CDS a suscitar esta defesa encarniçada contra o uso - não dos esquemas  - mas da palavra esquemas.  

Pois este post é para reiterar o DEVER de usar livremente a palavra "esquema". Primeiro, porque se trata de uma palavra commumente usada na literatura fiscal e depois porque, mesmo que seja apenas para retratar operações que visem um fim socialmente fraudulento, os esquemas que se pretende designar cabem nos dois sentidos da palavra. Aqui fica a prova dessas duas realidades:

1) A legislação publicada - decreto-lei 29/2008 - que obriga os agentes económicos a comunicar ao Fisco os "esquemas fiscais", usa a palavra 13 vezes! E até parece que, nem de propósito, a lei tornou-se inaplicada...  É sempre assim: quando se fala de "esquemas", parece haver sempre um esquema que a dificulta a intenção inicial;

2) Nem a Lei Geral Tributária, no seu artigo 38º, ao consagrar a nulidade de negócios levados a cabo por "meios artificiosos ou fraudulentos", menciona a palavra "esquemas", pressupondo-se que os meios artificiosos não sejam esquemas

3) A OTOC, num documento sobre o planeamento fiscal, menciona na sua pág.52 a expressão "Esquemas fiscais abusivos", o que pressupõe que haja esquemas fiscais não abusivos.

4) Até há uma dissertação de mestrado do Instituto Poletécnico do Porto sobre  - veja-se lá! - os "esquemas de planeamento fiscal". E deve haver muitas muitas mais...

5) Não foi o ex-director geral dos impostos quem divulgou que os ricos não pagam impostos, devido a esquemas  vários? 

6) O próprio Paulo Núncio, mal estava empossado, a 5/8/2011, fez declarações no Parlamento em que defendeu que o Governo iria usar de forma mais frequente a cláusula anti abuso “para combater de forma mais eficaz o planeamento fiscal mais agressivo”. Ah! não falou em "esquemas", mas de "planeamento fiscal". É completamente diferente...  Mas agora, afirma taxativamente que nunca esteve "envolvido nesse tipo de esquemas ou de estruturas" quando, no passado recente (em 2010), andou a avisar os seus clientes das vantagens da amnistia fiscal que era o RERT aprovado pelo governo Sócrates para quem pudesse eventualmente considerar que pudesse estar  abrangido pela eventual situação de querer legalizar dinheiros alegada e fraudulentamente saídos do país - presume-se que através de "esquemas" não ilegais, digo eu... Esse RERT foi tão bom que, mal chegou ao governo fez mais um RERT, aquele que, entre muita gente, lavou - sem outro esquema, que não aplicação da lei - os dinheiros fugidos de Ricardo Espírito Santo. O RERT foi, ele também, um enorme esquema amnistiante, criminal e até tributariamente.  

7) Aliás, aqueles que mais podem beneficiar dos esquemas fiscais não têm pejo em usar essa realidade, mesmo que não usem a expressão. Os seus actos vulgarizariam o uso do termo. Não foi esse o caso dos grupos económicos que esteve na base da fuga para a Holanda, seguindo a Jerónimo Martins? Aliás, o grupo Jerónimo Martins, bem na véspera da entrada em funções de Paulo Núncio, tinha visto destapado e condenado um dos seus esquemas...

Por tudo isto, como é sempre uma grande confusão quando há esquemas legais e outros esquemas menos legais; quando os advogados têm uma enorme trabalhadeira em encontrar termos tão juridicamente neutros como "tax avoidance" (evasão fiscal), "tax aggressive", "aggressive tax avoidance" (evasão fiscal agressiva...) ou "tax neutral schemes" (esquemas fiscais neutros); porque todas estas ferramentas esquemáticas visam apenas reduzir os impostos a pagar e assim reduzir o contributo de quem mais tem para o bem de todos,

manifesto a minha enorme insatisfação pelo facto de os deputados de Portugal se auto-censurarem e censurarem a palavra esquema nos trabalhos parlamentares.
.
Viva o uso da palavra "esquema"!»

[João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas] 

Quando os bons são muito piores que os maus


Os bons querem guerra, querem o cheiro da morte, querem guerra contra os russos.

«Vêm aí os russos
Os russos não são os novos maus da fita. Nunca deixaram de ser, precisamente porque a fita ainda não acabou.

Sobrevivemos à crise dos mísseis em Cuba. Em 1966 sobrevivemos à alegada comédia The Russians Are Coming. Sem saber como sobrevivemos toda a guerra fria entre os EUA e a União Soviética que durou, ao que nos dizem, até ao fim desta última em 1991. Há por aí pessoas com 25 e 26 anos de idade que não sabem o que é a URSS porque, quando nasceram, já não existia tal coisa.


Os americanos e os russos estavam bem uns para os outros, império contra império, bully paranóico contra bully paranóico, marrando eternamente, por dá-cá-aquela-palha, um com o outro.

O regresso da arrogante e estapafúrdia rivalidade entre as duas já-foram-mais-superpotências não é sequer um regresso. Quando muito, houve uma breve interrupção das hostilidades por ocasião das bebedeiras de Ieltsin e das fantasias americanas de ter conseguido dar um happy ending à própria História com agá grande.

Os russos não são os novos maus da fita. Nunca deixaram de ser, precisamente porque a fita ainda não acabou. Só acabará quando os americanos - e, por americanos, refiro-me a todos os políticos acomodados e simplistas - se desviciarem de se armarem em heróis em casa deles, brincando sozinhos aos caubóis como se ainda estivéssemos no século XX.

Se Trump teve um uma única boa ideia foi a de deixar de vilificar os russos por tudo e por nada, ao ponto de lembrar que os americanos também não são assim tão "inocentes". Ainda leva mais na cabeça por causa disso: toma! Vale tudo menos deixar arrefecer a abençoada guerra fria.»

[Miguel Esteves Cardoso in «Público» pt net]

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A Direita portguesa arruinou muita gente por ordem de Berlim

Passos Coelho, Cavaco Silva, Paulo Portas, Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque embobreceram e arruinaram muita gente. Chamaram a isso desvalorização interna e falsamente austeridade e ajustamento. Austeridade e ajustamento significam recessão por decreto, empobrecimento por decreto, ruína por decreto, fome por decreto.

"Fahrenheit 2,8




«Fahrenheit 451 é um romance de Ray Bradbury. O livro conta a história de um futuro onde todos os livros são proibidos, as opiniões próprias são consideradas anti-sociais e o pensamento crítico é suprimido. No fundo, o sonho húmido de Aníbal Cavaco Silva.
O número 451 é a temperatura (em graus Fahrenheit) a que queima o papel, o equivalente a 233 graus Celsius. O que se passou neste trimestre é uma espécie de Fahrenheit 2,8 de tudo o que foi escrito sobre a "geringonça" e o futuro do país após a construção desta alternativa à PAF. 2,8 de crescimento é a temperatura a que ardem as calças do José Gomes Ferreira. (…)
É nestes momentos que tenho pena que não exista uma bwin para estes apostadores do TINA. Estes Bisavós do Restelo. Passos teria perdido o apartamento em Massamá depois de ter apostado tudo na vinda do Diabo e sair-lhe o Papa. Os profetas do "aumento do salário mínimo vai causar desemprego" eram os únicos que tinham ficado desempregados.
Não tenho nada contra o Medina Carreira, excepto ter partilhado o mesmo programa com o Crato, mas se calhar já o mudava de área. Fica triste não acertar uma. Na minha ideia, o Medina Carreira substituía o Ljubomir Stanisic no "Pesadelo na Cozinha". Ou faziam um pesadelo na contabilidade do restaurante e ele entrava ali e destratava o contabilista e anunciava a falência para a semana.
. Durante anos foi-nos dito, diariamente, que não havia alternativa. Nem valia a pena tentar. Só o facto de falar nisso estragava o pouco que já tínhamos. Éramos uma Natascha Kampusch na cave de um Wolfgang qualquer. Chamaram-nos piegas e agora temos a mesma gente a chorar porque crescemos 2,8.
Ver o PSD a dizer que se o país cresceu 2,8 no primeiro trimestre de 2017 é graças ao seu governo, é como ver um indivíduo a queixar-se que ele é que tomou os comprimidos para o "enlarge your penis" mas o outro é que tem o pénis maior. Ou um marinheiro que está no alto mar há um ano e meio, e que nem enviou o ordenado para casa, achar que a mulher está grávida e o filho é dele.»
João Quadros" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

Estados Unidos - os alegados «bons» são muito piores que os maus

O Mundo está de pernas para o ar? Nos Estados Unidos os bons, os apoiantes de Hillary Clinton, querem o estado de guerra contra a Rússia, a todo o custo. Os maus de Trunp é que querem a paz com a Rússia. Quando os bons são piores que os maus o Mundo fica muito perigoso.

Michel Temer em xeque quase xeque-mate

O «campeão da luta contra a corrupção», Michel Temer, afinal, é um grande corrupto.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Macron nomeou primeiro-ministro Édouard Philippe um homem da Direita

Édouard Philippe é do partido direitista «Os Republicanos», o novo nome da UMP  (União por um Movimento Popular). Antes de aderir à UMP Édouard Philippe esteve dois anos no Partido Socialista (PSF).

domingo, 14 de maio de 2017

A malvadez é central na Humanidade, em nome do ateísmo ou em nome de uma religião é igual


A propósito da vinda do papa argentino Francisco falou-se muito em ateísmo e religiosidade.
Na condição humana a malvadez de um ateu ou de uma ateia conduz à tentativa de homicídio e ao assassinato.

Na condição humana a malvadez de um crente ou de uma crente numa religião conduz à tentativa de homicídio e ao homicídio.

O Benfica ao derrotar o Guimarães por 5 - 0 foi campeão de Portugal de futebol pelo quarto ano consecutvo


Portugal venceu o festival da Eurovisão 2017


Salvador Sobral, de 27 anos, venceu a 51ª edição do festival da Eurovisão da canção com uma balada romântica, «Amar pelos dois», composta pela sua irmã, Luísa Sobral que se realizou em Kiev, na Ucrânia.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

A desvalorização interna é a selvajaria europeísta


Portugal, colonizado pela Troika, e pelos seus e suas colaboracionistas, teve que empobrecer atá à fome a sua população.

O europeísmo, tal como ele é, significa empobrecimento perpétuo.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Papa Francisco, o jesuíta que apoiou as mais escabrosas atrocidades fascistas na Argentina

«É público que jamais condenou ditadores argentinos, apesar de saber que na Argentina de Videla e dos seus sequazes se torturava, se assassinava, faziam-se desaparecer milhares de pessoas, roubavam-se os recém nascidos das prisioneiras grávidas, violavam-se todos os direitos e todos os mandamentos que, supostamente, regem a moral e a conduta dos católicos. Videla era católico e dos fanáticos, tal como Massera e todos os criminosos que usurparam o poder na Argentina. E sabendo-o, Jorge Mario Bergoglio – "Pancho I" doravante – não abriu a boca. Não pode alegar que não sabia, porque era o confessor e era quem dava a comunhão a Videla. Que lhe confessava o chefe dos torturadores?
Segundo uma extraordinária reportagem do jornalista argentino Horacio Verbitsky, publicada no Página12 em 1999, o cardeal Jorge Mario Bergoglio – "Pancho I" doravante – é culpado, por ação ou omissão, da detenção e desaparecimento de dois religiosos da sua própria ordem.
Nunca esclareceu estes factos, mas, curiosamente, quando o presidente Néstor Kirchner acabou com as odiosas leis de “obediência devida", com as amnistias aos criminosos e reabriu os julgamentos contra os piores criminosos da história argentina, Jorge Mario Bergoglio – "Pancho I" doravante – descobriu a pobreza e converteu-se no paladino do antikirchnerismo.» [Luís Sepúlveda in «Esquerda net»]

É mau presságio o presidente da República da França comemorar uma vitória eleitoral com uma canção alemã

Emmanuel Macron começou mal. Não conseguiu arranjar uma canção francesa para comemorar a vitória nas eleições presidenciais. Ouviu-se a sinistra música da Troika.

domingo, 7 de maio de 2017

A «modernização» dos despedimentos ou o caminho para o trabalho mais ou menos escravo

«Legalizar a selva


* Fonte: INE, Inquérito ao Emprego, DGERT, Ministério da Justiça: o número de despedidos com contrato permanente está subavaliado, porque não tem em conta a destruição de postos de trabalho de 2010 para 2011, devido à quebra de inquérito em 2011
De cada vez que ouvir falar da "rigidez da legislação laboral" quanto ao despedimento individual - como tem sido suscitado pelos deputados à direita no Parlamento, fazendo eco das "recomendações" da OCDE e da Comissão Europeia - olhe para os números acima.

Algo aconteceu para permitir que, entre 2009 e 2013, mais de 268,6 mil pessoas tivessem perdido o seu contrato "permanente", sendo que a esmagadora maioria passou ao largo dos despedimentos colectivos, tidos como mais fáceis e mais rápidos. Foram inclusivamente mais do que os despedidos por contrato a prazo.

Terão sido todos por "rescisões amigáveis" que, em geral, pouco de "amigável" têm? Na verdade, a selva é bem mais fluida do que fazem crer. Basta procurar nos motores de busca "rescisão por mútuo acordo" e ver os pedidos de ajuda que fazem trabalhadores visados e em que posição de fragilidade se encontram. São colocados entre a espada e a parede.

Se há algum interesse em tornar menos "rígida" a legislação, será apenas para legalizar as ilegalidades cometidas, reduzindo os problemas legais que poucas empresas poderão ter ao recorrer a despedimentos ilegais. Vão conseguirão "fechar" mais rapidamente os dossiers do despedimento. De resto, como se pode ver pelo número de casos julgados, nada mais de bom se passará. Não haverá mais emprego: as empresas abandonarão a sua função social, os trabalhadores ficarão mais desprotegidos e ainda mais calados. E os juízes terão menos trabalho e assumirão cada vez menos o seu papel de equilibrador de relações desiguais.

No fundo, quando se defende uma legislação menos rígida, apenas se está a pensar numa relação de poder e não económica.»

[João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas»]

sábado, 6 de maio de 2017

Emmanuel Macron será eleito amanhã presidente da V República da França, muito provavelmente

A lógica das probailidades fundamentadas leva a concluir que Macron será o vencedor da eleição para presidente da V República da França, amanhã, domingo.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Mais de metade dos votos em Macron, na segunda volta, serão votos do medo e do Grande Medo

A imprensa do establishement lançou uma violenta campanha do medo para beneficiar Macron.
O medo de uma mulher loura, o Grande Medo de uma mulher loura, o pânico causado por uma mulher loura.
Já que Macron não tem nenhum programa mobilizador, viva o medo. Gostaria que Macron tivesse um programa diferente do que tem que é a submissão total da França ao imperialismo alemão. Como não tem recorre-se ao medo.

Influência brasileira... por telepatia?

"O da Joana


«Um terço gigante, da autoria de Joana Vasconcelos, foi inaugurado esta semana à entrada da Igreja da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima. Tenho a opinião de que Portugal só fica realmente completo quando a Joana Vasconcelos fizer uma padaria portuguesa gigante.
Acho uma ideia parva. Segundo ouvi dizer, Nossa Senhora tinha previsto aparecer outra vez em Fátima para festejar os 100 anos, mas puseram um terço gigante no local da aterragem.(…)
A Joana Vasconcelos tornou-se a artista do regime, ainda que a frase pareça uma contradição. Mas desta vez temos um problema mais complicado porque, após ser conhecida a instalação, de seu nome "Suspensão", começaram a circular, nas redes sociais, fotografias de um terço igual ao que foi erguido entre duas palmeiras em 2013, em Vila Velha, no estado de Espírito Santo, aquando da visita de João Paulo II ao Brasil. Aleluia! Isto foi o Milagre da multiplicação!!!
Joana Vasconcelos já se justiçou e diz que o terço brasileiro "não tem nada a ver" com o de Fátima. E a justificação, de que não têm nada a ver um com o outro, é, e cito: "Aquilo é um terço pequenérrimo feito de esferovite." Fazendo uma comparação, o terço brasileiro tem 19 metros de comprimento e cerca de 60 contas, o da Joana tem 26 metros e 60 contas brancas. Ou seja, nunca se ponham nus em frente à Joana Vasconcelos. (…)
O bom disto é ver que Fátima comprou gato por lebre. A Joana Vasconcelos arranjou uma fraude para comemorar os cem anos das aparições. Finalmente, fez-se justiça.»"

[João Quadros, cit in blog «Entre as brumas da memória»]


Cópia não é plágio?

quinta-feira, 4 de maio de 2017

A ruína económica, social e financeira da Grécia imposta pelo imperialismo alemão e pelos europeístas colaboracionistas nestas selvajarias

Ser europeísta é ser colaboracionista da Ditadura implacável de Berlim via BCE e CE sobre a Grécia. É uma ditadura selvática, num processo de guerra que visa a destruição total da Grécia. Os europeístas apoiam as selvajarias contra a Grécia, apoiam a guerra contra a Grécia, os europeístas dizem que são pela paz e promovem a guerra contra o povo grego, dizem que são civilizados e são colaboracionistas de bárbaras selvajarias contra a Grécia, que está pior do que depois da crise de 1929.

«Já não vos vemos gregos

Por cá já quase ninguém fala sobre a Grécia, o que é até certo ponto compreensível, já que a situação é demasiado deprimente e desesperançada desde a rendição, uns meses depois de terem chegado ao governo, dos que chegaram a passar brevemente por libertadores. O que é incompreensível é que depois da Grécia ainda haja, à esquerda, quem mantenha ilusões europeístas. Nesta ideologia, é tudo uma questão de adaptação das expectativas políticas, até já só se conseguir pensar nos termos fixados entre Bruxelas e Frankfurt. Abertos versus fechados é a nova versão da pós-verdade europeia, reciclando temas neoliberais desde a origem, nos anos trinta e quarenta, desta ideologia.

Entretanto, há mais um tijolo de legislação neoliberal que terá de ser aprovado, em troca de uma nova tranche para impedir o incumprimento face aos credores. E mais austeridade, sempre mais austeridade. O governo grego é agora um aluno cada vez melhor de mestres cada vez piores, para adaptar uma fórmula do saudoso Medeiros Ferreira: os superávites orçamentais primários aí estão. As pensões, que já foram cortadas doze vezes em meia dúzia de anos, num total de 40%, sofrerão mais cortes, por exemplo. A privatização de sectores estratégicos continua.

A economia teve nestes anos uma evolução pior do que a registada pelas economias mais violentamente atingidas pela Grande Depressão iniciada em 1929, como também lembra o The Guardian. Pelo menos nessa altura o Padrão-Ouro revelou ser menos resiliente do que o Euro, o que foi decisivo na recuperação então registada.

Tudo se faz agora em nome da reestruturação da dívida, que há-de chegar, uma vez mais, nos termos e nos tempos dos credores. Politicamente, na Grécia, não parece haver alternativa por muitos e maus anos. Obviamente, o desenlace grego teve impactos fora da Grécia ou não fosse esse um dos objectivos de quem comanda esta perversa e poderosa economia política.»

[João Rodrigues in blog «Ladrões de Bicicletas»]

terça-feira, 2 de maio de 2017

A ocupação militar da Grécia pela Troika (Berlim via BCE+CE e Washington via FMI)

A ocupação militar-colonial da Grécia pela Troika mostra ao que chegou o europeísmo. Os europeístas defendem a continuação da ocupação militar da Grécia pela Troika, com o objectivo de destruir completamente a sociedade e a economia da Grécia.
A União Europeia é um império absolutamente desumano.



«Acordo na Grécia abre a porta negociação de alívio da dívida
Atenas compromete-se com cortes de pensões em 2019 e agravamento fiscal em 2020, garantindo recebimento de nova tranche do empréstimo.
A Grécia chegou esta terça-feira a um acordo com os seus credores internacionais sobre o plano de medidas que terá de tomar durante os próximos anos, tornando possível a aprovação política de novas tranches do empréstimo da troika e abrindo a porta à negociação de um alívio da dívida com os seus parceiros europeus.
O anúncio do entendimento entre o executivo grego e os responsáveis da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional que têm estado presentes nas discussões em Atenas foi feito pelo ministro das Finanças grego esta manhã. “Temos fumo branco. As negociações para um acordo técnico foram concluídas em todos os temas e o caminho está agora aberto para as discussões sobre o alívio da dívida”, afirmou Euclid Tsakalotos.
De acordo com a agência Reuters, o acordo prevê que a Grécia aprove já no seu parlamento legislação que aponte para a concretização de um novo corte das pensões em 2019 e para uma redução das isenções fiscais em 2020, garantindo uma poupança no orçamento equivalente a 2% do PIB.» [In jornal «Público» pt]

segunda-feira, 1 de maio de 2017

1º de Maio

O 1º de Maio evoca a luta dos trabalhadores dos Estados Unidos pelas oito horas de trabalho, em 1886, que começou em Chicago e a repressão bárbara que sofreram que até meteu juízes que condenaram alguns à forca e foram mesmo enforcados.
Foi numa Democracia Burguesa com ainda um regime de apartheid para os negros que só terminou na década de 1960.
O século XX foi o século de criar uma alternativa à Democracia Burguesa, com a implantação de regimes marxistas-leninistas, chamados de comunistas, mas na Europa implodiram todos.
O conceito criado por Marx e Engels de ditadura do proletariado foi fatal para esta ideologia como foi fatal na Rússia, depois transformada em União Soviética por Lenine, a nacionalização-colectivização de todas as empresas sugerida no livro «O Capital» por Marx.
Enquanto o marxismo-leninismo na Europa tinha um futuro incerto as Democracias Burguesas concederam muitos direitos aos trabalhadores de que resultou o Estado Social europeu.
O marxismo-leninismo implodiu na União Soviética e nos outros países europeus, não apenas pelos desvios da teoria original, mas por erros graves na teoria original como o conceito ditadura do proletariado e a nacionalização-colectivização de todas as empresas.
A Democracia Burguesa é em 2017 a única Democracia, a alta burguesia domina a sociedade mas faz concessões.


No entanto, a implosão do marxismo-leninismo na Europa levou a alta burguesia a substituir a «Ditadura do Proletariado» pela Ditadura dos Mercados. As Democracias Burguesas estão a evoluir, na Europa, para Ditaduras dos Mercados.